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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

NÃO SÓ DE INTELIGÊNCIA

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. - João. (I João, 2:10.)

Esfalfamo-nos na Terra a fazer testes de inteligência para ganhar inteligência, e, sem dúvida, precisamos todos de agilidade mental para a destreza do raciocínio e firmeza de decisão.

Entretanto, não basta a inteligência, só por si, para orientar com absoluta segurança os roteiros da vida.

Senão, vejamos.

Quase sempre sabemos:

- entesourar conhecimento intelectual, mas ignoramos ainda como utilizá-lo para evitar a guerra uns com os outros;

- acumular o dinheiro, mas muito raramente aprendemos como empregá-lo na construção da própria felicidade e da felicidade dos semelhantes;

- inventar os mais variados processos de reconforto em benefício do corpo transitório, mas desconhecemos ainda como prover as necessidades de nossas almas eternas;

- legislar com eficiência nas atividades visíveis do mundo, mas ignoramos como preservar a tranqüilidade da consciência, conquanto já conheçamos a generalidade dos princípios morais que nos regem;

- cultivar grandes afeições, até mesmo com testemunhos heróicos de sacrifício, mas não sabemos ainda como traçar-lhes o equilíbrio justo para que não se convertam em desarmonia e paixão.

Em suma, estamos em condições de preparar o futuro para todas as garantias no plano físico, mas habitualmente descuidamo-nos de nossos interesses na imortalidade que é patrimônio inalienável de cada um.

Em razão disso, muitas vezes damos na Terra estranhos espetáculos de genialidade e delinquência, cultura e degradação.

É que apenas a inteligência não basta à felicidade.

A alegria de viver pede, acima de tudo, a luz do entendimento e a benção do amor.

Livro: Benção de Paz, cap. 22

Chico Xavier/Emmanuel