Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A COMUNIDADE HUMANA

Emmanuel

Amigos,  é  certo  que  da  curiosidade  humana  se  derivam  todas  as ciências que formam, na atualidade, o complexo de conhecimentos da vossa civilização. 

Todavia, faz-se mister que o homem subordine essa curiosidade a um método, desde que uma Lei Justa e Equânime existe, presidindo os surtos de sua atividade de um Plano Invisível.

Os  progressos  científicos,  os  grandes  conhecimentos  coletivos terão de vir paulatinamente, sem fugir à regra geral da evolução.

Infelizmente,  vemos  hoje  na  pesquisa  do  mundo  oculto  das vibrações espirituais, um acervo de atividades, porém, mal orientadas pelos estudiosos e investigadores.
As nossas relações com o ambiente das vossas cousas físicas, são subordinadas  a  determinadas  leis,  as  quase  não  nos  é  possível ultrapassar não obstante o nosso grande anelo de satisfazer cabalmente as vossas aspirações.

Guardemos,  contudo,  esperanças  no  desdobramento  da metapsíquica  que  no  futuro  apresentará  o  celeiro  farto  de  certezas novas  para  os  homens,  integrando-os  no  conhecimento  dos  enigmas do ser e do destino.

Aquela zona  lúcida  à  qual  se  refere  Paul  Gibier em  suas  obras  é uma  realidade  inamovível;  cada  personalidade  aprende  somente  o "quantum"  do  raciocínio  que  lhe  permite  o  estado  de  sua  evolução individual.
E quanto às expressões de fenomênicas do Espiritismo muitas são as incógnitas a considerar que preponderam sobre a nossa vontade de criaturas  sem  os  indumentos  da  carne,  incógnitas  essas  que  por enquanto,  permanecem  inacessíveis  ao  vosso  mundo  sensorial,  em virtude da ausência de leis analógicas que nos facilitem o confronto de situações, as mais interessantes e inexplicáveis, levando-se em conta a exiguidade  de  vossas  percepções  e  as  novidades  do  nosso  ambiente espiritual.

Nossos  estudos  de  matéria  e  de  movimento  aí  na  Terra  são sobremaneira  prejudicados  pela  ausência  de  sentidos  que  aí  nos facultem um conhecimento mais amplo com respeito à energia e suas infinitas  maneiras  de  manifestação;  todavia,  aclarada, em parte,  a consciência  geral,  pelos  raciocínios  novos  a  que vos conduziram  a lógica  e  a  dedução,  caminhais  para  uma compreensão  melhor  do elemento  básico  da  matéria,  o átomo, percebendo  agora,  com  o problema de sua disponibilidade, que há uma lei obrigatória em ação nos fenômenos da matéria em todos os seus aspectos mais íntimos.

A  própria  matéria  inorgânica,  segundo  o  vosso  conceito,  tem a presidir-lhe a formação e a vida embrionária fenômenos vibratórios na mais estranha das complexidades.

Compreende-se agora, à luz dessa nova concepção das realidades da  vida,  que  toda  a  sua  sabedoria  está  ainda  em  principio  dos princípios.
O  materialismo  positivista  é  obrigado  a  reconhecer  uma  força condutora,  no  principio  ativo  do  Universo,  dando  forma  às forças passivas e amorfas da matéria em si mesma.
Uma nova claridade se faz sobre os enigmas da embriogenia que pretendia  ter  solucionado  todas  as  questões  biológicas  que  o aparecimento  do  homem  sobre  a  face  do  Orbe  implicam  em sua essência.
A patologia fisiológica descobre novos agentes de influenciação e já  não é mais possível abolir as ascendência espiritual dos fenômenos que a vida apresenta em seu desdobramento incessante.

Formam-se  assim,  em  torno  dos  agrupamentos  que  objetivam o estudo  dessa  imensa  flora  invisível  que  nos  rodeia,  as  falanges multiplicadas dos investigadores de todos os tempos.
Mas ainda existem percalços a vencer, óbices a superar, ao preço de uma perseverança sem limites.

É certo que toda a vitória material dos indivíduos está submetida às suas  condições  morais  e  daí  a  necessidade  de  vos  integrardes no conhecimento dessa persistência ativa e necessária em todos os vossos empreendimentos dessa natureza.

Um  dos  problemas  mais  difíceis  a  resolver  é  a  questão  do "médium".
O meio de nossas manifestações ainda é incipiente em excesso. Não temos,  aliás  não  nos  é  possível,  alcançar  um  grau  de  pessoalização perfeita, em nos manifestando através dos órgãos sempre deficientes do médium humano que se nos apresenta.

Geralmente  as  nossas  mensagens  não  atestam  a  nossa personalidade  única,  porquanto  necessitamos  revesti-la  de  outro caráter,  em  virtude  da  imprescindibilidade  de  nos  adaptarmos ao médium, ou este à nossa individualidade no aquém da morte.

Essas dificuldades criaram então entre nós, os espíritos, o  sistema de  "magnetização"  do  aparelho mediúnico,  usando  de  nossa linguagem  simbólica,  sem  podermos  nos  exprimir  segundo determinadas formas de  expressão aí da Terra, dispondo unicamente da  lei  da  telepatia  universal  que  tem  como  seu agente  único  e absoluto, o pensamento.

Daí,  portanto,  as  dificuldades  que  se  antolham  para  dignificar a nossa palavra, sem a mescla dos pensamentos e sentimentos alheios.

Se  encontrássemos  o  médium  que  não  exercesse  senão  a  sua função, como um filtro puro de nossas  ordens, poderíamos colimar o fim  desejado.  Mas,  os  médiuns  têm  a  sua existência recamada  de dificuldades,  de  provações  austeras  e penosas,  entregando-se  às obrigações  que  lhes  são  inerentes  no plano  físico,  às  vezes  em detrimento de certas faculdades cujo uso poderia fornecer um caminho novo para as certezas da Espiritualidade.
Como,  porém,  existe  a  lei  moral  sobre  todas  as  vossas  e nossas atividades  na  vida, precisamos  considerá-la primeiramente,  sem desmerecê-la e subordinando aos seus altos desígnios as nossas lutas comuns.

Em  vista  do  exposto,  amigos  não  nos  é  possível  facultar-vos as mensagens  que  anelas  tão ardentemente  e  nem  sabemos quando poderíamos alcançar a  consecução  dos vossos desejos, aos quais me associo  com  a  melhor  boa  vontade,  porquanto  temos a  lei  das afinidades  e  das possibilidades  regendo  os  nossos atos,  sem  que possamos desviar um milímetro de suas determinações.

Continuemos,  porém,  com  o  nosso  anelo  de  conhecer  melhor  a vida em seus aspectos e manifestações.
Amanhã,  quem  sabe?  Poderemos  fornecer  aos   nossos  espíritos estudiosos,  ao  vosso  senso  de indagação  e  de  analise  um raciocínio melhor,  uma  prova  mais  eloquente  das  realidades que vos  esperam além do túmulo.

Até lá, entretanto, tereis de experimentar o desejo de conhecimento e  nós  o  anelo  frustrado  de  querer  abrir  os  horizontes  da vossa compreensão.

Estudemos juntos.
Um  trabalho  de  cooperação  entre  os  homens  encarnados  e  os desencarnados terá a sua expressão utilíssima à vida das coletividades.

Atingiste um estado dentro do surto evolutivo da vossa civilização em  que  a  moral,  a  religião,  a ciência,  o  trabalho,  a  educação, a política, a vida enfim, requerem uma renovação e um reerguimento.

Que  Jesus  nos  auxilie  e  galgar  essa  subida  tão  difícil  de  ser alcançada, mas que tanta felicidade implica em si, porque representa um dos pontos mais elevados da ascensão da alma humana para Deus.
 
Livro: Ação, Vida e Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças