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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A oração do justo

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – (Tiago, 5:16.)

Considerando as ondas do desejo, em  sua  força  vital,  todo impulso e todo anseio constituem também orações que partem da Natureza.
O verme que se arrasta com dificuldade, no fundo está rogando recursos de locomoção mais fácil.
A loba, cariciando o filhotinho, no imo do ser permanece implorando lições de amor que lhe modifiquem a expressão selvagem.
O homem primitivo, adorando o trovão, nos recessos d'alma pede explicações da Divindade, de maneira a educar os impulsos de fé.
Todas  as  necessidades  do  mundo,  traduzidas  no  esforço  dos seres viventes, valem por súplicas das criaturas ao Criador e Pai.
Por isso mesmo, se o desejo do homem bom é uma prece, o propósito  do  homem  mau  ou  desequilibrado  é  também  uma rogativa.
Ainda aqui, porém, temos a lei da densidade específica.
Atira  uma  pedra  ao  vizinho  e  o  projétil  será  imediatamente atraído para baixo.
Deixa  cair  algumas  gotas  de  perfume  sobre  a  fronte  de  teu irmão e o aroma se espalhará na atmosfera.
Liberta uma serpente e ela procurará uma toca.
Solta uma andorinha e ela buscará a altura.
Minerais,  vegetais,  animais  e  almas  humanas  estão  pedindo habitualmente, e a Providência Divina, através da Natureza, vive sempre respondendo.
Há processos de solução demorada e respostas que levam séculos para descerem dos Céus à Terra.
Mas de todas as orações que se elevam para o alto, o apóstolo destaca  a  do  homem  justo  como  sendo  revestida  de  intenso poder.
É que a consciência reta, no ajustamento à Lei, já conquistou amizades e intercessões numerosas.
Quem  ajunta  amigos,  amontoa  amor.  Quem  amontoa  amor, acumula poder.
Aprende, assim, agir com justiça e bondade e teus rogos subirão sem  entraves,  amparados  pelos  veículos  da  simpatia  e da gratidão, porque o justo, em verdade, onde estiver, é sempre um cooperador de Deus.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças