Muitas das palavras que se encontram nos evangelhos, tidas como proferidas por Jesus, nos pedem uma maior reflexão, para que não nos deixemos levar por nossas pálidas e por vezes desequilibradas e infundadas interpretações, visto que, se foi Jesus quem as proferiu, não há nenhuma dúvida de que são portadoras de profundos ensinamentos que precisamos ter a necessária sensibilidade para perceber, pois, foi ele mesmo quem nos afiançou: “As palavras que eu vos disse, são espírito e vida”. (João – 6:63).
Não poderemos interpretá-las ao “pé da letra”, pois, o mais importante não é discutir as palavras e seus significados atuais, e sim, extrair o pensamento de que elas são portadoras. Jesus sempre quis se referir à vida verdadeira, ou seja, a vida espiritual, e por sermos ainda muito presos e sujeitos às influências da matéria, nem sempre percebemos a beleza de suas colocações.
O Espiritismo nos vem esmiuçar de forma clara e inteligível essas suas mensagens de forma a que possamos entendê-las, para então compreender a grandeza que elas trazem em seus significados mais nobres, para que melhor saibamos aproveitá-las nos eventos que nos visitam em nosso dia a dia, e que nos cobram atitudes dignas de verdadeiros cristãos que nos dizemos ser, pautadas nas mensagens do evangelho do Mestre de Nazaré.
Entre outras tantas passagens do seu evangelho, nem sempre bem compreendidas, está a que segue:
Não poderemos interpretá-las ao “pé da letra”, pois, o mais importante não é discutir as palavras e seus significados atuais, e sim, extrair o pensamento de que elas são portadoras. Jesus sempre quis se referir à vida verdadeira, ou seja, a vida espiritual, e por sermos ainda muito presos e sujeitos às influências da matéria, nem sempre percebemos a beleza de suas colocações.
O Espiritismo nos vem esmiuçar de forma clara e inteligível essas suas mensagens de forma a que possamos entendê-las, para então compreender a grandeza que elas trazem em seus significados mais nobres, para que melhor saibamos aproveitá-las nos eventos que nos visitam em nosso dia a dia, e que nos cobram atitudes dignas de verdadeiros cristãos que nos dizemos ser, pautadas nas mensagens do evangelho do Mestre de Nazaré.
Entre outras tantas passagens do seu evangelho, nem sempre bem compreendidas, está a que segue:
Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos
Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, Cap. IX, vv. 59 e 60.)
Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.
A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida. ¹
Assim, faz-se imprescindível, nos dediquemos ao estudo sério e constante da novel doutrina dos espíritos, como nos enfatiza o codificador Allan Kardec, para que mais e melhor nos credenciemos a entender em profundidade as palavras e exemplos que Jesus nos deixou quando de sua estada entre nós há mais de 2009 anos atrás.
Fonte:
1) O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, itens 7 e 8.
Francisco Rebouças