Solidarity Spiritist Societ

domingo, 29 de outubro de 2017

Religião e Religiosos

Urge aprendamos distinguir muito bem o significado de religião e de religioso; no dicionário da língua portuguesa, encontramos a seguinte definição para os dois termos como segue: Religião, do Lat. Religione s. f., culto prestado à divindade; crença na existência de uma ou mais forças sobrenaturais; fé; reverência às coisas sagradas; observância dos preceitos religiosos; doutrina, sistema religioso; ordem religiosa. Religioso, do Lat. religiosu adj., conforme ou referente à religião; escrupuloso; zeloso no cumprimento dos seus deveres religiosos; pio; devoto; s.m. aquele que professa uma religião; frade; monge.
Compreendemos pela definição de religioso que a religião não seja entendida praticada e seguida da mesma forma pelas diversas correntes religiosas já existentes e outras tantas que surgem mundo afora diariamente; a verdadeira religião, se bem compreendida, servirá sempre como fator de união e fraternidade entre os homens de qualquer segmento religioso, unindo-os no mesmo ideal de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, como tão bem nos resumiu Jesus as Leis Divinas e as mensagens trazidas pelos profetas de todas as épocas.
Os religiosos formam e defendem as diversas interpretações com que cada grupo tenta convencer que está com a verdade, através das mais diversas e esdrúxulas maneiras de cumprir as Leis Morais propostas pela religião, mas, entendidas e explicadas das mais diferentes formas por cada segmento religioso, em virtude dos diferentes níveis, intelectual e moral dos indivíduos componentes de cada uma dessas correntes, que em vista disso, misturam realidades com fantasias, e moldam seus princípios de acordo com a capacidade de entendimento de seus seguidores.
A Doutrina dos espíritos nos ensina que só o estudo sério pode facilitar e dilatar nossa compreensão dos ensinos religiosos em todos os sentidos, favorecendo uma melhor visão dos nossos problemas diante da vida, e facultando-nos a oportunidade de discernir com equilíbrio, ensejando o crescimento da criatura na direção ao Criador.
Os Espíritos Superiores asseguram-nosque só através do conhecimento poderá o homem ter o perfeito entendimento das coisas que lhe ocorrem aparentemente sem explicação ou motivo quando de passagem por este planeta, que nada mais representam que mensagens da vida facultando-nos oportunidades de vivenciar experiências, chamando-nos a atenção para o cuidado que precisamos ter com nosso comportamento e o necessário esforço que precisamos empreender no desenvolvimento das virtudes morais, que dormitam em nosso mundo interior, aguardando o nosso útil e adequado uso, em benefício do aperfeiçoamento do Espírito imortal que somos.
Assim sendo, todo religioso, cristão ou não, que bem entender os princípios da mensagem proposta pela Religião, no verdadeiro sentido do termo, deve se preparar em primeiro lugar, para a realização imediata da reforma de si mesmo, na construção da sua evolução moral-espiritual em direção à felicidade e a perfeição que nos aguarda adiante.
Sobre como saber qual pode ser dentre todas as religiões, aquela que se pode designar por digna de ser seguida por todos, os religiosos, assim se pronunciaram os Espíritos Superiores em resposta à questão formulada sobre o assunto pelo insigne codificador do espiritismo, contida no Livro dos Espíritos, conforme segue:
  1. Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?
Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.”
Nesse particular, a doutrina espírita nos mostra em seus postulados que precisamos nos melhorar diariamente para contribuir com nossa participação efetiva no melhoramento das relações entre os homens, na busca de uma convivência pacífica com nossos semelhantes, tendo por base a fraternidade e o respeito para com tudo e com todos.
Referências:(1) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, FEB – 76ª edição, Parte 3ª – Cap. X.
Francisco Rebouças 

Remanso Fraterno

Prezados amigos,

O Remanso Fraterno está lançando uma campanha de financiamento coletivo. Você é importante para nós, por isso compartilhamos o nosso Kickante em primeira mão:
http://kickante.com.br/remansofraterno 

Sua participação é muito importante, seja contribuindo ou compartilhando esse projeto. Contamos com você para mostrar ao Brasil e ao mundo que temos um grupo que nos apoia e confia em nosso trabalho!
Sozinhos somos um, juntos somos uma multidão.
Vem conosco?
Atenciosamente,
Carlos Pereira
Diretor-Presidente
Sociedade Espírita Fraternidade
Remanso Fraterno
Rua Passo da Pátria, 38
São Domingos
Niterói/RJ
CEP: 24210-240
Telefone: +55 21 2717-8235
Fax: +55 21 2722-2455
E-mail: sef@sef.org.br
Remanso fraterno: Rua Jean Valentau de Mouliac, 1601 - Várzea das Moças - Niterói/RJ

Tel.: +55 21 2609-9930 - Fax: +55 21 3701-2643 - E-mail: remanso@remansofraterno.org.br
https://www.kickante.com.br/campanhas/remanso-fraterno-transporte-para-nossos-alunos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Sobre o medo


O medo tem sua função pedagógica de vital importância na vida de cada Ser na criação Divina, mas quando ultrapassa o limite do aceitável, desequilibra e estraga os mais belos sonhos e planos de crescimento e desenvolvimento da criatura em relação ao seu progresso moral à caminho da iluminação espiritual como filhos da Luz que todos somos.
Francisco Rebouças

ORAÇÃO DO MÉDIUM

Senhor Jesus!...
Deste-me na mediunidade o arado de luz com que me cabe cultivar o campo da própria alma.
Auxilia-me a perceber que a colheita dos valores espirituais de que necessito dependerá sempre da plantação que eu fizer. E ajuda-me a observar que a erva daninha que, porventura, me prejudique as leiras de ação, surgirá como sendo resultado do repouso indébito a que me dedique.
Abençoa-me para que eu receba, com simpatia e boa vontade, os famintos de alimento espiritual e os sedentos de paz que me busquem, na condição de enviados de tua Misericórdia para comigo, para que não me falte o privilégio de trabalhar.
Fortalece-me o senso de responsabilidade pessoal, entretanto, não permitas possa enveredar-me através de escrúpulos negativos.
Induze-me a reconhecer que o bem verdadeiro verte de tua Infinita Bondade, em nosso auxílio, e que por isso mesmo, compete-me o encargo de obedecer aos emissários de teu infinito Amor para que o bem se faça não obstante as imperfeições ou problemas que, de minha parte, ainda carregue.
Ilumina-me o entendimento para que eu possa estudar e agir com proveito.
Guarda-me em tua simplicidade para que nenhum acontecimento me leve a superestimar as minhas possibilidades de cooperar em tua obra de redenção ou a parecer diferente dos outros.  E conserva-me, Senhor, por acréscimo de misericórdia, em trabalho constante, no qual devo aprender a auxiliar, abençoar e servir, em teu nome, hoje e sempre.

Livro: Sentinelas da Alma
Chico Xavier/Meimei


Francisco Rebouças

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

domingo, 22 de outubro de 2017

APRENDIZES E ADVERSÁRIOS

Jonathan,  Jessé  e  Eliakim,  funcionários  do,  Templo  de  Jerusalém,  passando  por Cafarnaum, procuraram Jesus no singelo domicílio de Simão Pedro.
Recebidos pelo Senhor, entregaram-se, de imediato, à conversação.
― Mestre ― disse o primeiro ―, soubemos que a tua palavra traz ao mundo as Boas Novas do Reino de Deus e, entusiasmados com as tuas concepções, hipotecamos ao teu ministério o nosso aplauso irrestrito. Aspiramos, Senhor, à posição de discípulos teus...
Não obstante as obrigações que nos prendem ao sagrado Tabernáculo de Israel, anelamos servir-te, aceitando-te as idéias e lições, com as quais seremos colunas de tua causa na cidade
eleita do Povo Escolhido... Contudo, antes de solenizar nossos votos, desejamos ouvir-te quanto
à conduta que nos compete à frente dos inimigos...
― Messias, somos hostilizados por terríveis desafetos, no Santuário ― exclamou o segundo ―,
e, extasiados com os teus ensinamentos, estimaríamos acolher-te a orientação.
― Filho de Deus ― pediu o terceiro ―, ensina-nos como agir...
Jesus meditou alguns instantes, e respondeu:
― Primeiramente, é justo considerar nossos adversários como instrutores. O inimigo vê junto de nós  a  sombra  que  o  amigo  não  deseja  ver  e  pode  ajudar-nos  a  fazer  mais  luz  no caminho que nos é próprio. Cabe-nos, desse modo, tolerar-lhe as admoestações, com nobreza e serenidade, tal qual o ferro, que após sofrer, paciente, o calor da forja, ainda suporta os golpes do malho com dignidade humilde, a fim de se adaptar à utilidade e à beleza.
Os visitantes entreolharam-se, perplexos, e Jonathan retomou a palavra, perguntando:
― Senhor, e se somos injuriados?
― Adotemos o perdão e o silêncio ― disse Jesus. ― Muita gente que insulta é vítima de perturbação e enfermidade.
― E se formos perseguidos? ― indagou Jessé.
― Utilizemos a oração em favor daqueles que nos afligem, para que não venhamos a cair no escuro nível da ignorância a que se acolhem.
― Mestre, e se nos baterem, esmurrarem? ― interrogou Eliakim. ― que fazer se a violência nos avilta e confunde?
―Ainda assim ―esclareceu o brando interpelado ―, a paz íntima deve ser nosso asilo e o amor fraterno  a  nossa  atitude,  porquanto,  quem  procura  seviciar  o  próximo  e  dilacerá-lo  está louco e merece compaixão.
― Senhor ― insistiu Jonathan ―, que resposta oferecer, então, à maledicência, à calúnia e à perversidade?
O Cristo sorriu e precisou:
― O maledicente guarda consigo o infortúnio de descer à condição do verme que se alimenta com o lixo do mundo, o caluniador traz no coração largas doses de fel e veneno que lhe flagelam a vida, e o perverso tem a infelicidade de cair nas armadilhas que tece para os outros. O perdão é a única resposta que merecem, porque são bastante desditosos por si mesmos.
― E que reação assumir perante os que perseguem? ― inquiriu Jessé, preocupado.
― Quem  persegue os semelhantes tem o espírito em densas trevas e mais se assemelha ao cego desesperado que investe contra os fantasmas da própria imaginação, arrojando-se ao fosso do sofrimento.
Por esse motivo, o socorro espiritual é o melhor remédio para os que nos atormentam...
― E que punição reservar aos que nos ferem o corpo, assaltando-nos o brio? ― perguntou Eliakim espantado. ― Refiro-me àqueles que nos vergastam a face e fazem sangrar o peito...
― Quem golpeia pela espada, pela espada será golpeado também, até que reine o Amor Puro na Terra ― explicou o Mestre, sem pestanejar. ― Quem se rende às sugestões do crime é um doente  perigoso  que  devemos  corrigir  com  a  reclusão  e  com  o  tratamento  indispensável.  O sangue não apaga o sangue e o mal não retifica o mal...
E, espraiando o olhar doce e lúcido pelos circunstantes, continuou:
― É imperioso saibamos amar e educar os semelhantes com a força de nossas convicções e conhecimentos,  a  fim  de  que  o  Reino  de  Deus  se  estenda  no  mundo...  As  Boas  Novas  de Salvação  esperam  que  o  santo  ampare  o  pecador,  que  o  são ajude o  enfermo, que  a  vítima auxilie o verdugo...
Para  isso,  é  imprescindível  que  o  perdão  incondicional,  com  o  olvido  de  todas  as  ofensas, assegure a paz e a renovação de tudo...
Nesse ínterim, uma criança doente chorou em alta voz num aposento contíguo.
O  Mestre  pediu alguns instantes de espera e  saiu para  socorrê-la, ,as, ao regressar, debalde buscou a presença dos aprendizes fervorosos e entusiastas.
Na sala modesta de Pedro não havia ninguém.

Livro: Contos Desta e Doutra Vida
Chico Xavier/Irmão X

Francisco Rebouças

sábado, 21 de outubro de 2017

Ser inteligente!


A inteligência aprisionada ao comodismo é um veneno perigoso, que paralisa e destrói os mais nobres e interessantes projetos de progresso e crescimento de sua vítima, porque submete o indivíduo a aceitar irresponsavelmente os maiores absurdos sem o cuidado que deveria ter de analisar as informações que lhes são transmitidas!

