Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Meu abraço, Chapecó!

A vida nos prega muitas surpresas, algumas agradáveis e outras desagradáveis. Algumas nos trazem notícias de alegrias, e felicidades aos nossos corações, enquanto outras se fazem portadoras de tristezas, sofrimentos e dores.

Hoje fomos surpreendidos com a tragédia ocorrida com a delegação do time de Chapecó, além dos muitos jornalistas que acompanhavam a delegação da Chapecoense, para a cobertura do grande feito daquela equipe “Guerreira” que decidiria o título da copa sulamerica de futebol, e que tão bem sabia honrar  e representava o povo de sua cidade, do seu estado e de todo o nosso Brasil.

A tragédia foi uma dessas surpresas imprevisíveis que o destino nos impõe a cada dia, e nos faz lembrar o quanto somos criaturas frágeis e incapazes de prever coisas com uma tragédia desse porte.

Queremos aproveitar este momento de profunda tristeza, para endereçar aos familiares de todos os que “perderam” o convívio com seus entes queridos, o nosso mais sentido abraço, ofertar nossas preces e nossas melhores vibrações, para que Jesus possa confortá-los e fazê-los acreditar que a vida segue e após os momentos de dor e tristeza, as recordações de momentos felizes vivenciados ao lado de cada um deles será o maior tesouro a ser destacado daqui para frente.

Deus há de receber cada um de seus filhos que retornam de mais uma missão individual na Terra, como o pai amoroso e bom que sabemos que é com os recursos capazes de confortar cada coração atingido por esse triste acontecimento com o amor e a paz que eles carecem nesse momento.

FORÇA E FÉ A TODOS!!!
Francisco Rebouças

Cuidado com o que guardamos no coração

Tenhamos o cuidado de verificar se não estamos envolvidos pelos maléficos efeitos de mágoas do passado, remoendo as velhas feridas resultantes de antigas e inglórias lutas que já estão bem distantes, escutando como se fossem proferidas hoje as palavras duras ouvidas de alguém num momento de descontrole em certa ocasião, lamentando a derrota sofrida num empreendimento mal sucedido ou ainda sentindo os golpes das dores de uma relação amorosa mal sucedida, amaldiçoando a amizade infiel de alguém que não nos soube honrar a confiança, e que, por essa razão, não conseguimos tirar da cabeça, prejudicando sobremaneira a nossa vida presente.
Importância da reflexão
“Entendendo-se que toda mente vibra na onda de estímulos e pensamentos em que se identifica, facilmente perceberemos que cada Espírito gera em si mesmo inimaginável potencial de forças mento-eletromagnéticas, exteriorizando nessa corrente psíquica os recursos e valores que acumula em si próprio.
Daí nasce a importância da reflexão em todos os setores da vida.
É que, gerando força criativa incessante em nós, assimilamos, por impulso espontâneo, as correntes mentais que se harmonizem com o nosso tipo de onda, impondo às mentes simpáticas o fruto de nossas elucubrações e delas recolhendo o que lhes seja característico, em ação que independe da distância espacial, sempre que a simpatia esteja estabelecida e, com mais objetividade e eficiência, quando o serviço de troca mental se evidencie assegurado conscientemente”. (1)
Quando nos propomos a auscultar nosso mundo íntimo com equilíbrio e sinceridade, muitas vezes nos surpreendemos ao constatar que no fundo do baú onde deveríamos guardar com cuidado os tesouros das nobres conquistas, existem ainda vivas dentro de nós as lembranças desditosas, de uma pequenina palavra rude ou maldosa, com que alguém se referiu a nós em época já bem recuada, ou alguma atitude que não aprovamos e que nos desagradou profundamente. Essas palavras ou atitudes nos feriram o orgulho próprio de tal maneira, que jamais nos permitiu um só instante de reflexão sobre os malefícios que seus efeitos têm causado ao longo desses vários anos.
Desacostumados a desculpar as faltas dos outros, não procuramos observar que todos estamos sujeitos a pequenos deslizes, que assim como alguém nos ofendeu ou nos causou qualquer tipo de prejuízo, por nossa vez, também já fomos motivos de contrariedade para alguém em algum momento da vida, certamente também já provocamos a ira de alguém com nosso procedimento. Precisamos entender que não somos perfeitos, e aprendamos a perdoar nossos pais, irmãos, amigos de infância, professores, pessoas que passaram por nossa vida sentimental, profissional, familiar etc., esqueçamos os enganos deles para conosco, sigamos o ensinamento de Jesus ao Apóstolo Pedro quando este lhe perguntou: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até setenta vezes?” – Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até setenta vezes, mas até setenta vezes sete vezes” (Mateus 13: 15,21 e 22). (2)
Somente com o perdão das ofensas poderemos lograr êxito no anseio de libertação da angustiosa situação em que muitos de nós nos encontramos. Perdoando aquele que se equivocou para conosco, seremos os maiores beneficiados porque nos libertamos das incômodas aflições que nos maltratam e atrasam a ascensão aos cimos da espiritualidade maior.
Sigamos resolutos os exemplos do Mestre maior de toda a humanidade, que mesmo na hora do seu testemunho final, quando preterido por nós em favor de um malfeitor conhecido por Barrabás, pediu ao Pai que nos perdoasse, pois, não sabíamos o que estávamos fazendo, mostrando-nos que é necessário compreender o momento de ignorância do nosso irmão na jornada terrestre.
Urge busquemos a ajuda de Jesus, fazendo silêncio em nosso mundo interior e oremos com fervor para que ELE nos ajude a estancar definitivamente do coração esses sentimentos impuros que são causadores de nossa própria infelicidade. Prossigamos no trabalho de burilamento tão imprescindível ao nosso progresso espiritual, confiantes e otimistas, esquecendo as desilusões passadas e implantando em nosso coração o reino de Deus para desfrutarmos de um alegre encantamento de viver bem melhor e mais feliz, compreendendo que na vida só o amor deve ser guardado com todo cuidado.
Referências:
1) Xavier, Francisco Costa, pelo Espírito André Luiz – Livro: Mecanismos da Mediunidade. FEB, 16ª edição – Cap. XII; e
2) Jesus – (Mateus 13: 15,21 e 22). (2)
Francisco Rebouças.

Refugia-te em paz

“Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.” (Marcos, 6:31.)

O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar a parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada vez mais oportuno.

Todas  as  estradas  terrestres  estão  cheias  dos  que  vão  e  vem atormentados  pelos  interesses  imediatistas,  sem  encontrarem tempo  para  a  recepção  de  alimentação  espiritual.  Inúmeras pessoas atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de desilusões. Outras muitas correm, às aventuras, sedentas de novidade emocional, e regressam com o tédio destruidor.

Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.

A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos, como  nunca;  no  entanto,  em  tempo  algum  surgiram  preocupações tão angustiosas como na atualidade.

As máquinas  da  civilização  moderna  limitaram  espantosamente o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente, em guerras de arrasamento científico.

Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores,  selecionando  o  algodão  e  o  trigo  por  intensificar-lhes  as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário.

Aprimoraram-se  as  teorias  sociais  de  solidariedade  e  nunca houve tanta discórdia.

Como  acontecia  nos  tempos  da  permanência  de  Jesus  no  apostolado,  a  maioria  dos  homens  permanece  no  vai-e-vem  dos caminhos, entre a procura desorientada e o achado falso, entre a mocidade  leviana  e  a  velhice  desiludida,  entre  a  saúde  menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.

Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.

É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço  material,  todavia,  penetra  o  santuário,  dentro  de  ti mesmo.

Há  muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados de  teu  coração  ao  cérebro  e  voltam  do  cérebro  ao  coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os  princípios  fantasistas  de  paz  e  justiça,  de  amor e  felicidade que  o  plano  da  carne  te impôs.  Em certas  circunstâncias  da experiência  transitória,  podem  ser  úteis,  entretanto,  não  vivas exclusivamente  ao  lado  deles.  Exerceriam sobre ti  o cativeiro infernal.

Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 27 de novembro de 2016

“OLÁ PARCEIROS”

Pouca coisa a pedir
Muita coisa a agradecer
Com união e disciplina,
Nossa UMEN vai crescer.

A UMEN é união,
Trabalho e compreensão
Mãos unidas nas tarefas,
Alegria e paz no coração.

Dessa bênção, também desfrutamos,
Ao lado de cada um
Sopramos inspiração,
Para que não temam mal algum.

Participamos com vocês,
Na obra do eterno bem,
O trabalho santifica o homem
Na terra e no além.

Abracem com prazer
A sublime ocasião...
Jesus conta com todos,
E nós estamos com os irmãos.

Um Companheiro da Casa.
Reunião de tarefeiros da UMEN, 26/11/2016.
Francisco Rebouças.

sábado, 26 de novembro de 2016

Vida Feliz

XXXIV

Preserva a jovialidade na tua conduta.

Um cenho carregado reflete aflição, desgosto, contrariedade.

Podes ser de atitudes retas e comportamento sério, sem que te afixes a máscara contraída do mau humor.

Jovialmente e com alegria esparze bom ânimo, irradiando o bem-estar de que esteja rico o teu coração.

O tesouro de um comportamento jovial tem o preço da felicidade que oferece a todas as pessoas.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis


Francisco Rebouças

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Abrigo

Haja o que houver na estrada, 
Deus te protegerá. 
Nas horas de alegria, 
Pede equilíbrio a Deus. 
Nos momentos de prova, 
Refugia-te em Deus. 
Se alguém te prejudica, 
Entrega o assunto a Deus. 
Se sofres menosprezo, 
Fica firme com Deus. 
Tudo parece contra? 
Serve e confia em Deus. 
Livro: Algo Mais
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

Projeto Arte Além da Vida

Prezados amigos, o confrade  Carlos Monteoliva, nos enviou o cartaz do evento que se realizará na Cidade paulista de Jacareí/SP, conforme cartaz.
Carlos Monteoliva, é o responsável por diversos eventos de grande projeção no movimento espírita que lá são realizados anualmente. 
Compareçam, divulguem!!!


















Francisco Rebouças

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Jesus, o verdadeiro Mestre!

Os Espíritos Superiores esclareceram Allan Kardec na questão 625 de O Livro dos Espíritos quem é o modelo que o ser humano tem para lhe servir de guia e modelo conforme se segue:
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
Jesus” (1)
Se realmente desejamos seguir Jesus, como nosso Mestre e Guia, precisamos desde já, entesourar em nosso psiquismo os conceitos e ensinamentos de Jesus e sair exercitando em nosso dia a dia as boas resoluções de reforma interior, trabalhando, incessantemente, em nossa melhoria individual, pois como espírita que dizemos ser, é importante saber que a nossa doutrina através da fé raciocinada que prescreve, permite-nos participar pela vivência dos seus postulados da transformação para melhor de nossa sociedade.
O Espiritismo tem papel fundamental no desenvolvimento das ideias cristãs, contribuindo, efetivamente, no processo de transformação ético-moral das relações de convivência entre os indivíduos e os povos, conforme esclarecimento dos Imortais contido na resposta da questão a seguir:
799. De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?
Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.” (1)
No livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu Capítulo 17, encontramos item que faz referência ao verdadeiro seguidor da filosofia espírita:
“Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.
Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme vontade”. (2)
Importante vivenciar os preceitos espíritas em nossas ações diárias, tomando algumas pequenas atitudes que farão toda a diferença, como por exemplo: calar diante da maledicência; estender a mão em auxílio ao companheiro de luta, quanto nos for possível; não abrigar em nosso mundo íntimo qualquer ideia de vingança quando o mal nos visite o coração; buscar a reconciliação fraterna com todos aqueles que, por ventura, nos prejudicaram ou ofenderam, entendendo que ninguém é perfeito e que também nós estamos a caminho de nossa melhoria individual.
Não nos façamos, de modo algum, superiores ou importantes; busquemos ser para nosso semelhante o que Jesus é para nós. Trabalhemos com dedicação e confiança na melhoria da sociedade em que nos movimentamos, não esperando recompensas pelas boas ações que realizemos, pois, a recompensa do trabalho com Ele é a paz que nosso espírito experimentará ainda nesta Vida, e gozará bem mais e melhor na Vida que Ele nos afirmou não ser deste mundo.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos – FEM, 76ª edição.
(2) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição.
Francisco Rebouças

Saibamos cooperar

“Porque  sem  mim  nada  podeis  fazer.”  –  Jesus,  (João, 15:5.) 

O divino poder do Cristo, como representante de Deus, permanece latente em todas as criaturas. Todos os homens receberam dele sagrados dons, ainda que muitos se mantenham afastados do campo religioso. 

Referimo-nos aqui, porém, aos cultivadores da fé, que iniciam o esforço laborioso e longo da descoberta dos valores sublimes que vibram em si mesmos. 

Grande parte suspira por espetaculares demonstrações de Jesus em seus caminhos e companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram noministério  da palavra,  no  altar  ou  na  tribuna  de  variadas  confissões religiosas. 

Urge, entretanto, retificar esse erro interpretativo. 

O  Senhor  está  conosco  em  todas  as  posições  da  vida. Nada poderíamos realizar sem o influxo de sua vontade soberana. 

Diz-nos o Mestre com clareza: – “Eu sou a videira, vós as varas.” Como produzir alguma coisa sem a seiva essencial? 

Efetivamente, os aprendizes arguciosos poderão objetar que, nesse critério,  também  encontraremos  os  que  praticam  o  mal, alicerçados  nas  mesmas  bases.  Respondendo,  consideraremos somente que semelhantes infelizes enxertam cactos infernais na Videira  Divina,  por  conta  própria,  pagando  elevado  preço, perante o Governo do Universo. 

Reportamo-nos aos companheiros tímidos e vacilantes, embora bem-intencionados,  para  concluir  que,  em  todas  as  tarefas humanas,  podemos  sentir  a  presença  do  Senhor,  santificando  o trabalho que nos foi cometido. Por isso, não podemos olvidar a lição  evangélica  de  que  seria  abençoado  qualquer  esforço  no bem,  ainda  que  fosse  apenas  o  de  ministrar  um  copo  de  água pura em seu nome. 

O  Mestre  não  se  encontra  tão-somente  no  serviço  daqueles que ensinam a Revelação Divina, através da palavra  acadêmica, instrutiva  ou  consoladora.  Acompanha  os  que  administram  os bens  do  mundo  e  os  que  obedecem  às  ordenanças  do caminho, concorrendo  na  edificação  do  futuro  melhor,  nas organizações materiais  e  espirituais.  Permanece  ao  lado  dos que revolvem  o chão do Planeta, cooperando na estruturação da Terra Aperfeiçoada,  como  inspira  os  missionários  da inteligência  na evolução dos direitos humanos. 

Saibamos cooperar, desse modo, nos círculos de serviço a que fomos chamados para o concurso cristão. 

Faze,  tão  bem  quanto  esteja  em  tuas  possibilidades, a  obra parcial confiada às tuas mãos. 

Por hoje, talvez te enganes, supondo servir às autoridades terrestres, no entanto, chegará o minuto revelador no  qual reconhecerás  que  permaneces  a  serviço  do  Senhor.  Une-te, pois,  ao Divino Artífice, em  espírito e verdade, porque o problema fundamental de nossa paz é justamente o de saber se vivemos nele tanto quanto ele vive em nós.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 19 de novembro de 2016

Vida Feliz

XXXIII

Tem piedade dos ingratos. Eles asfixiaram os sentimentos nobres nos vapores da soberba.
A gratidão é o sentimento digno que deve viger no homem que recebe benefícios da vida.
Todos a devemos a alguém ou a muitas pessoas que nos socorreram nos momentos graves da existência.
A ajuda na hora certa é responsável por tudo de bom que te venha a acontecer, impelindo-te ao reconhecimento perene.
Sê grato em todas as situações.
 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Chico Xavier

Francisco Rebouças

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Palestra Espírita

Neste domingo, estarei com muito prazer no C.E.T.J. Cabo Frio/RJ.
 




















Francisco Rebouças

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Guardai-vos dos cães

“Guardai-vos dos cães.” – Paulo. (Filipenses, 3:2.)

Somos imensa caravana de seres, na estrada evolutiva, a movimentar-se,  sob  o  olhar  do  Divino Pastor,  em  demanda  de esferas mais altas. 

Em  verdade,  se  prosseguimos  caminho  afora,  magnetizados pelo  devotamento  do  Condutor Divino,  inegavelmente  somos também assediados pelos cães da ignorância, da perversidade, da má-fé. 

Referindo-se a cães, Paulo de Tarso não mentalizavao animal amigo,  símbolo  de  ternura  e fidelidade,  após  a  domesticação. 

Reportava-se  aos  cães  selvagens,  impulsivos  e  ferozes.  No rebanho humano, encontraremos sempre criaturas que  os personificam. São os adversários sistemáticos do bem. 

Atassalham reputações dignas. 

Estimam a maledicência. 

Exercitam a crueldade. 

Sentem prazer com a imposição tirânica que lhes é própria. 

Desfazem a conceituação elevada e santificante da vida. 

Desarticulam o serviço dos corações bem-intencionados. 

Atiram-se, desvairadamente, à substância das obras construtivas, procurando consumi-las ou pervertê-las. 

Vomitam impropérios e calúnias. 

Gritam, levianos, que o mal permanece vitorioso, que a sombra  venceu,  que  a  miséria  consolidou o  seu  domínio  na  Terra, perturbando a paz dos servos operosos e fiéis. 

E, quando o micróbio do ódio ou da cólera lhes excita a desesperação, ai daqueles que se aproximam, generosose confiantes! 

É para esse gênero de irmãos que Paulo solicita de nós outros a conjugação do verbo guardar.

Para eles, pobres prisioneiros da incompreensão e da ignorância, resta somente o processo educativo, no qual podemos cooperar  com  amor,  competindo-nos  reconhecer,  contudo,  que  esse recurso de domesticação procede originariamente de Deus. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Estudando o Espiritismo - L.E.

Os Espíritos durante os combates
 

541. Durante uma batalha, há Espíritos assistindo os combates e amparando cada um dos exércitos?
“Sim, e que lhes estimulam a coragem.”
Os antigos figuravam os deuses tomando o partido deste ou daquele povo. Esses deuses eram simplesmente Espíritos representados por alegorias.

542. Estando, numa guerra, a justiça sempre de um dos lados, como pode haver Espíritos que tomem o partido dos que se batem por uma causa injusta?

“Bem sabeis haver Espíritos que só se comprazem na discórdia e na destruição. Para esses, a guerra é a guerra. A justiça da causa pouco os preocupa.”

543. Podem alguns Espíritos influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?

“Sem dúvida alguma. Podem influenciá-lo nesse sentido, como com relação a todas as concepções.”

544. Poderiam maus Espíritos suscitar-lhe planos errôneos com o fim de levá-lo à derrota?

“Podem; mas, não tem ele o livre-arbítrio? Se não tiver critério bastante para distinguir uma ideia falsa, sofrerá as consequências e melhor faria se obedecesse, em vez de comandar.”

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 76ª
 
Francisco Rebouças

Cuidados do Médium

Sabemos que todo aquele que se dispõe a trabalhar na sagrada missão da mediunidade com Jesus, está, só por isso mesmo, sujeito a inúmeras armadilhas providenciadas pelos adversários ferrenhos e gratuitos da Luz, imediatamente após o médium se decidir por seguir as atividades mediúnicas.
 
Por isso mesmo, Allan Kardec não cansou de nos alertar sobre o assunto e formulou questões à Espiritualidade superior para esclarecimento de todos nós que nos dedicamos a este trabalho altruísta na Seara do Mestre de Nazaré.
No Livro dos Espíritos, encontramos na Parte 2ª Capítulo IX, as perguntas e respectivas respostas que muito nos esclarecem sobre o tema conforme se segue:
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.
460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes.
É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.
461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos?
Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.
De posse de tão valiosos esclarecimentos trazidos até nós pelos imortais da vida maior sobre os cuidados a serem observados por todos nós, em relação ao nosso pensamento que será o propulsor de nossas atitudes, é bastante razoável que estejamos sempre atentos aos sinais positivos ou negativos que essas influências nos causam, procurando estar em constante estado de vigília e oração, pois não podemos sequer imaginar-nos isentos, ou como exceções inatingíveis pelas artimanhas das forças inimigas da moral e da ordem.
 
O que não nos faltam são as advertências que a Doutrina Espírita nos apresenta em várias de suas obras, dentre as quais, selecionamos esta mensagem de André Luiz, contida no Capítulo 4 do livro Conduta Espírita, pela abençoada psicografia de Chico Xavier, que transcrevemos a seguir, como verdadeiro roteiro para ser seguido por todos aqueles que buscam a segura orientação para servir a Jesus, da maneira mais adequada possível nos labores da mediunidade santificada.
Do Médium
Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.
O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever. Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.
Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento. A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.
Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.
O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz portador.
Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno.
A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do Espírito.
Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o intercâmbio mediúnico, quais sejam as questões da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.
Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.
Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.
No rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.
O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:7.)
Que nos esforcemos para não cair em tentações e perder o fruto da sementeira abençoada que a Mediunidade com Jesus nos propicia amealhar, procurando nos princípios basilares da Codificação do Espiritismo encontrar as ferramentas que nos hão de sustentar a disposição de crescimento interior, através do investimento no trabalho no Bem, espalhando os benefícios do Amor, na absoluta certeza de que somos os maiores beneficiados.
 
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Espírito André Luiz. Conduta Espírita.
 
Francisco Rebouças

domingo, 13 de novembro de 2016

Vida Feliz

XXXII
Difunde a esperança em melhores dias.
Nunca houve tanta necessidade da verde palma, quanto nestes momentos.
A esperança dá forças aos ideais e coragem às criaturas, que se renovam, mesmo quando tudo parece a ponto deperder-se.
É ela que sustenta o herói e mantém o santo nos propósitos superiores que abraçam.
Preservando-a em ti, nunca desfalecerás, nem te sentirás abandonado, quando as circunstâncias te convidarem ao testemunho e à solidão.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Fascinação

No entanto, Maria Souza, a médium “curadora”, já organizara considerável movimento.  Conclamara companheiros para conversa íntima, com o objetivo de convencê-los sobre os seus propósitos. Os adversários, contudo, lhe apareciam em sonhos com propostas extravagantes, prometiam-lhe destaque, publicidade, aparecimento na mídia, garantiam-lhe verdadeiros prodígios com  as  suas “faculdades curativas”. Tendo recebido estas orientações falsas, do plano espiritual inferior, mas tomadas como verídicas pela própria médium, passava, agora, a planejar a concretização das “orientações” recebidas.
Em pequena reunião, executada na residência de um dos companheiros igualmente  fanatizados,  traçaram  diretrizes,  ouviram  os  mentores”,  através  da psicofonia, e resolveram conversar com os responsáveis pelo Centro, a fim de convencê-los a autorizar as atividades cirúrgico-mediúnicas de Maria Souza.
Castro e Israel, comunicados mais tarde, aceitaram o convite, dedicando toda atenção e fraternidade possíveis.
No dia marcado, compareceram os responsáveis pela Casa, a médium “curadora” e um pequeno grupo, representando as cerca de trinta pessoas partidárias das ideias da intérprete fanática.
Minutos antes do início da conversação, Elvira, a substituta eventual de Júlio César, apresentou-se envolvendo de maneira intensa a mente da medianeira.
Castro sugeriu fosse feita uma prece antes do início das atividades, a fim de buscar comunhão com os benfeitores da vida maior. Quando o respeitável presidente pronunciou as primeiras palavras, envoltas em sincera emoção, eis que o mentor da Instituição se apresentou colocando-se ao lado dos representantes da Casa, dando demonstração amorosa da promessa que lhes fizera sobre o concurso superior. O benfeitor, acompanhado de abnegados tarefeiros espirituais, fizeram-se visíveis para as entidades infelizes,  como  que  lhes demonstrando  que  a  atuação inferior estava dentro de certos limites.
Quando Elvira viu os espíritos superiores, fitando-a gravemente, e verificando uma pequena parcela de suas capacidades espirituais, representadas pela intensa luz que partia deles, pensou em desistir, mas recordou-se das ameaças de Júlio César.  Instantaneamente, anulou os propósitos de abortar a missão,  fixando-se junto à médium, dando prosseguimento ao plano destruidor.
Os responsáveis pelo Centro deram, então, respeitosamente, oportunidade da palavra a Maria Souza que iniciou a conversa com estas colocações:
  Estou  aqui  para  fazer  algumas  solicitações. Vocês não desconhecem a minha produção mediúnica e as orientações dos meus mentores sobre a utilização de minhas faculdades. Segundo afirmam meus guias, eu tenho uma grande missão para executar neste Centro e solicito que vocês me permitam trabalhar nesta Casa com a cirurgia espiritual. Já estamos nos organizando e verificamos que ficaríamos bem instalados na sala “Allan Kardec”.  É um espaço adequado, mesmo porque, segundo informações dos meus superiores, logo,  logo estarei  recebendo  mensagens e receitas do próprio codificador!
Já temos companheiros à disposição, inclusive financeiramente, para fazer anúncios em jornais conceituados a respeito dos grandiosos trabalhos que se vão iniciar neste Centro. Nossa Instituição haverá de crescer consideravelmente sob as orientações destes novos mentores. Pensem no público, na quantidade de pessoas beneficiadas, nas grandes campanhas promovidas por nós. Em pouco tempo, afirmam meus tutores espirituais, estaremos na televisão e aí, já posso ver: pesquisadores americanos, alemães, russos  etc. desejando  estudar  minhas faculdades, o reconhecimento público, títulos de cidadã desta e daquela cidade. É claro que tudo isso eu, pessoalmente, reverterei para a Doutrina Espírita, edificaremos hospitais, creches e orfanatos.
Castro interrompeu respeitosamente a fala da médium alucinada, acrescentando com lucidez:
— Minha irmã, entendemos os seus propósitos, acreditamos esteja de fato desejosa de contribuir com a obra do bem, mas desejamos lhe oferecer um tempo maior de experimentação da mediunidade, a fim de que possa se estruturar no campo doutrinário, conhecer melhor a sua faculdade, analisarmos os fenômenos com rigor. De forma que, antes de pensarmos no grande público, que tal se, reservadamente, durante um certo período, com  alguns  enfermos, sob segura orientação doutrinária, pudéssemos catalogar as enfermidades, verificar se a ação fluídica realmente produziu efeito, dialogar serenamente com os seus guias, verificando suas orientações. Assim, continuou o presidente, você terá oportunidade de, ao longo do tempo, se estruturar num trabalho discreto e despretensioso. Nesta hora, Elvira envolveu a médium, fazendo-a retrucar desta maneira:
— Mas o que é isso? Você está com medo de que eu seja considerada mais importante que a sua pessoa. Não sabe que trago grandes compromissos a realizar, que esta Casa poderá ser projetada como nunca imaginamos antes!
Israel, num desejo verdadeiro de orientar, não se conteve e interrompeu a expositora vaidosa com estas lúcidas orientações:
— Minha amiga, parece que você está mais interessada na notoriedade do que na própria Doutrina Espírita, cuja finalidade é promover a transformação moral das criaturas humanas.  O objetivo precípuo do Espiritismo não é curar corpos e sim almas. Poderemos, certamente, aproveitar os recursos fluídicos que Deus nos concede, em benefício dos enfermos, e não lhe faltará oportunidade para isso. Terá toda nossa atenção e dedicação, contudo, pensamos seja melhor estruturar um pouco mais as suas capacidades medianímicas por meio do estudo doutrinário e do exercício paciencioso e discreto ao longo dos anos.
Você desconhece os inconvenientes da fama, o quanto os adversários espirituais podem envolver aqueles que se destacam; e se não estiver preparada para suportá-los, poderá ser a sua queda. Por que não se estrutura primeiro, trabalhando anônima e discretamente durante alguns anos?  Não estamos lhe negando a oportunidade de serviço nesta área, mas estamos lhe alertando quanto à responsabilidade e à necessidade de averiguarmos até  onde  suas  capacidades magnéticas podem beneficiar as pessoas. E sem contar, continuou Israel inspirado, que você poderá ser enquadrada no crime de prática ilegal da medicina ao desejar cortar corpos. Já pensou nisso?
Assim, trabalhando discretamente, poderá verificar suas potencialidades e granjear, com trabalho verdadeiro e cristão, a simpatia dos bons espíritos.
Lembre-se de que médiuns respeitáveis do nosso movimento, e que hoje se destacam pelos trabalhos de verdadeira benemerência, laboraram em silêncio durante anos, permanecendo no anonimato até que estivessem amadurecidos para assumirem tarefas maiores.
A fama, minha irmã, tem afastado muitas almas do caminho reto! Você desconhece os inconvenientes que a notoriedade traz. Guarda a ideia de que ser médium é sinônimo de privilégios espirituais. A mediunidade bem equilibrada exige estudo assíduo e atuação despretensiosa. O médium, em verdade, quando dispõe de  tarefas  maiores,  igualmente  deve  testemunhar  na  mesma  proporção  as informações que recebe, aplicando-as primeiramente  a si. Desta maneira, antes de se lançar à busca frenética pela fama, utilizando-se de recurso sagrado, como é a mediunidade, trabalhe interiormente, a fim de que os seus sentimentos sublimados a façam merecedora de uma assistência espiritual superior, compreendendo que, no campo mediúnico, discrição e humildade são qualidades essenciais para o êxito da tarefa. E, além disso, prosseguiu Israel de maneira calma e fraterna, não estamos interessados  em  projetar  a  nossa  Casa,  não  desejamos  que  nosso  Centro  esteja lotado  de  pessoas  procurando  simplesmente  fenômenos.  Temos  a  simples pretensão de fazer vibrar entre as paredes desta Instituição os ensinos de Jesus e Kardec.
Para  nós,  o  mais  importante  é  receber  fraternalmente  os  que  nos  procuram, socorrê-los  quanto  possível,  oferecer  conhecimento  doutrinário,  despertando  as criaturas para a transformação moral; o resto é consequência deste processo bem realizado. Assim, nos preocupamos com os males morais das criaturas, oferecendo condições de que, com ajuda do Espiritismo, se processe em cada um de nós uma auto cura sob as bênçãos de Jesus.
Todavia, nós  lhe  convidamos  para  continuar  exercitando  suas  capacidades espirituais ao longo dos anos, e nos comprometemos a acompanhá-la, orientando-a, como fazemos a todos os médiuns.
Continue trabalhando  pacientemente  nas  reuniões  de  fluidoterapia,  fazendo com  simplicidade  de  intenção  o  que  estiver  ao  seu  alcance,  beneficiando  as criaturas com os seus melhores sentimentos.
Maria Souza, admirada, perguntou:
— Devo entender estas palavras como uma negação aos meus pedidos?
  Deve  considerá-las,  disse  Israel  afetuosamente,  como  incentivo  para  um dedicado  período  de  trabalho  em  benefício  do  próximo,  a  fim  de  que  suas faculdades possam se aprimorar pelo exercício discreto e anônimo.
Se  aceitar  a  proposta  de  Castro,  teremos  grande  alegria  em  organizar  um pequeno  grupo  para,  durante  algum  tempo,  lhe  permitir  o  exercício  de  suas capacidades  curativas,  a  fim  de  verificarmos  suas  condições  magnéticas, analisando as orientações dos espíritos que lhe assistem, ouvindo respeitosamente quais as orientações que desejam para o trabalho com a mediunidade.
  O  quê?!  Retrucou  Maria  Souza  espantada.  Você  acha que  eu  vou  perder tempo com um grupo pequeno? Já estou pronta para o  trabalho, meus guias já me prepararam  muito  bem!  Um  espírito  médico,  de  nome  Dr.  Júlio  César    se prontificou a me conduzir por caminhos retos. Bem que ele me avisou das dificuldades!
Além do mais, qualquer Casa Espírita iria adorar contar com alguém com as minhas capacidades espirituais, me receberiam de braços abertos!
Vocês estão desperdiçando uma extraordinária oportunidade!
Nesta hora, Elvira envolveu a médium com mais intensidade, enquanto os benfeitores espirituais irradiavam sobre os representantes do Centro lucidez e bom senso.
Maria Souza, quase fora de si, continuava argumentando:
  Se  não  posso  trabalhar  à  minha  maneira,  então  me  retiro  desta  Casa  e levarei comigo muitas pessoas.
— Minha irmã, considerou Castro, não desejamos sua ausência, a Casa precisa de  todos  nós,  não  nos  tenha  na  conta  de  inimigos.  É nosso  dever,  como responsáveis por este Centro, zelar pela pureza de  nossa Doutrina, e o Espiritismo possui objetivos bem definidos, O que você está nos pro pondo é prática ilegal da medicina; aceitar os seus propósitos é infringir as leis humanas.
Procure refletir na hipótese de estar envolvida por adversários espirituais, com o fim de lhe afastar deste núcleo de amor.
E imprimindo nas palavras compreensão e ternura, prosseguiu:
— Continue conosco, todos desejamos trabalhar e não almejamos títulos. E se
você realmente tiver uma grande tarefa a desempenhar, ela naturalmente aparecerá.
— Era só o que faltava, interrompeu a médium, agora, meus protetores são obsessores! Bem original, não acha?
Muito bem, minha decisão está tomada: Vou me retirar desta Casa hoje mesmo!
Espiritualmente, Elvira gargalhava desassombradamente. Os amigos espirituais, entretanto, procuravam emanar jatos defluidos amorosos junto a Castro e Israel, ao mesmo tempo que os protegiam dos adversários do bem.
Levantando-se, Maria Souza saiu da sala com passos firmes sem se despedir dos respeitáveis tarefeiros encarnados, sentindo-se intimamente insultada. Os acompanhantes da médium fanática igualmente se retiraram deixando-os sozinhos.
Os nobres tarefeiros, reflexivos, porém, de consciência tranquila, conversavam entre si:
— Israel, disse: Castro, é uma pena que isso tenha acontecido!
— Não se preocupe, meu amigo, sem dúvida fizemos o melhor.
Isso me faz pensar que nossa Casa esteja passando por provações! Vários companheiros de trabalho estão atravessando momentos difíceis, entre eles está Márcia Boaventura, nossa coordenadora do atendimento fraterno. A propósito, continuou o responsável pela área doutrinária, estava pensando em fazer uma visita para nossa irmã no desejo de levar nosso apoio. Segundo me informaram, parece que o marido a teria proibido de continuar suas tarefas, dizem que ele se entregou a uma seita fanática.
  Sem  dúvida,  respondeu  Castro,  haveremos  de  visitá-la  em  momento oportuno.
Livro: Aconteceu na Casa Espírita
Emanuel Cristiane/Nora.
Francisco Rebouças.