Em favor do
êxito que desejamos,
não esperemos pelo concurso do vizinho; colaboremos com ele
e a vitória aparecerá.
No círculo de nossa paz a questão não é a de perdoarmos com palavras,
como se devêssemos desfrutar o trono da superioridade, à frente dos outros;
examinemos as nossas atitudes e aguardemos as desculpas alheias
para as nossas
próprias faltas e
a harmonia brilhará entre nós.
Em problemas de fraternidade, o Em
realizações quaisquer, alusivas ajustamento
não procede das
nossas exigências de compreensão; penetremos as dificuldades do
próximo, auxiliando-o para o bem, e o equilíbrio surgirá, espontâneo, em nosso
benefício.
Na expectativa de amparo, não contemos com o apoio exterior; amparemos os
demais com os
recursos à nossa
disposição e o auxílio geral vira ao nosso encontro.
Em enigmas de
trabalho e edificação,
fujamos à fixação
de braços que não
nos pertencem; usemos os
nossos, semeando a alegria
e o bem
estar de quantos
nos cercam, e
o serviço feito representará uma bênção para todos.
Em realizações quaisquer,
alusivas aos nossos
ideais superiores,
abstenhamo-nos da posição
do servo ocioso,
que se sente habilitado a
inumeráveis pretextos de escapar à execução dos compromissos assumidos.
Sejamos a alma
de nossa própria
tarefa, a luz
de nossas aspirações elevadas, a
essência de nossos deveres e entenderemos com
o Cristo a
venturosa obrigação da
solidariedade, hoje e sempre,
decifrando o nobre
desafio do sacrifício,
dentro do qual nos rejubilaremos com a própria cruz,
descobrindo finalmente com o Mestre do
Amor que, na
maioria das vezes,
perder no mundo físico é lucrar na Esfera Próxima e que
consumir a existência, em benefício
de todos, será
reencontrar a nós
mesmos em redentora ascensão na Imortalidade.
André Luiz
Adeus!... Abanas o
lenço na hora
da despedida. Mas
nunca existiu adeus para quem ama na vida.
Livro: Esperança e Vida
Chico Xavier/André Luiz
Francisco Rebouças