Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Melhor é não aparentar virtudes que ainda não possuímos!

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” — Paulo. (FILIPENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 8.)

O roteiro contido no Evangelho de Jesus, para que o homem conquiste os valores morais que todo filho de Deus precisa possuir, exige que ele se disponha a realizar a sua renovação íntima rumo aos planos mais altos nos caminhos da espiritualidade superior. O discípulo atento aos ensinamentos e exemplos alí contidos, entenderá que renovar pensamentos, palavras e atos não é tão fácil como parece à primeira vista, demanda muita capacidade de renúncia e controle de si mesmo.

Não são poucas as situações em que perdemos o equilíbrio diante de alguém ou alguma coisa e que logo nos valemos da esfarrapada desculpa que perdi a paciência! Em variadas oportunidades que nos acontecem na vida de relação na sociedade, nos deixamos arrastar pelos maus hábitos do homem velho que continua a nos escravizar desde eras remotas e, sem que percebamos, exasperamo-nos, praticamos desatinos, proferimos impropérios e blasfêmias das quais nos arrependemos depois.

O fato de nestas ocasiões não encontrarmos em nosso patrimônio moral essa rara e precisos virtude, buscamos argumentos que nos possam patrocinar a velha e infundada desculpa de que o outro nos tirou do sério, sem precisar assumir o fato de que na verdade, não poderíamos perder o que não possuímos.

“No caminho da fé, para que se lhe consolide o valor, é possível encontres obstáculos, através dos quais possas demonstrar as tuas aquisições de sinceridade e coragem, tais quais sejam: a incompreensão dos bons, a agressão dos desesperados, o sarcasmo dos irreverentes, a perturbação dos irmãos ainda ignorantes, a exigência dos críticos, a deserção de companheiros, a perseguição dos adversários, as horas de crise, as sombras da tristeza, os braseiros da aflição, os imperativos da renúncia, a necessidade do

sacrifício pessoal e o golpe de amargas desilusões, mas, se tiveres humildade, na marcha em direção aos elevados objetivos que te propões a atingir, não te faltarão apoio e assistência constante, na senda a percorrer, porque a humildade se transforma em amor e o amor se te fará luz e bênção, na jornada para Deus.” (1)

Será sempre melhor que nos mantenhamos em permanente vigilância, é preciso que cada indivíduo tenha plena consciência de que ainda estamos distantes de afirmar com convicção que já possuímos paciência suficiente para vivenciá-la da forma como demonstram os que já verdadeiramente a possuem.

A doutrina Espírita nos assevera que ninguém alcançará o Reino de Deus com aparências. As virtudes serão alcançadas mediante o esforço pessoal, pelo trabalho contínuo e perseverante da individualidade própria, agindo sobre si mesma, todos quantos alegam que perderam a paciência, involuntariamente demonstram que jamais a tiveram.

Paciência é uma ferramenta de progresso do Espírito Imortal, que uma vez conquistando jamais a perderá, pois não se trata de um objeto de uso como uma joia, uma roupa, uma soma em dinheiro etc., mais honesto seria reconhecer e dizer para si mesmo, não tenho paciência preciso reconhecer e confessar.

As virtudes são riquezas cujo valor imperecível Jesus recomenda sobremaneira em seu Evangelho, sob estas sugestivas palavras: “Ajuntai riquezas que o ladrão não rouba, a traça não rói, o tempo não consome e a morte não arrebata.” (2).

Francisco Rebouças.

Referências:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Livro: Convivência, cap. No Transito da Fé; e

(2) Evangelho de Mateus; 6-19:20.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

EM TORNO DO MESTRE

Irmão X

Dez opiniões, em torno de Jesus nas revelações do Velho Testamento, dos Evangelhos e da Doutrina Espírita. 

1 - De Isaías:

“Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito...”

Isaías, 53:11 

2- Do Mensageiro Angélico:

“Não temais; eis que vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo, pois, hoje, na cidade de David vos nasceu o Salvador, que é o Cristo Senhor.”

Lucas, 2:10-11 

3- De João Batista:

“Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.”

João, 1:29

4- De Nicodemos:

“Rabi, sabemos que és Mestre, vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” 

5- De Simão Pedro:

“Tu és o Cristo, filho de Deus vivo.”

Mateus, 16:16

6- De Pilatos:

“Não vejo neste homem culpa alguma.”

7- De Allan Kardec:

“Mas o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exclusiva autoridade a sua palavra. Cabia-lhe dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento; a autoridade lhe vinha da natureza excepcional do seu Espírito e da sua missão divina.”

Item 4, do Cap. I do “ Evangelho Segundo o Espiritismo.”

8 - Do Espírito de Verdade:

“Jesus-Cristo é o vencedor do mal...”

Item 5, do Cap. VI, do “Evangelho Segundo o Espiritismo” 

9- Do Espírito de Fenelon:

“Um dia, Deus em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo.”

Item 10, do Cap. I, do “Evangelho Segundo o Espiritismo”.

10 - E tendo Allan Kardec formulado a seguinte pergunta ao Mundo Espiritual: “Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo”? Os Espíritos Instrutores que orientaram a Codificação Kardequiana responderam: “JESUS.”

Questão nº. 625, do “Livro dos Espíritos.”

Livro: Irmãos Unidos

Chico Xavier/Espíritos Diversos.

domingo, 13 de novembro de 2022

Emprego de Riquezas

“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de alguém não consiste da abundância daquilo que possui. JESUS - LUCAS, 12: 15.

“Se a riqueza somente males houvesse de produzido Deus não a teria posto na Terra.” E.S.E. cap.16;7.

Foge de reprovar todos aqueles que transitam na Terra sob a cruz do dinheiro, a definir-se, freqüentemente, por fardo de aflição.

Não somente os depósitos amoedados podem ser convertidos em trabalho renovador e santificante Todas as disponibilidades da natureza são forças neutras.

O ouro e o vapor, a eletricidade e o magnetismo não são maus e nem bons em si mesmos; o uso é o denominador comum que lhes revela os bens ou os males decorrentes do controle e da bens ou os orientação que lhes imprimimos.

Meditemos na utilização daquelas outras riquezas que nos felicitam a cada hora.

No teste individual, é desnecessário ir longe para a justa demonstração.

Ouçamos a consciência sobre o aproveitamento de todas as preciosas possibilidade do corpo que nos patenteiam a mente.

Diante de uma cena suspeitosa, observemos a conduta que distamos aos olhos para que . nos auxiliem a fixar as imagens edificantes, com espontâneo desinteresse por todos os ingredientes capazes de formar o vinagre da Injúria.

Escutando essa ou aquela notícia inusitada, reparemos a diretriz que impomos aos próprios Ouvidos, de modo a que retenham o melhor das informações recolhidas, a fim de que a nossa palavra se abstenha de tudo o que possa constituir agravo a instituições e pessoas.

A frente do trabalho, é preciso anotar que espécie de comportamento indicamos aos nossos implementos de manifestação, para que não nos disponhamos a enlaçar os deveres que nos competem, com flagrante prejuízo dos outros.

Em assuntos do sentimento, será forçoso perguntar, no íntimo, quanto ao procedimento que sugerimos aos nossos recursos de expressão afetiva, para que, em nome do amor, não venhamos a Precipitar corações sensíveis e generosos em abismos de criminalidade e desilusão.

Reflitamos nos talentos divinos que nos abençoam, em todas as esferas da existência e, desejando felicidade e vitória, a todos os nossos amigos que se movimentam, no mundo, sob o peso da fortuna transitória, com difíceis problemas a resolver, anotemos com Imparcialidade como empregamos, dia a dia, os créditos do tempo e os tesouros da vida, para que venhamos a saber com segurança o que estamos; fazendo realmente de nós.

Livro da Eperança
Chico Xavier/Emmanuel

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

NÃO SÓ DE INTELIGÊNCIA

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. - João. (I João, 2:10.)

Esfalfamo-nos na Terra a fazer testes de inteligência para ganhar inteligência, e, sem dúvida, precisamos todos de agilidade mental para a destreza do raciocínio e firmeza de decisão.

Entretanto, não basta a inteligência, só por si, para orientar com absoluta segurança os roteiros da vida.

Senão, vejamos.

Quase sempre sabemos:

- entesourar conhecimento intelectual, mas ignoramos ainda como utilizá-lo para evitar a guerra uns com os outros;

- acumular o dinheiro, mas muito raramente aprendemos como empregá-lo na construção da própria felicidade e da felicidade dos semelhantes;

- inventar os mais variados processos de reconforto em benefício do corpo transitório, mas desconhecemos ainda como prover as necessidades de nossas almas eternas;

- legislar com eficiência nas atividades visíveis do mundo, mas ignoramos como preservar a tranqüilidade da consciência, conquanto já conheçamos a generalidade dos princípios morais que nos regem;

- cultivar grandes afeições, até mesmo com testemunhos heróicos de sacrifício, mas não sabemos ainda como traçar-lhes o equilíbrio justo para que não se convertam em desarmonia e paixão.

Em suma, estamos em condições de preparar o futuro para todas as garantias no plano físico, mas habitualmente descuidamo-nos de nossos interesses na imortalidade que é patrimônio inalienável de cada um.

Em razão disso, muitas vezes damos na Terra estranhos espetáculos de genialidade e delinquência, cultura e degradação.

É que apenas a inteligência não basta à felicidade.

A alegria de viver pede, acima de tudo, a luz do entendimento e a benção do amor.

Livro: Benção de Paz, cap. 22

Chico Xavier/Emmanuel

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Estudando a doutrina Espírita

Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus.

Todos os que reconhecem a missão de Jesus dizem: Senhor! Senhor! - Mas, de que serve lhe chamarem Mestre ou Senhor, se não lhe seguem os preceitos? Serão cristãos os que o honram com exteriores atos de devoção e, ao mesmo tempo, sacrificam ao orgulho, ao egoísmo, à cupidez e a todas as suas paixões? Serão seus discípulos os que passam os dias em oração e não se mostram nem melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com seus semelhantes? Não, porquanto, do mesmo modo que os fariseus, eles têm a prece nos lábios e não no coração. Pela forma poderão impor-se aos homens; não, porém, a Deus. Em vão dirão eles a Jesus: "Senhor! não profetizamos, isto é, não ensinamos em teu nome; não expulsamos em teu nome os demônios; não comemos e bebemos contigo?" Ele lhes responderá: "Não sei quem sois; afastai-vos de mim, vós que cometeis iniquidades, vós que desmentis com os atos o que dizeis com os lábios, que caluniais o vosso próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério. Afastai-vos de mim, vós cujo coração destila ódio e fel, que derramais o sangue dos vossos irmãos em meu nome, que fazeis corram lágrimas, em vez de secá-las. Para vós, haverá prantos e ranger de dentes, porquanto o reino de Deus é para os que são brandos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade."

São eternas as palavras de Jesus, porque são a verdade. Constituem não só a salvaguarda da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranquilidade e da estabilidade nas coisas da vida terrestre. Eis por que todas as instituições humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nessas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a rocha. Os homens as conservarão, porque se sentirão felizes nelas. As que, porém, forem uma violação daquelas palavras, serão como a casa edificada na areia. o vento das renovações e o rio do progresso as arrastarão.

E.S.E. – Cap. XVIII, item 9