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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A palavra da cruz

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem,  mas para nós  que  somos  salvos  é  o  poder  de Deus.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 1:18.) 

A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos. 

Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio desagradável e incompreensível. 

No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos de negação superficialmente absoluta. 

O abandono completo dos mais amados. 

A sede angustiosa. 

Capitulação irremediável. 

Perdão espontâneo que expressava humilhação plena. 

Sarcasmo e ridículo entre ladrões. 

Derrota sem defensiva. 

Morte infamante. 

Mas o Cristo usa o fracasso aparente para ensinar o caminho da Ressurreição  Eterna,  demonstrando  que  o  “eu”  nunca se dirigirá para Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio.

Ainda hoje,  a  linguagem  da  cruz  é  loucura para  os  que permanecem  interminavelmente  no  círculo  de  reencarnações de baixo teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-se com a morte, exterminando as mais belas florações do sentimento. 

Dominam  a  muitos,  incapazes  do  próprio  domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obcecantes em que sucumbem, vezes sem conta, à maneira da aranha encarcerada nas próprias teias. 

Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne  e ele  nos  classificará  à  conta  de  loucos,  mas  todos  nós que temos sido salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora,  estamos  informados  de  que,  nos  supremos testemunhos, segue  o  discípulo  para  o  Mestre,  quanto  o  Mestre subiu  para  o Pai, na glória oculta da crucificação. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças