Emmanuel
- De que modo
iniciar o culto de assistência? – alguém nos perguntou.
- Com os recursos
que se nos façam possíveis e onde estivermos, - respondemos nós.
Aliás, é justo
assinalar que a presente reunião oferece clima ideal para o começo de
semelhante realização.
Aqui se encontram
muitos companheiros, conhecidos e desconhecidos, de uns para com os outros.
Esse perdeu um
ente amado e aguarda um clarão de fé para a noite da saudade que lhe obscurece
os pensamentos; aquele, entre as paredes domésticas, possui um irmão doente
para quem deseja apoio espiritual; outro carrega consigo pesada inquietação de
que anseia desvencilhar-se; e ainda outro experimenta o frio da descrença,
pedindo, em silêncio, essa ou aquela réstia de esperança na Vida Espiritual.
É possível, ainda,
que no contexto de nossa composição estejam amigos desconsolados e tristes por
não encontrarem soluções prontas destinadas aos problemas de que são
portadores.
Iniciemos o nosso
aprendizado de beneficência aqui mesmo.
Relevemos, sem
qualquer tisna de mágoa, a atitude de alguém que, por enquanto, não nos consiga
observar com simpatia; esqueçamos o gesto de intemperança mental que, talvez,
tenhamos anotado nessa ou naquela pessoa; estendamos, pelo menos, ligeira
prestação de serviço ao enfermo que, acaso, se veja, ao nosso lado,
requisitando atenção; e ofereçamos um sorriso espontâneo de compreensão e
acolhimento a quantos nos compartilhem do ambiente, encorajando o cultivo da
solidariedade e do entendimento.
Uma reunião de paz
e fraternidade não é um agrupamento estanque, no qual alguns companheiros
ensinem e outros amigos apenas escutem. É um encontro de elevada significação,
de cujas tarefas todos podemos e devemos participar, cooperando em favor do bem
geral, através da maneira que se nos faça mais acessível.
Um encontro, qual
o nosso, em que permutamos experiências e ensinamentos, não é tão somente um
ensejo de orar e beneficiar-nos, mas também expressa em si e por si, valiosa
oportunidade para que todo participante da equipe possa aprender e
pacificar-se, compreender e servir.
Francisco Rebouças