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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CÉU COM CÉU


       “Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não penetram nem roubam.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 20.) 

Em todas as fileiras cristãs se misturam ambi­ciosos de recompensa que presumem encontrar, nes­sa declaração de Jesus, positivo recurso de vingança contra todos aqueles que, pelo trabalho e pelo devo­tamento, receberam maiores possibilidades na Terra.

O que lhes parece confiança em Deus é Ódio disfarçado aos semelhantes.

Por não poderem açambarcar os recursos finan­ceiros à frente dos olhos, lançam pensamentos de critica e rebeldia, aguardando o paraíso para a des­forra desejada.

Contudo, não será por entregar o corpo ao labo­ratório da natureza que a personalidade humana encontrará, automaticamente, os planos da Beleza Resplandecente.

Certo, brilham santuários imperecíveis nas esfe­ras sublimadas, mas é imperioso considerar que, nas regiões imediatas à atividade humana, ainda encon­tramos imensa cópia de traças e ladrões, nas linhas evolutivas que se estendem além do sepulcro.

Quando o Mestre nos recomendou ajuntássemos tesouros no céu, aconselhava-nos a dilatar os valo­res do bem, na paz do coração. O homem que adquire fé e conhecimento, virtude e iluminação, nos recessos divinos da consciência, possui o roteiro celeste. Quem aplica os princípios redentores que abraça, acaba conquistando essa carta preciosa; e quem trabalha diariamente na prática do bem, vive amontoando ri­quezas nos Cimos da Vida.

Ninguém se engane, nesse sentido.

Além da Terra, fulgem bênçãos do Senhor nos Páramos Celestiais, entretanto, é necessário possuir luz para percebê-las.

      É da Lei que o Divino se identifique com o que seja Divino, porque ninguém contemplará o céu se acolhe o inferno no coração.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
 
Francisco Rebouças