Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 31 de março de 2014

Almoço Fraterno em São Pedro da Aldeia

GRUPO ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS
Fundado em 04 de outubro de 1980
ADESO A UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Sede: Rua Manoel Ribeiro, 143, Porto da Aldeia, São Pedro da Aldeia, RJ
  
ALMOÇO FRATERNO
 
O GEFA CONVIDA PARA ALMOÇO FRATERNO
NO DIA 06/04/2014, COM O SEGUINTE CARDÁPIO:
  
Carne seca com abóbora
Frango assado com batata
SALADA DE GRÃO DE BICO COM BACALHAU
E SOBREMESAS VARIADAS
 Somente R$ 12,00
 
SOBREMESAS E REFRIGERANTES À PARTE.
Criança até 6 anos não paga.
HAVERÁ SORTEIO DE BRINDES
 
Venha PASSAR UMA TARDE AGRADÁVEL
 E COLABORE PARA AS OBRAS ASSISTENCIAIS DA NOSSA CASA
 
 

Francisco Rebouças

Repercussão do aborto


Levando-se em conta que cada caso é um caso, e que por isso mesmo as nuanças é que vão determinar as variadas situações absolutamente individuais no que se refere às repercussões sofridas pelo espírito eliminado do processo natural de desenvolvimento de seu corpo em vias de estruturação, procuraremos expor nosso ponto de vista, embasados pelos conhecimentos que a nobre doutrina dos espíritos nos oferece nas obras da codificação do consolador.


Em o Livro dos Espíritos, encontramos os esclarecimentos de como esse desenvolvimento do feto se processa no útero materno, em resposta dada pelos Imortais da Vida Maior, aos questionamentos, do codificador sobre o assunto nas questões abaixo:


353. Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?


“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de   operar-se.

Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”


354. Como se explica a vida intra-uterina? 

“É a da planta que vegeta. A criança vive vida animal. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”


358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?


“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”


Sabemos que existe uma regra fundamental que rege a Lei de Causa e Efeito, que poderíamos explicá-la como sendo mais ou menos assim: A nossa ação boa ou má, sempre desencadeará uma reação proporcional à intencionalidade da ação praticada; visto que não se pode admitir que uma ação má, exercida por alguém que ignora seus efeitos maléficos, possa ter a mesma repercussão em contrário para seu praticante, quanto possa ter para o que praticou a mesma ação com conhecimento de causa, em sendo pesado pela Soberana Justiça Divina os prós e contras de ambos os infratores da mesma Lei.


Exemplificamos, dizendo que uma ação má, praticada por uma criança, não pode ser punida com o mesmo rigor que a mesma ação praticada por um adulto, pois isso seria uma tremenda injustiça para com alguém que desconhece os efeitos perniciosos que sua ação poderia causar, no caso da criança, o que não pode ser admitido em relação ao adulto infrator.


Do livro Ave, Cristo extraímos pequeno trecho do alerta dado a uma futura mãe, que tinha a intenção de abortar o feto que se desenvolvia em seu útero: “(...) Senhora, não recuseis a maternidade!... Ninguém foge, impunemente, aos desígnios de do Céu!...

A criança ser-lhe-á proteção e consolo, reajuste e arrimo... Mas, se for consumado o seu propósito de desvencilhar-se dela...”


Por isso mesmo, a responsabilidade maior na decisão de praticar ou não o ato criminoso do aborto, cabe aos encarnados, pai e ou mãe, pois os espíritos desencarnados nada podem fazer a não ser esclarecer, através dos diversos encontros promovidos com os envolvidos no processo do aborto no plano espiritual, mais diretamente na hora do descanso do corpo físico quando os Pais do futuro abortado serão levados às benditas Estâncias Superiores para o devido esclarecimento sobre os males que por certo advirão desse ato desumano e inaceitável. Mas, o livre arbítrio dos Pais, terá que ser respeitado na hora da decisão final, arcando eles com as consequências dolorosas da decisão equivocada que tomarem.


O espírito, em véspera de voltar ao mundo carnal, quando de nível evolutivo mais expressivo, pode ter reações mais moderadas e tolerantes, para com a decisão tomada por seus futuros pais, que não o desejam. Poderia ser ele, em muitas das vezes, até alguém destinado a aproximar o casal, restabelecer e fazer prosperar a união, ou, servir de amparo social e afetivo aos demais membros da família. Lamentará a perda da oportunidade de auxílio para aqueles a quem ama, e que teria prometido aos dirigentes maiores da espiritualidade dessa forma agir quando aqui estivesse.


Mesmo depois de ter sido rejeitado, por decisão de seus pais, não se deixará dominar pelos sentimentos do ódio ou do ressentimento, mesmo que o ato do aborto o tenha feito sofrer física e psiquicamente. Refeito da situação dolorosa que participou, em muitos casos, seguirá ele, mesmo desencarnado, tanto quanto possível, o seu trabalho de indução mental positiva sobre os cônjuges, no aguardo de que possam se modificar e se conscientizarem da benção que representa a Maternidade e a Paternidade na vida do ser encarnado.


Nos casos, em que o espírito que reencarnaria se encontra nos degraus inferiores da escada evolutiva, suas reações se farão de forma mais descontrolada, desequilibrada e, sobretudo, mais agressiva, começando daí em diante em muitos casos uma obsessão, por vingança, que poderá ter capítulos de sérias tragédias, com consequências desastrosas de repercussão secular, conforme nos mostra a literatura espírita em várias de suas obras.


São Espíritos, que se destinariam ao reencontro com aqueles a quem no passado foram ligados por liames desarmônicos, com os quais precisa se reencontrar para os devidos reajustes perante a Lei de Amor e Caridade, e que ao se sentirem rejeitados, devolvem na mesma moeda o amargo fel do ressentimento, do ódio e da sede incontrolável de vingança, pois ao receberem o choque das vibrações do desamor e da indiferença, daqueles de quem esperava receber justamente os eflúvios nobres e salutares do amor,  desesperam-se e revoltam-se.


São no dizer dos Espíritos Superiores, espíritos infantis na cronologia do desenvolvimento espiritual, e por essa contingência, empenham-se na perseguição aos cônjuges ou outros envolvidos na consecução do ato abortivo, ligando-se de tal forma aos personagens da triste história que na maioria dos casos, permanecem ligados ao Centro de Força ou chakra (como algumas escolas espiritualistas costumam chamar) genésico materno, induzindo consciente ou inconscientemente a profundos distúrbios ginecológicos daquela que desistira o receber como filho.


Em outras tantas situações, empenham-se na vampirização energética, tornam-se verdadeiros endoparasitas do organismo perispiritual, aderindo ao Centro de Força ou chakra esplênico, sugando o fluido vital materno, e não menos odiento em relação ao seu irresponsável e covarde pai, perseguindo-o da mesma maneira, com todas as forças de suas paixões odientas e doentias.


Sugere na maioria dos casos, em seus infelizes pais, a ideia contínua do sentimento de culpa, que deságua no remorso destruidor, impondo-lhes sérias sequelas psíquicas, que são causas de uma série de doenças aparentemente sem explicações pela medicina humana; são doenças de sérias consequências, que determinam o estado psicológico depressivo, de muitas criaturas, abrindo o seu campo mental ao desequilíbrio emocional que poderá levar em muitos casos até mesmo às raias da loucura e do suicídio.


Somente a terapêutica espiritual, desenvolvida através do esclarecimento contido no evangelho de Jesus; da mudança de postura mental; do respeito ao direito dos outros; da reforma moral; das boas ações no trabalho do bem; das nobres atitudes em seu próprio benefício, do seu próximo e da humanidade; da consciência e responsabilidade de todos como co-criadores; além dos recursos oferecidos pela medicina oficial, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora, freqüentemente, essa recuperação e harmonização sejam longas e trabalhosas.


A observação e o respeito aos ensinamentos trazido pelo Mestre de Nazaré, resumindo a Lei e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, nos trará se assim procedermos, a paz que tanto precisamos e nos fará evitar os males advindo da não observância da Lei de amor e caridade que nos unirá um dia no paraíso prometido por ELE.


Bibliografia: Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos- FEB, 76ª Edição.

                    Xavier, Francisco Cândido – pelo Espírito Emmanuel, FEB – 15ª Edição – Cap. IV – pág.88 

Francisco Rebouças.

 

domingo, 30 de março de 2014

MANTÉM-TE RECEPTIVO


Concede uma nova oportunidade ao teu desafeto, facilitando-lhe a aproximação.

Mantém-te receptivo.


É possível que ele tenha mudado de opinião, reconhecido o erro, e esteja aguardando ensejo.

  Todos nos enganamos, e desejamos ocasião para nos reabilitarmos.

   Se te encerras na mágoa e nada mais queres com ele, a tua é uma postura igual ou mais censurável que a dele.

   Não deixes que um capricho do amor-próprio ou do orgulho ferido te roube uma excelente ensancha de ser vencedor em ti mesmo.





Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis




Francisco Rebouças


CAMINHEMOS AMANDO


Emmanuel


Descerrarás novos horizontes da eminência a que chegaste, na grande peregrinação para os cimos do conhecimento, mas, a fim de que a verdade de tua experiência frutifique em talentos de paz e progresso, a benefícios daqueles que te seguem na retaguarda, não prescindirás do amor que sabe penetrar os enigmas do caminho, de modo a resolvê-los com segurança.

 

Para isso para que a tua vitória não sofra egoísmo e isolamento, não bastará comentar a beleza da messe que te carreia frutos opimos; é necessário te

disponhas ao socorro da planta nascente, amparando a colheita futura na extensão da própria alegria.

 

A verdade, brilhante como o Sol e sólida como a força, garantindo o bem comum, necessita diluir-se infinitamente para não cegar as criaturas irmãs com o seu poder e esplendor.

 

Não desdenhes compreender e auxiliar, a fim de que a luz, em tuas mãos, não se faça estéril ou destrutiva.

 

A ciência de curar usa o remédio em doses justas para extinguir a enfermidade, o professor maneja símbolos para acordar o cérebro da criança no conhecimento mais alto e o artista golpeia o mármore com cuidado e carinho dele arrancando a revelação da obra-prima.

 

Guarda a lâmpada viva da verdade e ilumina com ela a trilha que te assegurará a desejada ascensão, mas, lembra-te de que Jesus desceu para auxiliar e servir, sem contaminar-se com as nossas sombra, afastando-nos da treva para o campo ilimitado da Luz.

 

Livro: VIAJOR

Chico Xavier/Emmanuel



Francisco Rebouças

sexta-feira, 28 de março de 2014

NA REVELAÇÃO DA VIDA



       “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressur­reição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. —(ATOS, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 33.)
 

Os companheiros diretos do Mestre Divino não estabeleceram os serviços da comunidade cristã so­bre princípios cristalizados, inamovíveis. Cultuaram a ordem, a hierarquia e a disciplina, mas amparavam também o espírito do povo, distribuindo os bens da revelação espiritual, segundo a capacidade receptiva de cada um dos candidatos à nova fé.

Negar, presentemente, a legitimidade do esforço espiritista, em nome da fé cristã, é testemunho de ignorância ou leviandade.

Os discípulos do Senhor conheciam a impor­tância da certeza na sobrevivência para o triunfo na vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente trans­formados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo, atraíam companhei­ros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.

Em razão disso, o ministério apostólico não se dividia tão-somente na discussão dos problemas in­telectuais da crença e nos louvores adorativos. Os continuadores do Cristo forneciam, “com grande po­der, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” e, em face do amor com que se devotavam à obra salvacionista, neles havia “abundante graça.

O Espiritismo evangélico vem movimentar o ser­viço divino que envolve em si, não somente a crença consoladora, mas também o conhecimento indiscutí­vel da imortalidade.

As escolas dogmáticas prosseguirão alinhando artigos de fé inoperante, congelando as ideias em absurdos afirmativos, mas o Espiritismo cristão vem restaurar, em suas atividades redentoras, o ensina­mento da ressurreição individual, consagrado pelo Mestre Divino, que voltou, Ele mesmo, das sombras da morte, para exaltar a continuidade da vida.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Ultrapassamos a marca das 127.000 visitas!!


Excelente!!!
Estamos felizes e gradecidos pelo carinho e apoio de todos vocês para que hoje pudéssemos ver o contador de visitas registrar a impressionante marca das 127.000 visitas  ao nosso Blog Espírita. Não é fácil atingir essa marca, tratando exclusivamente de doutrina espírita, mas conseguimos. Vale registrar que a instalação do contador em nosso blog, se deu em 31/10/2009.

Não podemos deixar de comemorar essa feliz conquista!
 
Aproveitamos o ensejo para convocar a todos os nossos amigos, para que sigamos firmes no trabalho de divulgação dessa nobre doutrina que nos traz luz e paz, mantendo a mesma fidelidade ao compromisso assumido quando da criação deste Blog Espírita, de realizá-lo alicerçado pela codificação do espiritismo, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Com as bênçãos de Deus nosso Pai e Criador, e a orientação segura dos Espíritos amigos, continuemos levando adiante com equilíbrio e lucidez esta nossa disposição de seguir o Mestre através de Kardec.

Contamos com a companhia e a participação de vocês amigos queridos, que são sem dúvida alguma, o nosso maior patrimônio e o combustível a nos motivar ao trabalho com alegria e com a segurança de quem caminha em boas companhias.

Que o Jesus nosso mestre, guia e modelo de toda a humanidade nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
 
Nosso muito obrigado de coração!!!

Paz seja com todos!
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 25 de março de 2014

PONTOS DE FÉ

 

A fé em Deus – comentou o sábio – é sempre única na essência, mas se caracteriza em manifestações diferentes, em cada criatura, como sejam:
No sofrimento – aceitação;
Na tentação – resistência;
No trabalho – alegria;
No progresso – proveito;
Na dificuldade – paciência;
Na tribulação – esperança;
Na caridade – silêncio;
Na ofensa – perdão;
No relacionamento – gentileza;
Na enfermidade – calma;
Na crise – coragem;
No tumulto – serenidade;
Na provação – ânimo firme;
Na abastança – prudência;
Na carência – otimismo;
Na profissão – honestidade;
Na afeição – equilíbrio;
No lar – mais amor.
Verificando os pontos da fé em Deus, cada um de nós conseguirá facilmente encontrar a soma de nossas aquisições e falhas, omissões e vitórias íntimas, bastando, para isso, a nossa auto análise diante de quaisquer problemas da vida.

Livro: Agora é o Tempo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças



segunda-feira, 24 de março de 2014

Anotações do Bem



Não importa quanto você disponha para agir e servir, a beneficio de outrem, vale o que fizer e como fizer daquilo que o Senhor já confiou a você.
Dizem os sábios que Deus dá o frio conforme o cobertor, para que o Homem saiba dar o cobertor, conforme o frio.
Por onde você passe e do tamanho que possa, deixe um rastro de alegria.
Você voltará, mais tarde, para colher-lhe a bênção de luz.
A Terra, a fim de produzir com segurança e eficiência, pede cultivo.
Acreditará você, porventura, que os valores da Vida espiritual surjam sem trato?
Devemos unicamente amar, entregando a Deus qualquer problema de defensiva.

Livro: Endereços de Paz
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

EFICÁCIA DA PRECE: PROVAS CIENTÍFICAS

mar-azul
Na sexta-feira, dia 28 de Março de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema EFICÁCIA DA PRECE: PROVAS CIENTÍFICAS
Todos já ouvimos casos de pessoas que ultrapassaram as mais diversas dificuldades através da prece e fé verdadeira. Será um mito? Consegue-se medir a eficácias das preces de uma forma objetiva e científica? Será apresentada a visão espírita sobre o tema.
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.


Francisco Rebouças

Ela Passa


Auta de Souza
Ela passa e o consolo se irradia

Qual a brisa de essência misteriosa,

A esperança aparece com a rosa

No espinheiro da sombra e da agonia...

 

Ela passa e um sussurro de alegria

Sobe em prece na noite tenebrosa,

Traz em torno sublime nebulosa,

Onde a vida celeste principia!

 

Ela passa e ninguém lhe sabe a crença,

É tão-só Caridade... Luz suspensa

Sobre as dores que a lágrima descerra!

 

Ei-la divina! E vê-la onde passa,

Sem distinção de credo, nome e raça,
A presença do Cristo sobre a Terra!...

Livro: Bênçãos de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sábado, 22 de março de 2014

Lindos Casos de Chico Xavier


                   A LIÇÃO DO PRÉDIO QUE SE INCLINARA


A Imprensa belorizontina noticiara, com alarde, que um prédio de 10 andares, depois de pronto e com o HABITE-SE, inclinara-se visivelmente.


Em redor, aglomeravam-se muitas pessoas curiosas, comentando o erro de cálculo do Engenheiro construtor.


O Chico por ali, passa, vira o prédio interditado e ouvia as diversas críticas.

Emmanuel a seu lado, lhe diz:



— Veja e medite. Por um erro de cálculo perde-se um prédio de dez andares: também em nossa existência, por um erro, consequente da falta de oração e vigilância, inclinamos, tombamos, inutilizando muitos séculos de nosso edifício espírita!...





Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama




Francisco Rebouças

TEMAS DA VIDA SIMPLES




Será sempre assim na Terra,

Mesmo que a Terra desabe:

A inteligência é quem julga,

O coração é que sabe.

Luciano Reis

 

Conserva o discernimento,

Ante as usanças em voga;

A água que lava o homem

É a mesma que afoga

Silveira Carvalho

 

Notando os irmão e que caem,

Não lhes perguntes porquê;

Só reprova os semelhantes

Aquele que não se vê.

Noel de Carvalho

 

A pureza clara e boa

É aquela da intrepidez

Que entende e ama a pessoa

Assim como Deus a fez.

Marcelo Gama

 

A pureza sem disfarce,

No seu mais alto conceito,

É a que procura humilhar-se

Para que o bem seja feito.

Ormando Candelária

 

Quem diz que a vida é tragédia

Contemple o nascer do dia...

O sol dourado no Azul

É uma festa de Alegria

Aderaldo Ferreira de Araújo

 

Golpes e ofensas? Olvida

A mágoa em que te sublevas;

A benção da tolerância

É a força que vence as trevas.

Marques da Cruz

 

 

Caso triste que segui

Foi o de Clara Belém;

Era tão simples, tão simples

Que não viveu com ninguém.

Cornélio Pires

 

Brandura, em alto sentido,

Tem esta definição:

É silêncio no alarido

E calma na agitação.

Deraldo Neville

 

O tempo é um computador

Sem passado e sem porvir,

Só nos registra as ações

E põe-se a retribuir.

Sylvio Fontoura

 

Humildade- amor ardente,

Auxílio, perdão e prece,

Onde ela está realmente,

Está, mas não aparece.

Jaks Aboab

 

Homens puros!...Sempre os via...

E sei que não sou dos tais,

Porque a gente desconfia

Quando a pureza é demais.

Lamartine Babo

 

Felicidade? Encontrei-a

Ao fim de muitos caminhos,

Era uma nesga de praia

Repleta de passarinhos

Manoel Serrador

 

Existe uma Lei Divina

Que não se deve esquecer;

Seguir quem serve na vida

Além do próprio dever

Oscar Batista

 
Livro: Seara de Fé
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sexta-feira, 21 de março de 2014

EM NÓS MESMO

Na obra de aperfeiçoamento a que Jesus nos concitou, idealizemos uma lâmpada com a faculdade de analisar o caminho de sombras a que deve emprestar cooperação.

Mentalizemo-la na apreciação da noite em derredor, injuriando as trevas, amaldiçoando as pedras da estrada, clamando ao Céu contra as nuvens e contra a ventania que lhe faz tremer o pedestal...

Imaginemo-la querelando, entre lamentações e impropérios, ante as dificuldades da Natureza, temendo os constrangimentos da obra de auxílio que lhe compete realizar.

Entretanto, desde que se ofereça, paciente e nobre, ao dispêndio dos próprios recursos para que a luz se faça, eis que a paisagem se mostra clara e bela, estimulando-lhe as energias para a jornada à frente.

Então, não precisará desmandar-se na acusação e na crítica, de vez que a claridade em si mesma lhe fará reconhecer cada criatura no nível em que se encontra e cada cousa no lugar que lhe é próprio.

A imagem singela define a necessidade de melhoria em nós mesmos para que a vida se eleve e aperfeiçoe, junto de nós.

Não vale gritar contra a escuridão, reprovar o erro e maldizer o quadro de luta em que o Senhor nos situa a existência.

Cada espírito é colocado pela Providência Divina na posição mais útil a si próprio.

Aprendamos a retificar-nos, segundo os padrões que o Evangelho do Cristo nos apresenta e o mundo estará corrigido aos nossos olhos.
*
Vivamos nossa fé renovadora em atos e atitudes, nas tarefas habituais e converter-nos-emos na lâmpada prestativa e dócil que, aceitando as determinações do Senhor, edifica a verdadeira alegria, onde passa, porque traz consigo, no grande silêncio, o sol do Amor que é felicidade permanente e paz inextinguível.

Livro: Abrigo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças


quinta-feira, 20 de março de 2014

Estudando o Espiritismo R.E.


Diferentes modos de comunicações

Revista Espírita, janeiro de 1858

As comunicações inteligentes, entre os Espíritos e os homens, podem ocorrer por sinais, pela escrita e pela palavra.

Os sinais consistem no movimento significativo de certos objetos, e, mais frequentemente, nos ruídos ou pancadas. Quando esses fenômenos comportam um sentido, não permitem duvidar da intervenção de uma inteligência oculta, pela razão que, se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente.

Sob a influência de certas pessoas, designadas pelo nome de médiuns, e algumas vezes espontaneamente, um objeto qualquer pode executar movimentos convencionados, bater um número determinado de golpes e transmitir, assim, respostas por sim ou por não, ou pela designação das letras do alfabeto.

Os golpes podem, também, se fazerem ouvir sem nenhum movimento aparente, e sem causa ostensiva, seja na superfície, seja na própria textura dos corpos inertes, num muro, numa pedra, num móvel ou qualquer outro objeto. De todos esses objetos, sendo a mesa a mais cômoda pela mobilidade e pela facilidade para se colocar ao seu redor, é o meio do qual se tem, mais frequentemente, servido, e daí a designação, do fenômeno em geral, pelas expressões bastante triviais de mesas falantes e de dança das mesas; expressões que convém banir, primeiro porque se prestam ao ridículo, segundo porque podem induzir em erro, fazendo crer que as mesas, a esse respeito, têm uma influência especial.

Daremos a esse modo de comunicação o nome de sematologia espírita, palavra que dá, perfeitamente, a ideia e compreende todas as variedades de comunicações por sinais, movimento de corpos ou pancadas. Um dos nossos correspondentes nos propôs mesmo designar, especialmente este último meio, o das pancadas, pela palavra tiptologia.

O segundo modo de comunicação é a escrita; nós o designaremos sob o nome de psicografia, igualmente empregada por um correspondente.

Para se comunicarem pela escrita, os Espíritos empregam, como intermediárias, certas pessoas dotadas da faculdade de escrever sob a influência da força oculta que as dirige, e que cedem a um poder, evidentemente, fora do seu controle; porque elas não podem nem se

deter, nem prosseguir à vontade, e, o mais frequentemente, não têm consciência do que escrevem. Sua mão é agitada por movimento involuntário, quase febril; tomam o lápis, a seu malgrado, e o deixam do mesmo modo; nem a vontade, nem o desejo podem fazê-la seguir, caso não o deve. É a psicografia direta.

A escrita é obtida, também, pela só imposição das mãos sobre um objeto convenientemente disposto e munido de um lápis, ou de qualquer outro instrumento próprio para escrever. Os objetos mais geralmente empregados, são as pranchetas ou as cestas dispostas para esse efeito. A força oculta, que age sobre a pessoa, se transmite ao objeto que se torna, assim, um apêndice da mão, e lhe imprime o movimento necessário para traçar os caracteres. É a psicografia indireta.

