Em resposta, Jesus declarou: "Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Jesus – João - 3:3
A consoladora e
esclarecedora doutrina dos espíritos nos esclarece de forma sábia e lógica, que
na desencarnação de um ente querido, nada mais acontece do que a
morte orgânica, jamais o aniquilamento da vida do Ser imortal, que é
criação divina, essência destinada à felicidade e à perfeição relativas e não
passa de simples transição necessária na jornada evolutiva do Espírito que
volta à vida espiritual.
No entanto a interrupção
da vida na Terra, não consegue aniquilar a caminhada do Ser espiritual que
triunfa sobre a “morte”, mesmo com a extinção do corpo físico que
não dura para sempre pois que “ninguém fica pra semente”. Essa
modificação que se opera no mundo corporal se inicia desde o nascimento,
prosseguindo até o completo desgaste natural do corpo físico.
Dessa forma é
preciso destacar as instruções do Imortais que a morte não existe, apesar da saudade
que certamente possa nos envolver, é vital saibamos conter qualquer sentimento
de desespero, e buscar forças para pensar positivamente com resignação e
confiança na Bondade Divina, orando e enviando boas vibrações junto aos entes
queridos que nos deixam pelo processo da desencarnação.
Embora sem a
vestimenta física, o ente desencarnado permanece com os vínculos da
afetividade, as lembranças felizes, as ocorrências do quotidiano registradas no
arquivo dos que se foram e dos que aqui permanecem, seguindo o indivíduo em
Espírito para novas experiências, agora liberto das limitações carnais.
O túmulo não
representa o fim, e sim um novo começo, isto porque, encerradas as
possibilidades na carne abrem-se, novas oportunidades para o filho de Deus
seguir em trabalho de aprimoramento e ascensão na Lei do Progresso em outras
realizações da vida que jamais cessará.
“A morte
não existe!
O
que se dá é apenas uma transformação em nossa maneira de ser.
Não
espere que, depois desta, exista outra vida. Não!
A
vida é a mesma.
A
vida eterna já está sendo vivida por todos nós.
Depois
da morte, continuamos a ser o que já somos.
Portanto,
procure ser AGORA, antes da morte, aquilo que você deseja continuar a ser
depois da morte.
Porque
a morte não existe!” (Carlos Torres
Pastorino, Livro Minutos de Sabedoria, cap. 106)
Quando
acontecer a ocorrência da morte em visitar teu lar, lembra sempre que essa
situação é comum a todos os outros lares. Não te permitas cair em desequilíbrio,
em revolta ou em desalento pois que nada poderemos tirar de proveitoso dessas
embaraçosas situações que podem nos levar a mergulhar em pesada alucinação e
perigoso processo desarmonia emocional.
Em O Livro dos
Espíritos, nas questões 320 a 329, encontramos farto material de esclarecimento
sobre o assunto aqui tratado, do qual escolhemos a seguinte para nossas
observações:
320.
Sensibiliza os Espíritos o lembrarem-se deles os que lhes foram caros na Terra?
“Muito mais
do que podeis supor. Se são felizes, esse fato lhes aumenta a felicidade.
Se são
desgraçados, serve-lhes de lenitivo.”
Assim sendo, é
útil desde já refletir com segurança em torno desse fatalismo biológico, que é
a morte do corpo físico, procurando compreender os esclarecimentos trazidos
pelos Imortais para com mais segurança, nos preparar para os possíveis enigmas
em torno da desencarnação.
Tenhamos
certeza de que nossos amores não se acabaram, simplesmente se transferiram para
novo habitat, mas prosseguem vivendo em outra dimensão, que lhes permitem ouvir
os nossos pensamentos, alegrarem-se com nossas nobres aspirações, e sofrerem
com nossas revoltas e dores. Procuram à medida de suas possibilidades
fortalecer com seus pensamentos positivos nossas esperanças pois, não deixaram
de nos amar.
Não temos o
direito de lamentar sua partida para outras dimensões da existência, pois só
Deus sabe o que é melhor para cada um de seus filhos. Se realmente lhes temos
verdadeiro afeto, procuremos enviar-lhes nossos melhores sentimentos pela
oração fervorosa, agradecendo pelas horas felizes que nos propiciaram e em nome
deles, espalhemos a bênção da alegria com outros irmãos de caminhada tão
sofridos ou mais do que nós mesmos, preparando-nos para o reencontro com eles,
quando Deus assim determinar.
Enquanto não
chega esse dia, dispomos ainda do recurso sublime que o Pai nos concede quando
parcialmente desprendido pelo sono, nos reunimos a eles no mundo espiritual,
bastando para isso que nos preparemos adequadamente orando e arejando a mente
no Evangelho de Jesus, solicitando aos bons espíritos nos ajude nessa
empreitada.
Em qualquer
situação, procuremos render graças a Deus, porque só ELE sabe o que mais
precisamos e o que realmente merecemos. Confiemos em sua sabedoria e bondade e
sigamos convictos de que estamos sob o comando da Inteligência Suprema,
criadora de tudo e de todos.
Muita Paz!
Francisco Rebouças
