O lar é o celeiro de bênçãos, no qual se coletam as
informações e a vivência edificante, tornando-se o primeiro núcleo
de socialização da criança, que aí haure as
experiências dos ancestrais, adquirindo os hábitos que deverão nortear a sua
caminhada existencial.
Se, por acaso, e isso ocorre,
não são saudáveis os recursos que lhe são dispensáveis,
ao abandono ou à mercê das agressões do mundo em desgoverno, muito mais graves
se lhe apresentam as conjunturas, dando-lhe informações destituídas de
significado superior e levando-a a atitudes agressivas como mecanismo de defesa
em razão dos contínuos enfrentamentos a que se vê constrangida suportar.
No lar, desenvolvem-se a afetividade, o respeito pelos
direitos alheios, o despertamento para os próprios direitos sem as
extravagâncias nem os absurdos de atribuir-se méritos a quem realmente não os possui.
Livro: Constelação Familiar – Cap. 1
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis,
Francisco Rebouças
