Solidarity Spiritist Societ

domingo, 31 de maio de 2009

Psicografia

Sê pacífico
Sempre que possível, presta-te ao concurso de contribuir com o melhor de ti, na busca de restabelecer a paz nas tuas relações com teu irmão de caminhada.

Procura perdoar os erros do teu semelhante, cometidos contra tuas melhores aspirações. Nada é mais importante do que teu equilíbrio interior, e, a tua paz depende também do esforço que dedicares em plantar a semente da concórdia em tuas relações sociais.

Teu irmão, assim também como tu mesmo, está em processo de burilamento interior, lutando contra os seus equívocos e tendências do passado, e carece da tua compreensão e ajuda. Colabora com ele, pois, também estás sujeito a equívocos e erros, e conforme nos ensina a Oração de São Francisco de Assis, "é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado".

Todos temos momentos de desequilíbrios, em que a compreensão do próximo é preciosa para nosso soerguimento. Ama teu semelhante, como teu verdadeiro irmão que é, filho do mesmo Pai que também te deu a vida, para que juntos um dia, possam desfrutar da ventura de serem felizes um ao lado do outro, no estado de Espíritos Puros que ambos atingirão um dia.

Ajuda na implantação da paz, pacificando-te também.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Reobuças.

Oportunos apontamentos

Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim, orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.

Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.


Livro: Conduta Espírita – Cap. 10.
Waldo Vieira / André Luiz.




Francisco Rebouças

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Mediunidade é ferramenta de pregresso!

A mediunidade como toda ciência espírita, deve ser estudada com todo empenho e cuidado, pois, sua finalidade é o crescimento e progresso do ser humano, com vistas ao aprimoramento que precisa realizar no caminho de encontro à felicidade e pureza que são seus objetivos finais como filho da luz que é. Dessa forma todo empenho do médium em aprimorar seus conhecimentos de mediunidade é louvável e merece apoio e incentivo.

A grande maioria dos homens encarnados em nosso planeta é portadora de sérios compromissos com a mediunidade, e por aqui aporta em mais uma oportunidade reencarnatória com vastos cursos, de preparação sobre esse tema, realizados no plano espiritual, onde adquire todos os necessários conhecimentos para a missão que lhe é determinada para seu crescimento e equilíbrio perante as Leis Divinas perfeitas e imutáveis, que nem sempre soube acatar, para a sua perfeita harmonização com a determinação de amar a Deus sobre todas as coisas, e servir a seu irmão como gostaria de ser servido por ele.

Muitas são as obras que nos falam da utilidade para nosso crescimento moral espiritual no exercício da nobre mediunidade, conforme palavras do assistente Áulus a André Luiz, que transcrevemos a seguir.

(...) “Áulus – a mediunidade é problema dos mais sugestivos na atualidade do mundo. Aproxima-se o homem terreno da Era do Espírito. Sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria e, decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento (...).

(...) O orientador, de feição nobre e simpática, recebera-nos, a pedido de Clarêncio, para um curso rápido de ciências mediúnicas.

Especializara-se em trabalhos dessa natureza, consagrando-lhes muitos anos de abnegação. Era, por isso, dentre as relações do Ministro, que se nos fizera patrono e condutor, um dos companheiros mais competentes no assunto.

Áulus nos acolhera com afabilidade e doçura.

Relacionando aflitivas questões da Humanidade Terrestre, pousava em nós o olhar firme e lúcido, não apenas com o interesse do irmão mais velho, mas também com a afetividade de um pai enternecido.

Hilário e eu não conseguíamos disfarçar a admiração.

Era um privilégio ouvi-lo discorrer sobre o tema que nos trazia até ali.

Aliavam-se nele substanciosa riqueza cultural e o mais entranhado patrimônio de amor, causando-nos satisfação o vê-lo reportar-se às necessidades humanas, com o carinho de enfermeiro para a alegria de ajudar e salvar.

Interessava-se pelas experimentações mediúnicas, desde 1779, quando conhecera Mesmer, em Paris, no estudo das célebres proposições lançadas a público pelo famoso magnetizador. Reencarnando no início do século passado, apreciara, de perto, as realizações de Allan Kardec, na codificação do Espiritismo, e privara com Cahagnet e Balzac, com Théophile Gautier e Victor Hugo, acabando seus dias na França, depois de vários decênios consagrados à mediunidade e ao magnetismo, nos moldes científicos da Europa. No mundo espiritual prosseguiu no mesmo rumo, observando e trabalhando em seu apostolado educativo. Dedicando-se agora à obra de espiritualização no Brasil, e isto há mais de trinta anos, comentava, otimista, as esperanças do novo campo de ação, dando-nos a conhecer a primorosa bagagem de memória e experiências de que se fazia portador.”

Como bem podemos ver Áulus de há muito se dedicava aos estudos na área da mediunidade, desde os tempos de Kardec, e, continua seu trabalho de aprimoramento até os dias de hoje, o que difere em muito de nossa atual situação de estudiosos da doutrina espírita e particularmente da mediunidade, onde não se percebe o mínimo esforço da grande maioria dos tarefeiros das atividades espirituais de nossas casas espíritas, em aprimorar as possibilidades de intercâmbio espiritual, como médium que dizem ser, no trabalho da mediunidade com Jesus.

Continuemos ouvindo agora ao Instrutor Albério que, a pedido de “Aulus, recebeu André Luiz e Hilário seu amigo para uma palestra sobre mediunidade que realizaria para aprendizes encarnados e desencarnados em vasto recinto do Minist´rio das comunicações de Nosso Lar (...).
Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular (...).

“(...) Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasmas sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.

A idéia de um “ser” organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência (...).

(...) Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho.

Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos (...).

E, em seguida, não deixa de alertar para a necessidade de estudo, e nos explica o porquê é tão importante estudar os fundamentos da mediunidade dizendo:

“Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.

Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.

É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.

É perigoso possuir sem saber usar.

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.

O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.

Mediunidade não basta só por si.

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção”. 1

Os médiuns disciplinados e responsáveis verdadeiramente interessados em seu aprimoramento moral, dedicados ao estudo e ao trabalho de assistência aos necessitados de toda ordem que nos procuram nas casas espíritas, são conhecidos pelos instrutores espirituais e por isso mesmo são muito amparados e assistidos pelos responsáveis do plano espiritual, por integrarem os quadros de tarefeiros das organizações espirituais, conforme afirma o instrutor Conrado.

- “Integramos um quadro de auxiliares, de acordo com a organização estabelecida pelos mentores da Esfera Superior.

- Quer dizer que, numa casa como esta, há colaboradores espirituais devidamente fichados, assim como ocorre a médicos e enfermeiros num hospital terrestre comum?

- Perfeitamente
. Tanto entre os homens como entre nós, que ainda nos achamos longe da perfeição espiritual, o êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do servidor fiel aos compromissos assumidos. A Lei não pode menosprezar as linhas da lógica (...).

Precisamos urgentemente atentar para os apontamentos com os quais os instrutores da espiritualidade nos aclaram para o devido aprimoramento de nossas possibilidades de servir na Seara do Mestre de Nazaré, e apresentarmo-nos da forma mais adequada possível, isto é, alicerçados nos fundamentos da moral e da ética, e trabalhar em nosso proveito e do nosso semelhante, atendendo ao imperativo da vida tão bem definido em nossa novel doutrina espírita quando nos afirma: “Fora da caridade não há salvação”.

Que saibamos aproveitar mais essa grande oportunidade que estamos tendo na presente encarnação, para tirar o melhor proveito dessa sublime ferramenta ao nosso inteiro dispor, para nosso aperfeiçoamento a caminho da pureza espiritual, que estamos certos de alcançar um dia.

Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre.

Bibliografia:

1) Xavier, Francisco Cândido. Livro: Nos domínios da mediunidade, pelo espírito André Luiz - FEB, 23ª edição, Cap. 1.

2) Idem, Idem, Cap. 17.

Francisco Rebouças.

terça-feira, 26 de maio de 2009

É preciso entender, para poder compreender!

Muitas das palavras que se encontram nos evangelhos, tidas como proferidas por Jesus, nos pedem uma maior reflexão, para que não nos deixemos levar por nossas pálidas e por vezes desequilibradas e infundadas interpretações, visto que, se foi Jesus quem as proferiu, não há nenhuma dúvida de que são portadoras de profundos ensinamentos que precisamos ter a necessária sensibilidade para perceber, pois, foi ele mesmo quem nos afiançou: “As palavras que eu vos disse, são espírito e vida”. (João – 6:63).

Não poderemos interpretá-las ao “pé da letra”, pois, o mais importante não é discutir as palavras e seus significados atuais, e sim, extrair o pensamento de que elas são portadoras. Jesus sempre quis se referir à vida verdadeira, ou seja, a vida espiritual, e por sermos ainda muito presos e sujeitos às influências da matéria, nem sempre percebemos a beleza de suas colocações.

O Espiritismo nos vem esmiuçar de forma clara e inteligível essas suas mensagens de forma a que possamos entendê-las, para então compreender a grandeza que elas trazem em seus significados mais nobres, para que melhor saibamos aproveitá-las nos eventos que nos visitam em nosso dia a dia, e que nos cobram atitudes dignas de verdadeiros cristãos que nos dizemos ser, pautadas nas mensagens do evangelho do Mestre de Nazaré.

Entre outras tantas passagens do seu evangelho, nem sempre bem compreendidas, está a que segue:

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos

Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, Cap. IX, vv. 59 e 60.)

Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida. ¹

Assim, faz-se imprescindível, nos dediquemos ao estudo sério e constante da novel doutrina dos espíritos, como nos enfatiza o codificador Allan Kardec, para que mais e melhor nos credenciemos a entender em profundidade as palavras e exemplos que Jesus nos deixou quando de sua estada entre nós há mais de 2009 anos atrás.

Fonte:
1) O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, itens 7 e 8.

Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de maio de 2009

RAUL TEIXEIRA NA U.M.E.N.


No próximo dia 28 de maio de 2009, qunita-feira, estaremos recebendo o Tribuno espírita Raul Teixeira na UMEN.
Raul Teixeira - é autor de mais de 30 livros, além de ser um dos maiores divulgadores do espiritismo no mundo.
Compareça, você é nosso convidado. Não perca esta oportunidade!
Departamento de Doutrina.

sábado, 23 de maio de 2009

Espiritismo na Europa

Suíça



Neste domingo, dia 24 de maio, a partir da 14 h, em comemoração ao primeiro ano de fundação, o Centro de Estudos Espíritas Joanna de Ângelis (CEEJA) -Zurique, exibirá o filme sobre a vida de "Bezerra de Menezes", na Hotzestrasse, 11.


Depois da exibição do filme, será promovido um debate sobre o tema, seguido de uma comemoração festiva do aniversário da instituição, com direito a bolo e refrigerantes.


Ainda em Zurique – O Médium brasileiro, Divaldo Pereira Franco estará de volta à Suiça, proferindo um ciclo de conferências, que terá início no dia 29 de maio de 2009, às 20h, quando fará uma abordagem sobre o tema “Vida e Imortalidade”.Endereço: Gemeindestrasse, 19.

WinterthurDe Zurique, Divaldo irá a Winterthur onde no dia 30 de maio, às 19:30h, ministrará um seminário sobre o temaLibertação do Sofrimento”.

No dia 1º de junho, ele falará sobre o temaO amor como a finalidade da vida”. Ambos os eventos ocorrerão no CEEAK de Winterthur, da amiga GORETE NEWTON na Industriestrasse 8.
Mais informações e inscrições no site http://www.ceeak.ch/.


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Evangélicos ex-espíritas? Conta outra!

Volta e meia ouvimos em alguns dos muitos meios de comunicação, televisão, rádios, jornais, revistas etc. etc., depoimentos de pessoas que se denominam evangélicos, que dizem que já foram espíritas, e agora por entenderem a verdadeira palavra de Deus, se tornaram cristãos, e, por essa razão, estão satisfeitos por que aceitaram Jesus e estão salvos; claro que todos esses meios de comunicação a que nos referimos são de filosofia protestante.

Contam, que no período em que seguiram a filosofia espírita, sofriam muito por serem dominados pelo “Satanás”, que lhes impunham sérios e tormentosos sofrimentos tais como: depressão, desentendimentos familiares, problemas financeiros, e por aí afora, e que ao se tornarem “cristãos”, ou seja, crentes ou protestantes, deixaram os problemas para trás e vivem na abundância, em paz com a família, sem problemas de qualquer ordem.

Como se a Terra fosse um planeta onde isso pudesse se dar dessa forma como eles contam; no entanto, o que vemos, são evangélicos desempregados, doentes, carentes e muitos revoltados, vivenciando as mesmas dificuldades de qualquer outro religioso, por essa razão essa propaganda exibida nos programas dessa natureza não passam de enganosas fictícias e sem fundamento algum, o que leva grande multidão de distraídos que nelas acreditam a não crerem em mais nada depois de comprovarem que as coisas não se dão como são mostradas por falsos profetas que se encontram aos montes no mundo como o nosso.

Graças a Deus, que nós espíritas verdadeiros, ou seja, nós que seguimos a doutrina ensinada pelos Espíritos Superiores, sob a supervisão do Mestre de Nazaré, já dispomos de suficiente entendimento para conviver com esse tipo de difamação, e ao mesmo tempo, certos e convictos dos nossos ideais superiores, nos resta orar por esses nossos irmãos, que se dizendo cristãos, mas que ainda não se dispuseram a seguir os ensinos do Mestre de quem se dizem discípulos.

Nossa doutrina é tão lúcida e lógica, que não se presta ao combate de qualquer outra religião, e jamais se intitula a melhor religião, por saber que não é a religião quem salva o homem, e sim, a sua vivência cristã alicerçada nos princípios ensinados e exemplificados por Jesus, e tão bem explicados pela doutrina espírita que eles tanto combatem, por desconhecimento, interesses escusos e preconceito, sem se darem ao trabalho de verificar o absurdo que cometem de falso testemunho contra seu próximo, como consta dos 10 mandamentos recebidos por Moisés que eles dizem seguir, em detrimento até mesmo do Mestre de Nazaré.

Para reforçar o que acabo de afirmar, podemos ver em O Livro dos Espíritos, a resposta dada pelos Imortais à questão proposta por Kardec sobre o assunto conforme segue:

842. Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?
Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.” ¹

É justamente por essas e por outras tantas demonstrações de dignidade, de fundamento moral e ético, que a doutrina espírita segue cada dia mais fortalecida e procurada por uma massa grandiosa de descrentes que nos buscam para lhes proporcionar esses ensinos tão claros e tão lúcidos, fazendo-os entender que só há uma Lei a ser seguida por nos, filhos de Deus, a Lei de amor e caridade.

Ex-seguidores de filosofias tidas como cristãs, mas, que em verdade pregam o preconceito e a separação entre os filhos do mesmo Pai, esses irmãos que nos chegam encontram na doutrina espírita a paz interior e a compreensão das Leis eternas e imutáveis que regem o destino da criatura a caminho de seu criador e por isso mesmo, se apaixonam não mais deixando a lógica e a diretriz que a filosofia espírita nos propõe, para seguir uma fé sega, fanática e imposta que acabaram de deixar, tornando-se verdadeiros espíritas, dedicados trabalhadores da Seara de Jesus, por entenderem o quanto tempo desperdiçaram em crenças desprovidas de lógica, onde se dá mais importância à desmoralização e a destruição moral e física dos supostos “adversários” de suas filosofias, perseguindo-os, com todo ódio, calúnia e difamação possível, do que a transformação moral que o indivíduo precisa realizar para alcançar a verdadeira felicidade e a pureza espiritual a que estamos destinados.

Em espiritismo, o lema a ser seguido é “Fora da caridade não há Salvação”, e a caridade é justamente o amor em ação, realizado pelas mãos operosas do seguidor de Jesus, no trabalho de crescimento moral espiritual que todos devemos empreender, independentemente da corrente religiosa que seguimos, ouvindo a sábia interpretação de Jesus quando resumiu todas as Leis e os profetas em simplesmente: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo”, e para isso, precisamos aprender a respeitar também as escolhas religiosas de todos os que não pensam como nós, pois, não somos os donos da verdade, que pertence unicamente a Deus Pai de todos nós.

Fonte

1) O Livro dos Espíritos – FEB 76ª edição.

Francisco Rebouças.

“A importância da Caridade”

Os ensinamentos que Jesus nos veio trazer, sobre o valor que devemos dar ao nosso próximo e à vida, dizem respeito ao cultivo e desenvolvimento da moral e da decência nas relações entre as pessoas, sem excetuar quem quer que seja, visto que somos todos iguais perante o Criador.

O Mestre traduziu em duas simples palavras, todo o seu código de ética a caminho do desenvolvimento da moral em termo mais amplo, ensinando que tudo poderia ser resumido em “Caridade e Humildade”, isto é, nas duas maiores virtudes que os homens devem concentrar todos os esforços na conquista desses dois tesouros preciosos do Espírito.

É que, só com o desenvolvimento em nosso Ser espiritual dos verdadeiros talentos com que a Divindade nos equipou, conseguiremos se para tanto nos esforçarmos erradicar de nosso espírito o egoísmo que até hoje nos mantém presos às teias da ignorância. Em tudo que ensinou, Jesus chamou-nos a atenção, para a valorização dessas duas virtudes como sendo as que poderão nos conduzir de encontro à eterna e verdadeira felicidade.

Falou-nos ele: “Bem-aventurados os pobres de espírito, isto é os simples, os humildes, porque deles é o reino dos céus; e continuou a nos ensinar; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros, o que gostaria que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros; não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”.

Em todas estas passagens de seus ditos pode-se extrair o ensinamento maior de Jesus, a caridade e humildade, eis o que não cessa de recomendar e exemplificar em todas as suas ações. Em tudo que pregou em sua passagem pelo nosso planeta, teve por finalidade maior combater o orgulho e o egoísmo que são sem dúvida as duas grandes chagas a corroer a humanidade.

O Mestre Maior de todos nós não se limitou apenas a recomendar a caridade, põe-na como condição absoluta para a conquista da felicidade futura, assegurando-nos que as ações empreendidas pelos caridosos com certeza lhes assegurarão uma melhor posição no futuro quando a justiça divina os chamar para a prestação de contas, como nos afirmou também em outra oportunidade que, “a cada um será dado segundo as suas obras”.

Na Parábola do Bom Samaritano, considerado herético, mas que naquele momento pratica o amor ao próximo, Jesus coloca-o acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas designa como condição única. Se outras houvesse que a substituíssem, ele as teria ensinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e também porque significa a negação absoluta do orgulho e do egoísmo naquele que a pratica.

O Apóstolo Paulo, entendendo o verdadeiro sentido da caridade nos deixou sua mensagem sobre o valor dessa sublime virtude que todos precisamos desenvolver, conforme segue:

Necessidade da caridade, segundo S. Paulo

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.) ¹

O Espiritismo sendo o Cristianismo Redivivo, ou seja, o cristianismo na sua pureza inicial vem reafirmar os ensinos do seu criador com a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, ² máxima essa que consagra o princípio da igualdade perante Deus, e da liberdade de consciência, deixando a todos a escolha da maneira como queiram seguir adorando o Pai Celestial, não pregando que fora do espiritismo não há salvação, pois, bem sabe que o Cristo não fundou nenhuma religião, por isso mesmo respeita a liberdade de crença de todos os seus irmãos em humanidade, pois em qualquer corrente religiosa a que pertença o homem, terá aí mesmo a oportunidade de seguir os ensinamentos de Jesus.

Dediquemo-nos, portanto, meus irmãos à prática da caridade ensinada no evangelho de Jesus, pois ela nos ajudará não só a evitar a prática do mal, mas também nos impulsionará em direção ao trabalho no bem, e para a prática do bem uma só condição se faz indispensável: a nossa vontade, pois para a prática do mal basta apenas a inércia e a despreocupação agradeçamos, pois, a Deus nosso Pai, por nos permitir encontrar em nossa estrada evolutiva a bênção de gozar da luz do Espiritismo.

Bibliografia

1) 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
2) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição - Cap. XV, item 10.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A vida futura

Diminui, dia a dia, o número das pessoas, muito acirradas aos princípios religiosas que professavam desde pequeninas, onde aprenderam com seus pais e avós suas primeiras noções de religião, que lhes ensinavam que o indivíduo “morria” e, dessa forma, mais nada existia dele em termos de vida, como se fosse ele um simples objeto qualquer, sem nenhuma outra finalidade.

Isto porque, o indivíduo busca incessantemente explicações lógicas para o fato de sermos criados sem um objetivo plausível para nossas vidas, e, pode verificar que não morrem somente os mais velhos, os que já viveram algum tempo, mas sim, velhos e novos. Dessa forma, chega cada vez mais facilmente à conclusão de que algo muito acima de nossas antigas concepções está por trás de tantos acontecimentos que se sucedem diariamente.

Analisando com mais atenção e profundidade, pode facilmente observar, fatos que pareciam não terem nenhuma explicação, como por exemplo o grande número de seres que morrem em tenra idade, aparentemente sem nenhuma finalidade, o que vem de encontro a tudo o que se ouve falar desde criancinha, de que Deus é todo poderoso, infinitamente bom e justo.

Ora, em sendo assim, alguns questionamentos logo saltam aos nossos sentidos: Onde encontrar bondade e justiça de um Pai soberanamente bom e justo, que permite mortes tão cruéis de crianças que só encontraram violência e desamor na curta passagem que tiveram pela vida física, sem que sequer tenham contribuído para tamanha desgraça? Como ver bondade e justiça num Pai, que permite ser um filho seu morto no útero de sua própria mãe, pelo aborto covarde?

Essas indagações, que nos embaraçaram em outras oportunidades encontram explicações lógicas, na sabedoria da mensagem trazida pelos prepostos de Jesus com o advento do Consolador prometido, hoje, sabemos que é infalível a sua justiça, e que o que plantamos ontem, hoje colhemos de forma nem sempre tão calma e confortável.

Foi Jesus quem primeiramente nos afirmou que “a cada um seria dado segundo as suas próprias obras”, deixando ao nosso inteiro critério fazer o bem ou o mal, pois, para isso, a Paternidade Divina nos equipou de inteligência, dando-nos ainda a consciência equipada com as bênçãos de suas Leis Sábias e Justas.

Preciso se faz, entendamos o quanto antes, que não somos simplesmente vítimas da vida, esquecidos por Deus e entregues à própria sorte, somos sim, seus filhos muito amados e temos todo o seu apoio e as ferramentas de que necessitamos para preparar uma vida de felicidades e alegrias num futuro que começa desde já, pelas construções que empreendemos.

Os Celestes Emissários do Mestre de Nazaré, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o cuidado de Deus para com todos os seus filhos obtendo o esclarecimento que segue:

963. Com cada homem, pessoalmente Deus se ocupa? Não é Ele muito grande e nós muito pequeninos para que cada indivíduo em particular tenha, a Seus olhos, alguma importância?

“Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada, para Sua bondade, é destituído de valor.”

Que Jesus nos envolva e nos inspire para uma melhor plantação no hoje presente, para uma proveitosa colheita no porvir.

Fonte:
O Livro dos Espíritos – FEB, 81ª edição.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Psicografia - Raul Teixeira

REMANSO FRATERNO – A NOSSA OBRA

A nossa obra social, que o Senhor dos Mundos situou sob as nossas responsabilidades e cuidados, de nenhum modo foi posta ao alcance dos nossos anseios sem objetivos graves antevistos por nosso Pai-Criador.

As nossas crianças não seriam, como não o são, almas angelicais que devêssemos recobrir com cânticos louvaminheiros ou diante das quais nos ufanássemos por não nos imporem quaisquer esforços ou mesmo sacrifícios.

Os irmãos que chegariam aos cuidados do Remanso Fraterno, a fim de prestar-lhes auxílio e cooperação possíveis, de modo nenhum seriam almas libertas de conflitos íntimos, de medos e limitações gerais.

Ao contrário, o compromisso que assumimos junto a Jesus Cristo ─ representante de Deus entre nós ─ é o de desenvolver uma obra em Sua honra. E, por ser em Sua honra priorizaria os filhos do calvário, necessitados de todo o jaez, encontrados pelos nossos caminhos.

Seriam como aves implumes ou sem ninho; pássaros de ninhos desfeitos por predadores a rogar-nos proteção e socorro, a fim de que pudessem sobreviver com a mínima dignidade humana.

Os nossos pequenos não são Espíritos vitoriosos que tenham superado as tentações dos vícios e os tormentos decorrentes de indecorosas lidas da estrada. São, ao contrário, filhos de Deus, irmãos nossos, portanto, encharcados por viciações antigas, ansiosos pela conquista da própria libertação, nada obstante os clamores do pretérito, as instigações íntimas, geradas nos tempos de prazeres execráveis que os fizeram vinculados a outras mentes que assumiram postura obsessiva, que passaram a inspirá-los, a controlá-los e perturbá-los.

Os trabalhadores que se acercam do Remanso, desse modo, não são senão corações que amargam complexos de culpa pelo pretérito tão onzenário quão fastidioso, ocasião em que desdenharam pobres e pobrezas, tempos em que tripudiaram sobre os menos aquinhoados nas sociedades em que viveram, cheios de empáfia.

São também compostos os nossos quadros de cooperadores por almas que carregam imensa boa vontade e grande disposição para servir, mas que ainda padecem e se aturdem com os pruridos de antigo orgulho e vetusta vaidade, decorrentes da vida faustosa pregressa, distanciada dos mais necessitados. É compreensível que considerem verdadeiros escândalos o que não passa de expressões comuns nas criaturas que carecem de aprender, na condição de incientes.

Jamais deveremos ter em mente que é atividade fácil a prestação de serviços a Jesus. De nenhum modo é fácil a tarefa, uma vez que para atender à obra do Nazareno, necessitamos todos de desenvolver humildade e firmeza, que sejam capazes de dizer sim, sim; não, não. Mas, que seja um sim sem postura acomodatícia e um não sem espírito de crueldade.

Somente com uma clientela complexa e exigente, como é a nossa, é que conseguimos nos desenvolver para merecer tempos melhores para o futuro.

Por agora, cabe-nos suar e refletir, orar e agir, unindo os nossos pensamentos e sentimentos aos Guardiães Espirituais de todos os que estão e que estarão sob os cuidados fraternos do nosso Remanso.

Embora a necessidade do pulso firme e da palavra refletida e clara, não nos deve faltar, jamais, o fio luminoso do amor que estamos teorizando em nossos inúmeros discursos, mas que precisa ter curso nas ações bemaventuradas da nossa obra de fraternidade social.

Os que, do além, acompanhamos e participamos desse empreendimento que homenageia a Jesus, queremos somar com os encarnados dedicados e secundar seus esforços, a fim de que saiamos todos gloriosos, vitoriosos, após os dilatados desafios impostos pelo Remanso Fraterno. Bom será que nenhum desafio da estrada nos desestimule para a continuidade da nossa obra, de maneira comovida e apaixonada, atentos ao fato de que a nossa instituição social é um luminoso celeiro de bênçãos para todos quantos lhe emprestam inteligência e sentimentos, reflexão e emoção.

Felizes são aqueles que ora semeiam dedicação e amor nas vidas das nossas crianças e dos nossos mocinhos, bem como de seus responsáveis, uma vez que estão investindo no próprio porvir e inscrevendo-se no rol dos devotados servidores do Reino dos Céus, destacados ao serviço do Remanso Fraterno.

O tempo presente tem necessidade de entendimento e calma, de reflexão e digna atitude, de alegria e confiança na ação formosa de Jesus de Nazaré sobre parte do Seu rebanho que estamos ajudando a soerguer da ignorância para o conhecimento e da caliginosa sombra à celeste claridade.



Camilo

Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 11.05.2009, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ

Amigo, presente Divino!



Saiba conservar suas amizades, com sua sinceridade...


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Natureza, presente de Deus!

Mais belezas naturais para nossa meditação! Quem será o autor de tão bela paisagem?

Cuidemos pois, de toda essa riqueza concedida por Deus nosso Pai, por amor a nós seus filhos, com muito carinho e respeito.





Francisco Rebouças.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A fragilidade dos argumentos

Afirmando que a Bíblia é a palavra de Deus, nossos irmãos “evangélicos” seguem em suas pregações espalhando que foi Deus quem pessoalmente esteve com Moisés transmitindo-lhe suas instruções, tomando por base alguns versículos contidos na própria bíblia, conforme os que seguem:

16Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; 17para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. (II Timóteo 3)

No entanto, são inúmeras as passagens contidas na própria Bíblia que contrariam esses versículos da II Epístola de Timóteo, como alguns que abaixo transcrevemos, retirados da própria “palavra de Deus”, que eles dizem seguir, mas, que em verdade não seguem, por saberem não ser interessantes para suas reais intenções de propagação da fé sega tendo como finalidade manter a dominação do saber sobre a massa que não se apercebe e tudo aceita sem uma análise mais aprofundada.

*“O apóstolo João afirmou: "Deus nunca foi visto por ninguém" (João 1:18) e "ninguém jamais viu a Deus" (I João 4:12), o que foi confirmado por S. Paulo: "(aquele) a quem nenhum dos homens viu nem pode ver" (I Timóteo 6:16) e pelo próprio Jesus: "Não que algum homem tenha visto o Pai" (João 6:46).

*Mas lemos no Antigo Testamento que Deus disse: "Eu apareci a Abraão, Isaac e Jacó" (Êxodo 6:3) e que Moisés, Arão, Nadib e Abiu e mais 70 anciãos viram Deus (Êxodo 24:9-11).

*"Falava Deus a Moisés face a face, como qualquer homem fala ao seu amigo" (Êxodo 33-11) e, contudo o advertiu: "
Não poderás ver a minha face, porque homem nenhum verá a minha face e viverá" (Êxodo 33:20) e em seguida abriu uma concessão: “verme-ás pelas costas, mas a minha face não se vera” (Êxodo 33:23).

*O estranho é que o próprio Deus afirmou: “Eu falo com Moisés boca a boca e ele vê a forma do Senhor” (Num. 12:8) e mais: “Cara a cara o Senhor falou conosco no monte, no meio do fogo” (Deut. 5:4) e "(Moisés) a quem o Senhor conhecera cara a cara" (Deut. 34:10). Finalmente, "Deus por duas vezes apareceu a Salomão" (I Reis 11:9). ²

Afinal, Deus foi visto ou não por Moisés? Que narrativa mais confusa e contraditória essa narrada por Deus com suas próprias palavras, onde ora afirma uma coisa e ora diz outra, contradizendo-se dessa forma.

Será Deus capaz de enganar-se e desdizer-se em inúmeras passagens da sua própria “Palavra Sagrada” exibida no velho testamento?
A razão nos impede de admitir tal hipótese, pois, o que é perfeito sobre todos os aspectos, não admite margem qualquer para erros, falhas e muito menos contradições.

A doutrina espírita, fundamentada na fé raciocinada, nos esclarece que Deus tem seus representantes entre os homens, os Espíritos Puros que são seus ministros, representantes perante a humanidade em todas as galáxias, espalhadas pela imensidão executores de suas determinações, como Jesus foi seu representante perante a humanidade terrestre.

Assim sendo, a Bíblia, tida por esses nossos irmãos como sendo a palavra de Deus, está muito longe de ter sido transmitida pelo Pai Criador de tudo e de todos, visto as inúmeras contradições,e aberrações nela contidas.

Analisando incontáveis passagens lá mencionadas como ditas por Deus, podemos afirmar que nem mesmo podem ter sido ditadas por Espíritos Puros, ou esclarecidos e sim, por espíritos ignorantes e zombeteiros, bem distanciados da verdade e da luz.

Em O livro dos Espíritos, temos as informações dos Espíritos Superiores, sobre o assunto em pauta, onde aprendemos que ainda estamos em um mundo muito distanciado da perfeição, dessa forma não há necessidade de que o próprio Deus nos venha transmitir suas determinações, por dispor de incontáveis emissários celestes entre nós.

10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão. ³

Bibliografia:

1) II Timóteo 3
2) Diversas citações Bíblicas*
3) O Livro dos Espíritos, FEB 76 edição.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Minha gratidão a alguém especial!!

MINHA MÃE

Minha mãe é alguém muito amada
Sol a clareal nossos caminhos,
Nossa amiga, nossa fada
Como é bom ser seu filhinho.

Neste dia especial que é todo seu
Queremos te dizer de coração
Que somos felizes ao teu lado todo dia
E que te agradecemos por tudo de montão.

Pedimos a Jesus, nosso guia nosso irmão
Que te concedas de forma centuplicada...
As alegrias que nos destes vida afora
Te sacrificando, para que não nos faltasse nada!

Francisco Rebouças

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A humildade é componente indispensável!

Muitos médiuns na Seara espírita, de forma equivocada continuam a se julgarem indispensáveis nas tarefas da mediunidade nas instituições espíritas, onde alguns deles exigem posição de destaque, evidenciando a sua importância para as tarefas da casa espírita que freqüentam.

Esquecem esses companheiros, que as principais instruções dos Espíritos Superiores para que alguém obtenha relativo sucesso na empreitada a que se propõe na Seara de Jesus são justamente as que propiciem ao médium a maior discrição possível, e a maior vigilância para não ceder às tentações que o rodeiam.

Os Médiuns de grande conceito na área da mediunidade que conhecemos, primam justamente pelo zelo que cultivam em se distanciarem da fama e do exibicionismo pernicioso, pois, como pessoas que detêm o conhecimento da faculdade mediúnica, sabem perfeitamente que se não se mantiverem em sintonia afinada com os Bons Espíritos, estarão se candidatando ao envolvimento com espíritos de baixo teor vibratório, ou seja, estarão sendo manipulados por criaturas interesseiras, ignorantes e muitas vezes perversas, que os conduzirão ao abismo das dores e dos sofrimentos.

Por essa razão é que o espírita consciente, jamais se descuida do estudo acurado dos postulados espíritas, doutrina consoladora e esclarecedora, que vê na razão e no bom senso, os roteiros mais seguros a serem seguidos, por quem não pretende se deixar levar pela lábia envolvente de pseudo-sábios, ou de falsos profetas dos dois planos da vida, que tentarem influenciá-lo.
Em O Livro dos Médiuns, podemos destacar entre tantas, a informação sábia dos Emissárias da Espiritualidade Superior, que abaixo transcrevemos:

“227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.” 1

Que busquemos todos nós que nos dizemos seguidores do espiritismo, nas obras da codificação e nas demais de reconhecido conteúdo doutrinários os verdadeiros ensinamentos que precisamos ter para que cada vez mais e melhor nos candidatemos ao serviço na Seara de Jesus, certos de que a nossa responsabilidade pelas obras que efetivamente realizarmos nos esperarão com a devida retribuição em bênçãos ou desditas, mas cedo ou mais tarde, pois, a Justiça Divina nos convocará por intermédio da nossa própria consciência à prestação de contas das tarefas sob nossa responsabilidade, no concerto universal da melodia do amor e da paz que há de ser executada um dia em sua plenitude sublime por todos os corações evangelizados e moralizados regidos pelo próprio Jesus Cristo.
Fonte:
1) Livro dos Médiuns – FEB. 59, edição, item - 227.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Jornal Correio Espírita

Caros amigos, já se encontra à venda nas bancas de todo o estado do Rio de Janeiro e em outras 7 capitais, a edição de maio do Jornal Correio Espírita, como sempre trazendo várias matérias de interesse de todos, e mantendo o mesmo padrão elevado de tratar dos assuntos à luz da doutrina espírita.

Leia entre outras as interessantes matérias: Livro Espírita, 30 milhões comemoram seu dia; Evolução e Educação; Filmes Espíritas serão financiados; Os Jovens e a Religião, entre muitas outras.

Não deixe de adquirir o seu exemplar, divulgue entre seus familiares e amigos, nas suas lista de contatos etc.

Vamos divulgar a doutrina espírita, fazendo a parte que nos cabe realizar para o esclarecimento e implantação do evangelho de Jesus no coração do homem, através da mensagem consoladora da doutrina espírita, contribuindo dessa forma para o esclarecimento da sociedade através da fé raciocinada que ela nos propõe.

Que Jesus nos guarde e nos inspire nas obras do bem, e, na implantação da paz, hoje e sempre!


Francisco Rebouças.

domingo, 3 de maio de 2009

Médiuns sim, úteis, talvez!

Todos nós somos médiuns, isto é, estamos em constante contato com os seres vivos da espiritualidade, influenciando-os e sendo por eles influenciados. Dessa forma, torna-se imprescindível saber de que forma poderemos tirar o melhor proveito dessa situação de intermediários entre os dois planos da vida que jamais cessa para o Ser, a partir do instante da sua criação.

Isto porque, somos esclarecidos através das obras da codificação do espiritismo, mais particularmente pelo contido em O Livro dos Médiuns, que esse contato se faz através da mediunidade de que somos portadores, uns em grau mais avançados, isto é, por serem portadores de uma mediunidade mais ostensiva, e outros em grau menos perceptível, em razão do desenvolvimento que cada um haja realizado nas diversas encarnações que tivemos ao longo dos séculos.

Faz-se necessário, portanto, que o interessado busque se empenhar no estudo sério e constante da doutrina espírita, para entender que por mais que estejamos preparados para o exercício decente da mediunidade, ainda assim, estaremos sujeitos a enganos e equívocos, pois, médium perfeito como muitos de nós nos julgamos, ainda estamos bem longe de ser.

“227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria”. ¹

Precisamos atentar também para o fato de que, estagiamos na presente oportunidade em um planeta de provas e expiações, o que justifica a maior incidência da influência dos espíritos imperfeitos e ignorantes sobre seus habitantes, pois, o próprio planeta segue também como cada indivíduo aqui reencarnado, sua trajetória evolutiva, na escala dos mundos.

O espiritismo nos chama a atenção para que estejamos sempre em vigília, e em prece, pois, mesmo nos tornando médiuns simpáticos aos bons espíritos, não estaremos livres da influência e da ação maléfica e enganosa dos maus espíritos em nossos pensamentos, palavras e atos, conforme esclarecimentos que seguem.

10ª Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?

"Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque, o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento."
²

Meditemos, pois, em todas as ações que praticamos no dia a dia de nossas vidas para observar se estamos sendo veículos do bem, na utilização de nossa mediunidade na Seara de Jesus, ou se ao contrário estamos sendo soldados a serviço da sombra, consolidando o império do mal em nossa sociedade.

Que Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre.

Fonte:
1) O Livro dos Médiuns – FEB - Cap. XX item 227.

2) Idem, idem - Cap. XX item 10.

2) Grifos nossos.

Francisco Rebouças.