Francisco Rebouças

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A GRANDE DICA

Jair Presente

Vocês não me conheceram
Como eu era, como estava,
Mas sabem por indução:
Não passei de “pinta brava”.

Caridade não preguei,
Bem aos outros nunca fiz,
Embora tivesse um pai
Que me deu tudo o que eu quis.

Dos passeios preferidos,
Como ocorre a homem qualquer,
O meu era ir a praça 
Sentir cheiro de mulher.

Por isso, não posso agora
Recolher-me em algum canto
E rezar a “Ave Maria”
Botando banca de santo.

Mas posso trazer-vos hoje,
Com meu coração feliz,
Algo maior dica da lei,
Que é: “amai-vos uns aos outros,
Assim como vos amei ”.

Livro: Pauco Iluminado
Chico Xavier/Jair Parente

Francisco Rebouças

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Estudando o Espiritismo - L.E.

Aprendendo com a Doutrina Espírita!

Francisco Rebouças

A OFERENDA CRISTÃ

Antigamente,  a  fé  exibia  nos  templos  as  vísceras  fumegantes  dos  animais  mortos, quando  não  imolava  o  sangue  humano  para  aliciar  a  simpatia  dos  gênios  inferiores categorizados à conta de anjos e deuses, nos santuários primitivistas. 

Espetáculos  deprimentes  desdobravam-se  diante  do  altar,  gerando  o  temor  e  a superstição que orientavam a magia vulgar. 

Evoluída a fé, o incenso e a mirra, as essências e os perfumes substituíram as ofertas sanguinolentas, modificando o culto exterior e amenizando os costumes. 

Com Jesus, entretanto, as oferendas da fé são justas e expressivas. 

O discípulo do Evangelho é convidado a imolar a si mesmo, nas áreas da renúncia pelo bem dos semelhantes, afim de que a Terra se faça o templo do Amor Divino. 

Com Cristo, não mais oblatas de sangue e lágrimas, nem dádivas de prata e ouro... 

Não mais o ceticismo da ignorância, nem a exaltação de interesses mesquinhos, mas, sim o próprio coração do aprendiz erguido ao trabalho da felicidade comum, em bases no próprio aperfeiçoamento. 

Se pretendes trazer ao Mestre o feito de teu caminho, recorda que o Cristo não deseja adoradores de sua figura excelsa, mas, artífices e servidores da Boa Nova que saibam calar auxiliando,  amar  com  desprendimento  e  servir  sem  repouso,  porque  somente  nesse  culto íntimo  de  afetuoso  devotamento, é  que  conseguiremos,  em verdade,  comungar-lhe, hoje  e sempre, a edificação do Reino de Amor e Luz.

Livro: Construção do Amor
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

DOUTRINA ESPÍRITA

Estudando e aprendendo sempre com a Doutrina dos Espíritos.




















Francisco Rebouças

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Reunião de Tarefeiros - UMEN.

Tarefeiros, 

Lembramos a todos os tarefeiros da UMEN que a nossa segunda Reunião Geral dos Tarefeiros do ano a se realizar no dia 22 de outubro de 09 às 12:30 horas. 
Aguardamos a presença de todos!  


U.M.E.N. - União da Mocidade Espírita de Niterói
Rua Princesa Isabel, 45 - Bairro de Fátima, Niterói - RJ 

Francisco Rebouças

Perante A Codificação Kardequiana


A Codificação  Kardequiana  orienta  o  homem  para  o  “construir-se”,  de  dentro  para  fora.

Com semelhante afirmativa numerosas legendas repontam do plano individual, ampliando os distritos do mundo interior para a reestruturação da personalidade, ante o continuísmo da vida.

Edificação íntima, em cujo levantamento a criatura pode concluir de maneira instintiva:

Deus é nosso  Pai,  mas  a  certeza  disso  não  me  exonera  da  responsabilidade  de  burilar-me, trabalhar e viver; moro presentemente na Terra, com a obrigação de compartilhar-lhe o progresso; entretanto, na essência, sou um espírito eterno, evoluindo na direção da Imortalidade;

atravesso  atualmente  caminhos  determinados  pela  lei da  causa  e  efeito;  contudo,  já  sei que desfruto o privilégio de renovar o próprio destino pelo uso sensato da liberdade de escolha;

travo  duras  batalhas  no  campo  externo,  mas  compreendo  que  a  maior  de  todas  elas  é a  que sustento, dia por dia, no campo íntimo, procurando a vitória sobre mim mesmo;

possuo a família do coração; todavia em todos os seres da estrada, encontro irmãos verdadeiros, componentes da família maior a que todos pertencemos – a Humanidade;

sofro  desafios  e  obstáculos,  nas  vias  planetárias,  porém  guardo  a  certeza  de  que  a legria imperecível é a meta que me cabe atingir;

desilusões de provas me assaltam comumente a senda  diária; no entanto, reconheço que preciso aceitá-las  por  lições  valiosas,  necessárias,  aliás, à  minha  própria  formação espiritual,  na academia da experiência;

o mundo por vezes passa por transições inesperadas  e rudes, todavia, tenho a paz imutável, no âmago do ser;

o tempo é a minha herança incorruptível;

a morte ser-me-á simplesmente estreito corredor para o outro lado da vida.

Revela-nos Jesus que o Reino de Deus está dentro de nós, e Allan Kardec complementa-lhe a obra ensinando-nos a desentranhá-lo, através de ação e discernimento, serviço e amor, a fim de que o homem sublimado consiga sublimar a Terra paraque a Terra, por fora e por dentro, se incorpore, em espírito e verdade, ao Reino dos Céus.

Livro: Doutrina de Luz
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

sábado, 7 de outubro de 2017

Na Lavoura Divina

Os Imortais da Vida Maior atendendo solicitação de Allan Kardec para elucidar as dúvidas dos religiosos sinceros, a respeito daquele a quem deveríamos seguir como modelo sério e confiável na busca do encontro com nosso Pai e criador, recebeu a resposta que foi registrada pelo codificador na questão 625 de O Livro dos Espíritos, conforme segue.
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
R: “Jesus.”
E acrescentam ainda, importantes observações a esse respeito:
“Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.
Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.” (1)
Nós espíritas, não temos a menor dúvida de que Jesus veio mostrar aos homens o caminho do verdadeiro bem. Deus o enviou para lembrar a todos nós os princípios imorredouros de suas Soberanas Leis que os homens olvidaram em atendimento às determinações do orgulho, da cobiça desenfreada e dos prazeres fugazes proporcionados pelos bens materiais. O Espiritismo trata, dentre valiosos assuntos, das leis de adoração, trabalho, sociedade, progresso, igualdade, liberdade, justiça, amor, caridade e perfeição moral, bem como das esperanças e das consolações, de maneira lógica e objetiva.
Urge despertemos para as responsabilidades que o Espiritismo com Jesus nos impõe, e reconhecer que é imperioso não esquecer que ainda nos achamos na Terra encarnados em grandiosa escola de preparaçãopara a Vida Maior, e que por essa razão, estagiamos em seus variados departamentos para entender que a ignorância dos princípios ensinados e exemplificados por Jesus continua sendo a principal causa de tantas misérias e problemas que fomentam o desespero nos corações de uma quantidade esmagadora de criaturas.
A ignorância dos princípios espirituais explica esse conjunto desesperado gerado por essas ideias de que a felicidade pode ser conquistada pela posse de bens materiais ou pela evidência pessoal, o que não passa de simples superstição perturbando o caminho das criaturas que, após constatarem essa verdade irrefutável, revoltam-se com a certeza de que muito mais que posses materiais precisam desenvolver princípios morais e espirituais duradouros e que a felicidade é uma questão de foro íntimo independente de coisas exteriores.
O Espiritismo vem nos mostrar que apesar da crendice e do fanatismo continuarem operando o extravio das consciências, mais amplo e necessário se faz o trabalho de cooperação que o Mestre nos oferece, pois o Cristianismo revivido pela nova filosofia nascente na construção espírita de hoje solicita o esforço e a cooperação de cada um de nós, na construção individual e coletiva para vitória das forças da luz sobre as energias ocultas da sombra.
Quando formos surpreendidos por qualquer espécie de culto materialista, em desacordo com os ensinamentos do Evangelho, nessa ou naquela corrente religiosa, ou mesmo até em nosso meio espírita, procuremos auxiliar sem alarde as vítimas da fascinação, mergulhadas por enquanto em manifestações impróprias ou ilusórias da fé cega, por incapacidade de entendimento da mensagem consoladora e esclarecedora de Jesus. Lembremo-nos do Apóstolo Paulo: “não sabem como convém saber”, e procuremos de forma cuidadosa incentivar a prática do estudo e o exercício do bem, pois é, justamente nessas horas, que a ocasião nos solicita bondade e tolerância, compreensão e trabalho.
Que o ignorante e o miserável em situação pior que a nossa, receba de nossas mãos o óbolo de carinho e compreensão dos quais se faz carente, para que as necessidades dos nossos irmãos em humanidade encontrem em nós o concurso fraterno, como dedicados aprendizes de Jesus, sempre dispostos a amparar, socorrer e edificar, construindo a paz e a prosperidade ao longo de nossos passos.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos, FEB. 76ª edição.
Francisco Rebouças

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

1º Encontro da Mediunidade em Cabo Frio.



Domingo dia 24/09/2017 - Cabo Frio/RJ.

Francisco Rebouças e Jailton Costa
Público Parcial
Na parte da manhã realizou-se 3 oficinas de estudos sobre o tema mediunidade.
Após os excelentes estudos da manhã, fomos nos deliciar com um apetitoso almoço.
À tarde, foi reservada para a exposição dos palestrantes: Cármen Silveira, Francisco Rebouças e Tito Versiani.
Tito Versiani, Francisco Rebouças e Carmen Silveita
Parte do Público presente








Um excelente público compareceu ao Hotel Caribe, para participar do evento muito bem planejado pelos organizadores!
Foi uma grande alegria participar e agradeço o honroso convite.
Foi um domingo de muito aprendizado.

Francisco Rebouças

Ultrapassamos a marca das 154.000 visitas!!!

Muito Lindo!  Empolgante!
Atingimos a marca das 154.000 visitas ao nosso Blog Espírita!

Uma marca difícil de ser alcançada!!! 
Estimados amigos, é com muita alegria costatamos com alegria mais este registro do nosso contador de visitas, que demonstra a importante e imprescindível participação de todos vocês para que pudéssemos atingir essa impressionante marca.

Somos gratos e repartimos esse momento de felicidade com todos vocês sinceros e queridos amigos.

Agradecemos a Deus nosso Pai e criador, a Jesus nosso mestre e Guia os Amigos Espirituais, e também aos queridos amigos, pelo êxito obtido até aqui com este nosso modesto trabalho de divulgação da doutrina espírita.

Honrando o compromisso assumido quando da criação deste trabalho, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Rogamos a Jesus nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina guarda e inspiração, hoje e sempre!

Obrigado a todos.
Muita PAZ!!

Francisco Rebouças

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Estudando o espiritismo - C.I.

22. Chegados a certo grau de pureza, os Espíritos têm missões adequadas ao seu progresso; preenchem assim todas as funções atribuídas aos anjos de diferentes categorias.

E como Deus criou de toda a eternidade, segue-se que de toda a eternidade houve número suficiente para satisfazer às necessidades do governo universal. Deste modo uma só espécie de seres inteligentes, submetida à lei de progresso, satisfaz todos os fins da Criação.

Por fim, a unidade da Criação, aliada à idéia de uma origem comum, tendo o mesmo ponto de partida e trajetória, elevando-se pelo próprio mérito, corresponde melhor à justiça de Deus do que a criação de espécies diferentes, mais ou menos favorecidas de dotes naturais, que seriam outros tantos privilégios.

Fonte: O Céu e o Inferno - Cap.  9 - Os Demônios Segundo a Igreja

Francisco Rebouças

terça-feira, 3 de outubro de 2017

As Leis Divinas

Desde tempos imemoriais, a Ciência. vem-se dedicando exclusivamente ao estudo dos fenômenos do mundo físico, suscetíveis de serem examinados pela observação e experimentação, deixando a cargo  da. Religião o trato das questões metafísicas ou espirituais. 
Com  o  avanço  científico  nos  últimos  séculos,  principalmente no  19º,  o divórcio entre a Ciência e a Religião transformou-se em beligerância. 
Apoiada  na  Razão,  e  superestimando  os  descobrimentos  no campo  da matéria, a Ciência passou a zombar da Religião, enquanto esta, desarvorada e ferida  em  seus  alicerces  —  os dogmas  sem prova  —,  revidava  como  podia, lançando anátemas  às conquistas  daquela,  apontando-as  como  contrárias à Fé. 
Devido  à  posição  extremada  que  tomaram  e  ao  ponto  de vista exclusivo que defendiam, Ciência e Religião deram à Humanidade a falsa impressão de serem  irreconciliáveis  e  que  os  triunfos  de uma  haveriam  de  custar, necessàriamente, o enfraquecimento da outra. 
Não é assim, felizmente. 
O  Espiritismo,  embora  ainda  repelido  e  duramente  atacado, tanto  pela Ciência  como  pela  Religião  ditas  oficiais,  veio trazer,  no  momento  oportuno, preciosa  cota  de  conhecimentos novos,  do  interesse  de  ambas,  oferecendolhes,  com  isso,  o  elo de  ligação  que  lhes  faltava,  para  que  se  ponham  de acordo e se prestem mútua cooperação, porque, se é exato que a Religião não pode ignorar os fatos naturais comprovados pela Ciência, sem desacreditar-se, esta, igualmente, jamais chegaria a completar-se secontinuasse a fazer tábua rasa do elemento espiritual. 
Graças  ao  Espiritismo,  começa-se  a  reconhecer  que  o homem, criatura complexa que é, formada de corpo e alma, não sofre apenas as influências do meio físico em que vive, quais o clima, o solo, a alimentação, etc, mas tanto ou mais as influências da psicosf era terrena, ou seja, das entidades espirituais — boas ou mas — que coabitam este planeta (os chamados anjos ou demônios), as quais interferem em seu comportamento em muito maior escala do que ele queira admitir. Daí a recomendação do Cristo: “oraie vigiai para não cairdes em tentação.” 
Graças ainda ao Espiritismo, sabe-se, hoje, que o espírito (ou alma) não é mera  “função”  do  sistema  sensório-nervoso-cerebral, como  apregoava  a pseudo-ciência materialista, nem tão-pouco unta “centelha” informe, incapaz de subsistir por si mesma, como o imaginavam as religiões primevas ou primárias, mas sim um ser individualizado, revestido de uma substância quintessenciada, que, apesar  de  imperceptível  aos  nossos  sentidos  grosseiros,  é passível  de, enquanto  encarnado,  ser  afetado  pelas enfermidades  ou  pelos  traumatismos orgânicos, mas que, por outro lado, também afeta o  indumento (soma) de que se serve durante a existência humana, ocasionando-lhe, com suas emoções, distúrbios funcionais e até mesmo lesões graves, como o atesta a psiquiatria moderna ao fazer medicina psicossomática. 
Quanto mais o homem desenvolve suas faculdades intelectuais e aprimora suas  percepções  espirituais,  tanto  mais  vai-se inteirando  de  que  o  mundo material, esfera de ação da Ciência, e a ordem moral, objeto especulativo da Religião,  guardam  íntimas e  profundas  relações  entre  si,  concorrendo,  um  e outra,  para  a armonia  universal,  mercê  das  leis  sábias,  eternas  e imutáveis que os regem, como sábio, eterno e imutável é o Seulegislador. 
Não pode nem deve haver, portanto, nenhum conflito  entre a verdadeira Ciência  e  a  verdadeira  Religião.  Sendo,  como  são, expressões  da  mesma Verdade  Divina,  o  que  precisaxn  fazer  é ar-se  as  mâos,  apoiando-se  recíprocamente, de modo que o progresso de uma sirva para fortalecer a. outra e, juntas, ajudem o homem a realizar os altos e gloriosos destinos para que foi criado.

(Capítulo 1, questão 614 e seguintes.)

Livro: As Leis Morais
Rodolfo Calligaris

Francisco Rebouças