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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

JESUS E AMOR

A figura humana de Jesus confirma a Sua procedência e realização como o Ser mais perfei­to e integral jamais encontrado na Terra.
Toda a Sua vida se desenvolveu num plano de integração profunda com a Consciência Divina, conservando a individualidade em um perfei­to equilíbrio psicofísico.
Como consequência, transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às injunções vigentes, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das consciên­cias, o conservadorismo hipócrita, uma legisla­ção tão arbitrária quanto parcial e a preocupação formalística com a aparência em detrimento dos valores legítimos do individuo.
Portador de uma lidima coragem, se insur­gia contra a injustiça onde e contra quem se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo quan­do o consenso geral atribuía legalidade ao crime.
Paciente e pacífico, mantinha-se em sereni­dade nas circunstâncias mais adversas, e jovial, nos momentos de alta emotividade, demonstran­do a inteireza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante.
Numa sociedade agressiva e perversa, elegeu o amor como a solução para todos os questiona­mentos, e o perdão irrestrito como terapêutica eficaz para todas as enfermidades.
Não apenas ministrava-o através de palavras, mas, sobretudo, mediante atitudes claras e fran­cas, arriscando-se por dilatá-lo especialmente aos infelizes, aos detestados, aos segregados, aos ca­rentes.
Em momento algum submeteu-se às conve­niências perniciosas de raça, ideologia, partido e religião, em detrimento do amor indistinto quanto amplo a todos que O cercavam ou O en­contravam.
Por amor, elegeu um samaritano desprezado, para dele fazer o símbolo da solidariedade.
Com amor, liberou uma mulher equivoca­da, tirando-lhe o complexo de culpa.
Pelo amor, atendeu à estrangeira siro-fení­cia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.
De amor estavam repletos Seu coração e Suas mãos para esparzi-lo com os espezinhados, fosse um cobrador de Impostos, uma adúltera, o filho pró­digo, a viúva necessitada, ou a mãe enlutada.
Sempre havia amor em Sua trajetória, ilumi­nando as vidas e amparando as necessidades dos corpos, das mentes, das almas.
Compadecia-se de todos; no entanto, manti­nha a energia que educa, edifica, disciplina e salva.
Chorou sobre Jerusalém, invectivou a farsa farisaica, advertiu os distraídos, condenou a hipo­crisia e deu a própria vida em holocausto de amor.
Nunca se perdeu em sentimentalismos pueris ou agressividades rudes.
O  amor norteava-lhe os passos, as palavras e os pensamentos.
Tornou-se e prossegue como sendo o símbo­lo do amor integral em favor da humanidade, à qual auspicia um sentimento humano profundo e libertador.
 
Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças