Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 31 de maio de 2016

DÁI E SER-VOS-Á DADO

Emmanuel
 
“...Daí e ser-vos-á dado...” Jesus – Lucas; 6:38
 
A palavra do Cristo ressoa até hoje nas abóbadas do tempo.
 
Do que derdes ser-vos-á dado.
 
Semelhante princípio não se aplica unicamente a  assistência de ordem material.
 
Daí a vossa paciência em auxílio aos  infelizes e a paciência alheia se vos fará reconforto no momento de vossas  tribulações.
 
Daí as vossas desculpas aos companheiros que, porventura, vos  ofendem e sereis desculpados no dia de vossos erros possíveis.
 
Doai o bem aos outros e o bem vos honorificará todos os dias.
 
Livro: Tende Bom Ânimo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Precisamos ter “Olhos de Ver”!

Vida Feliz

XI
Torna-te amigo de todas as pessoas.
A amizade é um tesouro do espírito, que deve ser repartido com as demais criaturas.
Como um sol, irradia-se e felicita quantos a recebem.
Há uma imensa falta de amigos na Terra, gerando conflitos e desconfianças, desequilíbrio e insegurança.
Quando a amizade escasseia na vida, o homem periga em si mesmo.
Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.
 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

sábado, 28 de maio de 2016

13º Encontro de Espiritismo em Jacareí/SP

Meus amigos, está chegando o dia 10/06/2016, data do início do evento em Jacareí/SP.
Vejam a programação no cartaz anexo.
Divulguem !!!

Na esfera íntima

“Cada  um  administre  aos  outros  o  dom  como  o  recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus.” – Pedro. (1ª Epístola de Pedro, 4:10.)

A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes,  e  a  cooperação  é  o  fator  essencial  na  produção da harmonia e do bem para todos.
Nada existe sem significação.
Ninguém é inútil.
Cada  criatura  recebeu  determinado  talento  da  Providência Divina para servir no mundo e para receber do mundo o salário da elevação.
Velho ou moço, com saúde do corpo ou sem ela, recorda que é necessário  movimentar  o  dom  que  recebeste  do  Senhor,  para avançares na direção da Grande Luz.
Ninguém é tão pobre que nada possa dar de si mesmo.
O próprio paralítico, atado ao catre da enfermidade, pode fornecer aos outros a paciência e a calma, em forma de paz e resignação.
Não olvides, pois, o trabalho que o Céu te conferiu e foge à preocupação  de  interferir  na  tarefa  do  próximo,  a  pretexto  de ajudar.
Quem cumpre o dever que lhe é próprio, age naturalmente a benefício do equilíbrio geral.
Muitas vezes, acreditando fazer mais corretamente que os outros  o serviço  que  lhes  compete,  não  somos  senão  agentes  de desarmonia e perturbação.
Onde estivermos, atendamos com diligência e nobreza à missão que a vida nos oferece.
Lembra-te de que as horas são as mesmas para todos e de que o tempo é o nosso silencioso e inflexível julgador.
Ontem, hoje e amanhã são três fases do caminho único.
Todo dia é ocasião de semear e colher.
Observemos, assim, a tarefa que nos cabe e recordemos a palavra do Evangelho:
– “Cada  um  administre  aos  outros  o  dom  como  o  recebeu, como  bons  dispensadores  da  multiforme  graça  de  Deus”,  para que a graça de Deus nos enriqueça de novas graças.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 24 de maio de 2016

MAIS VIDA

Clóvis Amorim
Ninguém fugirá da sorte,
Missão bem ou mal cumprida,
De enfrentar depois da morte,
Bem ou mal, sempre mais vida.


Nem vale ser trapaceiro
No jogo da humana lida.
A morte vende o parceiro,
Desmascarando-o em mais vida.


É só do tolo inventar
Na morte inútil saída,
Para às tontas tropeçar
Logo adiante em mais vida.


Assim é... quem não aceita
Por pouco tempo duvida.
Arma a cama em que se deita,
Semeou, colhe em mais vida !...


São Paulo, 21 de fevereiro de 1982.

Livro: Mais Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

O incômodo da dor

Para entender o incômodo problema da dor, ninguém despreze a responsabilidade que lhe compete, acreditando-se uma simples vítima.
Deus, a Inteligência Suprema, causa primária de tudo e de todos, elaborou as Leis de Justiça, em consonância com a Lei de Amor e Caridade, resumida por Jesus em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, e a doutrina espírita enfatiza os ensinos do Mestre quando nos esclarece em sua máxima “fora da caridade não há salvação”.
Como o perfeito não pode conter imperfeição, nas Leis de Deus acham-se inseridos todo equilíbrio e a justiça, que ainda não conseguimos entender por completo o seu sublime mecanismo, e dessa forma, nos resta crer que todo sofrimento representa um resgate ou uma prova para as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos esclarecidos e amorosos em nosso proveito e em nome desse Pai amoroso e Justo.
No Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos ensinamentos a respeito do assunto, conforme segue.
A fé no futuro pode consolar e infundir paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus. Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos.”¹
Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência para amenizar a dor causada pela mente em desequilíbrio, e é nessa hora que terá oportunidade de entender que a Dor pode representar o remédio mais valioso para sua situação, e a reencarnação é o caminho em que ele vai encontrá-la.
“De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.” ²
Dessa forma, a Justiça Divina lhe concede a oportunidade de refazer o que fez mal feito, construir o que destruiu etc., através do trabalho no de desenvolvimento dos valores morais que dormitam no íntimo Ser imortal que somos.
Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza; quem relaxou a saúde física clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste; quem se associou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade; quantos se utilizaram da inteligência para infelicitar seu semelhante, suplica as inibições mentais do cérebro em desalinho, como serviço indispensável à própria restauração.
A ninguém, cabe o direito de reclamar o tipo de experiência que escolheu vivenciar na Terra, em benefício de sua própria harmonização ante as sábias e justas Leis de Deus, e em momento algum, deve se deixar contaminar pelo tóxico envenenado do desânimo no trabalho que a Justiça Divina nos concede hoje, como possibilidade de construir a paz de Espírito que tanto almejamos desfrutar.
Referências:

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, F.E.B. 112ª edição – Cap. V, item 3; e (2) … item 4.
Francisco Rebouças

domingo, 22 de maio de 2016

Construir a felicidade compensa

francisco_rebouças“Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. ” – Paulo. (Hebreus, 10:35)
O ser humano vive em constante busca pela felicidade, que a cada dia lhe parece mais inatingível, isto porque pensa ele encontrá-la na satisfação do acúmulo dos bens materiais, e mesmo quando consegue ter juventude, fama, fortuna, etc., descobre desiludido que nada disso foi suficiente para felicitá-lo interiormente, como esperava.
Vive então, angustiado por problemas morais ao verificar os júbilos alcançados pelos outros, invejando os sucessos por eles demonstrados e exibidos nos sorrisos que ainda não tem desejos, nem motivos para externar. Não avalia o testemunho, dificuldades, trabalho e sacrifício que cada um teve que enfrentar para superar e conquistar tais condições.
Não rejeites a fé porque a passagem educativa pela Terra te imponha à visão aflitivos quadros no jogo das convenções humanas.
Lembra-te da imortalidade – nossa divina herança!
Por onde fores, conduze tua alma como fonte preciosa de compreensão e serviço! 
Onde estiveres, sê generoso, otimista e diligente no bem!
A carne é apenas tua veste.
Luta e aprimora-te, trabalha e realiza com o Cristo, e aguarda, confiante, o futuro, na certeza de que a vida de hoje te espera, sempre justiceira, amanhã.”. (1)
Não esqueça também que a posse momentânea das facilidades materiais não lhe proporcionará a verdadeira paz íntima, que só se consegue ao desfrutar das virtudes do Espírito Imortal que somos, e para o qual, os bens materiais são simples empréstimos da Divindade para nos auxiliar, se bem empregados, na conquista dos valores eternos, que seguirão conosco quando de nossa volta à verdadeira vida. A felicidade é construção demorada que se elabora a peso de muito esforço e perseverança, e não se comprova por simples aparências exteriores quaisquer.
Riquezas, fortunas, poder estão na própria indumentária carnal, à disposição de todo espírito em romagem evolutiva, mediante as reencarnações redentoras.
Mesmo quando temporariamente enfermo ou limitado um corpo, conduzindo o dispositivo reparador em forma de coerção ou sofrimento, é, para o espírito, excelente concessão do Alto em seu benefício, que lhe serve de bênção superior.
Assim, examinando, não penses em moedas e notas fiduciárias, em cheques e depósitos, cédulas e promissórias para as necessidades aquisitivas imediatas.
Penetra-te da certeza dos bens maiores com que a vida te aquinhoa e coloca em multiplicação os recursos de que te encontras possuído, espalhando alegria e entusiasmo por onde sigam os teus pés.
Compadece-te sempre, socorre; exorta com amor, ajuda; perdoa generosamente, ama; harmoniza as expressões do verbo servir e usa as mãos na lavoura da semeação da esperança; movimenta o corpo na direção do dever e faze que se renovem sempre os valores poderosos de que te encontres possuído.
És detentor de fortunas que jazem enferrujando ao abandono, ante os ladrões da indolência que as roubam e as traças da negligência que as gastam e paralisam.”. (2)
Quando se adquire a paz íntima, a felicidade se exterioriza naturalmente em forma de luz brilhante que tem o poder de contagiar, e tantos quantos de nós se aproximem sentir-se-ão envolvidos pelas vibrações de ternura e amor que estaremos exteriorizando.
Assim sendo, que todos nós nos empenhemos para investir com fé e disciplina na construção da felicidade verdadeira, que significa o desenvolvimento dos valores morais que estão ínsitos em nosso Ser, à espera de nossa boa vontade em desenvolvê-los em nosso próprio benefício.
Jesus nos guie, guarde e ajude na conquista dos valores reais!
Referências bibliográficas:
  • Xavier, Francisco Cândico, pelo Espírito Emmanuel, Livro: Fonte Viva, cap. 128.
  • Franco, Pereira Divaldo, Pelo Espírito Joanna de Ângelis – Livro: Florações Evangélicas, cap. 49.
  • Francisco Rebouças

VIDA FELIZ

X

Organiza atua  agenda,afim de ganhares o tempo com propriedade.

Cada tarefa deve ser exercida no seu respectivo momento.

O tumulto na realização, não apenas prejudica a ordem, mas também , a sua qualidade.

Um após outro, com calma e continuamente, realiza os teus deveres.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Estudando o Espiritismo - L.E.

539. A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só Espírito, ou muitos se reúnem, formando grandes massas, para produzi-los?

“Reúnem-se em massas inumeráveis.”

540. Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam com conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou irrefletido impulso?

“Uns sim, outros não. Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não seja necessária
à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são instrumentos de Deus. Pois bem, do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto.

Enquanto se ensaiam para a vida,antes que tenham plena consciência de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do mundo moral. É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!”
 
Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 36ª edição.
 
Francisco Rebouças

sábado, 14 de maio de 2016

No Intercâmbio Salutar

Não olvides que os irmãos espirituais em plano superior ao teu, em termos de moralidade, estão atentos aos teus anseios de trabalho na seara do Sublime Mestre de todos nós em ambos os planos da vida.

Se não te chegam respostas como gostarias de recebê-las, é que nem sempre dispões de acendrados recursos necessários para esses misteres a que te candidatas, e sendo assim, são poucas as chances de lograres êxito por teus parcos e acanhados recursos e conhecimentos.

Mas, mesmo esses ínfimos recursos com que te dispões a servir na intermediação das nobres falanges do Cristo, te serão aproveitados de conformidade com as necessidades, e preciso se faz, que doravante te detenhas nas nobres lições do Evangelho de Jesus, com verdadeira disposição de servir ao Cristo de coração e sem a pretensão de tirar para ti, qualquer proveito das orientações ou notícias da Espiritualidade Superior, evitando a todo custo, o exibicionismo pernicioso e causador de elevados e difíceis entraves entre as puras e conscienciosas instruções procedentes das esferas Superiores, e os enxertos personalistas que infestam de opiniões pessoais e tendenciosas pelas idéias que os intermediários da voz da espiritualidade na Terra costumam misturar em mensagens que recebem por misericórdia do Mestre para sua auto-iluminação e dos seus semelhantes.   

Se, verdadeiramente, te dispões a intermediar as páginas que o Mundo Invisível te poderá transmitir, desvencilha-te imediatamente de tuas idéias pré-concebidas no radicalismo cego, em qualquer dos teus pontos de vista, e busca irmão amigo, a fidelidade doutrinária como ponto primordial para um intercâmbio salutar e proveitoso para ambas as partes, que só os postulados espíritas te podem garantir, e dedica-te com esmero e empenho na divulgação das mensagens sábias e consoladoras com que Jesus alimenta espiritualmente a humanidade há mais de 21 séculos.

Tem sempre em mente, que o servidor de Jesus é um instrumento que deverá estar sempre afiado para servir a contento na hora em que o Mestre o convocar para este ou aquele cometimento, e que estará disposto a travar duelos acerbos, no combate aos resquícios doentios e egoísticos que ainda abriga em abundância dentro de si, e dos quais terá que se desfazer na incessante luta pelo próprio burilamento no intuito primeiramente de se melhorar moral e espiritualmente, para só então, se apresentar para o serviço de transformação dos teus irmãos.

Fica porém certo, de que o trabalho a que te propões exige renúncia, disciplina, dedicação, coragem, e acima de tudo amor à Causa do Bem, seguindo exemplarmente as lições do Cristianismo Redivivo, convicto de que se executares com a devida seriedade, solidariedade e fé, fundamentados na mensagem viva daquele que é “O Caminho a verdade e a vida”, te renderá enormes benefícios e uma felicidade que estás longe de aquilatar.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças.

Niterói/RJ

Lindos Casos de Chico Xavier

O PREVISTO ACONTECEU...
 
Alguém procura-o em prantos, porque fora vítima de uma maledicência, da vingança de um adversário e cita-lhe o nome... E o caríssimo Médium, estuário de infinidades de problemas, de queixas, de anseios os mais extravagantes, sofre e chora para, daí a instante, prelecionar:
— Perdoe, minha irmã, seu ofensor. Procure ter dó, comiseração de seu adversário, porque daqui a uns quinze dias, ele vai sofrer mais do que você.
Vai passar por uma prova tão dolorosa, visto que apenas tem semeado espinhos em sua estrada, que você vai comiserar-se dele e esquecer o mal que lhe fez. Não procure, pois, vingar, revidar o insulto recebido. Deixe que cada um seja vingado por si mesmo, até compreender, com Jesus, o benefício do Perdão e o esquecimento das ofensas...
O previsto aconteceu. O ofensor, 15 dias depois, colheu o que semeara.
Sofreu tanto que o povo do lugar em que residia soube e, dele, se comiserou, inclusive nossa irmã a quem tanto fizera mal. E mais uma Lição do Perdão vitoriou os princípios salvadores do Evangelho!
 
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

Guarda a paciência

“Porque  necessitais  de  paciência,  para  que,  depois  de haverdes  feito  a  Vontade  de  Deus,  possais  alcançar  a promessa.” – Paulo. (Hebreus, 10:36.)

Provavelmente estarás retendo, há muito tempo, a esperança torturada.
Desejarias que a resposta do mundo aos teus anseios surgisse, imediata, agasalhando-te o coração; entretanto, que paz desfrutarias  no  triunfo  aparente  dos  próprios  sonhos, sem resgatares  os débitos que te encadeiam ao problema e à dificuldade?
Como repousar, ante a exigência do credor que nos requisita?
Descansará o delinquente antes da justa reparação à falta cometida?
Sabes  que  o  destino  materializar-te-á  os  planos  de  ventura, que a vitória te coroará, enfim, a senda de luta, mas reconheceste preso ao círculo de certas obrigações.
O lar convertido em forja de angústia...
A instituição a que serves, onde sofres a intromissão da calúnia ou o golpe da crueldade...
O parente a quem deves respeito e carinho, do qual  recolhes menosprezo e ingratidão...
A rede dos obstáculos...
A conspiração das sombras...
A perseguição gratuita, a enfermidade do corpo, a imposição do ambiente...
Se as provas te encarceram nas grades constringentes do dever a cumprir,  tem  paciência  e  satisfaze  as obrigações a que te enlaçaste!...
Não renuncies ao trabalho renovador!
Recorda que a Vontade de Deus se expressa, cada hora, nas circunstâncias que nos cercam!
Paguemos  nossas  contas  com  a  sombra,  para  que  a  Luz nos favoreça!
Em verdade, alcançaremos a concretização dos nossos projetos  de felicidade,  mas,  antes  disso,  é  necessário  liquidar  com paciência as dívidas que contraímos perante a Lei.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

O ETERNO CAMINHEIRO

     Rodrigues De Abreu
Nos abismo da treva que passaram,
Duas sombras estranhas se encontraram.
Uma, a lama, a outra a dor. Ambas na estrada
Que provinha da estática do nada...

Na paisagem disforme, triste e quieta,
Deram princípio à angústia do planeta,
Porque o Pai da criação, no sexto dia,
Para formar Adão no mundo de agonia,

Tomou da lama e a dor a estranha contextura
Para dar forma e corpo à vida da criatura.
Preso à carne de dor, desde o passado,
O homem foi sempre o ser inadaptado,

Cheio de febres de ânsia, de esperança
É saudade dos mundos da bonança.
É, por isso, é o eterno caminheiro
Que chora e luta pelo mundo inteiro.
 
Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Reencarnação

Reunião pública de 6/4/59
Questão nº 617
Reencarnação nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição.
Suor na oficina é acesso à competência.
Esforço na escola é aquisição de cultura.
Porque alguém se consagre hoje à Medicina, não quer isso dizer que haja ontem semeado moléstias e sofrimentos.
Muitas vezes, o Espírito, para senhorear o domínio das ciências que tratam do corpo, voluntariamente lhes busca o trato difícil, no rumo de mais elevada ascensão.
Porque um homem se dedique presentemente às atividades da engenharia, não exprime semelhante escolha essa ou aquela dívida do passado na destruição dos recursos da Terra.
Em muitas ocasiões, o Espírito elege esse gênero de trabalho, tentando crescer no conhecimento das leis que regem o plano material, em marcha para mais altos postos na Vida Superior.
Entretanto, se o médico ou o engenheiro sofrem golpes mortais no exercício da profissão a que se devotam, decerto nela possuem serviço reparador que é preciso atender na pauta das corrigendas necessárias e justas.
Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.
Nada existe sem preço.
Por esse motivo, se as paixões gritam jungidas aos flagelos que lhes extinguem a sombra, as tarefas sublimes fulgem ligadas às renunciações que lhes acendem a luz.
À vista disso, não te habitues a medir as dores alheias pelo critério de expiação, porque, quase sempre, almas heroicas que suportam o fogo constante das grandes dores morais, no sacrifício do lar ou nas lutas do povo, apenas obedecem aos impulsos do bem excelso, a fim de que a negação do homem seja bafejada pela esperança de Deus.
Recorda que, se fosses arrebatado ao Céu, não tolerarias o gozo estanque, sabendo que os teus filhos se agitam no torvelinho infernal. De imediato, solicitarias a descida aos tormentos da treva para ajudá-los na travessia da angústia...
Lembra-te disso e compreenderás, por fim, a grandeza do Cristo que, sem débito algum, condicionou-se às nossas deficiências, aceitando, para ajudar-nos, a cruz dos ladrões, para que todos consigamos, na glória de seu amor, soerguer-nos da morte no erro à bênção da Vida Eterna.
 
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças
 

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vida Feliz

IX
Mantém o teu controle emocional em todas as situações.

Sistema nervoso alterado,vida em desalinho.

Se dificuldades ameaçarem o teu equilíbrio, utiliza-te da oração.

Aprece é medicamento eficaz para todas as doenças da alma.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

28ª Exposição de Orquídeas de Niterói

Caros amigos, a partir do dia 15/05/2016, haverá uma exposição de Orquídeas em Camboinhas, para o qual os organizadores convidam a todos.
Prestigiem mais esta feliz iniciativa.


Francisco Rebouças

terça-feira, 10 de maio de 2016

Sofrimento e eutanásia

Reunião pública de 3/4/59
Questão nº 944


Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da grande renovação...
Não te creias autorizado a desferir o golpe supremo naqueles que a agonia emudece, a pretexto de consolação e de amor, porque, muita vez, por trás dos olhos baços e das mãos desfalecentes que parecem deitar o último adeus, apenas repontam avisos e advertências para que o erro seja sustado ou para que a senda se reajuste amanhã.
Ante o catre da enfermidade mais insidiosa e mais dura, brilha o socorro da Infinita Bondade facilitando, a quem deve, a conquista da quitação. Por isso mesmo, nas próprias moléstias reconhecidamente obscuras para a diagnose terrestre, fulgem lições cujo termo é preciso esperar, a fim de que o homem lhes não perca a essência divina.
E tal acontece, porque o corpo carnal, ainda mesmo o mais mutilado e disforme, em todas as circunstâncias, é o sublime instrumento em que a alma é chamada a acender a flama de evolução.
É por esse motivo que no mundo encontramos, a cada passo, trajes físicos em figurino moral diverso.
Corpos – santuários...
Corpos – oficinas...
Corpos – bênçãos...
Corpos – esconderijos...
Corpos – flagelos...
Corpos – ambulâncias...
Corpos – cárceres...
Corpos – expiações...
Em todos eles, contudo, palpita a concessão do Senhor, induzindo-nos ao pagamento de velhas dívidas que a Eterna Justiça ainda não apagou.
Não desrespeites, assim, quem se imobiliza na cruz horizontal da doença prolongada e difícil, administrando-lhe o veneno da morte suave, porquanto, provavelmente, conhecerás também mais tarde o proveitoso decúbito indispensável à grande meditação.

E usando bondade para os que atravessam semelhantes experiências, para que te não falte a bondade alheia no dia de tua experiência maior, lembra-te de que, valorizando a existência na Terra, o próprio Cristo arrancou Lázaro às trevas do sepulcro, para que o amigo dileto conseguisse dispor de mais tempo para completar o tempo necessário à própria sublimação.
 
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 9 de maio de 2016

PERANTE OS FATOS MOMENTOSOS

Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.

As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
 
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
“Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.”

Paulo. (I TESSALONICENSES, 5:15.)
Livro: Conduta espírita – Cap.19
Chico Xavier/André Luiz.
 
Francisco Rebouças


Vivenciando o Espiritismo

 Todos nós que procuramos encontrar na Doutrina Espírita o roteiro seguro para nossa renovação moral espiritual, estamos convocados a fixar e vivenciar seus ensinos, da forma mais legítima e fiel como um bom espírita, conforme “O Evangelho Segundo o Espiritismo” nos preceitua: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”.  (1)
 Quando Allan Kardec se refere aos verdadeiros espíritas, procura distinguir pela observação, aquele cristão espírita que sabe administrar os recursos morais que a doutrina lhe confere, procurando aplicá-los, de forma correta, a benefício de todos, pois foi o próprio codificador quem afirmou a existência de vários tipos de espíritas, e que somente o Espiritismo bem compreendido e vivido é capaz de transformar moralmente a criatura.
Isto porque, viver o Espiritismo é pautar todas as ações pelos nobres princípios doutrinários, é moldar a conduta pela doutrina, nesse particular, é importante lembrarmos que não basta a conduta externa, mascarada, pois já somos sabedores de que o Reino de Deus não se conquista com aparências.
“Todos os que reconhecem a missão de Jesus dizem: Senhor! Senhor! – Mas, de que serve lhe chamarem Mestre ou Senhor, se não lhe seguem os preceitos? Serão cristãos os que o honram com exteriores atos de devoção e, ao mesmo tempo, sacrificam ao orgulho, ao egoísmo, à cupidez e a todas as suas paixões? Serão seus discípulos os que passam os dias em oração e não se mostram nem melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com seus semelhantes? Não, porquanto, do mesmo modo que os fariseus, eles têm a prece nos lábios e não no coração. Pela forma poderão impor-se aos homens; não, porém, à Deus. Em vão, dirão eles a Jesus: “Senhor! não profetizamos, isto é, não ensinamos em teu nome; não expulsamos em teu nome os demônios; não comemos e bebemos contigo?” Ele lhes responderá: “Não sei quem sois; afastai-vos de mim, vós que cometeis iniquidades, vós que desmentis com os atos o que dizeis com os lábios, que caluniais o vosso próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério. Afastai-vos de mim, vós cujo coração destila ódio e fel, que derramais o sangue dos vossos irmãos em meu nome, que fazeis correr as lágrimas, em vez de secá-las. Para vós, haverá prantos e ranger de dentes, porquanto o reino de Deus é para os que são brandos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade. (…).” (2)
O Mestre Lionês dizia sempre em seus discursos que o Espiritismo “é uma questão de fundo e não de forma”. Por isso mesmo, não podemos pensar em vivê-lo de maneira enganosa, antes da conduta externa, precisamos reformar a nossa conduta interna, modificar nossos hábitos mentais e verbais viciosos, e buscar de todas as formas, pensar, falar e agir de acordo com os princípios renovadores da moral espírita.
Em qualquer ramo de atividade que exerçamos nossas habilidades profissionais ou voluntárias, precisamos dar exemplo de que os conceitos da codificação da doutrina espírita já nos norteiam os passos. Não nos tornemos simples número entre os que estudam os fundamentos do consolador, sem dar testemunho de seu aprendizado. Procuremos, de forma honesta e fraterna, entender que o nosso semelhante é um ser que merece toda atenção e respeito.
Seja qual seja a condição em que estivermos inseridos na sociedade, vivenciemos a mensagem elevada do Cristo no nosso dia a dia, enobrecendo a vida com as virtudes que a fé raciocinada dos fundamentos do Espiritismo nos solicita desempenhar com alegria e satisfação para que possamos manter a consciência tranquila do dever retamente cumprido. Seguindo os nossos princípios de ética e moral, somos constantemente convocados a lecionar disciplinas de entendimento e conduta, na ação da caridade que nos cabe realizar.
Urge agir com responsabilidade em nossas atitudes, para com a vida, para com o próximo e para com nós mesmos, agindo como um “embaixador” das lições do Mestre de Nazaré, enobrecendo os valores da nossa condição de ser humano, inteligente, capaz de raciocinar e desenvolver nossas responsabilidades perante a Soberana Sabedoria do Universo, pois, na condição de espírita que afirmamos ser, a disciplina e a caridade devem ser observadas em todas as nossas ações no interesse do bem comum.
Hoje, precisamos ser solidários, amanhã precisamos ser compreensivos, mais tarde precisamos dar testemunho de renúncia e devotamento ao trabalho, mais adiante é chegado o momento de saber perdoar incondicionalmente, enfim, desenvolver o nosso espírito no sacrifício em prol de nossa elevação moral e espiritual. A Doutrina Espírita é, na essência, uma universidade onde buscamos nossa necessária, urgente e inadiável redenção. Cada um de seus seguidores sinceros, deve ter como meta primordial, empenhar os maiores esforços no burilamento interior, e procurar educar-se para, posteriormente, também educar.
Assim sendo, se já compreendemos o salutar conteúdo da mensagem do Consolador Prometido por Jesus, abracemos com carinho e responsabilidade as tarefas que a vida nos confiou, seja nesse ou naquele, o setor de nossas atividades, e preparemo-nos para, a todo instante, do nosso dia a dia, ensinar o caminho da elevação, pela nobre arte do exemplo.
Referências Bibliográficas:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB. 106ª edição – Cap. XVII, item 4.
(2) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB. 106ª edição – Cap. XVIII, item 9.
Francisco Rebouças