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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AGRADECER


 
       “E sede agradecidos.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 15.) 

É curioso verificar que a multidão dos aprendi­zes está sempre interessada em receber graças, en­tretanto, é raro encontrar alguém com a disposição de ministrá-las.

Os recursos espirituais, todavia, em sua movi­mentação comum, deveriam obedecer ao mesmo sis­tema aplicado às providências de ordem material.

No capitulo de bênçãos da alma, não se deve receber e gastar, insensatamente, mas recorrer ao critério da prudência e da retidão, para que as possi­bilidades não sejam absorvidas pela desordem e pela injustiça.

É por isso que, em suas instruções aos cristãos de Colossos, recomenda o apóstolo que sejamos agra­decidos.

Entre os discípulos sinceros, não se justifica o velho hábito de manifestar reconhecimento em frases bombásticas e laudatórias. Na comunidade dos tra­balhadores fiéis a Jesus, agradecer significa aplicar proveitosamente as dádivas recebidas, tanto ao pró­ximo, quanto a si mesmo.

Para os pais amorosos, o melhor agradecimento dos filhos consiste na elevada compreensão do traba­lho e da vida, de que oferecem testemunho.

Manifestando gratidão ao Cristo, os apóstolos lhe foram leais até ao último sacrifício; Paulo de Tarso recebe o apelo do Mestre e, em sinal de alegria e de amor, serve à Causa Divina, através de sofri­mentos inomináveis, por mais de trinta anos suces­sivos.
       Agradecer não será tão-somente problema de palavras brilhantes; é sentir a grandeza dos gestos, a luz dos benefícios, a generosidade da confiança e corresponder, espontaneamente, estendendo aos outros os tesouros da vida.
 
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças