Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 28 de março de 2014

NA REVELAÇÃO DA VIDA



       “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressur­reição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. —(ATOS, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 33.)
 

Os companheiros diretos do Mestre Divino não estabeleceram os serviços da comunidade cristã so­bre princípios cristalizados, inamovíveis. Cultuaram a ordem, a hierarquia e a disciplina, mas amparavam também o espírito do povo, distribuindo os bens da revelação espiritual, segundo a capacidade receptiva de cada um dos candidatos à nova fé.

Negar, presentemente, a legitimidade do esforço espiritista, em nome da fé cristã, é testemunho de ignorância ou leviandade.

Os discípulos do Senhor conheciam a impor­tância da certeza na sobrevivência para o triunfo na vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente trans­formados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo, atraíam companhei­ros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.

Em razão disso, o ministério apostólico não se dividia tão-somente na discussão dos problemas in­telectuais da crença e nos louvores adorativos. Os continuadores do Cristo forneciam, “com grande po­der, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” e, em face do amor com que se devotavam à obra salvacionista, neles havia “abundante graça.

O Espiritismo evangélico vem movimentar o ser­viço divino que envolve em si, não somente a crença consoladora, mas também o conhecimento indiscutí­vel da imortalidade.

As escolas dogmáticas prosseguirão alinhando artigos de fé inoperante, congelando as ideias em absurdos afirmativos, mas o Espiritismo cristão vem restaurar, em suas atividades redentoras, o ensina­mento da ressurreição individual, consagrado pelo Mestre Divino, que voltou, Ele mesmo, das sombras da morte, para exaltar a continuidade da vida.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças