João De Deus
Vós que guardais, dos mortos a lembrança,
Sois, também, nos espaços, recordados,
Nos eternos caminhos aureolados
Pelos clarões da bem-aventurança.
No pais da verdade e da bonança
Nós ouvimos as súplicas e os brados
De pobres corações despedaçados,
No cadinho da mágoa ou da esperança;
Das vibrações ignotas das esferas,
Nós que fomos os homens de outras eras,
Queremos mitigar a vossa dor.
Sois os mortos nos círculos da vida,
Nos sepulcros de carne apodrecida,
Desejosos de paz, de luz, de amor.
Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças