Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

SOBRE O MOVIMENTO DO ESPIRITISMO



(...) Se uns combatem o Espiritismo por ignorância, outros o fazem precisamente porque lhe sentem toda a importância, que nele pressentem o futuro e nele vêem um poderoso elemento regenerador. É preciso muito se persuadir de que certos adversários se converteram.
Se eram menos convencidos das verdades que ele encerra, não lhe farão tanta
oposição. Sentem que a garantia de seu futuro está no bem que ele faz; fazer ressaltar esse bem aos seus olhos, longe de acalmá-los, é acrescentar à causa de sua irritação.
Tal foi, no século XV, a numerosa classe dos escreventes copistas que teriam de boa vontade feito queimar Gutenberg e todos os impressores; assim não teria sido em lhes demonstrando os benefícios da imprensa, que ia suplantá-los, que os teria apaziguado.
Quando uma coisa está na verdade e que o tempo de sua eclosão chegou, apesar de tudo ela caminha sozinha. A poderosa ação do Espiritismo está atestada pela sua expansão persistente, apesar do pouco esforço que fez para se difundir. É um fato constatado, que os adversários do Espiritismo dispensaram mil vezes mais força para abatê-lo, sem a isto chegar, do que seus partidários não o empregaram para propagá-lo. Ele avança por assim dizer sozinho, semelhante a um curso de água que se infiltra nas terras, e abre uma passagem à direita se se o detém à esquerda, e pouco a pouco mina as pedras mais duras e acaba por fazer desmoronar as montanhas. (...).
Fonte:Revista Espírita – Janeiro/ 1867.


Francisco Rebouças