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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cartão de Visitas

                                                                                                      Reunião pública de 8/1/60
                                                                                                                             Questão nº 7
     
     Em qualquer estudo da mediunidade, não podemos esquecer que o pensamento vige na base de todos os fenô­menos de sintonia na esfera da alma.

Analisando-o, palidamente, tomemos a imagem da vela acesa, apesar de imprópria para as nossas anotações.

A vela acesa arroja de si fotons ou força luminosa.

O cérebro exterioriza princípios inteligentes ou ener­gia mental.

Na primeira, temos a chama.

No segundo, Identificamos a ideia.

Uma e outro possuem campos característicos de atua­ção, que é tanto mais vigorosa quanto mais se mostre perto do fulcro emissor.

No fundo, os agentes a que nos referimos são neutros em si.

Imaginemos, no entanto, o lume conduzido. Tanto pode revelar o caminho de um santuário, quanto a trilha de um pântano.
Tanto ajuda os braços do malfeitor na execução de um crime, quanto auxilia as mãos do benfeitor no levan­tamento das boas obras.
Verificamos, no símile, que a energia mental, ineluta­velmente ligada à consciência que a produz, obedece à vontade.
E, compreendendo-se no pensamento a primeira es­tação de abordagem magnética, em nossas relações uns com os outros, seja qual for a mediunidade de alguém, é na vida íntima que palpita a condução de todo o re­curso psíquico.
Observa, pois, os próprios impulsos.
Desejando, sentes.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
Realizando, atrais.
Atraindo, refletes.
E, refletindo, estendes a própria influência, acrescida dos fatores de indução do grupo com que te afinas.
O pensamento é, portanto, nosso cartão de visita.
 
     Com ele, representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregado­res do mal.
 
Livro: Seara dos Médiuns
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças