Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Palestra Espírita

Alberto Leitão Rosa, excelente palestrante espírita.
Compareçam, divulguem!





































Francisco Rebouças

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O DESEJO DO MESTRE


 João de Deus 

“— Minha mãe, que hei de fazer 
Para me unir com Jesus?...” 
Dizia uma pequenina 
Num halo doce de luz. 

“— Filhinha, — dizia a voz 
Do carinho maternal — 
Jesus estará contigo 
Se evitares todo o mal.”

 “— Mamãe, — insistia ainda 
A pequena a perguntar — 
Que quer o Mestre de mim 
P’ra que eu possa lhe agradar?” 

“— Jesus quer de todos nós  — 
Disse a materna afeição  — 
O amor, a humildade e o bem 
No livro do coração!...”

Livro: TEMPO E AMOR 
Francisco Cândido Xavier e Clovis Tavares (Autores Diversos)

Francisco Rebouças

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo - R.E.

Estudando a doutrina espírita...
A CLAREZA.
(Sociedade de Paris, 5 de janeiro de 1866. - Médium, Sr. Leymarie.)
Concedei-me a hospitalidade, para vossa primeira sessão de 1866? Eu desejo, com o abraço fraternal, vos apresentar meus votos amigos; que possais ter muitas satisfações morais, muito de vontade e de caridade perseverante.
Neste século de luz, o que mais falta, é a clareza! Os semi-sábios, os Bichos-Papões da imprensa, valentemente fizeram o trabalho da aranha para obscurecer, com a ajuda de um tecido supostamente liberal, tudo que é claro, tudo o que esclarece.
Caros Espíritas, tendes encontrado em todas as camadas sociais essa força de raciocínio que é a marca de inteligência dos seres chegados? Não tendes, ao contrário, a certeza de que a grande maioria de vossos irmãos está estagnada numa ignorância malsã? Por toda a parte as heresias e as más ações! As boas intenções, viciadas em seu princípio, caem uma a uma, semelhantes a esses belos frutos dos quais um verme rói o coração e que o vento lança à terra. A clareza, nos argumentos, no saber, teria feito por acaso eleição de domicílio nas academias, entre os filósofos, os jornalistas ou os planfetários?... Poder-se-ia disto duvidar, parece-me, em vendo-os, à maneira de Diógenes, lanterna à mão, procurar uma verdade em pleno sol.
Luz, clareza, sois a essência de todo movimento inteligente! Logo inundareis com vossos raios benfazejos os recantos mais obscuros dessa pobre Humanidade; sereis vós que saireis desse lodo de tantos terrestres atordoados, embrutecidos, espíritos infelizes que devem ser lavados pela instrução, pela liberdade, sobretudo pela consciência de seu valor espiritual. A luz expulsará as lágrimas, as dificuldades, os sombrios desesperos, a negação das coisas divinas, todas as más vontades! Cercando o materialismo, ela o forçará a não mais se abrigar atrás dessa muralha factícia, carcomida, de onde arremessa inabilmente suas setas sobre tudo o que não é obra sua.
Mas as máscaras serão arrancadas e saberemos, então, se os gozos, a fortuna e o sensualismo são bem os emblemas da vida e da liberdade. A clareza é útil em tudo e a todos; ao embrião como ao homem, é preciso a luz! sem ela tudo caminha às cegas, e a alma, às cegas, procura a alma.
Que uma noite eterna se faça! logo as cores harmoniosas desaparecerão de vosso globo, as flores se enfraquecerão, as grandes árvores serão destruídas; os insetos, a Natureza inteira não darão mais esses mil ruídos, a eterna canção a Deus! os riachos banharão margens desoladas; o frio terá tudo mumificado, a vida terá desaparecido!...
Ocorre o mesmo com o Espírito. Se fizerdes noite ao redor dele, nela estará doente; o frio petrificará suas tendências divinas; o homem, como na Idade Média, se entorpecerá, semelhante em sua alma às solidões selvagens e desoladas das regiões boreais!
É por isto, Espíritas, que vos deveis a todas as clarezas. Mas antes de aconselhar e ensinar, começai primeiro por esclarecer as menores dobras de vossa alma. Quando, bastante depurados para nada temer, podereis elevar a voz, o olhar, o gesto, fareis uma guerra implacável à sombra, à tristeza, à ausência de vida; ensinareis as grandes leis espíritas aos irmãos que nada sabem do papel que Deus lhes assinala.
1866, possas tu, pelos anos a vir, ser essa estrela luminosa que conduziu os reis magos para a manjedoura de um humilde filho do povo; vinham prestar homenagem à encarnação que deveria representar, no sentido mais amplo, o espírito de verdade, essa luz benfazeja que transformou a Humanidade. Por esta criança tudo foi compreendido! Foi bem ela que eternizou a graça da simplicidade, da caridade, da benevolência, do amor e da liberdade.
O Espiritismo, também estrela luminosa, deve, como a que rasgou, há dezoito séculos, o véu sombrio dos séculos de ferro, conduzir os terrestres à conquista das verdades prometidas. Saberá bem se livrar das tempestades que nos prometem as evoluções humanas e as resistências desesperadas da ciência às agonias? É que vós todos, meus amigos, e nós vossos irmãos da erraticidade, somos chamados a melhor revelar, inundando este ano com as claridades adquiridas.
Trabalhar com este objetivo é ser adepto do Filho de Belém, é ser filho de Deus, de quem emanam toda luz e toda a clareza.
SONNEZ
Fonte: Revista Espírita – FEV. 1867

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo - L.M.

Bendita doutrina Espírita...

É crença geral que, para convencer, basta apresentar os fatos. Esse, com efeito, parece o caminho mais lógico. Entretanto, mostra a experiência que nem sempre é o melhor, pois que a cada passo se encontram pessoas que os mais patentes fatos absolutamente não convenceram. A que se deve atribuir isso? É o que vamos tentar demonstrar.
No Espiritismo, a questão dos Espíritos é secundária e consecutiva; não constitui o ponto de partida. Este precisamente o erro em que caem muitos adeptos e que, amiúde, os leva a insucesso com certas pessoas. Não sendo os Espíritos senão as almas dos homens, o verdadeiro ponto de partida é a existência da alma. Ora, como pode o materialista admitir que, fora do mundo material, vivam seres, estando crente de que, em si próprio, tudo é matéria? Como pode crer que, exteriormente à sua pessoa, há Espíritos, quando não acredita ter um dentro de si? Será inútil acumular-lhe diante dos olhos as provas mais palpáveis. Contestá-las-á todas, porque não admite o princípio.
Todo ensino metódico tem que partir do conhecido para o desconhecido. Ora, para o materialista, o conhecido é a matéria: parti, pois, da matéria e tratai, antes de tudo, fazendo que ele a observe, de convencê-lo de que há nele alguma coisa que escapa às leis da matéria. Numa palavra, primeiro que o torneis ESPÍRITA, cuidai de torná-lo ESPIRITUALISTA. Mas, para tal, muito outra é a ordem de fatos a que se há de recorrer, muito especial o ensino cabível e que, por isso mesmo, precisa ser dado por outros processos. Falar-lhe dos Espíritos, antes que esteja convencido de ter uma alma, é começar por onde se deve acabar, porquanto não lhe será possível aceitar a conclusão, sem que admita as premissas. Antes, pois, de tentarmos convencer um incrédulo, mesmo por meio dos fatos, cumpre nos certifiquemos de sua opinião relativamente à alma, isto é, cumpre verifiquemos se ele crê na existência da alma, na sua sobrevivência ao corpo, na sua individualidade após a morte. Se a resposta for negativa, falar-lhe dos Espíritos seria perder tempo. Eis aí a regra. Não dizemos que não comporte exceções. Neste caso, porém, haverá provavelmente outra causa que o torna menos refratário.
Fonte: O Livro dos Médiuns - Cap. III, do Método, item19.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Cego conduzindo Cego!

13- Mas ele, respondendo, lhes disse:
Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, 
será arrancada pela raiz.14 – Deixai-os; cegos são e condutores de cegos;
e se um cego guia a outro cego, ambos vêm a cair no barranco.
Jesus. (Mateus – 15: 13 e14)

Entendemos pelo estudo da Doutrina Espírita em sua função de Consolador Prometido por Jesus, que:
As árvores que o Pai celestial não plantou são as diversas religiões organizadas pelos homens com fins meramente lucrativos. São associações humanas que se deleitam com as facilidades propiciadas pelo poder e pela ganância de seus seguidores em busca do conforto material pela aquisição dos bens físicos, desviando o indivíduo do verdadeiro sentido da Religião que é a ligação do homem ao Criador.
Esses “religiosos”, extremamente apegados à matéria, pouca importância dão ao desenvolvimento e cultivo dos valores do Espírito Imortal que somos. Dedicam todos os esforços possíveis para manterem a ignorância dos povos tirando dessa situação o maior proveito para conquistarem seus escusos intentos.
Os responsáveis por esse tipo de comportamento, enceguecidos pelos atrativos das posses terrenas, mas completamente distantes dos verdadeiros princípios estabelecidos pelas soberanas Leis Divinas, estão, sem se darem conta, comprometendo-se com a Lei de Causa e Efeito que estabelece que “a cada um será dado conforme suas próprias obras”.
Apregoam uma fé cega, estabelecendo como imposição para alcançar as dádivas celestiais a observação de uma série de fórmulas, rituais e outras muitas práticas absolutamente inúteis, valorizando as conquistas materiais, quando deveriam ao contrário, trabalhar pelo encaminhamento dessas Almas para o encontro com Deus.
“Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.”  (1)
Dessa semeadura não se poderia esperar outro tipo de resultado que não fosse o alastramento e fortalecimento do mal em toda sociedade, através dos vícios, das paixões inferiores, dos desrespeitos, dos crimes etc., em suas variadas faces. É por essa razão que o progresso intelectual engendrará o progresso espiritual conforme nos esclarece a Doutrina Espírita o que nos faz acreditar que estas árvores nocivas sejam arrancadas do coração de cada home no porvir.
O Espiritismo nos faz entender que, somente à medida que o indivíduo for devidamente esclarecido, quando a educação tiver o investimento e o cuidado que precisa ter, o homem compreenderá o verdadeiro sentido da vida, e certamente dedicará maior atenção ao desenvolvimento das virtudes do Espírito em busca da pureza e felicidade que lhes estão destinadas, e só então essas práticas religiosas perderão importância e desaparecerão do nosso planeta.
Referência:(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, F.E.B. Cap. XIX, item 6.
Francisco Rebouças

DESTAQUE E SERVIÇO

Meimei

Desfrutas hoje do destaque merecido pelo trabalho que tiveste na escalada aos valores da cultura ou da influência pessoal.
Sabes, por isso mesmo, analisar com precisão as deficiências e falhas dos degraus por onde passaste e, às vezes, referes-te a eles com demasiada severidade, apontando-lhes os defeitos.
Segue, no entanto, em tua jornada de ascensão aos cimos da vida, mas não reproves e nem perturbes os companheiros que te serviram e prosseguem, colaborando em favor dos outros, Podes ser agora, simbolicamente, a ponte segura em que transitam altas inteligências, a caminho das Grandes Luzes, contudo, não subestimes a pinguela, sobre a qual atravessaste o rio das dificuldades, em teus aprendizados do princípio e da qual se aproveitam atualmente outros viajares, de modo a seguirem adiante.
Recolhes, presentemente, as próprias refeições em fina baixela de porcelana, junto daqueles que renteiam contigo, no mesmo elevado social, no entanto, não censures o prato de barro cozido que, um dia, te assegurou a alimentação, em tempos recuados, e do qual se valem, ainda hoje, outros amigos, nele buscando o pão que lhes renove as forças, na marcha, rumo à frente.
Brilha nas alturas que conquistaste, conforme os recursos que a Providência Divina te concede, mas não te inclines para a retaguarda com o objetivo de destruir a tarefa e a esperança dos próprios irmãos que te serviram e continuam trabalhando...
Lembra-te de que as tuas possibilidades, tanto quanto as deles, dependem, inelutavelmente, das concessões e dos empréstimos de Deus.
Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos


Francisco Rebouças

sábado, 25 de agosto de 2018

TÉDIO NÃO

Emmanuel

Se o tédio te assedia,
Foge do tempo inútil.

Vai a uma enfermaria
De irmãos hansenianos.

Debalde triste mãe
Quer os filhos distantes...

Um velho desprezado
Aguarda um filho em vão...

Deixa as horas vazias
E trabalha no Bem.

Os doentes anseiam
Por esperança e paz.

Livro: Doutrina Escola
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo - C.I.

Doutrina espírita, a fé raciocinada.

“Se a religião, apropriada em começo aos conhecimentos limitados do homem, tivesse acompanhado sempre o movimento progressivo do espírito humano, não haveria incrédulos, porque está na própria natureza do homem a necessidade de crer, e ele crerá desde que se lhe dê o pábulo espiritual de harmonia com as suas necessidades intelectuais.
O homem quer saber donde veio e para onde vai. Mostrando-se-lhe um fim que não corresponde às suas aspirações nem à ideia que ele faz de Deus, tampouco aos dados positivos que lhe fornece a Ciência; impondo-se-lhe, ademais, para atingir o seu desiderato, condições cuja utilidade sua razão contesta, ele tudo rejeita; o materialismo e o panteísmo parecem-lhe mais racionais, porque com eles ao menos se raciocina e se discute, falsamente embora. E há razão, porque antes raciocinar em falso do que não raciocinar absolutamente.
Apresente-se-lhe, porém, um futuro condicionalmente lógico, digno em tudo da grandeza, da justiça e da infinita bondade de Deus, e ele repudiará o materialismo e o panteísmo, cujo vácuo sente em seu foro intimo, e que aceitará à falta de melhor crença.
O Espiritismo dá coisa melhor; eis por que é acolhido pressurosamente por todos os atormentados da dúvida, os que não encontram nem nas crenças nem nas filosofias vulgares o que procuram. O Espiritismo tem por si a lógica do raciocínio e a sanção dos fatos, e é por isso que inutilmente o têm combatido.”
Livro: O Céu e o Inferno
1ª Parte – Cap. I  - O Porvir e o Nada, item13.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Entre o berço e o túmulo

“Não atentando nós nas coisas que se vêm, mas nas que se não vêm, porque as que se vêm são temporais e as que se não vêm são eternas.” – Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 4:18.)

A flor que vemos passa breve, mas o perfume que nos escapa enriquece a economia do mundo.
O monumento que nos deslumbra sofrerá insultos do tempo, contudo, o ideal invisível que o inspirou brilha, eterno, na alma do artista.
A Acrópole de Atenas, admirada por milhões de olhos, vai desaparecendo, pouco a pouco, entretanto, a cultura grega que a produziu é imortal na glória terrestre.
A cruz que o povo impôs ao Cristo era um instrumento de tortura visto por todos, mas o espírito do Senhor, que ninguém vê, é um sol crescendo cada vez mais na passagem dos séculos.
Não te apegues demasiado à carne transitória.
Amanhã, a infância e a mocidade do corpo serão madureza e velhice da forma.
A terra que hoje reténs será no futuro inevitavelmente dividida.
Adornos de que te orgulhas presentemente serão pó e cinza.
O dinheiro que agora te serve passará depois a mãos diferentes das tuas.
Usa aquilo que vês para entesourar o que ainda não podes ver.
Entre o berço e o túmulo, o homem detém o usufruto da terra, com o fim de aperfeiçoar-se.
Não te agarres, pois, à enganosa casca dos seres e das coisas.
Aprendendo e lutando, trabalhando e servindo com humildade e paciência na construção do bem, acumularás na tua alma as riquezas da vida eterna.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Só me resta agradecer!

Fiquei muito grato e emocionado com a atitude ao Sr. Aloir Rocha, o mais antigo trabalhador de nossa casa espírita  a UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói, pela homenagem que ele me prestou com esse belo verso de sua autoria, logo após o término da modesta palestra que realizei em nossa casa nessa quinta-feira 16/08/2018, que publico sem outra intenção que não a de agradecimento!


Obrigado Sr. Aloir, pelo seu carinho, seu exemplo e seu incentivo. 

Fique calmo e fique atento
Mas é preciso que ouças,
Pode não ser um portento
Mas é o Francisco Rebouças.

Autor: Aloir Rocha – UMEN.

A Verdadeira caridade na divulgação fiel da Doutrina Espírita

Socorro Oportuno

(...) Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridadea caridade da sua própria divulgação”. ¹ 

(1) Do livro “Estude e Viva” Cap. 40, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira.

OBS.: Caridade na divulgação de nossa doutrina, só respeitando o contido na codificação da Doutrina Espírita.

Francisco Rebouças 

Ensinamentos oportunos

Importantes ensinamentos de nossa doutrina...

“A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.”

Livro: Apostilas da Vida
Chico Xavier/André Luiz

A realidade da vida

São incontáveis as experiências que a vida oferece a cada criatura no caminho da evolução que a Lei de Progresso nos impõe.
Em cada nova oportunidade reencarnatória, oferta-nos um farto cabedal de conhecimentos novos para o nosso fortalecimento intelectual, moral, espiritual, que em muito nos serão úteis no equilíbrio das emoções diante dos acontecimentos que iremos vivenciar na vida física, principalmente os imprevistos.
A maioria desses acontecimentos, tão comuns na vida de muitas pessoas do nosso convívio familiar, social, etc., que pareciam tão distantes da nossa realidade, e, por essa razão, sempre acreditamos que jamais aconteceriam conosco, hoje se apresentam desafiando-nos o equilíbrio e turvando nossa paz.
São problemas causados pela miséria material e moral pelas quais atravessa a humanidade em todo o nosso planeta, que entre muitos, podemos citar a falta de segurança, o crescente infortúnio patrocinado pelos vícios, a corrupção, o desrespeito ao próximo e às leis, o desamor, e principalmente a ausência do Evangelho nos corações dos indivíduos.
Embora não sejam assuntos que nos proporcionem prazer em debater, precisamos encarar a realidade da vida hodierna em nosso planeta de provas e expiações e cair na realidade que é chegada a hora de nos comprometermos cada qual com a parte que nos cabe, para modificarmos o estado de caos que grassa em nossa sociedade materialista egoísta e indiferente.
A própria vida nos faculta mudanças extraordinárias no percurso dos nossos dias como Seres racionais, que crescem em entendimento a cada oportunidade de voltar a este plano material, onde já desfrutamos de incalculáveis descobertas científicas, que nos alertam para o cuidado com o corpo físico, e nos recomendam não descuidar também do Espírito Imortal, ora em uso desse um envoltório carnal tão importante para o nosso progresso evolutivo.
Sobre o aspecto Espiritual, a Doutrina Espírita, melhor que qualquer outra, apresenta-nos o Evangelho de Jesus sem qualquer tipo de mistério, estimulando-nos ao trabalho incessante no desenvolvimento das virtudes que jazem no imo do nosso Ser, praticando a caridade no exercício do Bem e no cultivo da Paz em nossos caminhos.
“Quanto mais se adianta a civilização, mais extensos se fazem os processos de controle em todos os distritos da atividade humana.
O trânsito obedece a sinais previamente estudados.
Comutadores alteram a direção da corrente elétrica.
Automóveis usam freios altamente sensíveis.
Locomotivas correm sobre linhas condicionadas.
Simples engenhos de utilidade doméstica funcionam guardados por implementos protetores.
Em toda parte, surgem sistemas de cautela e defesa evitando perturbações e desastres.
Semelhantes apontamentos induzem-nos a aceitar o imperativo de governo à força mental, cujo destempero não somente inutiliza as melhores oportunidades daqueles que a transfiguraram em rebenque magnético da revolta, mas também azeda os ânimos, em torno, urtigando-lhes o caminho.
Cólera é sempre porta aberta ao domínio da obsessão.
Consultemos as penitenciárias, onde jazem segregados milhares de companheiros que lhe caíram sob as marteladas destruidoras: entrevistemos os suicidas, degredados em regiões de arrependimento e regeneração além-túmulo; ouçamos muitos daqueles que largaram inesperadamente o corpo físico  ou foram colhidos pela morte obscura e escutemos grande parte dos alienados mentais que vagueiam em casas de tratamento e repouso, quais mutilados do espírito, relegados à periferia da vida e encontraremos a explosão arrasadora da cólera na gênese de todos os suplícios que lhe garroteiam a alma…
Consideramos tudo isso e toda vez que a irritação nos acene de longe, ofereçamos de pronto à inundação dos pensamentos de agressividade e revide, violência e desespero, um anteparo silencioso com a barragem da prece”. (1)
Solicita-nos trabalhar agora enquanto não chega a “estação do inverno”, quando já não teremos as condições ideais para a construção da nossa morada em alicerces seguros. Esse trabalho a que o Mestre nos convoca, é a transformação moral, espiritual, que facilitará nos tornar pessoas melhores e conquistar os verdadeiros bens que nos acompanharão além da vida física.
Façamos o bem tanto quanto nos for possível, dentro das possibilidades que a vida nos conferiu, independentemente de quem for o beneficiado, porque a verdadeira caridade não reconhece qualquer tipo de exigência sob qualquer ponto de vista, que não esteja dentro do propósito superior de ser útil.
Referência:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Livro Ideal Espírita, Cap. 13.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ADVERSIDADE

Emmanuel

Indagar quanto ao porquê das dificuldades que a vida oferece ao homem será o mesmo que perguntar relativamente aos motivos pelos quais o homem corta a pedra para que a pedra venha a servir. 

Abandone-se a enxada ao repouso permanente e, a breve espaço, se fará imprestável. 

Negue-se a fonte a transitar sobre os percalços do solo e, a tempo curto, se transformará em tristeza do charco. 

A rigor, a adversidade não existiria no mundo se considerássemos as tarefas da existência física por lições. 

Fizéssemos isso e todas as provas assumiriam as dimensões que lhes são características, passando à função de testes indispensáveis ao exame dos valores que adquirimos. 

Antes de nossa própria reencarnação, muito freqüentemente, sabemos que se tomará novo berço para a recapitulação de experiências em que não fomos felizes, seja para ressarcir débitos que largamos à retaguarda, com o objetivo de extinguir enganos perpetrados por nós mesmos, a fim de nos entregarmos à execução de compromissos alusivos ao burilamento íntimo ou no sentido de reencontrar antigos desafetos para transfigura-los em laços de amor. 

Reestruturadas, porém, as possibilidades de ação e renovação a nosso benefício, habitualmente,  vestimos  em  pessimismo  as  melhores  oportunidades  de  melhoria  e  de  progresso, sem extrair delas o proveito preciso. 

Reflitamos em semelhante realidade para facearmos as lutas do caminho sem ilusões. 

Aceitemos construtivamente os desafios e problemas  que a vida nos proponha, empenhando-nos a solucioná-los com segurança, sem a volúpia de retê-los indefinidamente no coração. 

Certifiquemo-nos, sobretudo, de que ninguém evolui  sem mudanças e de que não existem mudanças sem atritos ou deslocamentos, conflitos ou desajustes. 

À vista disso, reconheçamos que as crises da vida aparecem na estrada de todos em auxílio de todos. 

E de toda grande dificuldade, cada criatura, conforme as reações que demonstre, se retirará maior para receber encargos sempre maiores ou  novamente ajustados às dimensões de espírito em que ainda se encontra, a fim de entrar  outra vez, em ocasião oportuna, no clima da adversidade educativa, para realizar renovados tentames de elevação própria, em cujo trabalho se obriga a revisar-se e recomeçar. 

Livro: Abençoa Sempre
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 19 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo - R.E.

Bendita Doutrina Espírita!

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.
                       I
(Sociedade Espírita de Anvers. - 1864.)

Deus é tão justo quanto é grande! Apoiai-vos sobre ele, e ele vos inundará de sua graça; vossos corações desabrocharão e se tornarão o asilo da fé e da  caridade; porque a verdade luziu sobre a Terra, e o Altíssimo vos tocou com a sua mão benfazeja.
Coragem, Espíritas! o Deus forte vos olha. Que vossos corações sejam as tábuas onde ele escreve suas leis, e que nada de impuro suje o templo do Eterno, a fim de vos tornardes dignos de publicar seus mandamentos. Não temais em caminhar nas trevas, quando a luz divina vos conduz.
Os tempos designados pelo Todo-Poderoso são chegados; as trevas desaparecerão da Terra para dar lugar aos raios divinos que inundarão vossas almas, se não repelirdes a voz de Deus.
A força do Altíssimo se derramará sobre seu povo, e seus filhos o abençoarão
cantando seus louvores pela pureza de seus corações. Que nada vos detenha, que nada vos desanime; sede firmes na obra de Deus. Sede todos os filhos de uma grande família, e que o olhar de vosso Pai celeste vos conduza e faça frutificar vossos trabalhos.

Fonte: Revista Espírita - Janeiro 1865

Vida Feliz




LIII
Os maus pensamentos intoxicam a alma.

Atraem o pessimismo e as presenças doentias dos Espíritos perturbados e maus.

Mantém a tua mente presa às idéias positivas, iluminativas, aos programas de enobrecimento, de cuja conduta te advirá o bem-estar íntimo e a alegria de viver.

O que pensares com insistência, hoje ou mais tarde se concretizará.

Os fatos se corporificam, de início, no campo mental, para depois se tornarem realidade no corpo físico.

Pensa no bem e banha-te com a luz do amor.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de ângelis

Francisco Rebouças

PALESTRA ESPÍRITA

Palestra no Centro Espírita Joanna de Ângelis em Laje do Muriaé.
Imperdível para você que é da região.
Compareçam, divulguem!!!
























Francisco Rebouças

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo - R.E.

Estudando essa bendita doutrina!

O Espiritismo não pode mais ser responsável pelos erros daqueles a quem agrada se dizer espíritas, e a religião não o é dos atos repreensíveis daqueles que não têm senão a aparência da piedade. Antes, pois, de fazer recair a censura de tais atos sobre uma doutrina qualquer, é preciso saber se ela contém alguma máxima, algum ensino, que possa autorizá-los ou mesmo desculpá-los. Se, ao contrário, ela os condena formalmente, é evidente que a falta é toda pessoal e não pode ser imputada à doutrina. Mas é uma distinção que os adversários do Espiritismo não se dão ao trabalho de fazer; são muito felizes, ao contrário, de encontrar uma ocasião de desacreditá-lo certo ou errado, sem se fazerem escrúpulo de lhe atribuírem o que não lhe pertence, envenenando as coisas mais insignificantes antes que procurar-lhes as causas atenuantes.
Fonte: Revista Espírita - GOLPE DE VISTA RETROSPECTIVO

SOBRE O MOVIMENTO DO ESPIRITISMO.
JANEIRO 1867.

Francisco Rebouças.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Estudando o Espiritismo


“Em vez do postulado: Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a animosidade entre as diferentes seitas religiosas e que há feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem como divisa: Fora da Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.”
“Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade.
À fé, uma base se faz necessária e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É precisamente ao dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.
(O Evangelho segundo o Espiritismo.)

À Espera do Natal

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” – Jesus. (João, 10:25.)
Mais um Natal se aproxima e todos nós aguardamos com muita expectativa a data de comemorar com a família e os amigos o Natal com Jesus, quando nos reuniremos para celebrar nossa fé naquele que representa o Modelo e Guia a ser seguido por todos quantos nos denominamos Cristãos.
Acontece que, muitos de nós, ainda não vivenciamos suas lições e exemplos como deveríamos e por isso mesmo, são poucos os que se lembram do verdadeiro aniversariante. Preocupados que estão com os mínimos detalhes da grandiosa festa, onde não podem faltar as iguarias as bebidas, os presentes, os fogos de artifícios etc., empregam os maiores esforços para que todos se deleitem nos inúmeros quitutes, brincadeiras, jogos e muitas conversas fiadas.
A fartura material tem incontestável destaque, mas, o desprezo pelos valores espirituais é notório. Esquecemos que Jesus como sendo o aniversariante do dia, não nos pede que deixemos de comemorar essa data tão importante para a humanidade, com alegria e desfrutando dos prazeres naturais de uma comemoração humana, mas que também solicita de cada um de seus irmãos o esforço para desenvolver as virtudes do Ser Imortal que somos.
Precisamos incluir os cuidados e o carinho para com o aniversariante Divino, reservando também para ELE um presente valioso. Por alguns momentos, dediquemos nossos pensamentos a Deus, reunamos a família e façamos nossas orações, agradeçamos pela oportunidade da atual reencarnação, a saúde, a família, os vários momentos de felicidades que desfrutamos e busquemos ajudar e perdoar aos que nos causaram dissabores ou nos ofenderam etc.
Como enviado de Deus e interprete de suas Leis, para todos nós ignorantes das coisas do Espírito, Jesus deposita sua fé em cada um de seus irmãos em humanidade, e a prova dessa sua confiança está representada no grande sacrifício que empreendeu em nosso favor, deixando o convívio com os anjos nas moradas celestes dos Espíritos Puros trazendo-nos pessoalmente esses ensinamentos de luz, e confirmando com essa atitude sua certeza no progresso e no crescimento moral dos homens.
Desde a Manjedoura com toda sua simplicidade e convicção, seguiu fiel a sua missão até a crucificação da Morte, e continua trabalhando incessantemente na recuperação das criaturas, espalhando seus exemplos de luz e sabedoria, dando-nos prova de sua confiança em todos nós indistintamente.
Testemunhou sua fé no Pai, e para essa missão tão grandiosa convocou humildes pescadores para comporem seu ministério salvador, transformando-os em trabalhadores da redenção humana. No célebre encontro com Madalena, possuída pelos adversários da Luz, esclareceu-lhe a necessidade de mudança urgente, convertendo-a em mensageira do bem; Diante de Zaqueu acostumado ao conforto da posse material, envolveu com seu magnetismo divino, para fazer dele administrador consciente e justo.
Perante as dificuldades e incompreensões apresentadas por seus discípulos, não desanimou em nenhuma oportunidade, quando da negativa de Pedro entende o momento de fraqueza que lhe domina o ser e identifica nele o apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até ao martírio e a crucificação;
Não se aborreceu diante das desconfianças e dúvidas de Tomé e investiu na sua condição de missionário valoroso que lhe sustentaria a causa até ao sacrifício;
Entende os golpes da incompreensão e da maldade de seu maior perseguidor Saulo de Tarso, e vai ao seu encontro às portas de Damasco, para investi-lo na posição de Arauto da cristandade.
Jesus jamais deixou de confiar em cada um de seus irmãos em humanidade e permanecerá pela eternidade amparando-nos e redimindo-nos dia a dia, na espera pelo nosso despertamento, concedendo a todos nós inúmeras oportunidades para que também possamos participar desta sua grandiosa obra de redenção da humanidade, na elaboração da sinfonia de Paz e Harmonia que ele prepara para nosso espírito imortal.
Urge que neste Natal, recordemos as Lições de felicidade que o Mestre nos propõe, e decidamos por participar efetivamente da sua obra de Amor, aceitando seu honroso convite evitando desperdiçar, como incontáveis vezes fizemos, a oportunidade de iniciar verdadeiramente a transformação moral que já negligenciamos tanto.
Jesus nos convoca para a tarefa de implantação da Boa Nova no coração da humanidade, e espera de cada um de seus irmãos o sincero desejo de trabalhar na nossa própria redenção e contribuir no que nos for possível com nosso irmão em caminhada, para que mais cedo nos transformemos em cartas vivas do seu Evangelho, espalhando por onde quer que estejamos a mensagem esclarecedora, consoladora e verdadeira que ELE mesmo nos transmitiu, porque Jesus é: “o caminho a verdade e a vida”, e não chegaremos ao Pai senão por ELE.
Francisco Rebouças