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terça-feira, 11 de novembro de 2014

JESUS E ORAÇÃO

Na pobreza da manjedoura, vemos a primeira oração do ambiente de Cristo, exalçando a humildade.

Expulso  de  cada  lar  da  cidade  a  que  se  acolhe,  o  Excelso  Embaixador,  ao  invés  de inspirar amargura e revolta, sugere aos que O rodeiam o cântico de louvor a Deus e da paz que alcance todas as criaturas.

Desde então, mantém a prece no caminho, expressando obediência a Deus e amor aos semelhantes.

Começa o ministério, prestigiando a ventura da comunhão doméstica nas Bodas de Caná e ora sempre, no alarido da praça ou na calma do campo, na ativa plantação de bondade e esperança, fortaleza e consolo.

Ao pé de  cada  enfermo, roga a bênção do Pai em favor dos que choram, sem que se lembre de qualquer petição de socorro a si mesmo.

Implora, em tom veemente, o retorno de Lázaro ao conforto da Terra sem suplicar a Deus que o liberte da morte.

Exora  para  Pedro,  o  amigo  invigilante,  resguardo  à  tentação  que  viria  prová-lo, entregando-se, após, à sanha de carrascos insanos.

No  jardim  solitário  ora  em  silêncio,  perante  os  aprendizes  que  dormem,  descuidados, rogando, antes de tudo, se cumpram os desígnios do Pai Misericordioso.

E, exausto  no  suplício,  podendo  recorrer  à  justiça do mundo, pede ao Pai Todo Amor, perdão para os algozes, sem tocar de leve nas chagas que O cruciam.

Recordemos  o  Mestre  da  Verdade  e  lembrar-nos-emos  de  que  a  prece  –  a  mais expressiva  de todas  –  é  socorrer, primeiro, a  quem  sofre  conosco  entre a sombra e a penúria, porquanto edificando a alegria dos outros, a Divina Providência virá, cada minuto, ao nosso próprio encontro, a envolver-nos a fé em perene alegria. 

Livro: Abrigo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças