Emmanuel
Quando Jesus nos exortou ao amor
pelos inimigos, indicou-nos valioso trabalho imunológico em favor de nós
mesmos.
Se trazes a consciência tranquila, diante
da criatura que, acaso, te injurie, estarás na mira de uma pessoa
evidentemente necessitada de compreensão e de auxílio espiritual.
O adversário gratuito pode estar
desinformado a teu respeito e, por isso, reclama esclarecimento e não
represália.
Talvez esteja experimentando certa inveja
dos recursos de que dispões e, em vista disso, necessitará de caridade e
silêncio para que não seja induzido ao desespero.
Sofrerá provavelmente de miopia espiritual,
diante dos objetivos superiores pelos quais te orientas e, por essa
razão, aguarda tolerância, até que o entendimento se lhe amadureça.
Será possivelmente um candidato à luta
competitiva com os teus esforços em realização determinada e, por isso,
reclama respeito para que não caia em perdas de vulto.
Repontará do cotidiano por alguém
intentando fazer a tarefa de que te incumbes e, por semelhante motivo,
merece vibrações de paz, a fim de que encontre encargos idênticos aos
teus.
Por fim, talvez surja na condição de doente
da lama, sob a influência de obsessões ocultas e, em vista disso,
precisará de compaixão.
Jesus conhecia esses lances de
desequilíbrio da personalidade humana e, naturalmente, nos impulsiona ao
perdão e aa prece, em auxílio de quantos se nos façam agressores.
É que não adianta passar recibos ao mal, de
vez que estaríamos ambientando em nós mesmos, as dificuldades e
deficiências dos nossos perseguidores.
Amar aos inimigos será abençoá-los,
desejando-lhes a tranquilidade de que carecem, livrando-nos,
antecipadamente, de quaisquer entraves com que nos desejem marcar o
caminho.
Abençoar aos que nos
insultem ou maltratem é o melhor processo de entregá-los ao mundo deles
próprios, sustentando-nos em paz, ante as bênçãos das Leis de Deus.
Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças