Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

CARTA DE ANO NOVO

Emmanuel

Ano  Novo  é  também  a  renovação  de  nossa  oportunidade  de aprender, trabalhar e servir.

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do
calendário,  descerrando-nos  horizontes  mais  claros  para  a  necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar -te para
execução  de  velhas  promessas,  que  ainda  não  tiveste  a  coragem  de cumprir.

Se tens  algum  inimigo,  faze  das  horas  renascer-te  o  caminho  da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se  descansaste  em  demasia,  volve  ao  arado de  tuas  obrigações  e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a  tristeza te requisita, esquece-a  e  procura a  alegria  serena  da
consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te
não entenderam até agora.

Recorda  que  há  mais  ignorância  que  maldade,  em  torno  de  teu destino.

Livro: Vida e Caminho
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças


2015 ESTÁ CHEGANDO!!!

Tá chegando mais um novo ano.
 
O presente ano está chegando ao fim, motivo de comemorações e conquistas para alguns, e de profunda tristeza, dor e decepções para tantos outros.
Precisamos aquietar nossa mente e refletir com equilíbrio e sinceridade o porquê das alegrias ou das tristezas que vivenciamos em 2014.
Será que realizamos nossos intentos planejados para o ano que se finda?
Conseguimos por em prática nossos projetos anteriormente idealizados, e será que conquistamos todos os nossos objetivos no período?
Se a resposta for positiva, agradeçamos a Deus a conquista de cada vitória sobre as dificuldades e empeços vencidos na construção de cada um dos nossos desejos realizados.
Se a resposta for negativa, analisemos com cuidado e imparcialidade o motivo da não realização dos nossos ideais, a começar por identificar as verdadeiras razões do reconhecido fracasso.
Será que dedicamos o necessário esforço e empenho para a conquista do alvo visado?
Será que não faltou planejamento, disciplina, trabalho e dedicação para a realização do nosso objetivo?
Seja no âmbito familiar, profissional, social, religioso etc., o que faltou para a realização dos nossos desejos?
Como espíritas que somos conhecedores da Lei de Progresso, precisamos entender que nunca é tarde para recomeçar, e fazer diferente o que hoje identificamos como motivo da nossa insatisfação com o saldo do balanço de nossas realizações no ano que se finda.
Sabemos que estamos fadados à perfeição e à felicidade, mas para que isso aconteça, não podemos esquecer que vivemos em uma sociedade, e por essa razão é nosso dever trabalhar por uma vida melhor para nós e para o nosso próximo.
Muitas dessas conquistas poderiam ser realizadas com pequenos gestos de nossa parte: Num fraterno abraço que nosso irmão tanto precisava e que não percebemos, envolvidos pelo desejo de conquistar coisas materiais; no perdão que deixamos de pedir ao outro, pelas nossas ofensas, mas que o orgulho não nos permitiu fazer; na ajuda negada aos familiares, amigos ou colega de trabalho, pouco nos importando se eles precisavam ou não da nossa mão amiga; na ausência e falta de interesse das realizações e necessidades de nossos próprios filhos; na indiferença para com os problemas dos nossos maridos ou esposas, etc.
Assim, constados os possíveis motivos para a não realização de nossos intentos, sigamos em frente, modificando-nos e reformando-nos moralmente, procurando agir diferentemente do ontem para vivenciarmos as novas realidades do hoje em nossos caminhos evolutivos, edificando nossas novas propostas, com muito trabalho e esperança em vencer nossas próprias dificuldades e conquistar a paz que tanto almejamos, na certeza do dever retamente cumprido.
Que neste novo ano que está chegando cheio de propostas e oportunidades possamos agir com boa vontade, esquecendo um pouco as preocupações com o TER para nos dedicarmos à nobre e indispensável realização do SER imortal que somos.
Que Deus nos conceda os meios e as ferramentas necessárias para essa realização pessoal, concedendo-nos tempo de vida, saúde, e oportunidades de progresso material, moral e espiritual, e que possamos eleger as melhores propostas de real valor para nosso espírito herdeiro da Paz e da Luz.
FELIZ 2015 PARA TODOS, COM JESUS NO CORAÇÃO E MÃOS À OBRA NO TRABALHO DO BEM, "REALIZANDO O BOM COMBATE". 
Francisco Rebouças.


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

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No mês do 12º aniversário do do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, na sexta-feira, dia 02 de janeiro de 2015, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita musicada com os convidados Filomena e João Paulo e entrevista a dois dos fundadores da associação.
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças


PASSO Á FRENTE

A Doutrina Espírita nos esclarece que o burilamento moral e a prática do bem, constituem o clima da caminhada para frente que todos devemos empreender no Reino do Espírito. Alerta-nos para que não esqueçamos que em toda extensão do caminho, existem os naturais obstáculos que precisam ser enfrentados e superados que servem como oportunidades para testarmos o que já apreendemos e ainda para assegurar que precisamos estar sempre vigilantes na senda da elevação. 
Nas escolas convencionais do mundo, formam-se alunos, através das lições e dos testes a que são submetidos, a fim de que possam melhor assimilar o aprendizado cultural que precisam adquirir das ciências do mundo, assim também, o Espírito, nas experiências da reencarnação, de prova em prova, vai adquirindo o mérito indispensável para ascender na escalada evolutiva, a caminho da perfeição e da felicidade, e o lar é a mais importante escola dos valores éticos morais para o aperfeiçoamento do Espírito Imortal que somos.  

Vejam o que nos fala Emmanuel:

Como renovar os processos de educação para a melhoria do mundo? 

– As escolas instrutivas do planeta poderão renovar sempre os seus métodos pedagógicos, com esses ou aqueles processos novos, de conformidade com a psicologia infantil, mas a escola educativa do lar só possui uma fonte de renovação que é o Evangelho, e um só modelo de mestre, que é a personalidade excelsa do Cristo. 

Os pais espiritistas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos? 

O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.

O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?

Além disso, os pais espiritistas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo e à ausência de amor à verdade.  

Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.

Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira”. ¹ 

Preciso se faz entender, que toda e qualquer lição carrega em si mesma, um objetivo nobilitante a ser compreendido e alcançado, através de acurados estudos, que certamente exigirão disciplina e atenção para as possíveis dificuldades de compreensão e entendimento. Somente através do desenvolvimento intelectual do indivíduo, poderá ele desfrutar do prazer de ter desenvolvida a inteligência de que é portador, e dessa forma poder discernir com conhecimento de causa, fazendo melhores escolhas em tudo na vida. 

Sobre o assunto, ouçamos Joanna de Ângelis que nos diz: “Estudar não é apenas uma proposta de absorção de valores externos, mas, um convite ao auto descobrimento através da reflexão atenta para todos os estímulos que recebemos, inclusive dos conteúdos psíquicos que emergem do nosso inconsciente, influenciando o comportamento pessoal”. Justifica-se, assim, o chamamento da Benfeitora espiritual aos médiuns e a todos nós: Estuda a Doutrina Espírita e Estuda-te.
Mas a frente Joanna afirma: “(...) Aprender é ampliar o significado da vida. Efetivamente o saber representa renovação, descobertas, possibilidades novas que se lançam de plataformas construídas a partir do que já foi adquirido impondo-se como necessidade vital”.² 
Nos incontáveis estabelecimentos de ensino, variam as matérias ministradas, e justamente pela diversidade dos ensinos adquiridos percebemos pouco a pouco que a hora do passo acima nos surge a frente, encetando-nos novas possibilidades de fazer crescer em nós, as qualidades superiores que permanecem adormecidas no imo do Ser imortal que somos, à espera dessa inevitável decisão que nos cabe tomar e que nos possibilitarão progredir em todos os sentidos. 

Precisamos saber interpretar as inúmeras maneiras com que a vida nos oportuniza em forma de tentação, de ofensa, de violência, de sofrimento, para que desenvolvamos em nós a fortaleza espiritual, a ocasião de exercitar o perdão, o ensejo para a aquisição de humildade, o trabalho árduo na obtenção da paciência etc. As necessidades físicas e morais do nosso próximo precisam ser entendidas como oportunidades de serviço que a vida nos oferece para que façamos o possível no limite de nossas possibilidades para minorá-las ou até mesmo eliminá-las. 

Que não nos deixemos abater quando atribulações nos visitarem, evitando a todo custo o desespero e a rebeldia, que só serviriam para agravar ainda mais as dores e as lagrimas, infelicitando-nos a vida. Deus não nos confiaria uma cruz mais pesada do que as que nossas forças suportassem, e só nos deixa pelas experiências que nos são necessárias para conquistarmos em cada oportunidade reencarnatória a subida de mais um degrau na escada evolutiva do progresso moral espiritual, que nos possibilitará conquistar a felicidade que todos sonhamos vivenciar um dia.  

Graças a Soberana Sabedoria do Universo, depende unicamente de cada um de nós permanecermos acomodados à sombra ou avançar, valorosamente, para a obtenção de mais luz. A doutrina espírita não nos exige santidade, por entender que ainda nos achamos bem distantes desse estágio superior de moralidade, solicita de cada um apenas “a transformação moral e os necessários esforços para vencermos as nossas más inclinações”. ³

 

Fonte:
1) Livro O Consolador – Chico Xavier/Emmanuel, perg. 112 e 113.
2) Livro Consciência e Mediunidade – Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.
3) O Evangelho  Segundo o Espiritismo – Cap. XVII, item 4. 

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE MARIA JOÃO DE DEUS

Minhas irmãs em Cristo.
Elevo  meu  sincero  voto  à  Mãe  Excelsa  de  Jesus  para  todos  vossos  corações experimentem o orvalho de seu amor desvelado e constante.
Nós,  hoje,  estudamos  o  Evangelho  com  lágrimas,  no  labor  de  nossa  tenda humilde.  Nossas  lágrimas,  contudo,  não  são  as  do  mundo,  que  varrem  as  almas, como tempestades de fogo, no torvelinho das paixões. Foram para o nosso espírito a  chuva  benéfica  que  fecunda  a  terra  dos  sentimentos.  Sentimentos  a  união  das esperanças em torno do Mestre Divino e recordamos a Sua infinita misericórdia. É o nosso  regresso  ao  Seu  aprisco  de  amor  inesgotável;  é  a  ânsia  de  integração  na substância de Sua exemplificação imortal.
A  igreja  doméstica  erige-se  novamente  no  íntimo  santuário  dos  nossos corações. As mulheres modernas, nossas pobres irmãs em humanidade, costumam perder-se  na  imitação  falsa  dos  labores  que  Deus  destinou  aos  homens,  na constituição de seus deveres sagrados.
Em todos os lugares, há um apelo criminoso e uma sugestão infeliz para que o coração  feminino  perca  as suas características  de ternura. Em toda a  parte,  falsas ideologias  concitam  a  mulher  a  realizações  desesperadas.  Generaliza -se  o esquecimento  de  que  elas  foi  confiada  a  missão  da  vida,  que,  muitas  vezes  se executa  em  silêncio,  como  o  trabalho  do  Todo-Poderoso,  que  todas  as  criaturas parecem ignorar.
Todas as edificações grandiosas do mundo pertencem a Deus e, apesar disso, somente os nomes transitórios  de homens falíveis surgem, na publicidade de cada dia, quando todas as boas dádivas representam uma real dispensão dos céus.
Em  todos  os  tempos  os  homens  fizeram  as  batalhas,  destruindo  os  caminhos da  vida,  destruindo  instituições  ou  intoxicando  patrimônios,  porém,  a  mulher,  na excelsitude  de  sua  tarefa,  foi  sempre a  jardineira  de  Jesus,  plantando  as  flores  da vida  sobre  as  devastações  dos  movimentos  destruidores,  como  a  primavera  que enfeita de rosas uma casa desprezada, em dolosas ruínas...
Irmãs  muito  amigas,  nos  espaços  mais  próximos  da  Terra,  também  existem colégios de preparação e de amor das almas femininas para revelação permanente das glórias de Deus. Procuremos saturar o coração da prece e da vigilância Daquela que, em Nazaré, soube esperar os desígnios santos do Céu a Seu respeito.
Seu  manto  constelado  de  toda  as  virtudes  se  abre  generosamente  para  nós como  um  pálio  divino.  Saibamos  compreendê-la,  desde  a  Manjedoura  até  o Calvário. Seu exemplo é a luz de todos os séculos para  a missionária do Cristo no seu esforço de redenção.
Transformemos  o  lar  no  templo  de  cada  hora,  onde  a  fé  seja  um  ensino  de todos os instantes, a dor um motivo de resgate venturoso, a esperança uma aurora perene e o amor uma fonte daquela Água viva que dessedenta toda sede coração.
Que  outras  criaturas  frágeis  e  pobres  se  façam  ao  mar  revolto  das  ilusões  e das  amarguras  que  lhe  são  consequentes,  que  outras  desfraldem  bandeiras  novas na  estrada  das  experimentações  inconvenientes  e  tristes!...  Fiquemos  nós  com
Jesus, colocando bem alto o Seu exemplo e o Seu amor.
Esta é a pobre lembrança de vossa irmã e serva muito humilde.
Espírito: “Maria João de Deus”
Anotações:
MARIA JOÃO DE DEUS: BREVE NOTÍCIA DE UMA GRANDE ALMAMaria João de Deus nasceu em S. Luzia do Rio das Velhas, Minas Gerais, filha de  uma  lavadeira  humilde  dessa  histórica  cidade.  Nasceu  pobre,  filha  de  pobres  e honrados  pais  e  nunca  pôde  receber  instrução  maior  que  aquela  que  os  humildes recebem, mormente naquele final do século passado, no interior das Alterosas.
Maria João de Deus – a Mãezinha de nosso querido amigo e benfeitor Francisco Cândido  Xavier,  nosso  amado, ternamente amado  Chico,  o  Chico  que  nos  ama  a todos e a quem todos amamos...
Nos idos distantes de 1939, 1940...muitas coisas fiquei sabendo a respeito da Mãezinha  de  nosso  devorado  companheiro.  Ouvi-as  dos  lábios  de  sua  filha  mais velha,  a  carinhosa  e  inesquecível  Bita.  E  também  de  outros  filhos  seus,  -  José Cândido,  Luísa,  Carmosina,  Maria,  Mundico...  E  ainda,  entre  lágrimas,  do  seu
querido João Cândido, o pai do Chico...
Quando  Maria  João  de  Deus  desencarnou,  em  Pedro  Leopoldo,  a  29  de setembro de 1915, nosso Chico estava por volta dos cinco anos de idade. Mas, ele se recorda –  de pormenores a respeito de sua Mãezinha: dizer-lhe, antes de deixar este  mundo,  “que  iria  fazer  uma  viagem...  mas  que  voltaria”...  Entre  lágrimas saudosas e os derradeiros conselhos, palavras entrecortadas pela agonia, a humilde lavadeira  só  partiu  deste  mundo  quando  pôde  abençoar  o  último  filho  que  estava tão longe e tardara a chegar...
O  pequenino  Chico  nunca  acreditou,  guardando  fielmente  a  palavra  materna, nunca  pôde  acreditar  em  morte...  Não,  sua  Mãezinha  não  morrera,  embora  os outros  lho  dissessem.  Ela  estava  viajando,  viajando  para  um  lugar  distante,  para curar-se  da  doença  que  a  lançara  ao  leito  doloroso...  Mas,  voltaria.  Voltaria,  sim.
Ela prometeu voltar...
E voltou... Meses após, após tantas dores para todos da família, dores que são tidas por “infelicidades”, Maria João de Deus voltou...
As  infelicidades  se  transformaram  em  bem-aventuranças,  conforme  Jesus Cristo  nos  ensina  no  Sermão  da  Montanha...  Nem  vale  a  pena  lembrá-las,  tão duras,  tão  amargas,  tão  diferentes  do  que  podemos  imaginar  foram  elas...  Fazem lembrar as palavras dolentes de Leão Tolstoi em Ana Karênina. “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes cada uma à sua maneira...”
Não  se  trata  aqui  de  enfatizar  a  dor,  nem  de  assumir masoquismos.  Os sofistas podem entender de retórica ou gramática, mas não entendem o sofrimento humano.  E  as  dores  foram  grandes,  amaríssimas,  singulares...  Mas,  como prometeu  Jesus: a  vossa  tristeza  se  converterá  em  alegria” (João,  16:20), assim aconteceu. E aconteceu como não poderia deixar de acontecer: Maria João de Deus  voltou,  voltou  “da  viagem  que  iria  fazer”  e  trouxe  ao  seu  menino  (de  cinco anos, meu Deus!) as primeiras florações da mediunidade. Apareceu-lhe. Confortou-o. Iluminou-o... E o adorável menino foi crescendo, após as primícias espirituais de sua  Mãezinha...  A  criança  foi  crescendo  e  crescendo  também  os  testemunhos  da Vida Espiritual, as evidências do Mundo Maior, as realizações da tarefa mediúnica –
extraordinária,  consoladora,  insofismável  –  a  atravessar  quase  todo  este  século vinte, de ponta a ponta...
Quando  jovem  Chico,  já  iluminado  suficientemente  pelas  Bênçãos  da Imortalidade, pediu à sua Mãezinha que “lhe contasse as suas primeiras impressões da  vida  do  outro  mundo”,  ela  lhe  prometeu  que  o  faria  oportunamente.  E,  mais uma vez, cumpriu sua palavra, escrevendo pelas mãos do filho querido, para ele e para todos nós, as lições magníficas que são as Cartas de uma Morta.

Um  dia,  eu  quis  conhecer  a  terra  natal  da  Amiga  querida.  E  passei  por  Santa Luzia do Rio das Velhas, embora rapidamente. Pude conhecer também, já em Pedro Leopoldo,  a  velha  casa,  o  quarto  humilde  onde  Maria  João  de  Deus  recebeu  nos braços  esta  dádiva  dos  Céus,  que  é  Francisco  Cândido  Xavier.  Quantas  ternas notícias,  quantas  confidências  carinhosas,  diante  da  casucha  humilde!...  E  que surpresa e contentamento quando o Chico me disse da grande e generosa quota de tempo e de proteção que sua Mãezinha dedica à nossa Escola Jesus Cristo, de que seu  filho  é  Presidente  Honorário...  E  especialmente  à  Escola  de  Evangelho  Maria João de Deus, filial de nossa Escola, na década de 40 no antigo bairro de Bezamat, sob  a  direção  de  nossa  confreira  Cirene  Batista.  Já  desencarnada,e  atualmente  no lar humilde de Coralice Maria Cardoso de Souza, nossa querida Coral...
A admirável Mensagem de Maria João  de Deus foi recebida na Escola Filial de Bezamat,  na  tarde  de  28  de  julho  de  1940.  Esse  texto  de  profunda  beleza espiritual,  uma  oferenda  para  sérias  reflexões,  foi  psicografado  no  quarto  e  último dia da primeira viagem de Chico a Campos, em visita à Escola Jesus Cristo.
A carinhosa Mensagem fecha com chave de ouro esta antologia de páginas do Mundo  Maior,  psicografadas  em  Campos  umas,  outras  dirigidas  a  confrades campistas  e  ainda  outras  ditadas  por  carinhosos  Amigos  Espirituais  nascidos  em Campos...  É  um  florilégio  de  apenas  algumas  mensagens,  dada  a  impossibilidade de publicar todas elas, ou um número maior...
Ao  nosso  valoro  irmãos,  a  quem  devemos  estas  mil  outras  dádivas  do  Céu, nosso  comovido  e  intraduzível  agradecimento,  humildemente  em  nome  de  todos, pela palavra pobre de quem mal sabe rogar ao Divino Amigo que o abençoes hoje quanto ontem, agora e para todo o sempre, na Terra e no Céu...
Campos, 14 de julho de 1983
Clovis Tavares
 
Livro: Tempo e Amor
Chico Xavier e Clóvis Tavares/Espíritos Diversos
 
 
Francisco Rebouças

ORAÇÃO E NÓS

Cara, você pergunta porque rezar e pensar em Deus e quando é que a pessoa deve fazer isso.

Compreendi as graçolas da embalagem com que você envolveu a indagação. Mas o seu assunto é sesquipedal e não posso calçar as suas milongas com mandolina e correr com elas pras cucuias.

Ponha graxa na sua cuca, antes de colocar os seus pensamentos pra jambrar e ouça lá.

Imagine você sem micha de grana. Você pode esbuguelar-se, xingando a vida e atirar uma brasa pra cima de qualquer Governo, mas precisará sempre da nota que o Governo garante.

Pois olhe.

A comparação é de mocorongo porque de religião estou de bulhufas, mas não adianta você largar a idéia de Deus, porque a idéia de Deus não larga ninguém.

É isso aí. Até parece o tutu. Sem ele no bolso é fossa na zula.

E quanto a rezar, tenho aprendido por aqui que a oração é a fronteira que separa os bichos da cidade dos bichos do mato.

E a gente faz isso muito mais pra evitar bananosa que pra pedir maré mansa.

Se você quer mesmo sacolejar a moringa, pense nas jogadas perigosas que tentarei tirar aqui no caprichado.

Quando você estiver diante de alguém que goste de onda careca, dessas que atiram qualquer pessoa no centro de brejo; se topaalguma carveira cheia convidando a você para uma golada; se algum cupincha pede a você paradar uma experimentada na erva de início, numa hora em que você ficar doido da vida querendo escrachar algum escamoso; se alguém patoludo chamar você para escafeder-se pelatubulação, buscando guinchar a nota alta; e quando você sentir o impulso de dar a louca pra cima de gurias e longilinhas, especialistas em toques de embalo, você corra pra algum lugar e reze como souber ou repita as orações que aprendeu no colo da mamãe, porque sem essavacina, você entrará em puas na certa e, em vez de ficar na proteção de Deus, você talvezterá pela frente o socorro de majuras pra ficar instalado em pensão do Governo, não se sabe até quando.

O negócio é esse aí.

Que eu falei, falei, mas você somente acreditará se quiser.

Livro: Falou e Disse
Chico Xavier/Augusto Cezar Netto
 
Francisco Rebouças


A SUBIDA

Maria Dolores

Disse-nos o Senhor:
-“Quem quiser encontrar-me
Tome a sua cruz e siga-me onde eu for...”
E um homem que o seguiu, sem queixa e sem alarme
Observou que o lenho o constrangia...
Caminhou, mas não mais na antiga estrada,
A cruz era pesada
Na marcha, dia-a-dia...
Perdeu de vista a risonha paisagem,
Na qual usufruíra o amor de sua gente...
Precisava escalar rude montanha na viagem
E se reconhecia, a sós, agarrando-se à frente.
Embora a cruz lhe desse chagas e cicatrizes,
Conseguiu falar, fraternalmente,
Reconfortando, os tristes e infelizes...
Levantava os caídos,
Doava nova força aos fracos e aos doentes.
Consolava os leprosos esquecidos,
Regenerava os delinquentes...
Em muitos trechos da subida,
Tratavam-no por louco e davam-lhe pedradas...
Deprimiam-lhe a vida...
Quanto insulto e suplício nas estradas!...
No entanto, ele subia...
Trazia o Cristo em luz na própria mente.
Não tinha acessos de melancolia
E, sim, uma alegria diferente...
Mas chorava, por vezes, de cansaço,
A sentir, sob os pés, o vigor dos espinhos.
Refazia-se, vendo o Azul do Imenso Espaço
E ouvindo a voz do Céu na voz dos passarinhos...
Alcançando, porém, o cimo da montanha
Notava-se-lhe os pés rasgados e sangrentos,
E o corpo lacerado
De atrozes sofrimentos...
Mesmo assim, agradeceu ao Cristo Amado
A viagem temível...
Para atingir o topo de alto nível...
Chegando ali, porém, vê, com assombro e atenção,
Que a Terra já não tem com ele ou sobre ele
O poder de atração...
Sentia-se envolvido em súbita leveza,
5
Respirando, feliz, a paz da natureza...
Reconhece que o tronco vertical do grande lenho
Transformara-se em delicado engenho
E que os braços da cruz
Eram asas de luz...
Tentou andar, mas sem querer,
Na alegria que o invade,
O homem que seguira os passos do Senhor,
Planou além, no além, buscando a Imensidade
Inflamado de amor.
 
Livro: Preito de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças


domingo, 28 de dezembro de 2014

UNIÃO FRATERNAL

"Procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz." -  Paulo. (EF…SIOS, 4:3.)
Á frente de teus olhos, mil caminhos se descerram, cada vez que te lembras de fixar a vanguarda distante.
São milhões de sendas que marginam a tua.
Não olvides a estrada que te é própria e avança, destemeroso.
Estimarias, talvez, que todas as rotas se subordinassem à tua e reportas-te à união, como se os demais viajores da vida devessem gravitar ao redor de teus passos...
Une-te aos outros, sem exigir que os outros se unam a ti.
Procura o que seja útil e belo, santo e sublime e segue adiante...
A nascente busca o regato, o regato procura o rio e o rio liga-se ao mar.
Não nos esqueçamos de que a unidade espiritual é serviço básico da paz.
Observas o irmão que se devota as crianças?
Reparas o companheiro que se dispôs a ajudar aos doentes?
Identificas o cuidado daquele que se fez o amigo dos velhos e dos jovens?
Assinalas o esforço de quem se consagrou ao aprimoramento do solo ou à educação dos animais?
Aprecias o serviço daquele que se converteu em doutrinador na extensão do bem?
Honra a cada um deles, com o teu gesto de compreensão e serenidade, convencido de que só pelas raízes do entendimento pode sustentar-se a árvore da união fraterna, que todos ambicionamos robusta e farta.
Não admitas que os outros estejam enxergando a vida através de teus olhos.
A evolução é escada infinita. Cada qual abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se coloca.
Aproxima-te de cada servidor do bem, oferecendo-lhe o melhor que puderes, e ele te responder· com a sua melhor parte.
A guerra é sempre o fruto venenoso da violência.
A contenda estéril é resultado da imposição.
A união fraternal é o sonho sublime da alma humana, entretanto, não se realizará sem que nos respeitemos uns aos outros, cultivando a harmonia, à face do ambiente que fomos chamados a servir.
Somente alcançaremos semelhante realização "procurando guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz".
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

PROJETO ILUMINAR

Estimado Irmão Rebouças.
Estamos lhe enviando cartaz atualizado do Proj. Iluminar (Illuminati), onde está explícito o último audiolivro, Emmanuel, primeira obra do Chico Xavier (FEB).
Já está sendo gravado Há 2.000 anos, com vozes diferenciadas para cada personagem. Uma terceira obra sairá na sequência.
Conforme já relatado em mensagem anterior, este projeto visa subsidiar a Audioteca Circ. Bez. de Menezes, totalmente gratuita pra os DVs.
Agradecemos sua colaboração na divulgação em sua rede social. Fraternalmente.   Souza Lima e Diana.
 
Recebido por e-mail de: Antonio Nunes de Souza Lima.
 
Francisco Rebouças

sábado, 27 de dezembro de 2014

A RESPOSTA

Emmanuel

O homem desesperado alcançou, um dia, a presença do Cristo e clamou:

- Senhor, que fazer para sair do labirinto da Terra? Tudo sombra... Maldade e indiferença, angústia e aflição dominam as criaturas que, a meu ver, sede batem num mar de trevas... Senhor, onde o caminho que me assegure a libertação?

Jesus afagou o infeliz e respondeu, generosamente:

- Filho, ninguém te impede de acender a própria luz.
 
Livro: Sinais de Rumo
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

Se tiveres amor

Reunião pública de 5/1/59 Questão nº 887
Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás nos maldizentes criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.
 
Livro:  Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

DIANTE DO SENHOR

"Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra." - Jesus. (JOÃO, 8:43.)

A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.

Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes
e numerosos.

Emprestar sem exigir retribuição.

Desculpar incessantemente.
 
Amar os próprios adversários.

Ajudar aos caluniadores e aos maus.

Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.

Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.

Creem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas.

A preocupação da posse lhes absorve a existência.

Reclamam o ouro do solo, o pão do celeiro, o linho usável, o equilíbrio da carne, o prazer dos sentidos e a consideração social, com tamanha volúpia que não se recordam da posição de simples usufrutuários do mundo em que se encontram, e nunca refletem na transitoriedade de todos os patrimônios materiais, cuja função única é a de lhes proporcionar adequado clima ao trabalho na caridade e na luz, para engrandecimento do espírito eterno.

Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.

Percebem, mas não ouvem.

Informam-se, mas não entendem.

Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.

Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis.

São preciosas estações de serviço aproveitável, com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis.

Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio
de resíduos da Terra, para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

MENSAGEM DO NATAL

MARIA DOLORES
Desejava, Jesus, ter as palavras certas
Para exaltar-Te o Luminoso Dia!...   Do pouso humilde às mansões opulentas,   Tudo é festa de Paz e de Alegria.

Recordamos Belém, na noite em que surgiste.   A Estrela...O vento frio...As casas às escuras   E as vozes cristalinas que cantavam:  
- “O Enviado nasceu!... Glória a Deus nas Alturas!...”.

Entretanto, depois de Teus ensinos,   Veio o dragão do ódio, armando a guerra,   E separou, em fúria, os grupos e as nações,  Marcando a sangue e pranto os caminhos na Terra...

Passam conquistadores inclementes,   Reclamando o poder, no ouro que os seduz;   Matam, furtam, mas morrem esquecidos   E a multidão prossegue: “Ampara-nos Jesus!...”.

É por isso que hoje repetimos,   Enquanto vinte séculos se vão:  
- “Fica, Jesus, guardando-nos a vida,   Celeste Amor de nosso coração!...”.

Livro: Dádivas de Amor
Chico Xavier/Maria Dolores
 
Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha


A EDUCAÇÃO PELO SER INTEGRAL

ser-integral
Na sexta-feira, dia 26 de dezembro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema A EDUCAÇÃO PELO SER INTEGRAL.
Nesta palestra vai-se reflectir sobre a educação do Ser integral que cada um de nós é, reconhecendo e respeitando a individualidade e unicidade de cada um, e de que forma essa aprendizagem, permite operar as transformações necessárias ao entendimento de quem somos e do que nos rodeia.
Como entender as dissemelhanças e adequar a tarefa do conhecimento e da formação, auxiliando cada um a nortear o seu próprio caminho. E sendo cada vez mais, tão importante nos adultos que buscam encontrar-se, que importância tem nas crianças, nos adolescentes, nos jovens?
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

INSEGURANÇA E ARREPENDIMENTO

A criança mal amada, que padece violências fí­sicas e psicológicas, vê o mundo e as pessoas atra­vés de uma óptica distorcida. As suas imagens estão focadas de maneira incorreta e, como consequência, causam-lhe pavor. Ademais, os comportamentos agressivos daqueles que lhe partilharam a convivên­cia, atemorizando-a mediante ameaças de punições com seres perversos, animais e castigos de qualquer natureza, fazem-na fugir para lugares e situações vexatórios, nos quais o recolhimento não oferece qualquer mecanismo de defesa, deixando-a abando­nada. Essa sensação a acompanhará por largo período, senão por toda a existência, perturbando­lhe a conduta insegura e assinalada por culpas sem sentido, que a levarão a permanente desconsideração por si mesma, pela ausência de auto-estima, por incessantes arrependimentos.
Nessa instabilidade emocional, sem alguém em quem confiar e a quem entregar-se, a criança constrói o seu mundo de conflitos e nele se encerra, dominada por contínuo receio de ser ferida, desconsiderada, evitan­do-se participar da vida normal, para poupar-se a so­frimentos e do desprezo de que se sente objeto.
Para sobreviver, nessa situação, transfere os seus medos e sua insegurança para a responsabilidade do conjunto social que sempre lhe parece hostil, numa na­tural projeção do que sofreu e não pôde eliminar.
A violência de qualquer matiz é sempre responsá­vel pelas tragédias do cotidiano. Não apenas a que agri­de pela brutalidade, por intermédio de gritos e golpes covardes, mas também, a que se deriva do orgulho, da indiferença, da perseguição sistemática e silenciosa, das expressões verbais pejorativas, desestimulando e con­denando, enfim, de todo e qualquer recurso que des­denha as demais criaturas, levando-as a patologias inu­meráveis.
A violência urbana, por exemplo, é filha legítima dos que se encontram em gabinetes luxuosos e desvi­am os valores que pertencem ao povo, que desrespei­tam; que elaboram Leis injustas, que apenas os favore­cem; que esmagam os menos afortunados, utilizando-se de medidas especiais, de exceção, que os anulam; que exigem submissão das massas, para que consigam o que lhes pertence de direito... produzindo o lixo mo­ral e os desconsertos psicológicos, psíquicos, espiritu­ais.
Numa sociedade justa, que se organiza com indi­víduos seguros dos próprios deveres, na qual os compromissos morais têm prevalência, dignificando a cri­atura em si mesma e proporcionando-lhe recursos para uma existência saudável, os valores educativos têm pri­mazia, por constituírem alicerces sobre os quais se edi­ficam os grupos que a constituem.
Lúcidos, a respeito das necessidades que devem ser consideradas, os seus governantes se empenham com decisão, para proporcionar os recursos hábeis que po­dem facultar a felicidade das massas.
Não obstante, há fatores que contribuem para os desajustes sociais, que precedem o berço e que consti­tuem implementos relevantes na carga genética, pro­gramando seres inseguros, arrependidos, frágeis emo­cionalmente. Trata-se de Espíritos que não souberam conduzir-se, entregando-se a excessos e dissipações que os prejudicaram, mas também perturbaram outras vi­das, produzindo lesões nas almas, que agora ressumam em conflitos inquietadores. Esses mesmos fatores in­duziram-nos a reencarnar-se em grupos familiares onde as dificuldades ambientais e os relacionamentos afeti­vos gerariam insegurança, levando à dubiedade de comportamento — após qualquer ação, boa ou má — à irrupção do arrependimento, mais aflição que sentimen­to de auto recuperação.
Somente através de uma constante construção de idéias positivas e estimuladoras será possível uma te­rapia eficiente, à qual o paciente se deve entregar em clima de confiança, trabalhando as lembranças trau­matizantes recordadas e preenchendo o consciente atual com perspectivas que se farão arquivar nos refolhos dalma, com propostas novas de felicidades, que volta­rão à tona oportunamente, enriquecendo-o de alegria.
A reprogramação da mente torna-se essencial para a conquista da segurança e da paz. Acostumada ao pes­simismo conflitivo, os seus arquivos no inconsciente mantêm registros perturbadores que deverão ser subs­tituídos pelos saudáveis. Esse material angustiante irá elaborar comportamentos sexuais insatisfatórios, medo de amar, pequena auto-estima, estabelecendo receios na área afetiva, por acreditar-se incapaz de ser amado, assim refugiando-se na autocomiseração, negando-se encontrar o sol do amor que tudo modifica.
Exercícios físicos contribuem para romper essa cou­raça psicológica, que se torna também física, produzin­do dores nos tecidos orgânicos, abrindo espaços para a instalação de diversas enfermidades.
O ser psicológico é o vigilante do domicilio celu­lar. Conforme conduzir-se, estabelecerá as satisfatórias ou negativas manifestações da saúde física e mental.
Aprofundar reflexões nas causas da insegurança e do arrependimento de maneira edificante, procurando retirar o melhor proveito, sem culpa nem castração, é o desafio do momento para cada ser, que então se dispo­rá à superação dos agentes constritores e de desagre­gação da personalidade.
 
Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças


TEMAS DA BENEFICÊNCIA

Casimiro Cunha

SALÁRIO
A mais alta recompensa,
De quem procura ajudar,
Vibra pura, viva e imensa,
No próprio prazer de dar.


INGRATIDÃO
Quem passa a vida a queixar-se
De golpes da ingratidão,
Nunca viu a caridade
À porta do coração.


PENSAMENTOS
Beneficência! Concede
Parcela de teu vintém...
Mas, completando o socorro,
Não penses mal de ninguém.

PROBLEMAS
Muita virtude conquista
E muita glória granjeia,
Quem nunca teve problemas
Na tela da luta alheia.

AMPARO
Ampara no que for justo,
Servindo inda mesmo a custo,
Que a bondade é sempre rica.
Ao sol de Deus que nos cobre,
Do chão mais belo ao mais pobre
A luz não se modifica.


Livro: Pássaros Humanos
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 21 de dezembro de 2014

Use de bondade sempre!


NÃO duvide do poder da bondade, embora pareça que tudo está contra você.

Um coração com Deus representa maioria, contra toda uma multidão desvairada.

A bondade praticada em todos os momentos é uma sementeira que nos garantirá colheitas de felicidade e paz.

Só quem planta bondade encontra dentro de si força de viver com Deus.

Use, então, sem restrições, a bondade de seu coração.
 
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Palavras de Irmã

       Deus te abençoe o pão
A quem te bate à porta,
A suplicar-te auxílio
Alma querida e boa!...
Tristes irmãos na dor,
Na dor que os atordoa,
Impondo-lhes angústia à vida semimorta.
Deus te abençoe a roupa
De que se recorta
Mais roupa em que a nudez se galardoa,
Serviço em que te vais
De pessoa a pessoa,
Dando brilho mais belo à fé que te conforta.
Deus te abençoe a paz
Mantendo a segurança,
Com que pregas o amor
E espalhas a esperança
Para que a tentação do mal não te abordoe!...
Por todo o imenso bem
Que fazes ante a vida,
Por tudo o que constróis,
Tanta vez esquecida,
Deus te guarde, alma irmã,
Deus te inspire e abençoe...
Maria Dolores
Livro: Páginas de Fé
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças