Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Estudando o Espiritismo - O.P.


CARÁTER E CONSEQÜÊNCIAS RELIGIOSAS DAS MANIFESTAÇÕES DOSESPÍRITOS

1. As almas ou Espíritos dos que aqui viveram constituem o mundo invisível que povoa o espaço e no meio do qual vivemos. Daí resulta que, desde que há homens, há Espíritos e que, se estes últimos têm o poder de manifestar-se, devem tê-lo tido em todas as épocas. É o que comprovam a história e as religiões de todos os povos. Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos Espíritos assumiram grande desenvolvimento e tomaram um caráter mais acentuado de autenticidade, porque estava nos desígnios da Providência pôr termo à praga da incredulidade e do materialismo, por meio de provas evidentes, permitindo que os que deixaram a Terra viessem atestar sua existência e revelar-nos a situação ditosa ou infeliz em que se encontravam.

2. Vivendo o mundo visível em meio do mundo invisível, com o qual se acha em contato perpétuo, segue-se que eles reagem incessantemente um sobre o outro, reação que constitui a origem de uma imensidade de fenômenos, que foram considerados sobrenaturais, por se não lhes conhecer a causa.

A ação do mundo invisível sobre o mundo visível e reciprocamente é uma das leis, uma das forças da Natureza, tão necessária à harmonia universal, quanto a lei de atração. Se ela cessasse, a harmonia estaria perturbada, conforme sucede num maquinismo, donde se suprima uma peça. Derivando de uma lei da natureza semelhante ação, nada têm, evidentemente, de sobrenaturais os fenômenos que ela opera. Pareciam tais, porque desconhecida era a causa que os produzia. O mesmo se deu com alguns efeitos da eletricidade, da luz, etc.

3. Todas as religiões têm por base a existência de Deus e por fim o futuro do homem depois da morte. Esse futuro, que é de capital interesse para a criatura, se acha necessariamente ligado à existência do mundo invisível, pelo que o conhecimento desse mundo há constituído, desde todos os tempos, objeto de suas pesquisas e preocupações. A atenção do homem foi naturalmente atraída pelos fenômenos que tendem a provar a existência daquele mundo e nenhuns houve jamais tão concludentes, como os das manifestações dos Espíritos por meio das quais os próprios habitantes de tal mundo revelaram suas existências. Por isso foi que esses fenômenos se tornaram básicos para a maior parte dos dogmas de todas as religiões.

4. Tendo instintivamente a intuição de uma potência superior, o homem foi sempre levado, em todos os tempos, a atribuir à ação direta dessa potência os fenômenos cuja causa lhe era desconhecida e que passavam, a seus olhos, por prodígios e efeitos sobrenaturais. Os incrédulos consideram essa tendência uma consequência da predileção que tem o homem pelo maravilhoso; não procuram, porém, a origem desse amor do maravilhoso. Ela, no entanto, reside muito simplesmente na intuição mal definida de uma ordem de coisas extracorpóreas. Com o progresso da Ciência e o conhecimento das leis da Natureza, esses fenômenos passaram pouco a pouco do domínio do maravilhoso para o dos efeitos naturais, de sorte que o que outrora parecia sobrenatural já não o é hoje e o que ainda o é hoje não mais o será amanhã.

Os fenômenos decorrentes da manifestação dos Espíritos forneceram, pela sua natureza mesma, larga contribuição aos fatos reputados maravilhosos. Tempo, contudo, viria em que, conhecida a lei que os rege, eles entrariam, como os outros, na ordem dos fatos naturais. Esse tempo chegou e o Espiritismo, dando a conhecer essa lei, apresentou a chave para a interpretação da maior parte das passagens incompreendidas das Escrituras sagradas que a isso aludem e dos fatos tidos por miraculosos.

5. O caráter do fato miraculoso é ser insólito e excepcional; é uma derrogação das leis da Natureza. Desde, pois, que um fenômeno se reproduz em condições idênticas, segue-se que está submetido a uma lei e, então, já não é miraculoso. Pode essa lei ser desconhecida, mas, por isso, não é menos real a sua existência. O tempo se encarregará de revelá-la.

O movimento do Sol, ou, melhor, da Terra, sustado por Josué, seria um verdadeiro milagre, porquanto implicaria a derrogação manifesta da lei que rege o movimento dos astros. Mas, se o fato pudesse reproduzir-se em dadas condições, é que estaria sujeito a uma lei e deixaria, conseguintemente, de ser milagre.

6. É errôneo assustar-se a Igreja com o fato de restringir--se o círculo dos fatos miraculosos, porquanto Deus prova melhor o seu poder e a sua grandeza por meio do admirável conjunto de suas leis, do que por algumas infrações dessas mesmas leis. E tanto mais errôneo é o seu temor, quanto ela atribui ao demônio o poder de operar prodígios, donde resultaria que, podendo interromper o curso das leis divinas, o demônio seria tão poderoso quanto Deus. Ousar dizer que o Espírito do mal pode suspender o curso das leis de Deus é blasfêmia e sacrilégio.

Longe de perder qualquer coisa de sua autoridade por passarem os fatos qualificados de milagrosos à ordem dos fatos naturais, a religião somente pode ganhar com isso; primeiramente, porque, se um fato é tido falsamente por miraculoso, há aí um erro e a religião somente pode perder, se se apoiar num erro, sobretudo se se obstinasse em considerar milagre o que não o seja; em segundo lugar, porque, não admitindo a possibilidade dos milagres, muitas pessoas negam os fatos qualificados de milagrosos, negando, conseguintemente, a religião que em tais fatos se estriba. Se, ao contrário, a possibilidade dos mesmos fatos for demonstrada como efeitos das leis naturais, já não haverá cabimento para que alguém os repila, nem repila a religião que os proclame.

7. Nenhuma crença religiosa, por lhes ser contrária, pode infirmar os fatos que a Ciência comprova de modo peremptório. Não pode a religião deixar de ganhar em autoridade acompanhando o progresso dos conhecimentos científicos, como não pode deixar de perder, se se conservar retardatária, ou a protestar contra esses mesmos conhecimentos em nome dos seus dogmas, visto que nenhum dogma poderá prevalecer contra as leis da Natureza, ou anulá-las. Um dogma que se funde na negação de uma lei da Natureza não pode exprimir a verdade.

O Espiritismo, que se funda no conhecimento de leis até agora incompreendidas, não vem destruir os fatos religiosos, porém sancioná-los, dando-lhes uma explicação racional. Vem destruir apenas as falsas consequências que deles foram deduzidas, em virtude da ignorância daquelas leis, ou de as terem interpretado erradamente.

8. A ignorância das leis da Natureza, com o levar o homem a procurar causas fantásticas para fenômenos que ele não compreende, é a origem das ideias supersticiosas, algumas das quais são devidas aos fenômenos espíritas mal compreendidos. O conhecimento das leis que regem os fenômenos destrói essas ideias supersticiosas, encaminhando as coisas para a realidade e demonstrando, com relação a elas, o limite do possível e do impossível.

Fonte: Obras Póstumas – FEB.
Francisco Rebouças

Cedendo à Tentação

Daniel, Daniel.
 
Estou aqui, senhor!

 - Quero que você acompanhe Gonçalves até a Casa de Márcia Boaventura.

        — A coordenadora do atendimento fraterno? Perguntou o servo de Mamom.

        Ela mesma, desejo saber como anda este caso.

        Se lhe interessa, senhor, informou Gonçalves, nosso plano deu resultado, pois Márcia já faltou duas semanas conse­cutivas.

        Ótimo, contudo, não deem descanso. Daniel, este ser­viço é muito importante, aja sobre o sr. Boaventura com todo seu magnetismo e ideias fanáticas. A esta altura ele deverá estar com­prometido financeiramente, doando suas economias para os co­fres de Mamom. Precisamos eliminar Márcia do serviço cristão. Vocês terão oito semanas de atuação junto ao marido dela. Tor­turem-no, instruam-no durante o sono, para impedir a qualquer custo o comparecimento da esposa na Casa Espírita. Vão e não falhem!
 
Tomadas as devidas providências, Júlio César voltou

para a cidade sinistra com objetivo de convocar novos ser­vidores para intensificar o processo de infiltração, deixando Elvira coordenando o restante das atividades. 

A preposta de Júlio César não perdeu tempo. Acompa­nhando Soraia Barreto, iniciou o processo de fascinação fa­zendo com que, durante toda semana, a imagem de Sérgio Queiroz lhe invadisse a mente, inspirando-lhe as mais terrí­veis fantasias. Sob interferência de Elvira, sentia-se completa­mente apaixonada, não conseguindo pensar em outra coisa.

Na semana seguinte, a médium, durante a reunião, não apresentou condições de trabalho espiritual e, sob forte atua­ção da entidade inferior, trocava olhares com o dialogador que, estimulado pela adversária, correspondia aos anseios da intérprete perturbada.

Ao iniciar a reunião, Sérgio Queiroz aproximou-se de Soraia Barreto, para a tarefa de atendimento espiritual. Elvira envolveu a médium estimulando-a para a fraude e, no auge da inconsequência, a intérprete fraudou uma comunicação, aproveitando para fazer uma demorada declaração de amor ao dialogador.

Os membros da reunião começaram a notar, pois as tro­cas de olhares eram significativas, e, após esta triste “comunicação”, ao término da reunião, as mentes desejosas em cui­dar da vida alheia captaram o desejo oculto da médium e do dialogador, espalhando ao final, por todo o Centro, os no­vos acontecimentos.

Encontrando-se nos corredores, certas pessoas invigilan­tes, estimuladas pelos servidores de Júlio César, espalhavam o vírus da fofoca.

Uma pessoa, que fazia parte da reunião onde os candi­datos ao adultério laboravam, dizia em segredo a outra cria­tura:

Para mim, foi puro animismo. Claro que ela deseja ter um relacionamento.

— E será que ele corresponderá? Mas não são ambos casados?

Vou me queixar ao dirigente. Eu conheço a mulher dele, coitada, ela precisa saber!

E se espalhavam pela Casa, entre as mentes invigilan­tes, comentários descaridosos como estes:

Você não sabe o que está acontecendo na minha sala!

—O quê?

Uma senhora de nome Maria Souza acha que é médium de cura!

Não diga!

Já tem fila para tomar passe com ela!

Não acredito!

— E ainda tem mais, o mentor dela se comunica dizendo que é médico e quer fazer cirurgia espiritual. Para mim, é pura fraude.

E eu, não te conto a última. Estão todos comentando.

Conhece um tal de Sérgio Queiroz?

Sérgio... Queiroz? Como ele é?

Alto, forte, conversador...

Ah, sim! Agora me lembro, às vezes ele faz diálogos na minha sala.

Pois é, está todo mundo dizendo que ele está tendo um caso com a Soraia Barreto.

Que horror! E seu dirigente o que diz?

Conversei com ele em particular, mas se recusa a tomar qualquer providência, dizendo que primeiramente é preciso orar e confiar nos amigos espirituais. E que, se for preciso, conversa­rá em particular e de forma absolutamente discreta com os en­volvidos neste caso. Me pediu sigilo e eu só estou contando para você, que é a pessoa que mais prezo aqui dentro. Mas não acho seja essa a melhor solução. Eles deveriam afastar esses dois do trabalho. Onde se viu, que pouca vergonha...

Outros comentavam ainda:

Dizem que a Márcia Boaventura, aquela coordenadora do atendimento fraterno, está tendo problemas.

—Quais?

Parece que o marido entrou para uma seita fanática e a está proibindo de vir ao Centro.

- Hum! Logo ela que era tão certinha, não admitia con­versas no corredor, sempre zelosa com o silêncio e o respeito.

Ah! É até bom. Essas pessoas muito eficientes, no fundo são recalcadas.

Quero ver, agora, como é que ela vai fazer? E o melhor, quero ver quem é que vai substituí-la?

Bem faço eu, que não assumo nenhuma tarefa, não me estresso, não tenho de me preocupar com nada e não incomodo meus familiares. O que adianta servir no Centro e criar desar­monia em casa?

Melhor mesmo é não se envolver com nenhum serviço vo­luntário.

  Outra coisa que estão comentando, continuou a lín­gua afiada, é sobre certas mudanças nas atividades mediúnicas e doutrinárias. Penso que Castro e Israel já estão ultrapassados, precisamos mesmo de ideias novas, de sangue novo. O pessoal fica nesse marasmo, não se agitam. Queremos novos estudos cien­tíficos, a ciência é que deve ser, na minha opinião, exaltada, afi­nal estamos rumando para o futuro, precisamos de mentes eru­ditas, de pessoas intelectuais para dirigir nossa instituição... 

E os comentários eram realizados indiscriminadamente.

Elvira divertia-se e a Casa Espírita, aos poucos, era tomada pela maledicência. 

Os amigos espirituais, prevendo o pior, promoveram conversa edificante no plano espiritual, aproveitando o des­dobramento, por ocasião do sono, de Soraia e Sérgio.

Diante de respeitável entidade os dois sentiam-se en­vergonhados.

O espírito amigo, porém, compreendendo-os intensa­mente, iniciou a orientação:

Caríssimos irmãos, compreendemos que na Terra temos de enfrentar dificuldades e problemas, dores e angústias, entretanto, não nos faltam os momentos de alegrias e aprendizado que significam bênçãos no caminho.

Vocês são felizes por poderem compartilhar da tarefa de uma respeitável Casa Espírita. Passaram pelos cursos de conhecimentos básicos e, por isso, não desconhecem o processo de obsessão.

Por não vigiar os próprios sentimentos estão sendo vítimas de graves adversários espirituais.

Mas ainda não aconteceu nada, disse Sérgio.

— É por isso que estamos dialogando a tempo, solicitando a vocês que evitem a qualquer custo se envolverem.

Ambos trazem compromissos sérios na área do casamento e vão se perder por se renderem aos instintos desequilibrados?

A união matrimonial representa um avanço para a huma­nidade, além de ser, na grande maioria, o resultado de progra­mação realizada na vida do infinito.

Ao se entregarem à delinquência das forças sexuais, have­rão de se comprometer muito espiritualmente, e vocês conhecem a Doutrina Espírita que nos esclarece bem a respeito.

Além disso, estão sendo estimulados por adversários, que os estão explorando a fim de atingirem nossa Casa Espírita!

Por isso, meus amigos, pensando na felicidade de vocês, atendam às lições evangélicas, digam não ao adultério.

Soraia, minha filha, valorize seu esposo!

Sérgio, meu filho, pratique a fidelidade junto ao anjo que o Senhor lhe concedeu na condição de esposa!

Se desejam vencer no caminho, convém lutar contra as más tendências. Contem com nosso apoio, busquem-nos através da prece.

Lembrem-se de que seremos responsáveis por todo mal que poderíamos evitar e não evitamos!

        Retornem, agora, na certeza de que Deus é por nós, sempre! 

Pela manhã, Sérgio Queiroz acordou lembrando-se par­cialmente da advertência.

Os adversários, contudo, não lhe davam tréguas, explo­rando suas tendências, fascinando-o dia a dia, colocando-o em grande período de provação. 

Na semana seguinte, quando o grupo fazia pequena con­fraternização, deixando-se vencer pela influência dos adver­sários, Soraia e Queiroz declararam-se um ao outro, decidin­do, naquele momento, fugir para verdadeira aventura, per­dendo-se completamente no caminho, abandonando as ta­refas espíritas, comprometendo-se muito espiritualmente.

E, porque não foram nem um pouco cuidadosos nos comentários, certas criaturas descaridosas ouviram e, após a saída dos companheiros moralmente enfermos, a notícia se espalhou qual relâmpago destruidor.
 
Durante dias, uma onda de fofoca e reclamações inva­diu a Casa, vários departamentos apresentavam problemi­nhas, a intolerância estagiava entre muitos dirigentes.
 
        Os amigos espirituais, entendendo que era o momento correto para agir, preparavam-se para interferir o quanto possível. 

        Os departamentos doutrinários já desenvolviam falhas significativas. O atendimento fraterno, por exemplo, sem a presença organizadora de Márcia Boaventura, prosseguia de maneira muito deficiente. Outros cooperadores dedicados faziam o possível para acolher, com a mesma competência, os que chegavam pela primeira vez na instituição ou àqueles desejosos de uma palavra amiga, seguida da orientação espí­rita.

Não faltavam, porém, os invigilantes perturbando o serviço. Sequiosos por cargo, disputavam a organização das entrevistas, quais representantes do orgulho em uma empresa do mundo. Esqueceram de que os candidatos a comandar o trabalho do bem devem, primeiramente, se esforçar por co­mandarem a si mesmos.

Castro começava a se preocupar. Para ele, o trabalho das entrevistas era muito importante, porque representa as boas-vindas da Casa Espírita aos que estão chegando, desejosos em conhecer o Espiritismo ou necessitados de orientação espiritual.

Todos os dias recebia reclamações, notava a fascinação instalada em certos grupos mediúnicos. O caso Maria Souza lhe atormentava a consciência, além das perturbações gera­das por Sérgio e Soraia.

        Israel igualmente recebia dezenas de queixas acerca dos grupos e dos trabalhadores em desequilíbrio. E mergulhan­do em profundas reflexões, sob inspiração superior, deduziu ser preciso providências urgentes a fim de esclarecer os companheiros em jornada. Para isso, aplicaria um estudo exal­tando, no Centro, o que é uma Casa Espírita, seus valores, objetivos e finalidades, além da pureza doutrinária, bem como as funções dos trabalhadores, relembrando os preceitos do homem de bem.
 
Livro: Aconteceu na Casa Espírita
Emanuel Cristiane/Nora
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Fale com sabedoria


ASSIM como os universos foram criados pela palavra de Deus, assim também nossos pequenos mundos individuais são criados pelas nossas palavras.

E as palavras são a manifestação dos pensamentos, a fim de criar um mundo de paz e beleza, de saúde e felicidade, através de palavras amáveis e delicadas, corteses e animadoras.

Lembre-se de que, uma vez proferida uma palavra, nada mais a destrói.
 
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado, e
É morrendo que se vive para a vida eterna.


Francisco de Assis

Francisco Rebouças

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

POR UM POUCO

       “Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pe­cado.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 11, versículo 25.)

Nesta passagem refere-se Paulo à atitude de Moisés, abstendo-se de gozar por um pouco de tem­po das suntuosidades da casa do Faraó, a fim de consagrar-se à libertação dos companheiros cativos, criando imagem sublime para definir a posição do espírito encarnado na Terra.

“Por um pouco”, o administrador dirige os inte­resses do povo.

“Por um pouco, o servidor obedece na subal­ternidade.

“Por um pouco”, o usurário retém o dinheiro.

“Por um pouco”, o infeliz padece privações.

Ah! se o homem reparasse a brevidade dos dias de que dispõe na Terra! se visse a exiguidade dos recursos com que pode contar no vaso de carne em que se movimenta!...

Certamente, semelhante percepção, diante da eternidade, dar-lhe-ia novo conceito da bendita opor­tunidade, preciosa e rápida, que lhe foi concedida no mundo.

Tudo favorece ou aflige a criatura terrestre, sim­plesmente por um pouco de tempo.

Muita gente, contudo, vale-se dessa pequenina fração de horas para complicar-se por muitos anos.

É indispensável fixar o cérebro e o coração no exemplo de quantos souberam glorificar a romagem apressada no caminho comum.

Moisés não se deteve a gozar, “por um pouco”, no clima faraônico, a fim de deixar-nos a legislação justiceira.

Jesus não se abalançou a disputar, nem mesmo “por um pouco”, em face da crueldade de quantos o perseguiam, de modo a ensinar-nos o segredo divi­no da Cruz com Ressurreição Eterna.

Paulo não se animou a descansar “por um pou­co”, depois de encontrar o Mestre às portas de Damasco, de maneira a legar-nos seu exemplo de trabalho e fé viva.

Meu amigo, onde estiveres, lembra-te de que aí permaneces “por um pouco” de tempo. Modera-te na alegria e conforma-te na tristeza, trabalhando sem cessar, na extensão do bem, porque é na demons­tração do “pouco” que caminharás para o “muito” de felicidade ou de sofrimento. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel 

Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

EUTANÁSIA
eutansia
 
Na sexta-feira, dia 28 de novembro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema EUTANÁSIA.

Eutanásia, será legitima? Será uma boa escolha? Nesta palestra será abordado o tema à luz do espiritismo.

Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

NOVOS RUMOS

Diminuída  a  azáfama  com  a  chegada  do  crepúsculo,  sucedido  pela  noite suavemente clareada pelos pingentes estelares, uma psicosfera de paz tomou conta da área em que nos encontrávamos, Oscar e nós outro.
Certamente,  as  atividades  prosseguiam  no  ritmo  abençoado  das  múltiplas realizações  de  amor  e  de  socorro,  de  estudos  e  de  desenvolvimento  moral  em  nossa comunidade.
Grupos  de  Espíritos  operosos  partiam  em  direção  ao  planeta  terrestre, comprometidos  com  tarefas  especiais,  enquanto  outros  retornavam  jubilosos  após  os deveres retamente cumpridos.
Os departamentos de educação e de saúde integral permaneciam ativos, enquanto a  movimentação  na  Colônia  Redenção  diminuía,  proporcionando  aos  que  aqui  se encontravam  domiciliados,  o  recolhimento  aos  lares  ou  aos  educandários  especializados, mantendo o clima de harmonia em toda parte.
Suave  brisa  perpassava  pela  Natureza  em  festa,  perfumada  pelas  flores exuberantes  do  jardim  onde  nos  encontrávamos  observando  a  mãe-Terra  ornando-se  das claridades  artificiais,  que  pareciam,  à  distância,  diamantes  coruscantes  cravados  no acolchoado de veludo azul-marinho que a envolvia.
Havíamos silenciado por um pouco, depois das considerações que entretecêramos sobre  os  últimos  acontecimentos  que  sacudiram  a  sociedade  terrena,  após  o  tsunami  que resultara do choque de placas tectônicas no abismo das águas do Oceano Indico.
O  obituário  estarrecedor  chegara-nos  ao  conhecimento,  enquanto  estávamos reunidos em oração pelas vítimas inermes da dolorosa tragédia sísmica.
A  administração  da  nossa  comunidade  destacara  duas  centenas  de  especialistas em  libertação  dos  despojos  carnais,  a  fim  de  cooperarem  com  os  Guias  da  Humanidade, auxiliando  aqueles  que  foram  atingidos  pela  fúria  das  ondas  gigantescas  e  das  suas consequências.
Dialogáramos  a  respeito  dos  sobreviventes,  assinalados  pelas  dores  superlativas advindas,  pelas  epidemias  que  já  se  instalavam  na  região  onde  os  cadáveres  se decompunham, pela miséria defluente das perdas materiais e pela saudade inominável dos seres queridos que foram arrebatados pela morte.
A fase mais angustiante se apresentava naqueles dias, quando as sequelas cruéis do infortúnio despedaçavam os sentimentos dos sobreviventes, desanimados e aturdidos.
Tivéramos ocasião de acompanhar em projeções muito fiéis em nosso auditório as cenas terrificantes, comovendo-nos todos até às lágrimas.
Também  nos  sensibilizaram  a  movimentação  e  o  interesse  dos  países  civilizados providenciando  ajuda  imediata  ao  povo  desnorteado,  todos  contribuindo  com  valiosa colaboração  capaz  de  amenizar  os  flagelos  que  vergastavam  as  vítimas,  hebetadas  umas pelos choques violentos e outras quase alucinadas pelo desespero e pela desesperança.
Sabíamos  que milhares  de Espíritos nobres haviam acorrido em  auxílio  de  todos, empenhando-se  em  resgatá-los  das  Entidades  infelizes  e  vampirizadoras,  interessadas  no fluido vital dos recém-desencarnados.
Simultaneamente,  tomávamos  conhecimento  das  providências que  haviam  sido estabelecidas  para  diminuir  os transtornos  comportamentais  que  se  iam  alastrando naqueles que ficaram na roupagem carnal.
À  distância,  o  globo  terrestre  movia-se  quase  imperceptivelmente  no  oceano infinito da musicalidade cósmica. Emoções variadas tomaram-nos a ambos, permitindo-nos exteriorizar os sentimentos de amor e de ternura pela querida Gaia, bela, mágica e sofrida, no seu périplo de alguns bilhões de anos, a fim de poder tornar-se o lar feliz de outros tantos bilhões de habitantes que dependiam dos seus recursos para a elevação moral e espiritual.
—  Quanto lhe devíamos!  —  refletimos  —  Quantas novas experiências nos seriam necessárias no futuro para torná-la um planeta de regeneração?
—  Ao mesmo tempo  —  considerava em silêncio  —  quantas dores alanceariam os humanos sentimentos, de modo que neles ocorresse a mudança de conduta mental, moral e emocional, tornando as criaturas dignas da libertação das heranças enfermiças do passado, inaugurando no íntimo o Reino dos Céus.
Nesse ínterim, suave musicalidade chegou-nos aos ouvidos, oriunda do santuário próximo onde se ensaiavam as partituras da Missa em si menor, de Johann Sebastian Bach, originalmente  composta  para  orquestra,  mas  ali  apresentada  em  órgão  magistralmente dedilhado com o coral  infantil  de nossa comunidade.  Experimentamos a sensação de  que, naquele momento, os Céus comunicavam-se com a nossa Colônia.
Realmente, essa ocorrência tinha lugar, porque o edifício reservado às celebrações do amor e da fé religiosa encontrava-se iluminado com tonalidades prateadas e azuis suaves.
Particularmente  chamou-me  a  atenção  o  movimento  das  ondas  sonoras,  que obedeciam ao ritmo suave e doce do órgão e das vozes infantis.
Quase  extasiado,  ia  falar  ao  amigo  Oscar,  quando  lhe  percebi  chorando discretamente.
Na perfeita identificação mental que se nos fez espontânea, pude perceber-lhe o pensamento em retrospecto, apresentando-o quando criança habitando os Alpes austríacos, numa capela aldeã de madeira, ouvindo a mesma composição em velho órgão. As memórias cresciam-lhe, modificando o cenário e pude vê-lo correndo pelos prados verdes numa área assinalada por casario de madeira pintada entre montanhas cobertas pelo gelo eterno e o solo salpicado por miúdas flores, mesclando papoulas e rosas  trepadeiras coloridas sobre a grama verdejante.
O caleidoscópio evocativo do caro amigo projetou-se-me na tela mental, levandome  à  evocação  da  própria  infância,  sendo  dominado,  agora,  pelas  paisagens  da  terra brasileira  e  baiana  em  Sol  e  alegria,  onde  o  Senhor  da  Vida  me  honrou  com  a  recente reencarnação.  Toda  a  magia  mística  desse  amável  povo,  a  sua  simplicidade  e  sofrimento resignado, especialmente o dos indígenas e afrodescendentes, suas esperanças e aspirações povoaram-me o espírito, embalado pela melodia sublime.
Não  saberia  dizer  o  tempo  que  transcorreu,  à  medida  que  a noite  avançava.
Tornando à realidade, meu amigo e nós outro parecíamos haver despertado de um sonho feliz,  e  quase  sem  nos  darmos  conta,  estávamos  com  as  mãos  unidas,  sorrindo  e agradecendo a Deus.
Oscar demonstrou haver tomado conhecimento da minha percepção psíquica das suas lembranças, e, sem delongas, explicou-me:
—  Realmente  nasci  em  uma  linda  região  do  Tirol,  num  vale  verde  entre  as montanhas dos Alpes austríacos. Descendente de judeus, porque não houvesse sinagoga em nossa região, pude participar dos estudos do catecismo católico e frequentar a pequena e bela  igreja  da  aldeia.  Meus  pais,  verdadeiros  anjos  do  Senhor,  não  criaram  qualquer impedimento  a  que  mantivéssemos  a  fé  dos  nossos  ancestrais  e  comungássemos  com  as demais crianças das lições incomparáveis de Jesus.
"Minha mãe era professora e meu pai, médico, dedicados totalmente ao bem da comunidade humilde.
"Quando  a  Áustria  foi  invadida,  em  inesquecível  noite  de  horror,  nosso  lar  foi devassado  por  soldados  das  tropas  de  elite  (SS)  e  fomos  arrastados  e  atirados  em  um camburão  que  nos  levou  a  Viena,  dali  seguindo  em  um  trem  superlotado  ao  campo  de concentração, de trabalhos forçados e de extermínio em Auschwitz, atendendo ao programa da solução final que Hitler impôs e foi executado por Himmler e seus asseclas.
"Desnecessário dizer que, chegando ao campo, e após sermos separados, homens, mulheres,  idosos,  enfermos  e  crianças,  meus  pais  foram  levados  à  câmara  de  gás  e, posteriormente, jogados nos fornos crematórios."
Fez  uma  pausa  natural,  permitindo-me  sugerir-lhe  que  não  se  recordasse  da ocorrência  perversa.  Com  voz  pausada  e  triste,  ele  afirmou-me  que  o  fazia  como  catarse libertadora das fixações profundas.
Logo prosseguiu:
—  Em razão de encontrar-me com mais de 16 anos fui poupado para os trabalhos forçados ao lado de outros mortos-vivos que se movimentavam automaticamente, tentando manter-se.
"Por  dois  anos  de  horrores,  fui  transferido  para  outro  campo  não  menos  cruel, Sobibor,  na  chamada  operação  Heinbard,  quando  então,  felizmente,  terminou  a  guerra  e fomos libertados.
"Conduzidos a um campo de refugiados na Áustria, embora a quase destruição de Viena,  Deus  havia-me  permitido  a  honra  de  sobreviver  ao  Holocausto,  e  recomeçar  a experiência humana valiosa, de que então me dei conta.
"Muito marcado pelas dores físicas e morais, vivenciando noites de pesadelos que pareciam  nunca  terminar,  optei  pelo  celibato,  a  fim  de  não  perturbar  a  alma  querida  que comigo se consorciasse.
"Em  homenagem  aos  meus  genitores  e  às  vítimas  do  extermínio,  passei  a frequentar a Sinagoga, sem perder a emoção do amor a Jesus, o que parece paradoxal.
"Dei  prosseguimento  aos  meus  estudos,  doutorando-me  em  Medicina  pela Universidade  de  Viena,  e  dedicando-me,  dentro  da  minha  formação  moral,  à  prática missionária dessa doutrina responsável pelo combate às doenças, aos sofrimentos.
"Aos cinquenta anos de idade, retornei ao Grande Lar, vivendo numa comunidade espiritual judaica onde resido com os meus pais, havendo sido convocado para a atividade que deveremos atender na condição de irmãos em humanidade."
Sorriu  com  um  delicado  véu  de  tristeza  na  face,  e  distendeu-me  a  mão, pronunciando com emoção a palavra hebraica Shalon (Paz).
De imediato, agora sorrindo, exclamou:
— Novos rumos!
— Rumos novos! — redargui, eufórico.
Deveríamos  retornar  à  Terra-mãe  amada  em  atividades  especiais,  conforme programação  elaborada  pelos  Benfeitores  da  nossa  comunidade.  Sensibilizados  e agradecidos  ao  Senhor  pelas  reflexões  e  emoções  experimentadas,  despedimo-nos, rumando na direção dos nossos aposentos.
Novos rumos! —  Segui ao lar reflexionando em torno da gravidade a respeito das ações a desenvolver, logo concluindo que o Senhor nos daria Seu apoio e Sua inspiração para as atividades que seriam realizadas em Seu nome.
 
Livro: TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
Divaldo Pereira Franco/Manoel Philomeno de Miranda.
 
Francisco Rebouças

domingo, 23 de novembro de 2014

CADA DIA

Cap. V
Emmanuel
Se te queixas do pouco que te garante a vida,

Pensa na criancinha que adormeceu com fome;

No amigo sem trabalho, vendo os filhos sem pão,

Na mulher esmolando para o filho doente,

Reflete nos que sofrem muito mais que nós mesmos.

E, meditando em ti, darás graças a Deus.

Livro: Passos da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

NA SENDA ESCABROSA

"Nunca te deixarei, nem te desampararei." - Paulo. (HEBREUS, 13: 5.)

A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.

Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.

Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Há momentos de profunda exaustão, em nossas reservas mais íntimas.

As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas.

Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.

E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.

O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se
perca na viagem para a vida superior.

"Nunca te deixarei, nem te desampararei" - promete a Divina Bondade.

Nem solidão, nem abandono.

A Providência Celestial prossegue velando...

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.
 
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
 
Francisco Rebouças

sábado, 22 de novembro de 2014

Ultrapassamos a marca das 136.000 mil visitas!!

Simplesmente lindo!!!
Amigos, informamos com alegria que acabamos de ultrapassar a marca das 136.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que o contador de visitas só foi instalado em 31/10/2009.

Meu Deus, te agradeço pelos amigos, e pelo êxito alcançado até aqui, em nosso trabalho de divulgação da doutrina espírita.
 
A marca registrada pelo nosso contador de visitas nos traz a convicção de que estamos participando com nossa pequena mais importante e inadiável contribuição, para a transformação moral e espiritual de nossa sociedade para que se faça cada dia mais Cristã e pacificada, e parar isso, renovamos o convite para que continuemos juntos, com o mesmo entusiasmo nesse nosso empreendimento, sob a inspiração dos queridos e dedicados amigos do Plano Espiritual.
 
Obrigado a todos pela valiosa participação de vocês, nesse nosso projeto de levar a doutrina espírita aos corações carentes de orientação, fé e alegria em todo o mundo.
 
Nosso trabalho estará sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.
Vocês queridos amigos, representam o nosso maior patrimônio!
Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
Muita PAZ!
Francisco Rebouças

GOTAS DE PAZ

Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal.
Quem estiver procurando a inspiração dos Anjos, não se esqueça dos lugares onde os Anjos colaboram com o Céu, diminuindo o sofrimento e a ignorância na Terra Ama o serviço que o Senhor te confiou, por mais humilde que seja, e oferece-lhe as tuas melhores forças, porque do que hoje fazes bem, no proveito de todos, retirarás amanhã o justo alimento, para a obra que te erguerá do insignificante esforço terrestre para o trabalho espiritual.
 
Livro: Gotas de Paz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças