Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

FELIZ 2025!!

Desejo aos meus familiares e amigos, que 2025 seja portador de incontáveis oportunidades para a construção de uma vida feliz, repleta de saúde, paz e progresso intelectual, moral e espiritual para todos!

Onde cada dia do novo ano, seja uma dádiva divina para ser aproveitada e desfrutada com equilíbrio, lucidez e dignidade, sob as diretrizes de uma conduta reta pautada na proposta contida no Evangelho de Jesus.

Que seus exemplos e ensinamentos sejam cultivados com todo cuidado e fidelidade para que nos garantam uma colheita saudável no sustento dos nossos melhores projetos de reformar para melhor nossos pensamentos palavras e atos, dedicando mais amor a Deus e ao nosso próximo.

Fico a rogar a Deus que nos conceda a realização dos nossos nobres objetivos na vida, e que a alegria seja estampada em cada rosto, espalhando confiança e fé nas promessas de Jesus de que nenhuma de suas ovelhas se perderá, pois todos marchamos para a felicidade e a pureza espiritual.

Feliz ano novo a todos!

Francisco Rebouças. 

 

domingo, 29 de dezembro de 2024

OPÇÃO PELA VIDA

Nos atuais dias turbulentos, aumenta, assustadora e consideravelmente, o número dos indivíduos que se negam a viver, a enfrentar os desafios e as dificuldades, fugindo por meio da ingestão de drogas alucinógenas, do álcool, dos excessos desvigorantes, ao prosseguimento da existência corporal.

Ao lado desses programas de autodestruição, surgem os casos dos suicídios psicológicos, nos quais as vítimas se enredam nas teias da depressão, da paranoia, da psicose, da esquizofrenia, sem valor moral para enfrentar os problemas e dificuldades que fazem parte da vida.

O suicídio é o ato sumamente covarde de quem opta por fugir, despertando em realidade mais vigorosa, sem outra alternativa de escapar.

A vida não se consome na morte física e o fenômeno biológico não é a expressão real do ser.

Como consequência, o ex-suicida reencarnado sempre traz as matrizes do crime perpetrado, sofrendo contínua tentação de repetir o delito, quando defrontado por dificuldade de qualquer natureza.

A consciência de responsabilidade e segurança não é brindada por automatismo, antes é adquirida a esforço pessoal ingente. Essa aquisição não é lograda de um golpe, mas no dia a dia, no hora a hora, através dos pequenos até alcançar os grandes lances.

O indivíduo deve optar por si mesmo, como escreveu Kierkegaard, o filósofo e teólogo dinamarquês do século XIX.

Optar por si mesmo significa o resultado de uma análise cuidadosa da vida e das suas finalidades extraordinárias, representando um esforço para viver, para descobrir-se que existe, e nada, jamais, pode destruir a sua realidade.

Descobrir-se como se é, e aceitar-se, constitui a opção por si mesmo, trabalhando-se para novos e futuros logros que levam ao cumprimento do seu destino de ser pensante, facultando o discernimento de realizar as suas aspirações fundamentais, essenciais.

É cômodo e trágico fugir psicologicamente da vida, jamais o conseguindo realmente.

O homem faz parte de um conjunto harmônico que constitui a Criação. A sua inarmonia dificulta a ordem, o equilíbrio geral, que ele deve esforçar-se por não desorganizar.

O egoísmo, filho da imaturidade, torna-o exigente quão ingrato, levando-o à rebeldia quando contrariado nas suas paixões infantis, o que lhe propicia as distonias psicológicas e os primeiros pensamentos a respeito do suicídio.

Por outro lado, aparecem indivíduos que se aferram aos objetivos que se lhes representam como vida: amar apaixonadamente alguém, cuidar de outrem, dedicar-se a um labor, a uma tarefa artística ou não, a um ideal ou a abnegação, e que, concluída a motivação, negam-se a viver, matando-se emocionalmente e sucumbindo depois...

Essas pessoas não optaram por si mesmas. Realizam um mecanismo de transferência, sem que hajam experimentado a beleza da vida e suas ulteriores finalidades.

Quem se considera livre para morrer assume um compromisso com a liberdade para viver.

A opção por si mesmo oferece uma alta responsabilidade para com a vida, um encanto novo para descobrir todas as belezas que estavam sombreadas pelo pessimismo, uma liberdade em alto grau de movimentação.

O amor se lhe expressa mais pleno, porque, amando a si mesmo, irradia este sentimento em todas as direções e preenche todos os vazios íntimos com alegria e realização, mediante a autodisciplina, que se lhe torna guia eficaz dos pensamentos e atos libertadores.

Livro: Momentos de Iluminação, cap. 3

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

É tempo de natal com Jesus!

 

Naturalmente que o clima do mês de dezembro é bem propício às festividades que tomam conta do espírito de todos nós, Cristãos, pela alegria que invade nossos corações nessa época.

Mesmo assim, ainda existem muitas criaturas que sequer atentam para as suas origens e o seu real significado, que vai muito além da cultura criada de trocar de presentes, que em muitas comunidades supera o real motivo das comemorações natalinas, que é a chegada do enviado de Deus para nos felicitar com a Boa Nova celeste.

O Natal do verdadeiro espírita é aquele que comemora o nascimento de Jesus por ser ELE o Espírito do mais alto conteúdo moral e espiritual que a Terra já recebeu. Que veio ensinar aos homens o real significado da palavra amor.

Muito mais que ensinar, exercitou seus fundamentos na prática, metendo mãos à obra para mostrar o caminho da verdadeira felicidade que não depende da quantidade de valores materiais dos quais alguém possa dispor, muito ao contrário, veio incentivar justamente o desapego às coisas mundanas para o desenvolvimento e conquista dos bens que facultam a elevação espiritual somente possível pela prática e vivência da caridade.

O nascimento ocorrido na manjedoura há dois mil e vinte e quatro anos atrás trouxe à humanidade a mais alta esperança e a inequívoca comprovação da grandiosidade do Criador e de seu amor, justiça e misericórdia infinitos.

Em sendo nosso Mestre e Guia, Jesus é o exemplo de purificação máxima do Espírito. Com ele recebemos a boa nova do Pai de que somos perfectíveis, e, após traçarmos a nossa marcha evolutiva, chegaremos à elevação de Espíritos Puros, tal qual conquistada ao longo das suas multimilenárias existências, conforme nos esclareceram os Espíritos Superiores na pergunta que segue: 625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?

“Jesus.” – (Kardec, Allan em O Livro dos Espíritos, FEB. 76ª edição.)

Sobre a excelência desse SER, ouçamos o que nos fala Joanna de Ângelis:

“No atual estágio da Psicologia profunda, um estudo da personalidade de Jesus não se torna conclusivo, por ausência de agudeza, recursos técnicos e profundidade de entendimento da Sua respeitável Doutrina, que vem abrindo expressivos espaços em torno da compreensão da criatura humana integral.

As fontes disponíveis para a coleta de dados e análise profunda são as narrações evangélicas, insuficientes, pelo referir-se aos Seus ditos e ações mediante linguagem especial, às vezes vitimada por interpolações, deturpações, enxertos perniciosos, que lhes descaracterizam a exatidão.

Não se encontram relatos históricos, dados precisos, porém informações, algumas delas fragmentárias.

De todo o acervo, no entanto, se depreende haver sido Ele incomum.

Sua energia expressava-se com brandura.

Sua bondade manifestava-se sem pieguismo.

Sua coragem exteriorizava-se como valor moral que nada temia.

Seu amor abrangia todos os seres, sem deixar-se arrastar pelos sentimentalismos banais e desequilibrados.

Sua sabedoria irradiava-se, sem constranger os ignorantes.

Sua gentileza cativava, sem deixar distúrbios na emoção do próximo.

Era severo, não brutal; afável, não conivente; nobre, não orgulhoso; humilde, não verbal.

N’Ele coexistem as naturezas psicológicas ânima e ânimus em perfeita sintonia. (…)

(…) Faltam, portanto, parâmetros, paradigmas para penetrar o pensamento de Jesus e entender-Lhe a vida, rica e enriquecedora, complexa e desafiadora. (…)

(…) Somente indo até Ele e deixando-se penetrar pela Sua Realidade, poderá a Psicologia profunda entendê-lO sem O definir, estudá-lO sem O limitar.

(Franco, Divaldo Pereira, Livro: Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, cap. O Homem Jesus.)

A celebração do Natal pelo espírita, é o vivo exercício da caridade e do amor de Deus para conosco e com todos, esforçando-nos para ao nosso nível de entendimento, capacidade e possibilidade a exemplo de tudo o que O Mestre realizou, fazer brilhar a nossa luz no mundo não apenas no Natal, mas em todos os dias de nossas vidas, como nos propôs Jesus ao resumir para nossa melhor compreensão as Leis e os profetas em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”. (Mateus 22:37-39).

Invistamos nisto e que Deus nos guie e ilumine em nossos melhores propósitos!

Francisco Rebouças

 

Feliz Natal !

O Francisco Rebouças - Espiritista deseja a todos os estimados amigos que nos prestigiam com a amizade e confiança na divulgação da mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, aqui em nosso Blog Espírita, que o o Senhor Jesus esteja em cada lar abençoando e iluminando a todos, conduzindo-os pelos caminhos do progresso moral espiritual em busca da felicidade e da paz que todos almejamos alcançar.

Que nos ajude a desenvolver a caridade e a compaixão que hão de transformar o nosso planeta em uma morada melhor.
















FELIZ NATAL COM JESUS NA MENTE E NO CORAÇÃO DE TODOS NÓS!

domingo, 15 de dezembro de 2024

Entender a verdade só através do estudo

“Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.” – João (I João, 3:18).

Preciso se faz verificar com atenção que o homem velho, preso e escravizado pelos impulsos da animalidade primitiva, será sempre um repertório de insensatez.

No discurso da verdade é onde a sua atitude transpõe todos os limites do absurdo. Propaga a paz, fomentando a guerra; fala em amor, alimentando o ódio; prega a concórdia, alastrando a desunião entre as criaturas; jura sinceridade, mentindo descaradamente.

Vive cobrando dos outros atitudes que não se esforça por ofertar a ninguém, espera conseguir sem qualquer esforço a iluminação espiritual sem trabalho de elevação íntima, sem o devido cuidado e respeito com a Lei do Progresso que nos exige sacrifício e renovação.

Espera conseguir a passagem do plano inferior para o superior espiritualmente falando, gratuitamente por obra de um milagre, como se o conhecimento divino fosse prêmio à ociosidade.

  1. Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las?

“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios.

Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em consequência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir.

Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.”

Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição.

Justo atentar para o fato de que assim como os que não trabalham no mundo da carne são indignos do pão do corpo, também os descuidados do entendimento pela elevação intelectual e moral não são dignos do pão do espírito.

O indivíduo que deseja com sinceridade modificar-se para melhor, precisa começar por desenvolver o hábito da autoanálise, buscar conhecer-se melhor para, daí por diante, identificar onde deve melhorar-se e buscar corrigir seus maus costumes e as demais ideias negativas em todos os sentidos.

Aqueles que desejarem penetrar o segredo das horas para a realização de suas mais sagradas e elevadas propostas de crescimento moral e espiritual com a execução gradual de seus projetos, necessitam de disposição para que se modifiquem perante os semelhantes, dignificando as atitudes, que lhes alimentam o espírito nos mais altos padrões de serviço no bem.

A caridade e a fraternidade profundamente sentidas e sinceramente vividas, conforme nos esclarecem os Espíritos Superiores, são as chaves para a conquista da vitória do Espírito sobre a matéria pois, sem elas, só há sombra, indiferença e treva no santuário dos nossos corações.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Estudando a Doutrina Espírita

Polêmica espírita

Revista Espírita, novembro de 1858

Várias vezes perguntaram-nos por que não respondemos, em nosso jornal, aos ataques de certas folhas dirigidos contra o Espiritismo em geral, contra seus partidários, e, algumas vezes mesmo, contra nós. Cremos que, em certos casos, o silêncio é a melhor resposta.

Aliás, há um gênero de polêmica do qual fizemos uma lei nos abstermos, e é aquela que pode degenerar em personalismo; não somente ela nos repugna, mas nos toma um tempo que podemos empregar mais utilmente, e seria muito mais interessante para nossos leitores, que assinam para se instruírem, e não para ouvirem diatribes, mais ou menos espirituais; ora, uma vez iniciados nesse caminho, seria difícil dele sair, por isso preferimos não entrar e pensamos que o Espiritismo, com isso, não pode senão ganhar em dignidade. Não temos, até o presente, senão que nos aplaudir por nossa moderação; dela não nos desviaremos, e não daremos jamais satisfação aos amadores de escândalo.

Mas, há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos. Entretanto, aqui mesmo há uma distinção a fazer; se não se trata senão de ataques gerais, dirigidos contra a Doutrina, sem outro fim determinado que o de criticar, e da parte de pessoas que têm um propósito de rejeitar tudo o que não compreendem, isso não merece que deles se ocupe; o terreno que o Espiritismo ganha, cada dia, é uma resposta suficientemente peremptória, e que deve provar-lhes que seus sarcasmos não produziram grande efeito; também notamos que a sequência ininterrupta de gracejos, dos quais os partidários da Doutrina eram objeto recentemente, se apaga pouco a pouco; pergunta-se, quando se veem tantas pessoas eminentes adotarem essas ideias novas, se há do que se rir; alguns não riem senão com desprezo e por hábito, muitos outros não riem mais de tudo e esperam.

Notamos ainda que, entre os críticos, há muitas pessoas que falam sem conhecer a coisa, sem terem se dado ao trabalho de aprofundá-la; para responder-lhes seria preciso, sem cessar, recomeçar as explicações mais elementares, e repetir o que escrevemos, coisa que cremos inútil. Não ocorre o mesmo com aqueles que estudaram, e que não compreenderam

tudo, aqueles que querem seriamente se esclarecer, que levantam as objeções com conhecimento de causa e de boa fé; sobre esse terreno aceitamos a controvérsia, sem nos gabar de resolvermos todas as dificuldades, o que seria muita presunção. A ciência espírita está no seu início, e ainda não nos disse todos os seus segredos, por maravilhas que nos haja revelado. Qual é a ciência que não tem ainda fatos misteriosos e inexplicados?

Confessaremos, pois, sem nos envergonharmos, nossa insuficiência sobre todos os pontos aos quais não nos for possível responder. Assim, longe de repelir as objeções e as perguntas, nós as solicitamos, contanto que não sejam ociosas e nos façam perder nosso tempo em futilidades, porque é um meio de se esclarecer.

Aí está o que chamamos uma polêmica útil, e o será sempre quando ocorrer entre duas pessoas sérias, que se respeitarem bastante para não se afastarem das conveniências. Pode-se pensar diferentemente, e, com isso, não se estimar menos. Que procuramos nós todos, em definitivo, nessa questão tão palpitante e tão fecunda do Espiritismo? Esclarecer-nos; nós, primeiramente, procuramos a luz, de qualquer parte que ela venha, e, se emitimos a nossa maneira de ver, isso não é senão uma opinião individual que não pretendemos impor a ninguém; nós a entregamos à discussão, e estamos prontos para renunciá-la, se nos for espirita.

Kardec, Allan - Revista Espírita, novembro de 1858 

O HOMEM ANTE A VIDA

No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração.

Quem somos?

Donde viemos?

Onde a estação de nossos destinos?

À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto.

Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha.

Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela.

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço.

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso.

Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação.

Alongando as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida.

Sírius ofusca-lhe a grandeza.

Pólux, a imponente estrela do Gêmea, eclipsa-o em majestade.

Capela é 5.800 vezes maior.

Antares apresenta volume superior.

Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol.

Deslumbrado, apercebe-se de que não existe vácuo, de que a vida é patrimônio de gota dágua, tanto quanto é a essência dos incomensuráveis sistemas siderais, e, assombrado ante o esplendor do Universo, o homem que empreende a laboriosa tarefa do descobrimento de si mesmo volta-se para o chão a que se imanta e pede ao amor que responda à soberania cósmica, dentro da mesma nota de grandeza, todavia, o amor no ambiente em que ele vive é ainda qual milagrosa em tenro desabrochar.

Confinado ao reduzido agrupamento consanguínea a que se ajusta ou compondo a equipe de interesses passageiros a que provisoriamente se enquadra, sofre a inquietação do ciúme, da cobiça, do egoísmo, da dor. Não sabe dar sem receber, não consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigência pra os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreensão e da discórdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se.

Viu a Majestade Divina nos Céus e identifica em si mesmo a pobreza infinita da Terra.

Tem o cérebro inflamado de glória e o coração invadido de sombra.

Orgulha-se, ante os espetáculos magnificentes do Alto e padece a miséria de baixo.

Deseja comunicar aos outros quanto apreendeu e sentiu na contemplação da vida ilimitada, mas não encontra ouvidos que o entendam.

Repara que o Amor, na Terra, é ainda a alegria dos oásis fechados.

E, partindo os elos que o prendem à estreita família do mundo, o homem que desperta, para a grandeza da Criação, perambula na Terra, à maneira do viajante incompreendido e desajustado, peregrino sem pátria e sem lar, a sentir-se grão infinitesimal de poeira nos Domínios Celestiais.

Nesse homem, porém, alarga-se a acústica da alma e, embora os sofrimentos que o afligem, é sobre ele que as Inteligências Superiores estão edificando os fundamentos espirituais de Nossa Humanidade.

Livro Roteiro, cap. 1

Chico Xavier/Emmanuel.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Ave Maria

Amaral Ornellas

Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

 

Cheia de graça e bondade,

É por vós que conhecemos

A eterna revelação

Da vida em seus dons supremos.

 

O Senhor sempre é convosco,

Mensageira da ternura,

Providência dos que choram

Nas sombras da desventura.

 

Bendita sois vós,

Rainha! Estrela da Humanidade,

Rosa mística da fé,

Lírio puro da humildade!


Entre as mulheres sois vós

A Mãe das mães desvalidas,

Nossa porta de esperança,

E Anjo de nossas vidas!

 

Bendito o fruto imortal

Da vossa missão de luz,

Desde a paz da Manjedoura,

Às dores, além da Cruz.

 

Assim seja para sempre,

Oh! Divina Soberana,

Refúgio dos que padecem

Nas dores da luta humana.


Ave Maria! Senhora

Do Amor que ampara e redime,

Ai do mundo se não fora

A vossa missão sublime!

 

Livro: Parnaso de Além-Túmulo

Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos.

Estudando a doutrina espírita!

976. O espetáculo dos sofrimentos dos Espíritos inferiores não constitui, para os bons, uma causa de aflição e, nesse caso, que fica sendo a felicidade deles, se é assim turbada?

Não constitui motivo de aflição, pois que sabem que o mal terá fim. Auxiliam os outros a se melhorarem e lhes estendem as mãos. Essa a ocupação deles, ocupação que lhes proporciona gozo quando são bem sucedidos.”

a) - Isto se concebe da parte de Espíritos estranhos ou indiferentes. Mas o espetáculo das tristezas e dos sofrimentos daqueles a quem amaram na Terra não lhes perturba a felicidade?

“Se não vissem esses sofrimentos, é que eles vos seriam estranhos depois da morte.

Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem. Mas, eles consideram de outro ponto de vista os vossos sofrimentos. Sabem que estes são úteis ao vosso progresso, se os suportardes com resignação. Afligem-se, portanto, muito mais com a falta de ânimo que vos retarda, do que com os sofrimentos considerados em si mesmos, todos passageiros.”

Fonte: O Livro dos Espíritos, FEB - edição 76ª

sábado, 2 de novembro de 2024

Nossos desencarnados seguem vivos!

 

Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Jesus – João - 3:3

A consoladora e esclarecedora doutrina dos espíritos nos esclarece de forma sábia e lógica, que na desencarnação de um ente querido, nada mais acontece do que a morte orgânica, jamais o aniquilamento da vida do Ser imortal, que é criação divina, essência destinada à felicidade e à perfeição relativas e não passa de simples transição necessária na jornada evolutiva do Espírito que volta à vida espiritual.

No entanto a interrupção da vida na Terra, não consegue aniquilar a caminhada do Ser espiritual que triunfa sobre a “morte”, mesmo com a extinção do corpo físico que não dura para sempre pois que “ninguém fica pra semente”. Essa modificação que se opera no mundo corporal se inicia desde o nascimento, prosseguindo até o completo desgaste natural do corpo físico.

Dessa forma é preciso destacar as instruções do Imortais que a morte não existe, apesar da saudade que certamente possa nos envolver, é vital saibamos conter qualquer sentimento de desespero, e buscar forças para pensar positivamente com resignação e confiança na Bondade Divina, orando e enviando boas vibrações junto aos entes queridos que nos deixam pelo processo da desencarnação.

Embora sem a vestimenta física, o ente desencarnado permanece com os vínculos da afetividade, as lembranças felizes, as ocorrências do quotidiano registradas no arquivo dos que se foram e dos que aqui permanecem, seguindo o indivíduo em Espírito para novas experiências, agora liberto das limitações carnais.

O túmulo não representa o fim, e sim um novo começo, isto porque, encerradas as possibilidades na carne abrem-se, novas oportunidades para o filho de Deus seguir em trabalho de aprimoramento e ascensão na Lei do Progresso em outras realizações da vida que jamais cessará.

A morte não existe!

O que se dá é apenas uma transformação em nossa maneira de ser.

Não espere que, depois desta, exista outra vida. Não!

A vida é a mesma.

A vida eterna já está sendo vivida por todos nós.

Depois da morte, continuamos a ser o que já somos.

Portanto, procure ser AGORA, antes da morte, aquilo que você deseja continuar a ser depois da morte.

Porque a morte não existe!” (Carlos Torres Pastorino, Livro Minutos de Sabedoria, cap. 106)

Quando acontecer a ocorrência da morte em visitar teu lar, lembra sempre que essa situação é comum a todos os outros lares. Não te permitas cair em desequilíbrio, em revolta ou em desalento pois que nada poderemos tirar de proveitoso dessas embaraçosas situações que podem nos levar a mergulhar em pesada alucinação e perigoso processo desarmonia emocional.

Em O Livro dos Espíritos, nas questões 320 a 329, encontramos farto material de esclarecimento sobre o assunto aqui tratado, do qual escolhemos a seguinte para nossas observações:

320. Sensibiliza os Espíritos o lembrarem-se deles os que lhes foram caros na Terra?

“Muito mais do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade.

Se são desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”

 

Assim sendo, é útil desde já refletir com segurança em torno desse fatalismo biológico, que é a morte do corpo físico, procurando compreender os esclarecimentos trazidos pelos Imortais para com mais segurança, nos preparar para os possíveis enigmas em torno da desencarnação.

Tenhamos certeza de que nossos amores não se acabaram, simplesmente se transferiram para novo habitat, mas prosseguem vivendo em outra dimensão, que lhes permitem ouvir os nossos pensamentos, alegrarem-se com nossas nobres aspirações, e sofrerem com nossas revoltas e dores. Procuram à medida de suas possibilidades fortalecer com seus pensamentos positivos nossas esperanças pois, não deixaram de nos amar.

Não temos o direito de lamentar sua partida para outras dimensões da existência, pois só Deus sabe o que é melhor para cada um de seus filhos. Se realmente lhes temos verdadeiro afeto, procuremos enviar-lhes nossos melhores sentimentos pela oração fervorosa, agradecendo pelas horas felizes que nos propiciaram e em nome deles, espalhemos a bênção da alegria com outros irmãos de caminhada tão sofridos ou mais do que nós mesmos, preparando-nos para o reencontro com eles, quando Deus assim determinar.

Enquanto não chega esse dia, dispomos ainda do recurso sublime que o Pai nos concede quando parcialmente desprendido pelo sono, nos reunimos a eles no mundo espiritual, bastando para isso que nos preparemos adequadamente orando e arejando a mente no Evangelho de Jesus, solicitando aos bons espíritos nos ajude nessa empreitada.

Em qualquer situação, procuremos render graças a Deus, porque só ELE sabe o que mais precisamos e o que realmente merecemos. Confiemos em sua sabedoria e bondade e sigamos convictos de que estamos sob o comando da Inteligência Suprema, criadora de tudo e de todos.

Muita Paz!

Francisco Rebouças

Não choreis

Não choreis os que vão em liberdade

Buscar no Espaço o luminoso leito

Da paz, distante do caminho estreito

Desse mundo de dor e de orfandade.

 

O pranto é a flor de aromas da saudade,

Que perfuma e crucia o vosso peito,

Mas, transformai-o em gozo alto e perfeito,

Em santa e esperançosa claridade.

 

Chega um dia em que o Espírito descansa

Das aflições, angústias e cansaços,

Dos aguilhões das dores absolutas:

 

Feliz de quem, na Crença e na Esperança,

Procura a luz sublime dos espaços,

Buscando a paz depois das grandes lutas.

 

Francisco Cândido Xavier/Antero de Quintal

Livro: Parnaso de Além-Túmulo, cap. 11

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Os inimigos de nosso progresso!

 “O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não desanime!” (Deuteronômio 31:8)

Não nos restam dúvidas de que são inúmeros os adversários que trabalham contra a paz interior que tanto desejamos expandir em nosso caminho evolutivo, nos dias da atualidade. Entre vários outros podemos citar o medo, o desânimo, a falta de perspectivas em dias melhores, etc., mas optamos por destacar este que pensamos ser cruel, pela baixeza de suas formas de contaminação e destruição que é a depressão.

Esse terrível adversário de nosso equilíbrio surge, sorrateiramente, quando menos estamos esperando, causando-nos sérios prejuízos e assumindo proporções inimagináveis, impondo-nos fracassos dolorosos.

Em uma sociedade que pouca importância dedica aos valores éticos, que chega ao cúmulo de admitir como algo normal os vícios nocivos à saúde e bem-estar dos indivíduos, onde a crueldade recebe aprovação de muitos, onde a insensatez prospera, e a corrupção predomina abertamente; o sincero servidor do Cristo, aquele que se decide pelo bom combate, enfrenta difíceis obstáculos na busca de sua elevação moral espiritual.

Nesse cenário, o homem ou a mulher mais sensível caem na depressão que se torna para esse espírito reencarnado, como se fosse a noite imprevista de tempestade em pleno dia ensolarado. É veneno que destrói lentamente as mais belas e positivas aspirações do Ser e, invariavelmente, alcança poder destruidor em quem lhe dá abrigo.

A depressão se aloja perigosamente no coração e na mente do Ser por ela contaminado, quando o cerco dos problemas parece aparentemente intransponível provoca estados de turbação do raciocínio e desperta o desinteresse pela vida. E, antes que o indivíduo se dê conta, eis que está infectado. E só a muito esforço se libertará da presença perturbadora desse vírus destruidor de sonhos e vidas.

Como impositivo inicial da depressão preciso se faz a utilização da coragem, como sendo o início imediato na busca pela cura; e, em seguida, a vacina pela prece que recompõe as energias, depois a busca de ocupação do tempo no trabalho e no amor desinteressado e incessante que são imprescindíveis para a restauração do equilíbrio e bem-estar ameaçados.

Urge não esquecer que em um mundo de expiações e provas como o nosso, é comum que a ganância, a soberba e a violência grassem sobremaneira dominadoras, a fim de que se preserve o grito da sociedade materialista pelos bens passageiros e ilusórios.

“Admiráveis são todos os espíritos nobres e retos que militam com grandeza na Causa do Bem. Entretanto, não menos admiráveis são todos aqueles que se reconhecem frágeis e imperfeitos, caindo e erguendo-se muitas vezes nas trilhas da existência sob críticas e censuras, mas sempre resistindo à tentação do desânimo, sem desistirem de trabalhar.

Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões iluminadas da experiência.

Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor.

Não penses tanto sobre o que os outros possam imaginar a teu respeito. Raramente isto acontece. Na maioria dos casos, quando notas alguém a observar-te, essa pessoa, provavelmente, deseja saber o que estás pensando a respeito dela. Em qualquer situação, mentalizemos o bem o sigamos para a frente.”

Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel, livro Antologia da Amizade.

O Cristão, e particularmente o Espírita, convidado por Jesus para que se torne um soldado do bem e da paz, não pode concordar com os métodos e costumes desaconselháveis, imorais desequilibrados que predominam em nossa sociedade contemporânea.

Ora e vigia, porque se te manténs à margem desses acontecimentos, os inimigos dos dois planos da vida trabalharão por te aprisionar em seus métodos e costumes doentios que te levarão certamente à depressão, por que o mal não pode fazer o bem a ninguém, por mais que se explique ou queira. Não te esqueças nunca de que a ascensão de quem quer que deseje a moralização resulta da incessante luta contra as suas próprias imperfeições que ainda nos escravizam.

Desperta em ti meu irmão a cultura de autoiluminação, procura conhecer-te identificando o que precisas modificar em teu comportamento e luta com disposição contra as tendências inferiores e segue confiante em busca de conquistar tuas aspirações sublimes e libertadoras.

Jesus nos guie!

Francisco Rebouças                                                     

Saber como convém

“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.” - Paulo. (I Coríntios, 8:2.)

A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.

É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.

Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.

Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.

Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.

Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.

Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem porque sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.

Livro: Vinha de Luz, cap. 44
Chico Xavier/Emmanuel.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

INSTRUÇÃO

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus.

Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.

Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto.

Através do amor valorizamo-nos para a vida.

Através da sabedoria somos pela vida valorizados.

Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade.

Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho.

Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede.

Todos temos necessidade de instrução e de amor.

Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação.

Toda a cultura intelectual é formada em cadeia de gradativa expansão.

As civilizações sucedem-se, ininterruptas, ao influxo da herança mental.

A arte, na palavra ou na música, no buril ou no pincel, evolui e se aprimora, por intermédio da repercussão a exprimir-se no trabalho dos cultivadores do belo, que se inspiram uns nos outros.

A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.

O livro representa vigoroso ímã de força atrativa, plasmando as emoções e concepções de que nascem os grandes movimentos da Humanidade, em todos os setores da religião e da ciência, da opinião e da técnica, do pensamento e do trabalho. Por esse dínamo de energia criadora, encontramos os mais adiantados serviços de telementação, porqüanto, a imensas distâncias, no espaço e no tempo, incorporamos as idéias dos espíritos superiores que passaram por nós, há Séculos.

Sócrates reflete-se nas páginas dos discípulos que lhe comungavam a intimidade, e, ainda hoje, consumimos os elevados pensamentos de que foi ele o portador.

Retrata-se Jesus nos livros dos apóstolos que lhe dilataram a obra, e temos no Evangelho um espelho cristalino em que o Mestre se reproduz, por divina reflexão, orientando a conduta humana para a construção do Reino de Deus entre as criaturas.

Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.

Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz.

Livro: Pensamento e Vida, cap. 4

Chico Xavier/Emmanuel