Solidarity Spiritist Societ

domingo, 31 de janeiro de 2016

Que farei?

“Que farei?” – Paulo. (Atos, 22:10.)

Milhares de companheiros aproximam-se do Evangelho  para o  culto  inveterado  ao  comodismo.  Como  dominarei?  –  interrogam alguns. Como descansarei? – indagam outros.
E os rogos se multiplicam, estranhos, reprováveis,  incompreensíveis...
Há quem peça reconforto barato na carne, quem reclame afeições indébitas, quem suspire por negócios inconfessáveis e quem exija recursos para dificultar o serviço da paz e do bem.
A pergunta do apóstolo Paulo, no justo momento em que se vê  agraciado  pela  Presença  Divina,  é  padrão  para  todos  os  aprendizes e seguidores da Boa Nova.
O grande trabalhador da Revelação não pede transferência da Terra para o Céu e nem descamba para sugestões de favoritismo ao  seu  círculo  pessoal.  Não  roga  isenção  de  responsabilidade, nem foge ao dever da luta.
– Que farei? – disse a Jesus, compreendendo o impositivo do esforço que lhe cabia.
E  o  Mestre  determina  que  o  companheiro  se  levante  para  a sementeira de luz e de amor, através do próprio sacrifício.
Se foste chamado à fé, não recorras ao Divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.
Procuremos com o Senhor o serviço que a sua Infinita Bondade nos  reserva  e  caminharemos,  vitoriosos,  para  a sublime renovação.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Fortaleçamo-nos

“Sede fortalecidos no Senhor.” Paulo. (Efésios, 6:10.)
Há muita gente que se julga forte...
- nos recursos financeiros, que surgem e fogem;
- na posse de terras, que se transferem de dono;
- na beleza física, que brilha e passa;
- nos parentes importantes, que se transformam;
- na cultura da inteligência, que, muitas vezes, se engana;
- na popularidade, que conduz à desilusão;
- no poder político, que o tempo desfaz;
- no oásis de felicidade exclusivista, que a tempestade destrói.
Sim, há muita gente que supõe vencer hoje para acabar vencida amanhã.
Todavia, somente a consciência edificada na fé, pelos deveres bem cumpridos à face das Leis Eternas, consegue sustentar-se, invulnerável, sobre o domínio próprio.
Somente quem sabe sacrificar-se por amor encontra a incorruptível segurança.
Fortaleçamo-nos, pois, no Senhor e sigamos, de alma erguida, para a frente, na execução da tarefa que o Divino Mestre nos confiou.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

ALGUM SERVIÇO

Memei

Não afirmes que a vida na terra se constitui unicamente de provas e sofrimentos.
A   escola   expõe   o   desafio   das   lições,   mas  é sempre lembrada   por celeiro de alegrias inesquecíveis.
Observa   e   descobrirás   a   Bondade   Eterna   selando   a vida  em   toda aparte.
Existem   montanhas   ásperas,   no   entanto,   em   seguida   a cada   um habitualmente se estende a planície por imenso tapete de relva.
O espinheiral esconde farpas, mas oferece rosas.
O pântano é uma chaga no solo, porém, a fonte é uma benção.
Argila   pode   ser   considerada   na   condição   de   barro obscuro,
entretanto,   quando   devidamente   trabalhada   faz-se   o  tesouro  da porcelana.
Desafetos   costumam   surgir ,   contudo,   cada   coração verdadeiramente amigo vale mais que a multidão dos adversários.
Cada   lágrima   que   se   verte  ou   que   se   vê  está   cercada  de milhões de sorrisos.
Por   vezes,   repontam   gritos   de   desespero,   entre   criaturas, no entanto,   ninguém   conseguirá   contar   as   preces   de   paz  e  amor   que   se elevam, cada dia, da T erra para os Céus.
Em   determinadas   ocasiões,   crises   e   conflitos   explodem   no caminho,   porém,   as   horas   de   tranquilidade   e   esperança, regozijo   e beleza são inumeráveis no curso de cada existência.
Quando   a   tribulação   te   bata   à   porta   responde   com   a paz  que possas articular .
Deus criou todas as instalações e vantagens, suportes e benefícios que sustentam a vida e garantem o equilíbrio do mundo, mas há sempre, em nosso próprio favor , algum serviço que nos compete fazer.

Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CAMINHO DA PAZ

Meimei
Dizem   que   um   homem   de   fé   se   aproximou   de   Jesus   e indagou,   após   externar-se   em manifestações de júbilo e reverência:
- Senhor , onde o caminho da paz? que fazer de meu filho que me arrasa a tranqüilidade, atolado na rebeldia? 
- Abençoá-lo-ás  sempre  -  respondeu  o  Divino  Mestre  - procurando  socorrê-lo   com  mais amor .
- E como agir , à frente de meu tio,aquele que me furtou a herança dos avós? 
- Buscarás perdoá-lo, usando compaixão e esquecimento. 
- E meu antigo sócio? de que modo proceder com esse homem que tanto me prejudicou e injuriou? 
- Desculpa-lo-ás, orando em favor dele.
- Tenho quatro empregados ignorantes...
De que maneira harmonizar-me com esses companheiros problemas, se me afligem com
as maiores dificuldades,dia por dia? 
- Saberás instruí-los. 
- Minha existência está repleta de perseguidores... Que fazer com essa gente cruel? 
-   Esquecerás   qualquer   agravo   e   auxiliarás   em   benefício  de cada   um,   tanto   quanto
puderes. 
O   devoto   baixou   a   cabeça,   sentindo-se   na   presença   da verdade,   e   considerou
timidamente:
- Senhor , estou satisfeito.
Conta-se que Jesus afagou-lhe a cabeça dolorida e rematou, ao despedir-se: 
- Então, vai, serve sempre e não perguntes mais.

Livro: Amizade
Chico Xavier/Meimei

Francisco Rebouças

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Palestras espíritas no CEAP.

Caros amigos, esta é a grade de palestras do Centro Espírita Antônio de Pádua



















Francisco Rebouças

Vigiemos e oremos

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.” – Jesus. (Mateus, 26:41.)

As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo mais intenso, capaz de tisnar o lago, procede do seu próprio seio.
Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste.
Nas raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade.
Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.
Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade. Em contato com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa-vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.
Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo, sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes.
Caminhar do berço ao túmulo, sob as marteladas da tentação, é natural. Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana.
Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resistência que sorrir sob os narcóticos da queda.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TODOS NÓS

Emmanuel

Vivemos, muitas vezes,
Qual se fôssemos sós.
Dizemos:“meu problema”
Clamamos:“minha prova” .
Muito raro, pensamos
Na dor que nos cercam.
Não te esqueças que os outros
São igualmente humanos.
Esse sofre,outra luta,
Outro pede socorro.
Ama e serve. Nós todos
Somos filhos de Deus.

Livro: Assim Vencerás
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Na arena da evolução

Sob a infecção mental do pessimismo, afirma-te, por vezes, irremediavelmente, cansado, à frente da luta e proclamas, tanta vez, em desânimo e desespero, que a Terra se converteu em charco de podridão; que a sociedade é um jogo de máscaras; que a honestidade foi banida do mundo; que os maus tripudiam, impunes, sobre o amor dos  bons;  que a  crueldade  é a norma da vida; que cataclismos  diversos  tombarão  no  horizonte,  incendiando  a  atmosfera  de  que  os  homens  se nutrem e dizes desalentado que te apartaste da confiança, que perdeste a fé; que não tornarás ao prazer de servir; que não te estenderás o coração ao culto do amor e que te retirarás da arena qual soldado rebelde, fugindo à própria luta. 

Entretanto,  ao  contrário  de  tua  assertiva,  a  Eterna providência não  descrê  de  nossa  alma  e renova-nos, cada dia, a oportunidade de crescimento e sublimação. 

Cada manhã, volves ao corpo que te suporta a intemperança e recebes a bênção do sol que te convida ao trabalho, a palavra do amigo que te induz à esperança, o apoio constante da Natureza, o reencontro com os desafetos pata que aprendas a converte-los em laços de beleza e harmonia,e, sobretudo, a graça de lutar, por teu próprio aprimoramento, a fim de que o tempo te erga à vitória do Bem. 

Não  te  rendas,  portanto,  ao  derrotismo  e  à  dúvida  que  te lançam  na  sombra,  porque,  além  do tormento a que o homem se atira, teimoso e imprevidente, Deus permanece em paz, acendendo as  estrelas  e  unindo  as  gotas  d’água  para  que  todos nós  possamos  elevar-nos  dos  abismos  da treva para os Cimos da Luz. 
Livro: Alma e Luz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 24 de janeiro de 2016

EDUQUEMO-NOS


Como membros integrantes da grande Família Universal, temos a responsabilidade da prática constante em nossas diversas atividades do dia a dia, do uso da boa educação em nossas relações sociais para com o nosso semelhante. Quer na família consanguínea a qual pertençamos, quer nas atividades profissionais, sociais, religiosas etc.
Importante observar que a ignorância, é sempre enfermidade da Alma que carece de imediata atenção e ajuda. O trabalho de educar, por conseguinte, exige valiosos investimentos de sacrifício de todos a benefício do conjunto.

A educação bem observada transpõe os bancos escolares, para todos os campos da atividade humana, solicitando de todos nós o empenho no trabalho de desenvolver e vivenciá-la, nos tornando dessa forma, educadores de quantos estejam sob nossa responsabilidade.

Jesus o educador por excelência nos ensinou com seu exemplo a tirar proveito da vida, semeando em volta de nossos passos, harmonia, esperança, amor e progresso moral, espiritual.

O Espiritismo nos conclama a educar nossos hábitos, para demonstrar educação em todas as nossas atividades, comportando-nos acima de tudo com a responsabilidade de um discípulo de Mestre de Nazaré, que nos solicitou: “Espíritas amai-vos, espíritas, instruí-vos”.

Sabemos que somente seguindo os conceitos ensinados e exemplificados por Jesus, que representa para nós o Caminho a Verdade e a Vida, seremos capazes de desenvolver em nós mesmos os nobres valores das virtudes das quais somos portadores, á caminho da perfeição relativa à qual estamos destinados.

Jesus nos guie e guarde, hoje e sempre.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O DOCE MISSIONÁRIO

AUGUSTO DE LIMA

Sertão hostil. Agreste serrania.
Tendo por companhia
A cruz do Nazareno, humilde e solitário,
Ali vivia Anchieta, o doce missionário,

Carinhoso pastor, espelho de bondade,
Abençoando o bem, perdoando a maldade,
Servo amado de Deus, imitador de Assis,
Que na humildade achara a vida mais feliz.

Naquele dia, Era intenso o calor.
Ninguém. Nem uma sombra se movia.
Tudo era languidez, desânimo e torpor.
Além se divisava a solidão da estrada,

Amarela de pó, tristonha e desolada.
Na clareira, onde o sol feria os vegetais,
Viam-se florescer bromélias e boninas
E, elevando-se aos céus, esguios espinhais,

Implorando piedade às amplidões divinas..
Eis que o irmão de Jesus,
o humilde pegureiro,
Avista um mensageiro.

Dirige-se-lhe à casa,
Pisando vagaroso o chão que o sol abrasa.
-   “Meu protetor, diz ele: o bom pajé,
Convertido por vós à luz da vossa fé,

Que tem oferecido a Deus o seu amor,
Agoniza na taba, ao longe, em aflição,
Ele espera de vós a paz do coração
E implora lhe deveis a bênção do Senhor.

-   “Oh! Doce filho meu, que vindes de passagem
Que Jesus vos ampare ao termo da viagem...
E, isso dizendo, o pastor, prestamente,
Toma da humilde cruz do Mártir do calvário,

Abandonando o ninho agreste e solitário,
Para arrancar da dor o pobre penitente.
Há solidão na estrada,
Ferem-lhe os pés as pontas dos espinhos.

Que penosa jornada,
Em tão rudes e aspérrimos caminhos!...
Pairam no ar excessos de calor,
Nem árvores com sombras e nem fontes,

Somente o sol ferino destruidor,
Que calcina, inflamando os horizontes.
Eis que a sede o devora;
Entretanto, o pastor não se deplora;

A terna e meiga efígie de Jesus,
É-lhe paz e alimento, amparo e luz.
Numa férvida prece,
Ele inda agradece.

-   “Sê bendito, Senhor, por tudo o que nos dás.
Seja alegria ou dor, tudo é ventura e paz.
Eu vejo-te no alvor das manhãs harmoniosas.
No azulíneo do céu, no cálice das rosas,

Na corola de luz de todas as florzinhas,
No canto, todo amor, das meigas avezinhas.
Na estação outonal, na loura primavera,
No coração do bom, que te ama e te venera,

Nas vibrações dos sons, na irradiação da luz,
Na dor, no sofrimento, em nossa própria cruz...
Tudo vive a mostrar tua própria bondade,
Eterno Pai de amor, de luz e caridade,

Abençoados são o inverno que traz frio
E os calores do sol nas estações do estio...
Terminando a sorrir a espontânea oração,
Inspirada na fé de santa devoção,

Anchieta escuta em torno os mais sutis rumores.
Eis que nos arredores,
Congregam-se apressadas
Todas as avezinhas

E, asas aconchegada, Juntinhas,
Numa ideal combinação
Formam um pálio protetor
Cobrindo o doce irmão
Que ia ofertar amor,
Luz e consolação

Em nome do Senhor.
Pelos caminhos,
Foi-se aumentando
O meigo bando

Dos bondosos e ternos passarinhos,
Aureolando com amor o discípulo amado,
Modesto, casto, humilde e isento de pecado,
Que ia seguindo,

Lábios sorrindo, Em meiga mansuetude.
O enviado do bem e da virtude
Agradecia ao céu, o coração em luz,
Evolando-se puro ao seio de Jesus.

Chegara ao seu destino. Ia caindo o dia...
No poente de paz de harmonia,
Brilhava nova luz, feita de crença e amor:

Era a bênção dos céus, a bênção do Senhor...

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Não te deixes envenenar pelas mágoas

francisco_rebouças

“Renovai-vos pelo espírito no vosso modo de sentir” ¹
Precisamos auscultar com atenção, equilíbrio e sinceridade o que se passa em nosso ambiente íntimo para verificarmos se não estamos sofrendo os efeitos destruidores das mágoas que, voluntária ou involuntariamente, guardamos no acervo dos acontecimentos negativos registrados por nós nas relações pessoais do passado.
Não são raras as situações em que muitos de nós reportamo-nos a situações que já estão bem distantes da época dos referidos acontecimentos, como se estivéssemos passando pelo mesmo no presente instante, remoendo as velhas feridas resultantes de antigas e inglórias lutas que já deveriam ter sido jogadas no lixo, como algo imprestável e nocivo.
Alguns chegam a se reportar aos nefastos acontecimentos, afirmando que ainda escutam, como se fossem proferidas hoje, as palavras duras ouvidas de alguém num momento de descontrole em certa ocasião; lamentando a derrota sofrida num empreendimento mal sucedido; ou ainda sentindo os golpes das dores de uma relação amorosa mal sucedida; amaldiçoando a amizade infiel de alguém que não te soube honrar a confiança, motivo pelo qual, não conseguem tirar o devido proveito da vida no presente.
Um velho sábio já nos propôs, “Conhece-te a ti mesmo”, escuta-te com atenção, vê o que se passa em teu foro íntimo e, certamente, surpreender-te-ás ao constatar que no fundo do baú onde guardas com cuidado teu tesouro de desditas, existe simplesmente uma pequenina atitude, rude ou maldosa, com que alguém se referiu a ti em época já bem recuada e que te desagradou profundamente, clamando por teu necessário e imprescindível perdão para que te libertes definitivamente desse peso que carregas inutilmente e que tanto de desgasta e corrói, sem proveito algum para tua caminhada evolutiva.
Essa pequenina atitude que tanto mal te causa até agora conseguiu ferir teu orgulho próprio, de tal maneira que, jamais te permitiu um só instante de reflexão sobre os malefícios que seus efeitos têm causado-lhe ao longo desses vários anos, está tão viva em teu dia a dia, que te faz sentir o desconforto do calor de um fogo interno te queimando as entranhas da alma causando uma angústia que te incomoda noite e dia.
Isso te acontece porque não te acostumastes a desculpar as faltas dos outros, não procurastes observar que todos estamos sujeitos a pequenos deslizes que, assim como alguém te ofendeu ou te causou qualquer tipo de prejuízo, por tua vez, também já foste motivo de contrariedade para alguém, que em algum momento de tua vida provocastes a ira de alguém com teu procedimento, e entendendo que não és perfeito, procura então perdoar teus pais, irmãos, amigos de infância, professores, pessoas que passaram pela tua vida sentimental, profissional, familiar, etc., esquece os enganos deles para contigo, seguindo o ensinamento de Jesus ao Apóstolo Pedro quando este lhe perguntou: “Senhor, quantas vezes perdoarei a meu irmão, quando houver pecado contra mim? Até setenta vezes?” – Respondeu-lhe Jesus: “Não vos digo que perdoeis até setenta vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”²
Só assim, poderás lograr êxito no teu anseio de libertação da angustiosa situação em que te encontras, com o perdão das ofensas libertamo-nos das incômodas aflições que nos maltratam e dificultam nossa ascensão aos cimos da Espiritualidade Maior, pois sem nos libertarmos desses entraves não estaremos bastante equilibrados para usufruirmos de um relacionamento normal, passivo de contrariedades e aborrecimentos que deveremos saber contornar em nosso benefício e do nosso semelhante.
Espelha-te no exemplo do Mestre maior de toda a humanidade, que mesmo na hora do seu testemunho final, quando preterido por nós em favor de um malfeitor conhecido por Barrabás, pediu ao Pai que nos perdoasse porque não sabíamos o que estávamos fazendo, mostrando a todos nós que é necessário compreender o momento de ignorância do nosso irmão de jornada terrestre.
No evangelho de Jesus encontrarás as lições de que careces para seguir teu caminho de progresso em busca da verdadeira paz em teu mundo interior, porque só ELE é o Caminho, a Verdade e a Vida. Vigia e ora com fervor e ELE te ajudará a estancar, definitivamente, de teu coração esses sentimentos impuros que são causadores de tua infelicidade. Pede a bênção da cura de tuas velhas feridas e segue resoluto, confiante e otimista esquecendo as desilusões passadas e implantando em teu coração o Reino de Deus para desfrutares de um alegre encantamento de viver, bem melhor, mais feliz, e então compreenderás que na vida só as boas lembranças devem ser guardadas.
Que o Evangelho de Jesus seja o farol a iluminar nossos caminhos hoje e sempre!
Referências Bibliográficas:
(1) Paulo – (Efésios, 4:23); e
(2) Evangelho de Mateus – Cap. 13, versículos 15,21 e 22.
Francisco Rebouças

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

SUCESSO E FRACASSO

O  homem tem necessidade de enfrentar desafi­os. São eles que o impulsionam ao crescimento, ao desenvolvimento de suas aptidões e potencialidades, sem o que permaneceria sem objetivo, relegando-o ao letargo, à negação da própria mecânica da vida que se expressa como evolução.
A medida que se lhe vai operando o amadure­cimento psicológico, mais amplas perspectivas sur­gem nas suas paisagens mentais em forma de aspi­rações que se transformam em lutas motivadoras da existência. Cada etapa vencida faculta novos rumos a percorrer e o seu transcurso é realizado a esforço que o ideal do sucesso propõe. A princípio são me­tas próximas, não obstante se possam ambicionar outras mais expressivas, mesmo que remotas, po­rém prenunciadoras de vitórias imediatas.
O  que está próximo e fácil não constitui grande desafio nem forte motivação para ser conseguido, pois sucede com mínimo esforço, deixando, quando logrado, um certo travo de frustração.
Enquanto se acalentam ambições nos padrões da realidade do possível, se vive motivado para prosse­guir. O seu desaparecimento faz-se morte existenci­al. Dessas objetivações realizáveis surgem projetos mais audaciosos, considerados então impossíveis, que a tenacidade e a inteligência ao esforço conseguem alcançar.
A conquista da roda inicialmente mudou a fase do planeta. A fundição dos metais, a eletricidade e suas inumeráveis aplicações alteraram completamen­te o mundo terrestre, que deixou de ser conforme se apresentava para ressurgir com aspecto totalmente novo. Os desafios do micro e do macrocosmo, que estão sendo vencidos, alteram, com os recursos avan­çados da ciência e da tecnologia, a cultura, a civili­zação e a vida nas suas diversas expressões.
Certamente, a precipitação emocional, as graves patologias orgânicas, psicológicas e psíquicas, algu­mas resultado dos atavismos e das fixações ances­trais, não permitiram, por enquanto, que se instale na sociedade a felicidade, nem no próprio indivíduo a harmonia, o prazer não agressivo nem extravagan­te. A morbidez que campeia tem-nos dificultado.
Apesar dos sucessos conseguidos em muitos se­tores, outros permanecem obscuros, aguardando. Pas­os audaciosos já foram dados, favorecendo o bem-estar e ampliando os horizontes existenciais.
Lenta, mas seguramente, o homem sai da caver­na, tem sucesso ao diminuir as sombras por onde transita e desenha um radioso futuro. Os vestígios de barbarismo, o predomínio da natureza animal, a perseverança da apatia, vão sendo substituídos pe­los anelos de liberdade, pelos ideais de auto-iluminação, de progresso, de amor, que se lhe desdobram no imo como um hino de alegria, uma saudação estuante de júbilo, um êxito em relação às condições hostis e às tendências perturbadoras.
Saturado do habitual aspira pelo inusitado. Apai­xonado pelo bom, pelo nobre, pelo belo liberta-se, a esforço que supera a vulgaridade, o tédio, o ego do­minador. Harmoniza o Self com o Cosmos e busca integração no conjunto geral, sem perda de identi­dade, nem de individualidade.
O  sucesso é sempre o prêmio para quem luta e aspira por ascensão, poder, destaque. Não se tratam de buscas egóicas, mas de instrumentos de uso para conseguir a vigência dos ideais.
O  poder é ferramenta neutra. A aplicação que lhe é dada responde pelos efeitos que produz. Pro­porciona os meios hábeis para as realizações, abrin­do portas e ensanchas, a fim de que a vida se torne mais significativa.
Ter, possuir para manter-se com dignidade, em segurança econômica, social, emocional, é um senti­do existencial através do qual se harmonizam algu­mas necessidades psicológicas.
Qualquer tipo de carência aflige, e quando se faz pronunciada, expressando-se em um meio social ou em uma situação econômica angustiante leva a crises desestruturadoras do comportamento.
O sucesso significativo, porém, se expressa como a atitude de equilíbrio entre o conseguir e o perder. Nem sempre todas as respostas da luta são positi­vas, de triunfo. O fracasso, desse modo, faz parte integrante do comportamento da busca. Não se de­ter, quando por ele visitado, retirar a lição que encerra, analisar os fatores que o produziram, a fim de que não se repita, e recomeçar, quantas vezes se faça necessário, eis a forma de torná-lo um sucesso ver­dadeiro.
A rebelião ante a sua ocorrência, a desestrutura­ção íntima, a perda do sentido da luta, além de cons­tituírem prejuízo emocional, representam fracasso real. O insucesso de um cometimento pode tornar-se experiência que predispõe ao triunfo próximo.
Na estratégia bélica, vencer a guerra é a meta, e não somente ganhar batalhas. O importante e essen­cial, no entanto, é sair vitorioso na luta final, aquela que define o combate.
O homem de sucesso ou de fracasso exterior deve vigiar o comportamento íntimo para detectar como se encontra realmente, e remanejar a situação.
Produzir a harmonia entre o eu superior e o ego é que realmente representa sucesso ideal.

Livro: Amor, Imbatível Amor.
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

TEMPO E NÓS

André Luiz
Você diz que não tem dinheiro para socorrer aos necessitados, mas dispõe de tempo par auxiliar de algum modo.
Você   afirma   que  não  pode   escrever   longa   carta  ao  amigo que  lhe pede conforto, mas dispõe de tempo para fazer um bilhete.
Você diz que não possui elementos para clarear o caminho dos que jazem no erro, mas, dispõe de tempo a fim de articular algumas palavras, a benefício dos que se demoram na ignorância.
Você   afirma   que   lhe   falta   competência,   diante   das tribunas edificantes, mas dispõe de tempo para essa ou aquela frase de esperança e consolo.
Você   diz  que  não  detém  qualquer  dom  mediúnico  que  lhe garanta as   atividades   na   sementeira   do   bem,   mas,   dispõe de   tempo,   a   fim   de colaborar na assistência aos irmãos em obstáculos muitos maiores do que os nossos.
Você   afirma   que   não   retém   bastante   saúde   para   alentar essa   ou aquela   tarefa   no   bem   aos   outros,   mas   dispõe   de tempo   que   lhe   faculta ofertar migalha de gentileza no amparo aos semelhantes.
Você   diz  que  caiu  moralmente  e  não  mais   pode  estender  a luz   da fé, mas dispõe de tempo para levantar e seguir adiante.
Você afirma que o companheiro é difícil de suportar , mas dispõe de tempo   para   renovar-lhe   a   maneira   de   ser ,   através   dos seus   próprios exemplos.
Você   diz   que   a   dificuldade   é   insuperável,   mas   dispõe   de tempo   a fim de contorná-la, atingindo a realização do melhor .
Você   afirma   que   a   sua   felicidade   acabou   e   estira-se   na estrada, como se a sua provação fosse mal sem remédio...
Meu  amigo,   observe   o   tempo,   pense   no   tempo,   aceite   o tempo   e agradeça ao tempo, de vez que o tempo recomeça a cada dia e todos nós, com a Bênção de Deus, tudo podemos recomeçar.

Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

NA ESCOLA DA ALMA

Levantam-se educandários em toda a Terra.
Estabelecimentos para a instrução primária, universidades para o ensino superior.
Ao lado, porém, das instituições que visam à especialização profissional e científica, na atualidade, encontramos no templo espírita a escolada alma, ensinando a viver.
Semelhante trabalho de burilamento do espírito, porém não é novo.
Lucas, o evangelista, conta-nos que Jesus (1), num sábado em Nazaré, participou de uma assembleia de fiéis, junto da qual leu uma página de Isaias, com vistas à edificação dos ouvintes, provocando, aliás, acirrada discussão.
Mencionamos o fato para salientar os hábitos de estudo nas coletividades de então, porquanto,  para  citar  o  Cristo,  à  feição de  mestre,  basta  recordar-lhe  a  palavra constantemente endereçada  ao  povo, tanto nas  praças  quanto  nos  recintos familiares, qual aconteceu na casa de Betânia. (2)
No dia de Pentecostes (3), mensageiros sublimes prevaleceram-se das faculdades medianímicas  dos  continuadores  diretos  de  Jesus  e  falaram,  em  línguas  diversas, instruindo a multidão sobre assuntos de espiritualidade superior.
Sabemos que um Espírito amigo se aproximou de Felipe (4) e solicitou-lhe a gentileza de  encontrara  caminho  um  alto funcionário  etíope,  a  fim  de  ler  em  comunhão com ele certas passagens das Escrituras.
As cartas de Paulo aos cristãos de várias comunidades eram lidas (5) e trocadas para as elucidações devidas, nos centros de cultura evangélica dos tempos apostólicos.
Justo  assim,  que  as  instituições  espíritas,  revivendo  agora  o cristianismo  puro, sustentem  estudos  sistemáticos,  destinados  a clarear  o  pensamento  religioso  e  traçar diretrizes à vida espiritual.
Atentos à sugestão confortadora de amigos, organizamos o presente volume (6), que consubstancia, de modo leve e ligeiro, os resultados de quarenta reuniões públicas de Doutrina Espírita, nas quais examinamos, livremente, nós, os servidores desencarnados, os ensinamentos de Allan Kardec (7), juntamente de nossos companheiros encarnados.
(8) Certo,  cada  capítulo  deixa  o  assunto  em  aberto  para  o exame  de  outros comentaristas que desejem partilhar conosco a felicidade do estudo, através do livro, de vez que, na própria palavra do apóstolo Pedro (9), verificamos que nenhum conceito da escritura é de interpretação particular.
Em apresentando, pois este livro aos companheiros do mundo, recorremos à palavra do Cristo, quando nos exorta: “conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres”. (10)
Efetivamente,  não  alcançaremos  a  libertação  verdadeira  sem abolir  o  cativeiro  da ignorância no reino do espírito. E forçoso será observar que o conhecimento é um tipo de aquisição  que exige  de  nós  caridade  para  conosco,  porque  se  é  possível sanar  as deficiências do corpo pelas doações da beneficência, como sejam o alimento ao faminto e o  remédio  ao  doente,  a  luz do  espírito  não  se  transmite  nem  por  imposição,  nem  por osmose. Quem  aspira  entesourar  os valores  da  própria emancipação intima à frente do Universo e da Vida, deve e precisa estudar.
Emmanuel
Uberaba, 11 de fevereiro de 1965.
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.).
(1) Lucas, 4:16-30.
(2) Lucas, 18:38-42
(3) Atos, 2:1-4
(4) Atos, 8:26-31
(5) Colossenses, 4:16
(6)  Os  médiuns  Francisco  Cândido  Xavier  e  Waldo  Vieira psicografaram  em  reuniões públicas, as mensagens de Emmanuel e André Luiz, respectivamente, constantes deste livro, situando-se em cada capítulo, de início, a palavra de Emmanuel e em seguida a de André Luiz.
(7) As letras “E” e “L” designam, respectivamente, “O Evangelho segundo o Espiritismo” e” O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, seguindo-lhes os números dos itens e questões estudadas em cada reunião.
(8) A contribuição das pessoas presentes em cada reunião constituiu-se de comentários, proposições, diálogos e debates que estão indicados com a legenda “temas estudados” no frontispício de cada capítulo.
(9) II Pedro, 1:20.
(10) João, 8:32
 
Livro: Estude e Viva
Chico Xavier/Emmanuel e André Luiz.
 
Francisco Rebouças

A exemplo do Cristo

“Ele bem sabia o que havia no homem.” – (João, 2:25.)

Sim, Jesus não ignorava o que existia no homem, mas nunca se deixou impressionar negativamente.
Sabia que a usura morava com Zaqueu, contudo, trouxe-o da sovinice para a benemerência.
Não desconhecia que Madalena era possuída pelos gênios do mal, entretanto, renovou-a para o amor puro.
Reconheceu a vaidade intelectual de Nicodemos, mas deu-lhe novas concepções da grandeza e da excelsitude da vida.
Identificou a fraqueza de Simão Pedro, todavia, pouco a pouco instala no coração do discípulo a fortaleza espiritual que faria dele o sustentáculo do Cristianismo nascente. Vê as dúvidas de Tomé, sem desampará-lo.
Conhece a sombra que habita em Judas, sem negar-lhe o culto da afeição.
Jesus preocupou-se, acima de tudo, em proporcionar a cada alma uma visão mais ampla da vida e em aquinhoar cada espírito com eficientes recursos de renovação para o bem.
Não condenes, pois, o próximo porque nele observes a inferioridade e a imperfeição.
A exemplo do Cristo, ajuda quanto possas.
O Amigo Divino sabe o que existe em nós... Ele não desconhece a nossa pesada e escura bagagem do pretérito, nas dificuldades do nosso presente, recheado de hesitações e de erros, mas nem por isso deixa de estender-nos amorosamente as mãos.

 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Seminários na UMEN

Prezados amigos, no próximo mês de fevereiro a UMEN- União da Mocidade Espírita de Niterói, estará realizando durante o período do carnaval uma excelente programação de Seminários conforme segue cartaz abaixo.
 
Nosso endereço é: Rua Princesa Isabel, nº 45 - Bairro de Fátima  - Niterói/RJ.
Fica ao lado das antiga emergência do Hospital Antônio Pedro.
Compareçam, divulguem...

Francisco Rebouças

NOSSOS MORTOS

Alphonsus Guimarães

Os que se vão nas mágoas e na poeira
Dos caminhos da morte soterrados,
Levam consigo a imagem derradeira,
A visão dos seus mortos bem amados.


 Mortos que ai ficaram na canseira,
Nos trabalhos do mundo acorrentados,
Padecentes de dor e de cegueira
Nos maiores tormentos flagelados...


 Aqueles que amei nunca os esqueço,
É por eles que sofro e que padeço
Numa longa saudade introduzida;


Eu os espero na luz da eternidade,
Mas, ó seres que eu  amo, esta saudade
É o cinamomo em flor desta outra vida!...


Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 17 de janeiro de 2016

Temos todos muitos Deveres!

O dever está insculpido no íntimo do ser que pensa, como fator inerente ao homem. Negligenciá-lo, desconsiderá-lo, sob a neve da ilusão é fator ainda causado pela pequenez espiritual daquele que se deixa levar sob o império da mente atormentada pelo desleixo.
Alegam muitos que a perturbação que prepondera e grassa generalizada nos dias da atualidade, não lhes dá ânimo, não lhes encorajam a executar e manter os seus deveres para com consigo mesmo, para com a vida e para com a sociedade.
Outros enfatizam o crescimento notório do desrespeito, da desordem etc., em detrimento dos valores da honra, da dignidade e da honestidade, como desculpas para também não cumprirem com suas responsabilidades.
É hora de entendermos que equívocos não constituem regras de procedimento, pois são exceções às normas da boa conduta para uma convivência respeitosa conforme as Leis Divinas que solicita uma atitude ética e moral de todos nós para com o semelhante.
Esses nossos irmão que infelizmente ainda não acordaram para o cumprimento de seus deveres para com a vida e seus semelhantes, serão levados hoje ou amanhã pela força irresistível do amor a seguirem as determinações de sua natureza divina procedentes das suas virtudes herdadas de seu Criador, e assim, terão que desfazer a peso de sacrifícios enormes todo o equívoco a que se entregaram.
O dever é inerente à natureza humana, pois, é manifestação do Criador, inserido na Lei Divina, em conformidade com os sagrados objetivos da Terra.O Engano passa, mas o dever retamente cumprido fica.
Busquemos dessa forma, atender aos deveres que a Soberana Sabedoria nos incumbiu, nesta oportunidade reencarnatória, onde quer que a vida nos tenha situado, de maneira alegre e fiel, semeando novos e abundantes grãos de renovação moral que germinarão e nos proporcionarão imensa felicidade no porvir.
 
Francisco Rebouças

A VIDA FALA I

A - O Poder da Gentileza
Eminente  professor  negro,  interessado  em  fundar  uma  escola num  bairro pobre, onde centenas de crianças desamparadas cresciam  sem o benefício das letras, foi recebido pelo prefeito da cidade.
O prefeito ouvir-lhe o plano e disse-lhe:
-A lei e a bondade nem sempre podem estar juntas. Organize uma casa e autorizaremos a providência.
O benfeitor dos meninos desprotegidos considerou:
-Mas doutor, não dispomos de recursos... Que fazer?
-De qualquer modo, cabe-nos amparar os pequenos analfabetos.
Diante de sua figura humilde, o prefeito disse:
-O senhor não pode intervir na administração.
O professor muito triste retirou-se e passou a tarde e a noite daquele sábado, pensando, pensando...
Domingo, muito cedo saiu a passear, sob as grandes árvores, na direção de antigo mercado.
Ia comentando, na oração silenciosa:
- Meu  Deus  como  agir?  Não  receberemos  um  pouso  para  as criancinhas, Senhor?
Absorvido na meditação, atingiu o mercado e entrou.
O movimento era enorme. 
Muitas compras. Muita gente.
Certa senhora, de apresentação distinta, aproximou-se dele e tomando-o por
servidor vulgar, de mãos desocupadas e cabeça vazia, exclamou:
-Meu velho, venha cá.
O professor acompanhou-a sem vacilar.
À frente dum saco enorme, em que se amontoavam mais de trinta quilos de verdura, a matrona recomendou:
-Traga-me esta encomenda.
Colocou ele o fardo às costas e seguiu-a.
Caminharam  seguramente  uns  quinhentos  metros  e  penetraram elegante vivenda, Ela solicitou de novo:
-Tenho visitas hoje. Poderá ajudar-me no serviço geral?
-Perfeitamente –respondeu o interpelado -, dê suas ordens.
Ela indicou pequeno pátio e determinou-lhe a preparação de meio metro de lenha para o fogão.
Empunhando o machado, o educador, com esforço, rachou algumas toras.
Em seguida, foi chamado para retificar a chaminé.
Consertou-a com sacrifício da própria roupa.
Sujo de pó escuro, da cabeça aos pés, recebeu ordens de buscar  um peru assado.
Pôs-se a caminho, por mais de  dois quilômetros,  trazendo o grande prato em pouco tempo.
Logo mais, atirou-se à limpeza de extenso recinto  em que se efetuaria lauto almoço.
Nas  primeiras  horas  da  tarde,  sete  pessoas  davam  entrada  no fidalgo domicílio.  Entre  elas,  relacionava-se  o  prefeito  que anotou  a  presença  do visitante da véspera, apresentado ao seu gabinete por autoridades respeitáveis.
Reservadamente, indagou sua irmã, que era a dona da casa,  quanto ao novo conhecimento, conversando ambos na surdina.
Ao fim do dia, a matrona distinta e autoritária, com visível desapontamento, veio ao servo improvisado e pediu o preço dos trabalhos.
-Não pense nisto -respondeu com sinceridade  -, tive muito  prazer em ser-lhe útil.
No  dia  imediato,  contudo,  a  dama  da  véspera  procurou-o,  na sua  casa modesta em que se hospedava e, depois de rogar-lhe desculpas, anunciou-lhe a concessão de amplo edifício, destinado  à escola que pretendia estabelecer.
As  crianças  usariam  o  patrimônio  à  vontade  e  o  prefeito autorizaria  a providência com satisfação.
O  professor  teve  os  olhos  úmidos  a  alegria  e  o reconhecimento...  e agradecendo e beijou-lhe as mãos, respeitoso.
A bondade dele vencera os impedimentos legais.
O exemplo é mais vigoroso que a argumentação.
A gentileza está revestida, em toda parte, de glorioso poder.
 
Livro: A Vida Fala
Chico Xavier/Neio Lúcio
 
Francisco Rebouças

É preciso ouvir com atenção!


francisco_rebouças“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.” – Jesus. (Mateus, 6: 33)
Diante da grande quantidade de esclarecimentos contidos na “bússola” do coração que é o Evangelho, como discípulos de Jesus que nos dizemos ser sentimos ainda grandes dificuldades para nos equilibrarmos, convenientemente, dentro dos padrões de comportamento moral nele estabelecidos, para uma saudável convivência com o nosso semelhante na sociedade em que estamos inseridos.
“Venho, como outrora aos transviados filhos de Israel, trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. Escutai-me. O Espiritismo, como o fez antigamente a minha palavra, tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom, o Deus grande, que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. Revelei a doutrina divinal.
Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: ‘Vinde mim, todos vós que sofreis’.
Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade.”¹
Buscamos na fé, a paz espiritual pela Luz dos ensinamentos cristãos, no anseio de encontrarmos a solução para os nossos mais graves problemas com o destino.
Entretanto, na maioria das vezes, o que realmente desejamos encontrar é a realização dos nossos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que nos são peculiares; a subordinação dos outros ao nosso autoritarismo com a consequente imposição de nossas opiniões pessoais; as comodidades fáceis do dia que passa; e a total satisfação dos nossos mais íntimos desejos no imediatismo inconsequente e vulgar.
É bem comum esquecermos as sábias e oportunas mensagens dos Espíritos Amigos, nas inúmeras lições trazidas ao nosso conhecimento pela Misericórdia Divina, conforme segue:
“Não acredites em facilidades sem preço.
Conserva correção nas tarefas pequenas, para que essa mesma correção não se te faça pesada nas grandes tarefas.
Nos instantes de crise, não te suponhas a única pessoa em provação sobre a Terra para que a tua dor não se converta em perturbação.
Trabalha sempre e sê útil, sem transitar nos labirintos do tempo perdido, ainda mesmo quando te reconheças sem a necessidade de trabalhar.
Usa criteriosamente a vida e os bens da vida, reconhecendo que tudo pertence a Deus que, por amor, te empresta semelhantes recursos e a Quem, no momento oportuno, tudo precisarás restituir.
Nessas diretrizes, seguiremos tranquilos, estrada adiante, e, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, estaremos, com a Bênção de Deus, na condição de obreiros da paz.” ²
Muitos poucos aceitam as condições do discipulado estipulado pelo bom procedimento e pela prática da caridade. A esmagadora maioria recusa o sacrifício dos legítimos seguidores de Jesus e se acham os favoritos de Deus.
Por essa razão, a vida burilará todas as criaturas nas oficinas benditas da experiência, nas abençoadas lutas de aperfeiçoamento onde sofreremos e aprenderemos através das variadas opções da estrada evolutiva e redentora.
Urge estarmos atentos para ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.”.
Referências Bibliográficas:1 – Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB 112ª edição. Cap. VI, item 5;
2 – Xavier, Francisco Cândido – pelo Espírito Emmanuel. Livro: Urgência – Cap. Atitudes de Urgência.
Francisco Rebouças