Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Estudando o Espiritismo R.E.


        Diferentes naturezas de manifestações

Revista Espírita, janeiro de 1858

Os Espíritos atestam a sua presença de diversas maneiras, segundo sua aptidão, sua vontade e seu maior ou menor grau de elevação. Todos os fenômenos dos quais teremos ocasião de nos ocupar, se relacionam, naturalmente, a um ou a outro desses modos de comunicação.

Cremos, pois, para facilitar o entendimento dos fatos, dever abrir a série de nossos artigos pelo quadro das diferentes naturezas de manifestações. Podem ser resumidas assim:

1- Ação oculta, quando ela não tem nada ostensivo. Tais são, por exemplo as inspirações ou sugestões de pensamento, as advertências íntimas, as influências sobre os acontecimentos, etc.;

2- Ação patente ou manifestação, quando ela é apreciável de um modo qualquer;

3- Manifestações físicas ou materiais', são aquelas que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como os ruídos, o movimento e o deslocamento de objetos. Essas manifestações não comportam, muito frequentemente, nenhum sentido direto; elas não têm por objetivo senão chamar a nossa atenção sobre alguma coisa, e nos convencer da presença de uma força superior à do homem;

4- Manifestações visuais ou aparições, quando um Espírito se revela à visão, sob uma forma qualquer, sem ter nenhuma das propriedades conhecidas da matéria;

5- Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporte um sentido, não fora senão um simples movimento ou um ruído que acuse uma certa liberdade de ação, responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Ocorrem em todos os graus;

6- As comunicações', são as manifestações inteligentes que têm por objeto uma troca seguida de pensamentos entre o homem e os Espíritos.

À natureza das comunicações varia segundo o grau, de elevação ou inferioridade, de saber ou ignorância do Espírito que se manifeste, e segundo a natureza do assunto de que se trata.

Elas podem ser: frívolas, grosseiras, sérias, ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombadores e traquinas, mais maliciosos do que maus, que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras se traduzem por expressões que chocam as conveniências. Elas não emanam senão de Espíritos inferiores, ou que não estão ainda despojados de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de toda a trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, e que tem um fim útil, seja de interesse privado, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, segundo o grau de evolução e de desmaterialização do Espírito. Para se retirar dessas comunicações um proveito real, é preciso que sejam regulares e continuem com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam àqueles que querem se instruir e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos o cuidado de divertir, com gracejos, aqueles que não veem, nas manifestações, senão uma distração passageira. Não é senão pela regularidade e pela frequência das comunicações, que

se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais se conversa, e o grau de confiança que merecem. Se é preciso experiência para julgar os homens, é preciso, talvez, mais ainda para julgar os Espíritos.


Fonte: Revista Espírita, janeiro de 1858

Francisco rebouças


ESPIRITISMO NA FÉ


“E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 17.)
Permanecem as manifestações da vida espiri­tual em todos os fundamentos da Revelação Divina, nos mais variados círculos da fé.
Espiritismo em si, portanto, deixa de ser novida­de, dos tempos que correm, para figurar na raiz de todas as escolas religiosas.
Moisés estabelece contato com o plano espiri­tual no Sinai.
Jesus é visto pelos discípulos, no Tabor, ladeado por mortos ilustres.
O colégio apostólico relaciona-se com o Espírito do Mestre, após a morte d'Ele, e consolida no mundo o Cristianismo redentor.
Os mártires dos circos abandonam a carne fla­gelada, contemplando visões sublimes.
Maomé inicia a tarefa religiosa, ouvindo um mensageiro invisível.
Francisco de Assis percebe emissários do Céu que o exortam à renovação da Igreja.
Lutero registra a presença de seres de outro mundo.
Teresa d’Ávila recebe a visita de amigos desen­carnados e chega a inspecionar regiões purgatoriais, através do fenômeno mediúnico do desdobramento.
 
       Sinais do reino dos Espíritos seguirão os que crerem, afirma o Cristo. Em todas as instituições da fé, há os que gozam, que aproveitam, que calculam, que criticam, que fiscalizam... Esses são, ainda, can­didatos à iluminação definitiva e renovadora. Os que creem, contudo, e aceitam as determinações de ser­viço que fluem do Alto, serão seguidos pelas notas reveladoras da imortalidade, onde estiverem. Em nome do Senhor, emitindo vibrações santificantes, expul­sarão a treva e a maldade, e serão facilmente conhe­cidos, entre os homens espantados, porque falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

DEUS NOSSO PAI

Batuíra 

Honrar nosso pai é honrar também a Deus. O nosso Pai de Infinita Bondade.

No instituto doméstico, os filhos amadurecidos na experiência honorificam os pais, através das obrigações executadas no lar.

Na residência planetária, os filhos de Deus, edificados na compreensão de Suas Leis, dignificam o Todo-Misericordioso por intermédio dos deveres retamente cumpridos, diante da humanidade nos caminhos do mundo.

Amamos a Deus na pessoa do próximo.

Comecemos o exercício dessa abnegação que nos proporcionará o necessário acesso à Luz Divina.

Fomos feridos nas tarefas cotidianas? Saibamos esquecer as ofensas do companheiro que ainda ignora as consequências do mal.

Golpes de injúria desceram sobre nós, procurando exterminar-nos a esperança e a coragem?

Entendamos a inexperiência daqueles que desconhecem a força da sobra que desencadeiam para si mesmos e continuemos a colaborar no levantamento do bem de todos.

Quem vem lá, faminto ou desesperado, tentando encontrar socorro e consolação?

Pausemos para servir porque é nosso familiar que nos bate à porta, suplicando asilo e compreensão.

Que pensar do infeliz que passa na via pública enxovalhado por sarcasmo e condenação?

Nenhuma dúvida paira em nosso espírito quanto ao imperativo de entendê-lo e auxiliá-lo porquanto ele é nosso irmão pela Paternidade Divina e espera por nosso devotamento.

Deus, o Senhor Supremo da Vida, o Pai que nos recebe diariamente os protestos de fidelidade e de amor conta em verdade conosco e em verdade precisa de nós.

Espera confiantemente sejamos o amparo aos desajustados, a fortaleza dos fracos, a energia dos fatigados, a benção dos que foram lançados à solidão.

Deus necessita de nós e deseja recebermos a cooperação ainda que humilde.

Envia-nos os necessitados de toda espécie e de todas as procedências para que Lhe representemos a Providência Divina.
Em toda parte, é possível receber esse mandato sublime e desempenhá-lo.
 
        É por isso que Jesus, o filho mais altamente consagrado ao Supremo Senhor que a Terra já conheceu, assim se expressou fazendo-nos sentir que Deus está conosco e espera por nós em todas as circunstâncias: “Todo o bem que fizerdes no mundo ao último dos pequeninos, em verdade, é a mim que o fizestes.”
 
Livro: Bênçãos de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PALAVRAS A MOCIDADE

Jovens irmãos.
A existência na Terra é um dia na Eternidade.
A juventude é o alvorecer.
Em torno, rompe o sol das oportunidades de santificação.
O campo de serviço é o mundo inteiro e a natureza é o nosso livro divino.
Indispensável aceitar o benéfico desafio da luz, vencendo a força terrível da inércia.
Se o Pai Supremo é o doador de todas as bênçãos, Jesus é o nosso Divino Mestre.
Necessário, pois, guardar-lhe os ensinamentos na sadia aplicação de nossas oportunidades benditas, semeando o bem, cultivando-o e colhendo-o para os celeiros famintos da Terra.
Não é fácil concretizar o testemunho pessoal nos serviços da fé que remove a ignorância e santifica o amor nos caminhos de vida. Muitas vezes seremos surpreendidos pela tormenta e será imprescindível combater sem desânimo os vermes que nos ameaçam a sementeira. Fantasmas cruéis rondar-nos-ão as portas e, em muitas ocasiões, a vigília nos pedirá suor e lágrimas.
Entretanto, meus amados amigos, a claridade do bem traçamos roteiro seguro.
Movimentando os nossos recursos, com esperança fiel, venceremos juntos a grande batalha da luz contra as sombras, do bem contra o mal.
Se a experiência é lição, a luta é aprendizado.
Unamo-nos, portanto, em derredor do Mestre Querido, fixemos em nosso coração o seu programa sublime de amor, dentro de nossa própria renovação para a Luz Divina e caminhemos resolutos e felizes, ao encontro do sublime futuro.
 
Agar


Livro: Nosso Livro
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ultrapassamos a marca das 125.000 visitas!!!

Excelente!!!
Queridos amigos, registramos hoje a incrível marca  de 125.000 visitas  ao nosso Blog Espírita. Não é fácil atingir essa marca, tratando exclusivamente de doutrina espírita, mas conseguimos. Vale registrar que a instalação do contador em nosso blog, se deu em 31/10/2009.

Isso é algo digno de se comemorar com alegria e mais trabalho!
 
Aproveitamos para renovar  o convite, para que sigamos firmes no trabalho de divulgação dessa nobre doutrina que nos traz luz e paz, mantendo a mesma fidelidade ao compromisso assumido quando da criação deste Blog Espírita, de realizá-lo alicerçado pela codificação do espiritismo, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Com as bênçãos de Deus nosso Pai e Criador, e a orientação segura dos Espíritos amigos, continuemos levando adiante com equilíbrio e lucidez esta nossa disposição de seguir o Mestre através de Kardec.

Contamos com a companhia e a participação de vocês amigos queridos, que são sem dúvida alguma, o nosso maior patrimônio e o combustível a nos motivar ao trabalho com alegria e com a segurança de quem caminha em boas companhias.

Que o Jesus nosso mestre, guia e modelo de toda a humanidade nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
 
Nosso muito obrigado de coração!!!

Paz seja com todos!
 
Francisco Rebouças

COMO TESTEMUNHAR

       “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da Terra.” — (ATOS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 8.) 
       Realmente, Jesus é o Salvador do Mundo, mas não libertará a Terra do império do mal, sem a con­tribuição daqueles que lhe procuram os recursos salvadores.
       O Divino Mestre, portanto, precisa de auxiliares com atribuições de prepostos e testemunhas, em toda parte.
       É impraticável o aprimoramento das almas, sem educação, e a educação exige legiões de coopera­dores.
       Contudo, para desempenharmos a tarefa de re­presentantes do Senhor, na obra sublime de elevação, não basta o título externo, com vistas à escola reli­giosa.
Indispensável é a obtenção de bênçãos do Alto, por intermédio da execução de nossos deveres, por mais difíceis e dolorosos.
Até agora, conhecemos à saciedade, na Terra, o poder de dominar, governar, recusar e ferir, de fácil acesso no campo da vida.
      Raras criaturas, porém, fazem por merecer de Jesus o poder celeste de obedecer, ensinando, de amar, construindo para o bem, de esperar, trabalhan­do, de ajudar desinteressadamente. Sem a recepção de semelhantes recursos, que nos identificam com o Trabalhador Divino, e sem as possibilidades de re­fleti-Lo para o próximo, em espírito e verdade, através do nosso esforço constante de aplicação pessoal do Evangelho, podemos personificar excelentes prega­dores, brilhantes literatos ou notáveis simpatizantes da doutrina cristã, mas não testemunhas d'Ele.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

TRAÇOS DO INIMIGO


Emmanuel
Quando Jesus nos exortou ao amor pelos inimigos, indicou-nos valioso  trabalho imunológico em favor de nós mesmos.
Se trazes a consciência tranquila, diante da criatura que, acaso, te  injurie, estarás na mira de uma pessoa evidentemente necessitada de  compreensão e de auxílio espiritual.
O adversário gratuito pode estar desinformado a teu respeito e, por  isso, reclama esclarecimento e não represália.
Talvez esteja experimentando certa inveja dos recursos de que dispões  e, em vista disso, necessitará de caridade e silêncio para que não seja  induzido ao desespero.
Sofrerá provavelmente de miopia espiritual, diante dos objetivos  superiores pelos quais te orientas e, por essa razão, aguarda tolerância,  até que o entendimento se lhe amadureça.
Será possivelmente um candidato à luta competitiva com os teus esforços  em realização determinada e, por isso, reclama respeito para que não caia  em perdas de vulto.
Repontará do cotidiano por alguém intentando fazer a tarefa de que te  incumbes e, por semelhante motivo, merece vibrações de paz, a fim de que  encontre encargos idênticos aos teus.
Por fim, talvez surja na condição de doente da lama, sob a influência  de obsessões ocultas e, em vista disso, precisará de compaixão.
Jesus conhecia esses lances de desequilíbrio da personalidade humana e,  naturalmente, nos impulsiona ao perdão e aa prece, em auxílio de quantos se  nos façam agressores.
É que não adianta passar recibos ao mal, de vez que estaríamos  ambientando em nós mesmos, as dificuldades e deficiências dos nossos  perseguidores.
Amar aos inimigos será abençoá-los, desejando-lhes a tranquilidade de  que carecem, livrando-nos, antecipadamente, de quaisquer entraves com que  nos desejem marcar o caminho.
 
Abençoar aos que nos insultem ou maltratem é o melhor processo de  entregá-los ao mundo deles próprios, sustentando-nos em paz, ante as  bênçãos das Leis de Deus.
 
Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ESPIRITISMO NO EVANGELHO É VIDA

João de Deus  

Espiritismo no Evangelho é vida
Que se desdobra promissora e pura,
Resplandecendo além da sepultura,
Vencendo a grande noite indefinida...

É luz que brilha em áspera subida,
Alvorada extinguindo a noite escura,
Pão que alimenta toda criatura,
Refúgio certo da alma consumida.

É fé viva que, lúcida, se expande,
Dadivosa, sublime, excelsa e grande,
Em celeste e divina sementeira!...

O Espiritismo no Evangelho alcança
O reinado do Amor e da Esperança
Pela fraternidade à Terra inteira...

Livro: Moradias de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

PORQUE ESQUECEMOS O PASSADO?
passado
Na sexta-feira, dia 28 de Fevereiro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema PORQUE ESQUECEMOS O PASSADO?
 
Se já vivemos antes, porque não nos lembramos das outras vidas? Esse esquecimento é benéfico? Porquê? Será apresentada a visão espírita sobre o tema.
 
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
 
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Problemas no matrimônio

À exceção dos casos de relevantes compromissos morais, o matrimônio, na Terra, constitui abençoada oportunidade redentora a dois, que não se pode desconsiderar sem gravames complicados.
Em toda união conjugal as responsabilidades são recíprocas, exigindo de cada nubente uma expressiva contribuição, a benefício do êxito de ambos, no tentame encetado.

Pedra angular da família - o culto dos deveres morais , a construção do lar nele se faz mediante as linhas seguras do enobrecimento dos cônjuges, objetivando o equilíbrio da prole.

Somente reduzido número de pessoas, se prepara convenientemente, antes de intentar o consórcio matrimonial; a ausência desse cuidado, quase sempre, ocasiona desastre imediato de consequências lamentáveis.

Açulados por paixões de vária ordem, que se estendem desde a atribulação sexual aos jogos dos interesses monetários, deixam-se colher por afligentes desvarios, que redundam maior débito entre os consorciados e em relação à progenitura...

Iludidos, face aos recursos da atual situação tecnológica, adiam, de início, o dever da paternidade sob justificativas indébitas, convertendo o tálamo conjugal em recurso para o prazer como para a leviandade, com que estiolam os melhores planos por momento acalentados...

Logo despertam, espicaçados por antipatias e desajustes que lhes parecem irreversíveis, supõem que somente a separação constitui fórmula solucionadora quando não derrapam nas escabrosidades que conduzem aos lúgubres crimes passionais.

Com a alma estiolada, quando a experiência se lhes converteu em sofrimento, partem para novos conúbios amorosos, carregando lembranças tormentosas, que se transformam em pesadas cargas emocionais desequilibrantes.

Alguns, dentre os que jazem vitimados por acerbas incompreensões e anseiam refazer o caminho, se identificam com outros espíritos aos quais se apegam, sôfregos, explicando tratar-se de almas gêmeas ou afins, não receando desfazer um ou dois lares para constituir outro, por certo, de efêmera duração.

Outros, saturados, debandam na direção de aventuras vis, envenenando-se vagarosamente.

Enquanto a juventude lhes acena oportunidades, usufruem-nas, sem fixações de afeto, nem intensidade de abnegação. Surpreendidos pela velhice prematura, que o desgaste lhes impõe, ou chegados à idade do cansaço natural, inconformam-se, acalentando pessimismo e cultivando os resíduos das paixões e mágoas que os enlouquecem, a pouco e pouco.

O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais se multiplica sem jamais exaurir-se.

Partidários da libertinagem, porém, empenham-se em insensata cruzada para torná-lo livre, como se jamais não o houvera sido. Confundem-no com sensualidade e pensam convertê-lo apenas em instinto primitivo, padronizado pelos impulsos da sexualidade atribulada.

Liberdade para amar, sem dúvida disciplina para o sexo, também.

Amor é emoção, sexo sensação.

Compreensivelmente, mesmo nas uniões mais ajustadas, irrompem desentendimentos, incompreensões, discórdias que o amor suplanta.

O matrimônio, desse modo, é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos - Espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.

Pensa, portanto, refletindo antes de casar. Reflexiona, porém, muito antes de debandar, após assumidos os compromissos.

As dúvidas projetadas para o futuro sempre surgem em horas inesperadas com juros capitalizados. O que puderes reparar agora não transfiras para amanhã. Enquanto luze tua ensancha, produze bens valiosos e não te arrependerás. 

Tendo em vista a elevação do casamento, Jesus abençoou-o em Cana com a Sua presença, tomando-o como parte inicial do Seu ministério público entre os homens.

E Paulo, o discípulo por excelência, pensando nos deveres de incorruptibilidade matrimonial, escreveu, conforme epístola número 5, aos efésios, nos versículos 22 e 25: "as mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor... Assim também devem os maridos amar a suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo". Em tão nobre conceito não há subserviência feminina nem pequenez masculina, antes, ajustamento dos dois para a felicidade no matrimônio. 

Livro: Celeiro de Bênçãos
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis 

Francisco Rebouças

Palavras de Josepha!

                               Pensa mais antes de decidir

Procura pensar mais antes de te decidires por alguma coisa, não te deixes arrasa pelas emoções exacerbadas no calor do momento de revolta; acalma-te e reflete bem antes de te lançares ao cometimento escolhido, age com prudência para que não tenhas do que te arrepender mais tarde.
Uma atitude impensada pode nos trazer sérias complicações na estrada evolutiva em que hoje nos movimentamos, trabalhamos em busca de nos redimir exatamente das desventuras impensadas de outrora.
Para, pensa, faz uma prece elevando teu coração ao coração da vida e pede ajuda a Jesus nosso Benfeitor Maior e com certeza terás a devida inspiração para procederes de acordo com a ocasião, sem tropeços inesperados e de consequências funestas para tua vida futura. 
A reflexão é uma bênção da qual não deveríamos esquecer de praticar em momento algum de nossas vidas, e se assim procedêssemos, estaríamos bem melhores do que estamos, pois não tomaríamos decisões precipitadas e não teríamos motivos para lamentar mais à frente.
Josepha!
Por: Francisco Rebouças

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Estudos e palestra espírita direto de Londres


Domingo das 15h45 as 18h00 - Horário de Brasilia
Estudo Interativo: Série Psicológica Joanna de Ângelis – 13.45h
Estudo Interativo: O Livro dos Espíritos – 14.30h
                                             Palestra  as 15:15 as 16:00h
                                             Direto The Spiritist Psychological Society 
                                             Londres-Inglaterra    (desde 14/10/2012) 

Segunda-feira as 17h00 as 18h30 - Horário de Brasilia
Estudo Interativo: O Evangelho Segundo o Espiritismo 
Direto The Spiritist Psychological Society
                                             Londres-Inglaterra  (desde 15/10/2012)  

Quarta-feira das 15h20 as 16h20 - Horário de Brasilia
Estudo interativo de O Livro dos Espíritos em Inglês 
Interactive Study of The Spirit’s Book
                                             Direto The Spiritist Psychological Society
                                             Londres-Inglaterra  (desde 19/06/2013)   o

Acompanhe ao vivo pelos sites: http://www.redeamigoespirita.com.br/page/canal1
Ou: http://www.spiritistps.org/br/ao-vivo/

Francisco Rebouças

Avaliando a Ameaça

Na semana seguinte, quando o Centro, na sua parte física, permanecia fechado, os benfeitores espirituais aproveitavam a madrugada para efetuar alertadora conferência sobre o desejo de dominação das entidades inferiores.
Feita a prece de abertura, o mentor proferiu estas orientações:

— Irmãos!

O Senhor da Vida nos concedeu esta Casa Espírita como oficina de trabalho junto às criaturas humanas dos dois planos.

Temos encontrado, neste Centro, a alegria do estado, do socorro e do labor espíritas, possibilitando-nos abençoada oportunidade de serviço cristão, em companhia dos confrades encarnados envolvidos com o mesmo idealismo.

Contudo, nós, que permanecemos do lado de cá, temos o dever de ampará-los e conduzi-los por caminhos retos, respeitando-lhes, obviamente, a faculdade de livre escolha.

O nosso despretensioso trabalho, na seara de Jesus, tem chamado a atenção dos adversários espirituais desejosos em aniquilar toda e qualquer disposição de ajuda cristã. No fundo, são almas enfermas, profundamente necessitadas de atenção e carinho, que se escondem usando a máscara da maldade que, mais ou menos dia, terá de cair, pois a lei é de progresso para todos.

Por isso, nossas atividades encontram-se ameaçadas!

Neste instante, vários espíritos ainda em aprendizado para o trabalho espiritual se espantaram. Alguns ficaram temerosos, acreditando que nossos superiores não teriam disposição e recursos para defesa, o que levou o orientador espiritual a transmitir as seguintes palavras tranquilizadoras:

— Calma, meus amigos! Tudo está sob controle. É necessário que nos coloquemos à disposição para fortalecermos os nossos irmãos em jornada terrena.

Para eles, será uma extraordinária possibilidade de testemunhar, na prática, tudo aquilo que teorizam acerca dos ensinos de Jesus. Que seria do aluno se a escola periodicamente não lhe aplicasse provas?

A sabedoria divina, através de suas leis, controla tudo, monitora tudo e, num mundo de provas e expiações, é natural que o mal predomine, experimentando, constantemente, os que aspiram o título de seguidores de Jesus.

Não há motivo para medo ou fraqueza moral!

Não estamos abandonados por Deus; dispomos de fartos recursos espirituais de defesa; temos ao nosso lado as entidades sublimes que nos apoiam, inspiram e garantem nossa proteção.

Permanecemos trabalhando em nome de Jesus; estamos cumprindo, o quanto possível, os desígnios divinos.

Dispomos de todos estes recursos, por isso não há motivo de pânico!

Esta será uma batalha que competirá aos encarnados vencerem, nós, porém, nos limitaremos a protegê-los, vigiando e orando fervorosamente.

É certo que alguns, pelos sentimentos que nutrem, não mereceriam sequer nosso concurso; entretanto, as tarefas que realizam promovem o bem comum e, pelo trabalho bem feito que executam, ainda que o realizem como “profissionais espíritas” e não como verdadeiros idealistas, nossa proteção se faz sentir pensando no todo da Casa. Ainda que estes “profissionais” nada recebam financeiramente, estão sempre em busca dos elogios, da notoriedade e sempre se irritam quando não são citados. Esses, infelizmente, apesar de todo o nosso empenho em protegê-los, ainda que pensando nas tarefas, serão os principais atingidos. Numa atuação isolada, temos mecanismos para evitar o assédio do mal, mas com uma falange tão bem preparada, com mentes inteligentes explorando todas as inferioridades humanas, e estes encarnados vibrando no mesmo padrão, será praticamente impossível salvá-los!

É uma pena que no Templo da Fraternidade, entre os conhecedores do Evangelho, alguns insistam em ser o exemplo daquilo que Jesus não ensinou.

Contudo, temos de compreender que estes irmãos estão em aprendizado, não despertaram ainda, e agem assim por carregarem n’alma as informações espíritas e não a vivência delas.

Mesmo assim, nós que compreendemos mais, devemos tolerá-los, inspirá-los, conduzindo-os para o caminho do bem, porque é da lei divina fazermos ao outro o que gostaríamos que nos fizessem.

Não desejamos estar entre aqueles que apontam as dificuldades criticando maledicentemente, sem apresentarem propostas de ajuda e renovação. Desejamos cooperar em silêncio, preferindo ver no semelhante as virtudes que já conquistou, encorajando-o amorosamente para vencer as próprias dificuldades morais; agradecendo, o quanto possível, àqueles que, despretensiosa, verdadeira e amorosamente, trabalham em benefício da Causa Espírita. Para isso, temos a sublime oportunidade da mediunidade, que nos possibilita irradiarmos centenas de mensagens singelas, aquelas que, mesmo sem terem condições de serem divulgadas como literatura espírita, calam fundo no coração dos participantes das reuniões de intercâmbio espiritual. Muitas vezes, através de mensagens simples é que os espíritos sublimes falam, porque preferem a simplicidade de coração, os pobres de espírito, os mansos e pacíficos para servir-lhes de intérpretes.

Por isso, não devemos desanimar na tarefa de proteção e inspiração espiritual que nos cabe.

Em contrapartida, possuímos muitos irmãos que, vivendo o Espiritismo, nos possibilitarão atuação mais direta, acalmando e tranquilizando as mentes encarnadas, quando os adversários do Evangelho espalharem, pelas mentes despreparadas, o vírus da fofoca, da intolerância e das disputas.

Estamos acostumados a semelhantes investidas das sombras e sempre tem prevalecido a bondade divina.

Claro que esta instituição corre o risco de ser destruída, principalmente se os frequentadores e trabalhadores se deixarem contaminar pelas influências nocivas dos espíritos perturbadores. Contudo, temos em vários departamentos da Casa companheiros que partiram daqui, da nossa esfera, com a missão de efetuar um trabalho espírita sério baseado na vivência cristã. Se os malfeitores espirituais exploram as fraquezas humanas, nós podemos estimular as virtudes da alma, afastando, com a vivência dos ensinos de Jesus, as trevas da maldade.

Será mais um período de redobrados cuidados, de incessante trabalho; permitiremos a entrada de certas entidades, para que nossos irmãos em humanidade tenham a condição de darem testemunho das suas conquistas espirituais.

É verdade que, neste processo de envolvimento espiritual negativo, muitos se envolverão a ponto de desistir do caminho, reencontrando-o, mais tarde, quando estiverem amadurecidos pela vida. Aqueles que guardam os ensinos de Jesus apenas nos lábios, os que trabalham por vaidade pura, os invejosos, melindrosos que não desejam se fortalecer, cairão nas teias dos malva dos invasores, porque vibram na mesma sintonia dos inimigos da verdade. Outros, os trabalhadores discretos, respeitáveis, desejosos do bem, idealistas, poderão sentir certo envolvimento, entretanto, saberão fazer brilhar a própria luz, sintonizando com planos superiores, protegendo-se naturalmente da infiltração das sombras, contribuindo para a sobrevivência e continuidade deste Centro. Talvez estes tenham o coração ferido, a alma magoada, mas saberão compreender os companheiros desequilibrados, perdoando-os por ainda não conseguirem dar o testemunho cristão; e, à medida que suportarem as agulhadas das imperfeições humanas, haverão de progredir granjeando naturalmente a simpatia de espíritos superiores.

Não podemos exigir das criaturas aquilo que não conquistaram. Cada um dá o que possui! Infelizmente, muitos não sabem valorizar a honra dos testemunhos em favor do Evangelho. Outros esquecem que a Casa Espírita é um Templo sagrado, onde se exaltam os valores do Cristo através da fraternidade.

Além do mais, continuou o mentor mudando o rumo da exposição, centenas de espíritos enganadores alcançarão libertação; poderemos tocá-los com a mensagem evangélica convidando-os à transformação moral. Na grande família universal, da qual Deus é o responsável, ninguém se perderá para sempre! O Pai é realmente sábio, permite certas infiltrações que, de início, parecem terríveis, exatamente para fazer a humanidade progredir mais depressa.

Portanto, estejamos confiantes! Precisaremos encorajá-los no bem, estimulando-os à fraternidade, quando estiverem no capítulo das provações.

Evitemos os comentários desnecessários. Permaneçamos, diante destes acontecimentos, em silêncio absoluto, falando sobre eles o estritamente necessário, a fim de colocarmos a caridade em ação.

Mensagens preventivas solicitando mais trabalho, vigilância, tolerância e oração nas tarefas de benemerência, estão sendo redigidas e posteriormente serão veiculadas através da mediunidade, com objetivo de esclarecê-los previamente e de modo geral, sobre as infiltrações espirituais.

Já foram expedidas convocações para os espíritos protetores de todos os encarnados, que executam qualquer tarefa neste templo cristão, solicitando comparecimento em reunião de estudo, onde solicitaremos o concurso deles para vigiarem seus tutelados mais intensamente, ajudando-os a vencerem os ataques das trevas.

Agora, disse o tarefeiro finalizando a exposição, me compete alertar pessoalmente os dirigentes encarnados deste posto de serviço. Quanto a nós, sigamos com tranquilidade, porém, alerta, guardando confiança em Deus, em nós mesmos e, principalmente, nos confrades envoltos na matéria densa.
 

Terminada a conferência, os trabalhadores do mundo espiritual retiravam-se em silêncio absoluto, dedicando-se aos labores de rotina, quando Castro, o presidente encarnado do Centro, acompanhado de Israel, o diretor das atividades doutrinárias, apresentaram-se desdobrados do corpo, demonstrando no olhar expressão de grande preocupação. 

Livro: Aconteceu na Casa Espírita
Emanuel Cristiane/Nora

Francisco Rebouças

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A mente ociosa cria imagens infelizes...

Não dês os teus espaços mentais para os  pensamentos vulgares.

Preenche todas as brechas com ideias de edificação, da ação do bem, da felicidade própria e alheia.

É na mente que se iniciam os planos de ação.

A mente ociosa cria imagens infelizes que se corporificam com alto poder de destruição, consumindo quem os elabora e atingindo as outras pessoas.

Luta com vontade para que a "hora vazia" não se preencha de lixo mental tornando-te infeliz ou vulgar.
 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Estudado o Espiritismo L.E.


O Nosso Blog Espírita, foi criado justamente para o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para nossa melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs  484 a 488.
 
Estudem conosco! 
Afeição que os Espíritos votam a certas pessoas

 484. Os Espíritos se afeiçoam de preferência a certas pessoas?

“Os bons Espíritos simpatizam com os homens de bem, ou suscetíveis de se melhorarem. Os Espíritos inferiores com os homens viciosos, ou que podem tornar-se tais.

Daí suas afeições, como consequência da conformidade dos sentimentos.”

485. É exclusivamente moral a afeição que os Espíritos votam a certas pessoas?
“A verdadeira afeição nada tem de carnal; mas, quando um Espírito se apega a uma pessoa, nem sempre o faz só por afeição. À estima que essa pessoa lhe inspira pode agregar-se das paixões humanas.”

486. Interessam-se os Espíritos pelas nossas desgraças e pela nossa prosperidade? Afligem-se os que nos querem bem com os males que padecemos durante a vida?
“Os bons Espíritos fazem todo o bem que lhes é possível e se sentem ditosos com as vossas alegrias. Afligem-se com os vossos males, quando os não suportais com resignação, porque nenhum benefício então tirais deles, assemelhando-vos, em tais casos, ao doente que rejeita a beberagem amarga que o há de curar.”

487. Dentre os nossos males, de que natureza são os de que mais se afligem os Espíritos por nossa causa? Serão os males físicos ou os morais?

“O vosso egoísmo e a dureza dos vossos corações. Daí decorre tudo o mais. Riem-se de todos esses males imaginários que nascem do orgulho e da ambição. Rejubilam com os que redundam na abreviação do tempo das vossas provas.”

Sabendo ser transitória a vida corporal e que as tribulações que lhe são inerentes constituem meios de alcançarmos melhor estado, os Espíritos mais se afligem pelos nossos males devidos a causas de ordem moral, do que pelos nossos sofrimentos físicos, todos passageiros.

Pouco se incomodam com as desgraças que apenas atingem as nossas ideias mundanas, tal qual fazemos com as mágoas pueris das crianças.

Vendo nas amarguras da vida um meio de nos adiantarmos, os Espíritos as consideram como a crise ocasional de que resultará a salvação do doente. Compadecem-se dos nossos sofrimentos, como nos compadecemos dos de um amigo. Porém, enxergando as coisas de um ponto de vista mais justo, os apreciam de um modo diverso do nosso. Então, ao passo que os bons nos levantam o ânimo no interesse do nosso futuro, os outros nos impelem ao desespero, objetivando comprometer-nos.

488. Os parentes e amigos, que nos precederam na outra vida, maior simpatia nos votam do que os Espíritos que nos são estranhos?
“Sem dúvida e quase sempre vos protegem como Espíritos, de acordo com o poder de que dispõem.”

a) - São sensíveis à afeição que lhes conservamos?
“Muito sensíveis, mas esquecem-se dos que os olvidam.”

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB 76ª edição


Francisco Rebouças

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Motivos de resignação


Ao entrar no mundo dos Espíritos, o homem ainda está como o operário que comparece no dia do pagamento. A uns dirá o Senhor: “Aqui tens a paga dos teus dias de trabalho”; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas satisfações do amor-próprio e nos gozos mundanos: “Nada vos toca, pois que recebestes na Terra o vosso salário. Ide e recomeçai a tarefa.”
O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a duração do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corpórea. Ele a vê como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse penoso momento terá presto passado. A certeza de um próximo futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao Céu as dores que o fazem avançar. Contrariamente, para aquele que apenas vê a vida corpórea, interminável lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de considerar a vida, resulta ser diminuída a importância das coisas deste mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se com a sua posição, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressão dos reveses e das decepções que experimente. Daí tira ele uma calma e uma resignação tão úteis à saúde do corpo quanto à da alma, ao passo que, com a inveja, o ciúme e a ambição, voluntariamente se condena à tortura e aumenta as misérias e as angústias da sua curta existência.
 
Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. V, itens 12 e 13.
 
Francisco Rebouças