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sexta-feira, 3 de julho de 2015

JESUS E HUMANIDADE

Resultado de imagem para fotos de joanna de angelis       Jesus-Homem é a lição de vida que hauri­mos no Evangelho como convite ao homem que se deve deificar.
       Não havendo criado qualquer doutrina ou sis­tema, Jesus tornou a Sua vida o modelo para que o homem se pudesse humanizar, adquirindo a expressão superior.
       No Seu tempo, e ainda agora, o homem tem sido símbolo de violência, prepotência e presunção, dominador exterior, estorcegando-se, porém, na sua fragilidade, nos seus conflitos e perecibili­dade.
       Após os Seus exemplos surgiu um diferente homem: humilde, simples, submisso e forte na sua perenidade espiritual. 
       Enquanto os grandes pensadores de todos os tempos estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, Ele sustentou, no amor, os pilotis da ética humanizadora para a felicidade.
Não se utilizou de sofismas, nem de silogis­mos, jamais aplicando comportamentos excêntri­cos ou fórmulas complexas que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia. Tudo aquilo a que se referiu é conhecido, embora as roupagens novas que o revestem.
Utilizou-se de um insignificante grão de mos­tarda, para lecionar sobre a fé; recorreu a redes de pesca e a peixes, para deixar imperecíveis exem­plos de trabalho; a semente caindo em diferentes tipos de solos, para demonstrar a diversidade de sentimentos humanos ante o pólen de luz da Sua palavra.
O “sermão da montanha” inverteu o con­vencional e aceito sem discussão, exaltando a vítima inocente ao invés do triunfador arbitrá­rio; o esfaimado de justiça, de amor e de verdade, em desconsideração pelo farto e ocioso, dilapi­dador dos dons da vida. 
Jesus é a personagem histórica mais identifi­cada com o homem e com a humanidade.
       Todo o Seu ministério é feito de humanização, erguendo o ser do instinto para a razão e daí pa­ra a angelitude.
Igualmente, é o Homem que mais se identi­fica com Deus.
Nunca se lhe refere como se estivesse dis­tante, ou fosse desconhecido, ou temível.
Apresenta-o em forma de Amor, amável e conhecido, próximo das necessidades humanas, compassivo e amigo.
Reformula o conceito mosaico e atualiza-o em termos de conquista possível, aproximando os homens dele pela razão simples de Ele estar sem­pre próximo dos indivíduos que se recusam a doar-se-lhe em amor.
Referindo-se ao “reino”, não o adorna de qui­meras nem o torna pavoroso; antes, desperta nos corações o anelo de consegui-lo na realidade da transcendência de que se reveste.
Nega o mundo, sem o maldizer, abençoan­do-o nas maravilhosas paisagens nas quais atende a dor, e deixa-se mergulhar em meditações pro­fundas sob o faiscar das estrelas luminferas do Infinito.
Jesus, na humanidade, significa a luz que a aquece e a clareia. 
Se te deixaste fossilizar por doutrinas orto­doxas que pretendem nEle ter o seu fundador, renasce e busca-O, na multidão ou no silêncio da reflexão, fazendo uma releitura das Suas palavras, despidas das interpretações forjadas.
Se te decepcionaste com aqueles que se dizem seguidores dEle, mas não Lhe vivem os exemplos, olvida-os, seguindo-O na simplicidade dos convites que Ele te endereça até agora e es­tão no conteúdo das Suas mensagens, ainda vivas quão ignoradas.
Se não lhe sentiste o calor, rompe o frio da tua indiferença e faze-te um pouco imparcial, sem reações adrede estabelecidas, facultando-Lhe pe­netrar-te o coração e a mente.
Na tua condição humana necessitas dEle, a fim de cresceres, saindo dos teus limites para o infinito do Seu amor.
Jesus veio ao homem para humanizá-lo, sem dúvida.
       Cabe-te, agora, esquecer por momentos das tuas pequenezes e recebê-lo, assim cristificando-te, no logro da tua realização plena e total.

Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças