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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Caridade – Atitude

Emmanuel 
Caridade que se expresse tão-somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade. 

Não é difícil dar o que retemos, no entanto,a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude. 

No templo doméstico, é compreensão e gentileza. 

Em família, é cooperação desinteressada e fraterna. 

Na profissão, é a honestidade. 

No trabalho, é o dever bem cumprido. 

Na dor, é fortaleza. 

Na alegria, é temperança. 

Na saúde, é a presença útil. 

Na enfermidade, é a paciência.

Na abastança, é o serviço a todos. 

Na pobreza, é diligência. 

Na direção, é a responsabilidade. 

Na obediência, é humildade digna. 

Entre amigos, é a confiança. 

Entre adversários, é perdão das ofensas. 

Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos. 

Entre os bons, é o auxílio aos menos bons. 

Na cultura, é o amparo à ignorância. 

No poder, é a autoridade sem abuso. 

Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros. 

Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento. 

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas. 

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos. 

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da terra os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças