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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A OFERENDA CRISTÃ

Antigamente,  a  fé  exibia  nos  templos  as  vísceras  fumegantes  dos  animais  mortos, quando  não  imolava  o  sangue  humano  para  aliciar  a  simpatia  dos  gênios  inferiores categorizados à conta de anjos e deuses, nos santuários primitivistas. 

Espetáculos  deprimentes  desdobravam-se  diante  do  altar,  gerando  o  temor  e  a superstição que orientavam a magia vulgar. 

Evoluída a fé, o incenso e a mirra, as essências e os perfumes substituíram as ofertas sanguinolentas, modificando o culto exterior e amenizando os costumes. 

Com Jesus, entretanto, as oferendas da fé são justas e expressivas. 

O discípulo do Evangelho é convidado a imolar a si mesmo, nas áreas da renúncia pelo bem dos semelhantes, afim de que a Terra se faça o templo do Amor Divino. 

Com Cristo, não mais oblatas de sangue e lágrimas, nem dádivas de prata e ouro... 

Não mais o ceticismo da ignorância, nem a exaltação de interesses mesquinhos, mas, sim o próprio coração do aprendiz erguido ao trabalho da felicidade comum, em bases no próprio aperfeiçoamento. 

Se pretendes trazer ao Mestre o feito de teu caminho, recorda que o Cristo não deseja adoradores de sua figura excelsa, mas, artífices e servidores da Boa Nova que saibam calar auxiliando,  amar  com  desprendimento  e  servir  sem  repouso,  porque  somente  nesse  culto íntimo  de  afetuoso  devotamento, é  que  conseguiremos,  em verdade,  comungar-lhe, hoje  e sempre, a edificação do Reino de Amor e Luz.

Livro: Construção do Amor
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças