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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Guardai-vos dos cães

“Guardai-vos dos cães.” – Paulo. (Filipenses, 3:2.)

Somos imensa caravana de seres, na estrada evolutiva, a movimentar-se,  sob  o  olhar  do  Divino Pastor,  em  demanda  de esferas mais altas. 

Em  verdade,  se  prosseguimos  caminho  afora,  magnetizados pelo  devotamento  do  Condutor Divino,  inegavelmente  somos também assediados pelos cães da ignorância, da perversidade, da má-fé. 

Referindo-se a cães, Paulo de Tarso não mentalizavao animal amigo,  símbolo  de  ternura  e fidelidade,  após  a  domesticação. 

Reportava-se  aos  cães  selvagens,  impulsivos  e  ferozes.  No rebanho humano, encontraremos sempre criaturas que  os personificam. São os adversários sistemáticos do bem. 

Atassalham reputações dignas. 

Estimam a maledicência. 

Exercitam a crueldade. 

Sentem prazer com a imposição tirânica que lhes é própria. 

Desfazem a conceituação elevada e santificante da vida. 

Desarticulam o serviço dos corações bem-intencionados. 

Atiram-se, desvairadamente, à substância das obras construtivas, procurando consumi-las ou pervertê-las. 

Vomitam impropérios e calúnias. 

Gritam, levianos, que o mal permanece vitorioso, que a sombra  venceu,  que  a  miséria  consolidou o  seu  domínio  na  Terra, perturbando a paz dos servos operosos e fiéis. 

E, quando o micróbio do ódio ou da cólera lhes excita a desesperação, ai daqueles que se aproximam, generosose confiantes! 

É para esse gênero de irmãos que Paulo solicita de nós outros a conjugação do verbo guardar.

Para eles, pobres prisioneiros da incompreensão e da ignorância, resta somente o processo educativo, no qual podemos cooperar  com  amor,  competindo-nos  reconhecer,  contudo,  que  esse recurso de domesticação procede originariamente de Deus. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças