REMANSO FRATERNO – A NOSSA OBRA
A nossa obra social, que o Senhor dos Mundos situou sob as nossas responsabilidades e cuidados, de nenhum modo foi posta ao alcance dos nossos anseios sem objetivos graves antevistos por nosso Pai-Criador.
As nossas crianças não seriam, como não o são, almas angelicais que devêssemos recobrir com cânticos louvaminheiros ou diante das quais nos ufanássemos por não nos imporem quaisquer esforços ou mesmo sacrifícios.
Os irmãos que chegariam aos cuidados do Remanso Fraterno, a fim de prestar-lhes auxílio e cooperação possíveis, de modo nenhum seriam almas libertas de conflitos íntimos, de medos e limitações gerais.
Ao contrário, o compromisso que assumimos junto a Jesus Cristo ─ representante de Deus entre nós ─ é o de desenvolver uma obra em Sua honra. E, por ser em Sua honra priorizaria os filhos do calvário, necessitados de todo o jaez, encontrados pelos nossos caminhos.
Seriam como aves implumes ou sem ninho; pássaros de ninhos desfeitos por predadores a rogar-nos proteção e socorro, a fim de que pudessem sobreviver com a mínima dignidade humana.
Os nossos pequenos não são Espíritos vitoriosos que tenham superado as tentações dos vícios e os tormentos decorrentes de indecorosas lidas da estrada. São, ao contrário, filhos de Deus, irmãos nossos, portanto, encharcados por viciações antigas, ansiosos pela conquista da própria libertação, nada obstante os clamores do pretérito, as instigações íntimas, geradas nos tempos de prazeres execráveis que os fizeram vinculados a outras mentes que assumiram postura obsessiva, que passaram a inspirá-los, a controlá-los e perturbá-los.
Os trabalhadores que se acercam do Remanso, desse modo, não são senão corações que amargam complexos de culpa pelo pretérito tão onzenário quão fastidioso, ocasião em que desdenharam pobres e pobrezas, tempos em que tripudiaram sobre os menos aquinhoados nas sociedades em que viveram, cheios de empáfia.
São também compostos os nossos quadros de cooperadores por almas que carregam imensa boa vontade e grande disposição para servir, mas que ainda padecem e se aturdem com os pruridos de antigo orgulho e vetusta vaidade, decorrentes da vida faustosa pregressa, distanciada dos mais necessitados. É compreensível que considerem verdadeiros escândalos o que não passa de expressões comuns nas criaturas que carecem de aprender, na condição de incientes.
Jamais deveremos ter em mente que é atividade fácil a prestação de serviços a Jesus. De nenhum modo é fácil a tarefa, uma vez que para atender à obra do Nazareno, necessitamos todos de desenvolver humildade e firmeza, que sejam capazes de dizer sim, sim; não, não. Mas, que seja um sim sem postura acomodatícia e um não sem espírito de crueldade.
Somente com uma clientela complexa e exigente, como é a nossa, é que conseguimos nos desenvolver para merecer tempos melhores para o futuro.
Por agora, cabe-nos suar e refletir, orar e agir, unindo os nossos pensamentos e sentimentos aos Guardiães Espirituais de todos os que estão e que estarão sob os cuidados fraternos do nosso Remanso.
Embora a necessidade do pulso firme e da palavra refletida e clara, não nos deve faltar, jamais, o fio luminoso do amor que estamos teorizando em nossos inúmeros discursos, mas que precisa ter curso nas ações bemaventuradas da nossa obra de fraternidade social.
Os que, do além, acompanhamos e participamos desse empreendimento que homenageia a Jesus, queremos somar com os encarnados dedicados e secundar seus esforços, a fim de que saiamos todos gloriosos, vitoriosos, após os dilatados desafios impostos pelo Remanso Fraterno. Bom será que nenhum desafio da estrada nos desestimule para a continuidade da nossa obra, de maneira comovida e apaixonada, atentos ao fato de que a nossa instituição social é um luminoso celeiro de bênçãos para todos quantos lhe emprestam inteligência e sentimentos, reflexão e emoção.
Felizes são aqueles que ora semeiam dedicação e amor nas vidas das nossas crianças e dos nossos mocinhos, bem como de seus responsáveis, uma vez que estão investindo no próprio porvir e inscrevendo-se no rol dos devotados servidores do Reino dos Céus, destacados ao serviço do Remanso Fraterno.
O tempo presente tem necessidade de entendimento e calma, de reflexão e digna atitude, de alegria e confiança na ação formosa de Jesus de Nazaré sobre parte do Seu rebanho que estamos ajudando a soerguer da ignorância para o conhecimento e da caliginosa sombra à celeste claridade.
Camilo
Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 11.05.2009, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ
As nossas crianças não seriam, como não o são, almas angelicais que devêssemos recobrir com cânticos louvaminheiros ou diante das quais nos ufanássemos por não nos imporem quaisquer esforços ou mesmo sacrifícios.
Os irmãos que chegariam aos cuidados do Remanso Fraterno, a fim de prestar-lhes auxílio e cooperação possíveis, de modo nenhum seriam almas libertas de conflitos íntimos, de medos e limitações gerais.
Ao contrário, o compromisso que assumimos junto a Jesus Cristo ─ representante de Deus entre nós ─ é o de desenvolver uma obra em Sua honra. E, por ser em Sua honra priorizaria os filhos do calvário, necessitados de todo o jaez, encontrados pelos nossos caminhos.
Seriam como aves implumes ou sem ninho; pássaros de ninhos desfeitos por predadores a rogar-nos proteção e socorro, a fim de que pudessem sobreviver com a mínima dignidade humana.
Os nossos pequenos não são Espíritos vitoriosos que tenham superado as tentações dos vícios e os tormentos decorrentes de indecorosas lidas da estrada. São, ao contrário, filhos de Deus, irmãos nossos, portanto, encharcados por viciações antigas, ansiosos pela conquista da própria libertação, nada obstante os clamores do pretérito, as instigações íntimas, geradas nos tempos de prazeres execráveis que os fizeram vinculados a outras mentes que assumiram postura obsessiva, que passaram a inspirá-los, a controlá-los e perturbá-los.
Os trabalhadores que se acercam do Remanso, desse modo, não são senão corações que amargam complexos de culpa pelo pretérito tão onzenário quão fastidioso, ocasião em que desdenharam pobres e pobrezas, tempos em que tripudiaram sobre os menos aquinhoados nas sociedades em que viveram, cheios de empáfia.
São também compostos os nossos quadros de cooperadores por almas que carregam imensa boa vontade e grande disposição para servir, mas que ainda padecem e se aturdem com os pruridos de antigo orgulho e vetusta vaidade, decorrentes da vida faustosa pregressa, distanciada dos mais necessitados. É compreensível que considerem verdadeiros escândalos o que não passa de expressões comuns nas criaturas que carecem de aprender, na condição de incientes.
Jamais deveremos ter em mente que é atividade fácil a prestação de serviços a Jesus. De nenhum modo é fácil a tarefa, uma vez que para atender à obra do Nazareno, necessitamos todos de desenvolver humildade e firmeza, que sejam capazes de dizer sim, sim; não, não. Mas, que seja um sim sem postura acomodatícia e um não sem espírito de crueldade.
Somente com uma clientela complexa e exigente, como é a nossa, é que conseguimos nos desenvolver para merecer tempos melhores para o futuro.
Por agora, cabe-nos suar e refletir, orar e agir, unindo os nossos pensamentos e sentimentos aos Guardiães Espirituais de todos os que estão e que estarão sob os cuidados fraternos do nosso Remanso.
Embora a necessidade do pulso firme e da palavra refletida e clara, não nos deve faltar, jamais, o fio luminoso do amor que estamos teorizando em nossos inúmeros discursos, mas que precisa ter curso nas ações bemaventuradas da nossa obra de fraternidade social.
Os que, do além, acompanhamos e participamos desse empreendimento que homenageia a Jesus, queremos somar com os encarnados dedicados e secundar seus esforços, a fim de que saiamos todos gloriosos, vitoriosos, após os dilatados desafios impostos pelo Remanso Fraterno. Bom será que nenhum desafio da estrada nos desestimule para a continuidade da nossa obra, de maneira comovida e apaixonada, atentos ao fato de que a nossa instituição social é um luminoso celeiro de bênçãos para todos quantos lhe emprestam inteligência e sentimentos, reflexão e emoção.
Felizes são aqueles que ora semeiam dedicação e amor nas vidas das nossas crianças e dos nossos mocinhos, bem como de seus responsáveis, uma vez que estão investindo no próprio porvir e inscrevendo-se no rol dos devotados servidores do Reino dos Céus, destacados ao serviço do Remanso Fraterno.
O tempo presente tem necessidade de entendimento e calma, de reflexão e digna atitude, de alegria e confiança na ação formosa de Jesus de Nazaré sobre parte do Seu rebanho que estamos ajudando a soerguer da ignorância para o conhecimento e da caliginosa sombra à celeste claridade.
Camilo
Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 11.05.2009, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