"Tu
tens as palavras da vida eterna." -
Simão Pedro. (JOÃO. 6:68.) ¹
Nós espíritas, que desejamos
reviver as lições e exemplos de Jesus, na atualidade terrestre, embora nos
deparemos em nossos caminhos com os muitos obstáculos que nos exigirão esforço,
renúncia e sacrifícios, para superá-los, não podemos desprezar as inúmeras
oportunidades que essa abençoada oficina de burilamento espiritual que é a
Terra, nos oferece diariamente para o socorro aos nossos irmãos em dificuldades
bem maiores que as nossas, através do trabalho na caridade material, e moral
que já podemos realizar.
Os Espíritos Superiores
nos afirmam que havendo obtido as mais ampliadas noções de conhecimento
superior, mais nos será pedido em atitude
cristã diante do próximo, que muitas das vezes se mantém mergulhado nas
sombras da incompreensão, da insensatez e da revolta.
Precisamos entender que
não somo chamados pela bênção da oportunidade reencarnatória,
simplesmente para nos beneficiar do suor e do trabalho alheio, mas sim, para
tomar conhecimento de que também fomos convocados pela Soberana Sabedoria e
Justiça do Universo, a doar de nós próprios algo de bom e proveitoso, em favor
da solidariedade e da fraternidade para com o próximo, aprendendo na escola da
renúncia e de sacrifício pessoal a executar a pequena mais importante tarefa a
serviço do bem e da paz, exercitando a humildade, a paciência, e o perdão
incondicional, na convivência pacífica na sociedade em que estamos inseridos.
Vejamos o que nos falam
os Espíritos sobre o assunto:
166.
Como pode a alma, que não alcançou a perfeição durante a vida corpórea, acabar
de depurar-se?
“Sofrendo a prova de
uma nova existência.”
167.
Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento
progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” ²
Seja no lar, na
profissão, nos templos da fé, na via pública etc., somos diariamente convidados
ao exercício e prática do bem, pois, Jesus nos resumiu as Leis e os Profetas em
“amar a Deus sobre todas as coisas, e
ao próximo como a si mesmo”, e Allan Kardec nos asseverou que “fora da caridade não há salvação”.
Nossas atitudes de
hoje, precisam ser resultado da nossa reforma moral, permitindo o crescimento
do Homem Novo que existe em cada um
de nós, para que a nossa diretriz, possa se expressar pelas nossas obras no
exercício do bem e da caridade para que sirva como exemplo a ser seguido e possa
projetar-se nas mentes de quantos nos rodeiam, induzindo-os à renovação.
Necessário se faz
compreender que, tanto quanto possível ao invés de ficarmos à espera de auxílio
dos outros, antes de tudo devemos auxiliar os mais necessitados que nós,
lembrando as sábias palavras do Mestre de
Nazaré quando nos afirmou “a cada um segundo as suas obras”,
na certeza de que, se a nossa palavra elucida, reanima, e conforta, somente as
nossas obras darão testemunhos positivos de que praticamos os princípios que
propagamos e nos ajudam em nossa própria moralização.
Urge reconhecer que
somente a criatura verdadeiramente disposta ao reajustamento moral espiritual
perante as Leis Divinas, será capaz de submeter seus propósitos às
determinações Superiores, redimindo-se para redimir, aperfeiçoando-se para
aperfeiçoar, dando para receber, poderá desfazer-se dos prejuízos e equívocos
da ignorância para conquistar, em definitivo, a própria libertação através da
LUZ da Boa Nova.
Bibliografia:
1-
Simão
Pedro. (JOÃO. 6:68).
2-
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.
Francisco Rebouças
Publicado inicialmente no Jornal Tribuna do Espiritismo, edição abril 2015.
Publicado inicialmente no Jornal Tribuna do Espiritismo, edição abril 2015.