Reunião pública de 8/1/60
Questão nº 7
Analisando-o,
palidamente, tomemos a imagem da vela acesa, apesar de imprópria para as nossas
anotações.
A vela acesa
arroja de si fótons ou força luminosa.
O cérebro
exterioriza princípios inteligentes ou energia mental.
Na primeira,
temos a chama.
No segundo,
Identificamos a ideia.
Uma e outro
possuem campos característicos de atuação, que é tanto mais vigorosa quanto
mais se mostre perto do fulcro emissor.
No fundo, os
agentes a que nos referimos são neutros em si.
Imaginemos, no
entanto, o lume conduzido. Tanto pode revelar o caminho de um santuário, quanto
a trilha de um pântano.
Tanto
ajuda os braços do malfeitor na execução de um crime, quanto auxilia as mãos do
benfeitor no levantamento das boas obras.
Verificamos,
no símile, que a energia mental, inelutávelmente ligada à consciência que a
produz, obedece à vontade.
E,
compreendendo-se no pensamento a primeira estação de abordagem magnética, em
nossas relações uns com os outros, seja qual for a mediunidade de alguém, é na
vida íntima que palpita a condução de todo o recurso psíquico.
Observa,
pois, os próprios impulsos.
Desejando,
sentes.
Sentindo,
pensas.
Pensando,
realizas.
Realizando,
atrais.
Atraindo,
refletes.
E,
refletindo, estendes a própria influência, acrescida dos fatores de indução do
grupo com que te afinas.
O pensamento é,
portanto, nosso cartão de visita.
Com ele,
representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou
a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos
construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal.
Livro: Seara dos Médiuns
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças