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quarta-feira, 10 de abril de 2013

EM TUDO


       “Tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas afli­ções, nas necessidades, nas angús­tias.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 4.)
 
A maioria dos aprendizes do Evangelho não en­cara seriamente o fundo religioso da vida, senão nas atividades do culto exterior. Na concepção de mui­tos bastará frequentar, assíduos, as assembleias da fé e todos os enigmas da alma estarão decifrados, no capítulo das relações com Deus.

Entretanto, os ensinamentos do Cristo apelam para a renovação e aprimoramento individual em todas as circunstâncias.

Que dizer de um homem, aparentemente con­trito nos atos públicos da confissão religiosa a que pertence e mergulhado em palavrões no santuário doméstico? Não são poucos os que se declaram cren­tes, ao lado da multidão, revelando-se indolentes no trabalho, desesperados na dor, incontinentes na ale­gria, infiéis nas facilidades e blasfemos nas angús­tias do coração.

Por que motivo pugnaria Jesus pela formação dos seguidores tão-só para ser incensado por eles, durante algumas horas da semana, em genuflexão? Atribuir ao Mestre semelhante propósito seria rebai­xar-lhe os sublimes princípios.
É indispensável que os aprendizes se tornem recomendáveis em tudo, revelando a excelência das ideias que os alimentam, tanto em casa, quanto nas igrejas, tanto nos serviços comuns, quanto nas vias públicas.
Certo, ninguém precisará viver exclusivamente de mãos-postas ou de olhar fixo no firmamento; to­davia, não nos esqueçamos de que a gentileza, a boa-vontade, a cooperação e a polidez são aspectos divinos da oração viva no apostolado do Cristo.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças