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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Recebeste a luz?

“Recebestes o Espírito Santo quando crestes?” – (Atos, 19:2.)

O católico recolhe o sacramento do batismo e ganha  um selo para identificação pessoal na estatística da Igreja a que pertence.

O reformista das letras evangélicas entra no mesmo  cerimonial  e  conquista  um  número  no  cadastro  religioso  do templo  a que se filia.

O espiritista incorpora-se a essa ou àquela entidade consagrada  à  nossa  Doutrina  Consoladora  e  participa  verbalmente  do trabalho renovador.

Todos  esses  aprendizes  da  escola  cristã  se  reconfortam  e  se rejubilam.

Uns partilham o contentamento da mesa eucarística que lhes aviva a esperança no Céu; outros cantam, em conjunto, exaltando  a  Divina  Bondade,  aliciando  largo  material  de  estímulo  na jornada santificante; outros, ainda, se reúnem, ao  redor da prece ardente, e recebem mensagens luminosas e reveladoras de emissários celestiais, que lhes consolidam a convicção  na imortalidade, além...

Todas essas posições, contudo, são de proveito, consolação e vantagem.

É imperioso reconhecer, porém, que se a semente é auxiliada pela  adubação,  pela  água  e  pelo  sol,  é  obrigada  a  trabalhar, dentro de si mesma, a fim de produzir.

Medita, pois, na sublimidade da indagação apostólica: “Recebeste o Espírito Santo quando creste?”

Vale-te  da  revelação  com  que  a  fé  te  beneficia  e  santifica  o teu caminho, espalhando o bem.

Tua  vida  pode  converter-se  num  manancial  de bênçãos para os outros e para tua alma, se te aplicares, em verdade, ao Mestre do Amor. Lembra-te de que não és tu quem espera pela Divina Luz. É a Divina Luz, força do Céu ao teu lado, que  permanece esperando por ti.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças