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sexta-feira, 6 de março de 2015

AUXILIE SEMPRE

Não desesperes, nas trevas da noite, ainda mesmo quando o frio da adversidade te fira o coração.

Foge  da  nuvem  que  te  obscurece  o  entendimento  e  escuta  as aflições a se alongarem, junto de ti...

Aqui, perceberás os que soluçam nas grades da dor e da morte, os que  gemem  nas  garras  da  delinquência,  os  que  foram mutilados  no berço, os que jazem no catre do infortúnio e abandonados estendem-te as mãos que a fome açoita; além, mães infelizes e crianças sem lar te mostram faces lívidas!...

Por que o desânimo e a deserção, quando ainda podes auxiliar?

Trazes,  possivelmente,  o  coração  em  chaga  aberta,  mas  possuis mente clara e braços livres.

Recorda que uma frase de boa vontade e um sorriso fraterno podem
fazer sol e paz em muitas vidas.

Consola, e a consolação aos outros se fará música adentro de tua própria alma.

Levanta os caídos e serás sustentado.

Reparte o teu pão com amor e o amor do próximo abençoará o pão que te alimenta.

Através  das  próprias  lágrimas,  inflama  a  alegria  no  peito  dos semelhantes e a alegria que acenderes te aquecerá o peito gélido.

Ora  no  silêncio  da  coragem,  contemplando  as  estrelas  que fulguraram, além da sombra...

Todo nevoeiro chega e passa.

Em breves horas raiará outro dia.

E as migalhas do bem que tiveres semeado ser-te-ão farta colheita de luz...

Auxilia sem perguntar, auxilia e segue, auxilia sempre...

Lembra-te de que o Divino Mestre passou pela Terra, amparando e perdoando,  auxiliando  e  servindo,  e,  nas  horas  derradeiras  do  seu Apostolado  de  Amor  e  Luz,  aceitou  o  sacrifício  e  a  morte  na  cruz, flagelado e aparentemente vencido, mas de braços abertos.

Livro: Trevo de Ideias
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças