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domingo, 31 de janeiro de 2016

Que farei?

“Que farei?” – Paulo. (Atos, 22:10.)

Milhares de companheiros aproximam-se do Evangelho  para o  culto  inveterado  ao  comodismo.  Como  dominarei?  –  interrogam alguns. Como descansarei? – indagam outros.
E os rogos se multiplicam, estranhos, reprováveis,  incompreensíveis...
Há quem peça reconforto barato na carne, quem reclame afeições indébitas, quem suspire por negócios inconfessáveis e quem exija recursos para dificultar o serviço da paz e do bem.
A pergunta do apóstolo Paulo, no justo momento em que se vê  agraciado  pela  Presença  Divina,  é  padrão  para  todos  os  aprendizes e seguidores da Boa Nova.
O grande trabalhador da Revelação não pede transferência da Terra para o Céu e nem descamba para sugestões de favoritismo ao  seu  círculo  pessoal.  Não  roga  isenção  de  responsabilidade, nem foge ao dever da luta.
– Que farei? – disse a Jesus, compreendendo o impositivo do esforço que lhe cabia.
E  o  Mestre  determina  que  o  companheiro  se  levante  para  a sementeira de luz e de amor, através do próprio sacrifício.
Se foste chamado à fé, não recorras ao Divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.
Procuremos com o Senhor o serviço que a sua Infinita Bondade nos  reserva  e  caminharemos,  vitoriosos,  para  a sublime renovação.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças