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terça-feira, 8 de setembro de 2015

PACIÊNCIA E NATUREZA

Emmanuel 

Quem se proponha a entesourar paciência, observe o livro da natureza. 

As nossas anotações podem parecer sinônimos do óbvio, no entanto, o óbvio, por ser simples, é aquilo que se faz, habitualmente,mais difícil de ser pesquisado e revisto. 

Ao Sol, por exemplo, dentro da noite, em determinado hemisfério, por mais se lhe peça luz plena e imediata, há que se lhe aguardar o reaparecimento, depois de algumas horas. 

Inútil rogar o fruto de certa árvore até o momento em que lhe será lícito surgir. 

Uma estrada, entre duas cidades razoavelmente distanciadas uma da outra não se constrói a toques de mágica. 

Sabe-se que o carbono puro suporta séculos e séculos de transformações lentas, no subsolo, antes de converter-se em brilhante. 

Considerando que o espírito de seqüência assinala todas as criações da vida, a impaciência, muitas vezes suscitando irritação e inquietude, cólera e delinquência, decorre de nossa própria incapacidade de entendimento, acerca de situações e pessoas. 

Não solicitarás atitudes de elevação daqueles que ainda não assimilaram os ingredientes espirituais indispensáveis para constituí-las e nem pedirás alto comportamento nesse ou aquele companheiro que ainda não se habilitaram para isso. 

Onde estiveres e com quem estiveres, não permitas que as tuas esperanças se façam exigências. 

Ama e trabalha, serve e auxilia sempre sem reclamar e acabarás compreendendo que a paciência construtiva, fonte de serenidade e tolerância, em qualquer tempo e lugar, para cada um de nós é simples obrigação.

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças