13- Mas ele, respondendo, lhes disse:
Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz.14 – Deixai-os; cegos são e condutores de cegos;
e se um cego guia a outro cego, ambos vêm a cair no barranco.
Jesus. (Mateus – 15: 13 e14)
Toda a planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz.14 – Deixai-os; cegos são e condutores de cegos;
e se um cego guia a outro cego, ambos vêm a cair no barranco.
Jesus. (Mateus – 15: 13 e14)
Entendemos pelo estudo da Doutrina Espírita em sua função de Consolador Prometido por Jesus, que:
As árvores que o Pai celestial não plantou são as diversas “religiões” organizadas pelos homens com fins meramente lucrativos. São associações humanas que se deleitam com as facilidades propiciadas pelo poder e pela ganância de seus seguidores em busca do conforto material pela aquisição dos bens físicos, desviando o indivíduo do verdadeiro sentido da Religião que é a ligação do homem ao Criador.
Esses “religiosos”, extremamente apegados à matéria, pouca importância dão ao desenvolvimento e cultivo dos valores do Espírito Imortal que somos. Dedicam todos os esforços possíveis para manterem a ignorância dos povos tirando dessa situação o maior proveito para conquistarem seus escusos intentos.
Os responsáveis por esse tipo de comportamento, enceguecidos pelos atrativos das posses terrenas, mas completamente distantes dos verdadeiros princípios estabelecidos pelas soberanas Leis Divinas, estão, sem se darem conta, comprometendo-se com a Lei de Causa e Efeito que estabelece que “a cada um será dado conforme suas próprias obras”.
Apregoam uma fé cega, estabelecendo como imposição para alcançar as dádivas celestiais a observação de uma série de fórmulas, rituais e outras muitas práticas absolutamente inúteis, valorizando as conquistas materiais, quando deveriam ao contrário, trabalhar pelo encaminhamento dessas Almas para o encontro com Deus.
“Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais, que constituem as diferentes religiões. Todas elas têm seus artigos de fé. Sob esse aspecto, pode a fé ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Em assentando no erro, cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade; preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.” (1)
Dessa semeadura não se poderia esperar outro tipo de resultado que não fosse o alastramento e fortalecimento do mal em toda sociedade, através dos vícios, das paixões inferiores, dos desrespeitos, dos crimes etc., em suas variadas faces. É por essa razão que o progresso intelectual engendrará o progresso espiritual conforme nos esclarece a Doutrina Espírita o que nos faz acreditar que estas árvores nocivas sejam arrancadas do coração de cada home no porvir.
O Espiritismo nos faz entender que, somente à medida que o indivíduo for devidamente esclarecido, quando a educação tiver o investimento e o cuidado que precisa ter, o homem compreenderá o verdadeiro sentido da vida, e certamente dedicará maior atenção ao desenvolvimento das virtudes do Espírito em busca da pureza e felicidade que lhes estão destinadas, e só então essas práticas religiosas perderão importância e desaparecerão do nosso planeta.
Referência:(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, F.E.B. Cap. XIX, item 6.
Francisco Rebouças
