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segunda-feira, 2 de março de 2015

DIFERENÇAS

 
       “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 13, versículo 35.)
 
Nas variadas escolas do Cristianismo, vemos milhares de pessoas que, de alguma sorte, se ligam ao Mestre e Senhor.

Há corações que se desfazem nos louvores ao Grande Médico, exaltando-lhe a intercessão divina nos acontecimentos em que se reconheceram favo­recidos, mas não passam das afirmativas espetacula­res, qual se vivessem indefinidamente mergulhados em maravilhosas visões.

São os simplesmente beneficiários e sonha­dores.

Há temperamentos ardorosos que impressionam da tribuna, através de preleções eruditas e comovente, em que relacionam a posição do Grande Renovador, na religião, na filosofia e na história, não avançando, contudo, além dos discursos preciosos.

São os simplesmente sacerdotes e pregadores.

Há inteligências primorosas que vazam páginas sublimes de crença consoladora, arrancando lágri­mas de emoção aos leitores ávidos de conhecimento revelador, todavia, não ultrapassam o campo do beletrismo religioso.

São os simplesmente escritores e intelectuais.

Todos guardam recursos e méritos especiali­zados.

Existe, no entanto, nos trabalhos da Boa Nova, um tipo de cooperador diferente.

Louva o Senhor com pensamentos, palavras e atos, cada dia.

Distribui o tesouro do bem, por intermédio do verbo consolador, sempre que possível.

Escreve conceitos edificantes, em torno do Evan­gelho, toda vez que as circunstâncias lho permitem.

Ultrapassa, porém, toda pregação falada ou es­crita, agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que o Cristo nos legou.

Não pede recompensa, não pergunta por resultados, não se sintoniza com o mal.

 Abençoa e ajuda sempre.

Semelhante companheiro é conhecido por ver­dadeiro discípulo do Senhor, por muito amar.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças