Naturalmente que o clima do mês de dezembro é bem propício às festividades que tomam conta do espírito de todos nós, Cristãos, pela alegria que invade nossos corações nessa época.
Mesmo assim, ainda existem muitas
criaturas que sequer atentam para as suas origens e o seu real significado, que
vai muito além da cultura criada de trocar de presentes, que em muitas
comunidades supera o real motivo das comemorações natalinas, que é a chegada do
enviado de Deus para nos felicitar com a Boa Nova celeste.
O Natal do verdadeiro espírita é
aquele que comemora o nascimento de Jesus por ser ELE o
Espírito do mais alto conteúdo moral e espiritual que a Terra já recebeu. Que
veio ensinar aos homens o real significado da palavra amor.
Muito mais que ensinar, exercitou
seus fundamentos na prática, metendo mãos à obra para mostrar o caminho da
verdadeira felicidade que não depende da quantidade de valores materiais dos
quais alguém possa dispor, muito ao contrário, veio incentivar justamente o
desapego às coisas mundanas para o desenvolvimento e conquista dos bens que
facultam a elevação espiritual somente possível pela prática e vivência da
caridade.
O nascimento ocorrido na
manjedoura há dois mil e vinte e quatro anos atrás trouxe à humanidade a mais
alta esperança e a inequívoca comprovação da grandiosidade do Criador e de seu
amor, justiça e misericórdia infinitos.
Em sendo nosso Mestre e Guia,
Jesus é o exemplo de purificação máxima do Espírito. Com ele recebemos a boa
nova do Pai de que somos perfectíveis, e, após traçarmos a nossa marcha
evolutiva, chegaremos à elevação de Espíritos Puros, tal qual conquistada ao
longo das suas multimilenárias existências, conforme nos esclareceram os
Espíritos Superiores na pergunta que segue: 625. Qual o tipo mais
perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.” – (Kardec, Allan em O
Livro dos Espíritos, FEB. 76ª edição.)
Sobre a excelência desse SER,
ouçamos o que nos fala Joanna de Ângelis:
“No atual estágio da
Psicologia profunda, um estudo da personalidade de Jesus não se torna
conclusivo, por ausência de agudeza, recursos técnicos e profundidade de
entendimento da Sua respeitável Doutrina, que vem abrindo expressivos espaços
em torno da compreensão da criatura humana integral.
As fontes disponíveis para a
coleta de dados e análise profunda são as narrações evangélicas, insuficientes,
pelo referir-se aos Seus ditos e ações mediante linguagem especial, às vezes
vitimada por interpolações, deturpações, enxertos perniciosos, que lhes
descaracterizam a exatidão.
Não se encontram relatos
históricos, dados precisos, porém informações, algumas delas fragmentárias.
De todo o acervo, no entanto,
se depreende haver sido Ele incomum.
Sua energia expressava-se com
brandura.
Sua bondade manifestava-se sem
pieguismo.
Sua coragem exteriorizava-se
como valor moral que nada temia.
Seu amor abrangia todos os
seres, sem deixar-se arrastar pelos sentimentalismos banais e desequilibrados.
Sua sabedoria irradiava-se,
sem constranger os ignorantes.
Sua gentileza cativava, sem
deixar distúrbios na emoção do próximo.
Era severo, não brutal;
afável, não conivente; nobre, não orgulhoso; humilde, não verbal.
N’Ele coexistem as naturezas
psicológicas ânima e ânimus em perfeita sintonia. (…)
(…) Faltam, portanto,
parâmetros, paradigmas para penetrar o pensamento de Jesus e entender-Lhe a
vida, rica e enriquecedora, complexa e desafiadora. (…)
(…) Somente indo até Ele e
deixando-se penetrar pela Sua Realidade, poderá a Psicologia profunda entendê-lO
sem O definir, estudá-lO sem O limitar.
(Franco, Divaldo Pereira, Livro:
Desperte e seja feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, cap. O Homem Jesus.)
A celebração do Natal pelo
espírita, é o vivo exercício da caridade e do amor de Deus para conosco e com
todos, esforçando-nos para ao nosso nível de entendimento, capacidade e
possibilidade a exemplo de tudo o que O Mestre realizou, fazer brilhar a nossa luz no mundo não apenas no Natal, mas em todos os dias de nossas vidas,
como nos propôs Jesus ao resumir para nossa melhor compreensão as Leis e os
profetas em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a
nós mesmos”. (Mateus 22:37-39).
Invistamos nisto e que Deus nos
guie e ilumine em nossos melhores propósitos!
Francisco Rebouças
