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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Na instrumentalidade

“Como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 14:7.)
Cada  companheiro  de  serviço  cristão  deveria  considerar-se instrumento nas mãos do Divino Mestre, a fim de que a sublime harmonia  do  Evangelho  se  faça  irrepreensível  para  a vitória completa do bem.

Todavia, se a ilimitada sabedoria do Celeste Emissor se mantém soberana e perfeita, os receptores terrenos pecam por deficiências lamentáveis.

Esse tem fé, mas não sabe tolerar as lacunas do próximo.

Aquele suporta cristãmente as fraquezas do vizinho, contudo, não possui energia nem mesmo para governar os próprios impulsos.

Aquele outro é bondoso e confiante, mas foge ao estudo e à meditação, favorecendo a ignorância.

Outro, ainda, é imaginoso e entusiasta, entretanto, escapa sutilmente ao esforço dos braços.

Um é conselheiro excelente, no entanto, não santifica os próprios atos.

Outro retém brilhante verbo na pregação doutrinária, todavia, é apaixonado cultor de anedotas menos dignas com que desfigura o respeito à revelação de que é portador.

Esse estima a castidade do corpo, mas desvaira-se pela aquisição de dinheiro fácil.

Outro, mais além, conseguiu desprender-se das posses de ouro  e  terra,  casa  e  moinho,  mas  cultiva  verdadeiro  incêndio  na carne.

É indiscutível a nossa imperfeição de seguidores da Boa Nova.

Por isso mesmo, guardamos o título de aprendizes.

O Planeta não é o paraíso terminado e achamo-nos, por nossa vez, muito distantes da angelitude.

Todavia, obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento de serviço pelo
diapasão do Mestre, se não desejamos prejudicar-lhe as obras.

Evitemos a execução insegura, indistinta ou perturbadora, oferecendo-lhe  plena  boa-vontade  na  tarefa  que  nos  cabe,  e  o Reino Divino se manifestará mais rapidamente onde estivermos.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças