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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A MORAL EVANGÉLICA


DÉCIMA PARTE - EVANGELHO 

Vem ao Mestre que ampara os pobrezinhos, que esclarece e conforta os sofredores!... Pois com o mundo uma flor tem mil espinhos, mas com Jesus um espinho tem mil flores! 

Carmen Cinira, psicografia

de Francisco Cândido Xavier
A MORAL EVANGÉLICA        

           1 - Dizem que há muitos episódios no Evangelho que não são verdadeiros. Como identificar ali o pensamento de Jesus?
          Ao escrever “O Evangelho Segundo o Espiri­tismo”, Kardec, sabiamente, deteve-se na moral do Cristo, sobrepondo-se aos conflitos exegéticos.
 
          2 - Semelhante procedimento não limita o entendimento do Evangelho?
          A mensagem cristã está toda contida na recomendação basilar de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”. 
 
 
          3 - Não obstante dois mil anos de Cristianismo, o ser humano ainda não conseguiu vivenciar essa orientação. O que está faltando?
 
       Jesus recomendou que devemos amar o semelhante como a nós mesmos. O problema está aí. Falta-nos o parâmetro do amor ao semelhante. Não amamos a nós mesmos. 

      4 - Por que não amamos a nós mesmos?

A característica fundamental do ser humano, no estágio de evolução em que nos encontramos, é o egoísmo. Com ele pode haver paixão mas dificilmente sobrará espaço para o amor. 

      5 - E qual a diferença?

Paixão é instinto, auto afirmação, prazer a qualquer preço, sem perspectivas além da hora presente. Amor é sentimento, é desejo de doar-se, realizando-se no bem que estenda ao amado.

     6 - Pode dar um exemplo?

O vício é um impulso passional. O viciado deseja momentos de satisfação e prazer, envolvendo-se com o álcool, o fumo, as drogas. Não há nenhuma preocupação com o mal que faz a si mesmo. Cogita da satisfação presente sem pensar nas amarguras do futuro.

        7 - E o indivíduo que tem amor por si mesmo?

       Este procurará o melhor para seu corpo, seu espírito, sua vida, sustentando o equilíbrio e a harmonia, tanto física quanto espiritualmente. Constrói o futuro de bênçãos a partir de nobres iniciativas do presente. 

        8 - Onde encaixaríamos a recomendação de Jesus fazer ao semelhante o bem que desejaríamos nos fosse feito?
 
       A Regra Áurea é o atalho divino para o amor. Na medida em que procuramos observá-la sufocamos o egoísmo. Sem ele fica fácil amar a nós mesmos e ao semelhante.


Livro: Não Pise na Bola
Richard Simonetti


Francisco Rebouças