As comunicações transmitidas pela psicografia são mais ou menos extensas, segundo o grau da faculdade mediadora. Alguns não obtêm senão palavras; em outros, a faculdade se desenvolve pelo exercício, e escrevem frases completas, e, frequentemente, dissertações desenvolvidas sobre assuntos propostos, ou tratados espontaneamente pelos Espíritos, sem serem provocados por nenhuma pergunta.

À escrita é, algumas vezes, limpa e muito legível; de outras vezes, não é decifrável senão por aquele que escreve, e que a lê, então, por uma espécie de intuição ou de dupla visão.

Sob a mão da mesma pessoa, a escrita muda, em geral, de modo completo, com a inteligência oculta que se manifesta, e o mesmo caráter de escrita se reproduz cada vez que a mesma inteligência se manifesta de novo. Esse fato, entretanto, nada tem de absoluto.

Os Espíritos transmitem, algumas vezes, certas comunicações escritas sem intermediário direto. Os caracteres, nesse caso, são traçados espontaneamente por uma força extra humana, visível ou invisível. Como é útil que cada coisa tenha um nome, a fim de se poder entender, daremos a esse modo de comunicação escrita o de espiritografia ou para distingui-la da psicografia ou escrita obtida por um médium. A diferença, entre esses dois nomes é fácil de se compreender. Na psicografia, a alma do médium desempenha, necessariamente, um certo papel, ao menos como intermediário, ao passo que na espiritografia é o Espírito que age diretamente, por si mesmo.

O terceiro modo de comunicação é a palavra. Certas pessoas sofrem, nos órgãos da voz, a influência da força oculta que se faz sentir na mão daqueles que escrevem. Elas transmitem, pela palavra, tudo o que os outros transmitem pela escrita.

As comunicações verbais, como as comunicações escritas, têm, algumas vezes, lugar sem intermediário corpóreo. Palavras e frases podem ressoar em nossos ouvidos ou em nosso cérebro, sem causa física aparente. Os Espíritos podem, igualmente, nos aparecer em sonho, ou no estado de vigília, e nos dirigir a palavra para nos dar advertências ou instruções.

Para seguir o mesmo sistema de nomenclatura, que adotamos para as comunicações escritas, deveríamos chamar a palavra transmitida pelo médium psicologia, e aquela proveniente diretamente do Espírito espiritologia. Mas a palavra psicologia, tendo já uma acepção conhecida, não podemos deturpá-la. Designaremos, pois, todas as comunicações verbais sob o nome de espiritologia, as primeiras pelas palavras espiritologia mediata, e as segundas pelas de espiritologia direta.

Dos diferentes modos de comunicação, a sematologia é o mais incompleto; é muito lento e não se presta, senão com dificuldade, aos desenvolvimentos de uma certa extensão. Os Espíritos superiores dela não se servem voluntariamente, seja por causa da lentidão, seja

porque as respostas, por sim e por não, são incompletas e sujeitas a erro. Para ensinar, eles preferem os mais rápidos: a escrita e a palavra.

A escrita e a palavra são, com efeito, os meios mais completos para a transmissão do pensamento dos Espíritos, seja pela precisão das respostas, seja pela extensão dos desenvolvimentos que elas comportam. A escrita tem a vantagem de deixar traços materiais, e de ser um dos meios mais adequados, para combater a dúvida. De resto, não se é livre para escolher; os Espíritos não se comunicam senão pelos meios que eles julgam apropriados: isso depende das aptidões.



Fonte: Revista Espírita, janeiro de 1858



Francisco Rebouças

quarta-feira, 19 de março de 2014

HEDONISMO

      O conceito de hedonismo tem-se desdobrado em variantes através dos séculos. Criado, originariamente para facultar o processo filosófico da busca do prazer, hoje apresenta-se, do ponto de vista psiquiátrico como sendo uma expressão psicopatológica, por significar apenas o gozo físico, abrasador, incessante, finalidade única da existência humana, essencialmente egotista.

Tal conceito surgiu com o discípulo de Sócrates, Aristipo de Cirene, por volta do século 5º antes de  Cristo e foi con­solidado por seus seguidores.

A finalidade única reservada ao ser humano, sob a óptica hedonista, era o prazer individual.

Na atualidade, consideram-se duas vertentes no hedonismo: a primeira, denominada psicológica ou antiga, que tem como meta o prazer como sendo o últi­mo fim, constituindo uma realidade psicológica positi­va, gratificante, e a ética ou moderna, que elucida, não procurarem as criaturas atuais sempre e somente o pra­zer pessoal, mas que se devem dedicar a encontrar e conseguir aquele que é o prazer maior para si mesmas e para a humanidade.

A tendência do ser humano, todavia, é a busca do que agrada de imediato, em razão do atavismo rema­nescente da posse, da dominação sobre o espécime mais fraco, que se lhe submete servilmente, proporcionando o gozo da falsa superioridade.

Nesse comportamento, a libido predomina, esta­belecendo a meta próxima, que se converte na auto realização pelo atendimento ao desejo.

O desejo é fator de tormento, porquanto se mani­festa com predominância de interesse, substituindo to­dos os demais valores, como sendo primacial, após o que, atendido, abre perspectivas a novos anseios.

Nesse capítulo, o desejo de natureza lasciva, forte­mente vinculado ao sexo, atormenta, dando surgimen­to a patologias várias, que necessitam assistência tera­pêutica especializada.

Noutras vezes, as frustrações interiores impõem alteração de conduta, dando origem ao desejo do po­der, da glória, da conquista de valores amoedados, na vã ilusão de que essas aquisições realizam o seu pos­suidor. A realidade, no entanto, surge, mais decepcio­nante, o que produz, às vezes, estados depressivos ou de violência, que irrompem sutilmente ou voluptuo­sos.

São algumas dessas ocorrências psicológicas que dão surgimento aos ditadores, aos dominadores arbi­trários de pessoas e de grupos humanos, aos crimino­sos hediondos, aos perseguidores implacáveis, a ex­pressivo número de infelicitadores dos outros, porque infelizes eles próprios. No íntimo, subconscientemen­te, está a busca hedonista, impositiva, egóica, sem ne­nhuma abertura para o conjunto social, para a comuni­dade ou para si mesmo através das expressões de afeto e de doação, de carinho e bondade, que são valores de alto conteúdo terapêutico.

O hedonista vê-se apenas a si mesmo, aturdindo-se na insatisfação que acompanha o prazer, porquanto jamais se torna pleno. A ânsia do prazer é tão incontro­lável quão intérmina. Conseguido um, outro surge, numa sucessão desenfreada.

Quando a consciência do dever estabelece os para­digmas da auto conquista, o prazer se transfere de sig­nificado, adquirindo outro sentido, que é de legitimidade para a harmonia do ser psicológico, exteriorizan­do-se em serviço, elevação interior, realizações perenes. Arrebenta as amarras do ego e abre as asas para o ser profundo poder expandir-se, voando em direção do Infinito.

O prazer de ajudar transforma o indivíduo em um ser progressista, idealista, que se realiza mediante a construção da felicidade em outrem, sem qualquer for­ma de fuga da sua própria realidade.

Nessa fase experimental da saída do ego e de sua superação, novos prazeres passam a ocupar os estados emocionais: a visão das paisagens irisadas de Sol e ri­cas de beleza, o encantamento que o mundo oferece, a alegria de estar vivo, o sentido de utilidade que experi­menta, a empatia que decorre dos valores que vão sen­do descobertos, contribuindo para o auto encontro, para o significado existencial.

A busca do prazer, portanto, é parte essencial dos desafios psicológicos existenciais, desde que seja dire­cionada para aqueles que propõem libertação, conquista de paz, realização interior.
O altruísmo é o antídoto, a terapia mais valiosa para a superação do estágio hedonista da evolução do ser.


Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo franco/Joanna de Ângelis


Francisco Rebouças