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domingo, 15 de novembro de 2015

O Sexo

Face  à  vulgarização  das  falsas  necessidades  sexuais,  aturdes-te,
perdendo o rumo do comportamento.

Apelos vis se apresentam, nos veículos de comunicação de massa, e os comentários  descem  a  expressões  chulas,  regadas  de  baixes as,  fazendo  do sexo  um  instrumento  de  servilismo  que  o  leva  situação  mais  grotesca  do que a animal, de onde procede.

Até  certo  modo,  é  compreensível  a  moderna  reação  cultural,  a  esse respeito, como consequência aos séculos de ignorância e proibição. Todavia, substituir-lhe a função precípua pela malversação danosa é lamentável para o próprio homem.

O sexo é para a vida, e não esta para aquele.

Diante das atitudes insensatas e as conotações servis a que está levada a função  genésica,  dirige-a,  tu,  com  equilíbrio,  a  fim  de  que  o  seu desregramento não te conduza à alucinação.

O sexo foi colocado abaixo do cérebro para ser por este conduzido.
Posto  na  cabeça  pela  revolução  dos  frustrados,  ei-lo  transformado  em peça principal do corpo, em detrimento da própria vida.

Conduze-o com equilíbrio, a fim de que não derrapes na sofreguidão que enlouquece, sem resolver o problema.
 
Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças