Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pensamentos

Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.
Pitágoras

COUSA DAS TREVAS



Em carta você pergunta

Minha irmã Zina Belém,

O que se pensa do aborto

Na vida do Grande Além.
 

Desejaria falar

Em verbo claro e graúdo!...

Só sei dizer que onde moro

Aborto complica tudo.

Muitos prometem dar corpo

A credores e a colegas.

Nascem, crescem... Mas depois,

Caminham vivendo às cegas.

Espíritos recusados

Na fúria louca em que estão

Promovem desequilíbrio,

Conflito, perturbação.

E a Lei que tudo corrige

Perante o aborto ilegal

Entrega o problema à dor

Extraindo o bem do mal.
 

Pode crer: mancha de culpa

Na roupa do pensamento,

Somente desaparece

Com o sabão do sofrimento.
 

Olhe a tragédia de Ertúzia

Prometeu corpo a Joaquim,

Fugiu do trato, mas hoje

Sofre doenças sem fim.
 

Téo praticou muito aborto,

Em pobres moças da roça,

Depois entrou na bebida,

Caindo de fossa em fossa.
 

Dona Helena do Lagedo

Fez os abortos que quis,

Morreu e tornou à Terra

Doente, triste e infeliz.
 

Lili fez muitos abortos...

Des encarnou em Portela..

Quer nascer... Pede socorro,

Mas o povo corre dela.
 

Outra arrasava os pequenos

A jorros de água fervente,

E Tuta que, alucinada,

Só vê crianças à frente.
 

Belinha nasceu no mundo

Para dar corpo ao Libório,

Depois de expulsá-lo a ferros,

Rumou para o sanatório.
 

Por aborto, lá se foi

Aninha do Desidério...

Da parteira Dona Cissa

Passou para o necrotério.
 

Tina expulsou quatro vezes,

O espírito de João Róssi,

Logo após, caiu de cama,

Morreu de câncer precoce.
 

Teotônia fez vinte abortos

Em várias moças da Estaca...

Morreu e voltou ao mundo

Trazendo a cabeça fraca.
 

Amargosa provação

A de Ninhanha Ventura,

Seis abortos, seis problemas,

Obsessão e loucura.
 

Muito espírito conheço

Que sonhava paz e amor,

Que não podendo ser filho

Tornou-se perseguidor.
 

Cada qual é responsável

No amor que aceita ou que alcança;

Compromisso a cada um,

Mas que se poupe a criança.
 

Maternidade é tarefa,

Luminoso compromisso,

Um filho é bênção de Deus,

Não proteste, pense nisso.
 

Quando o aborto é indispensável

Tem a justa explicação,

Mas fora desse caminho

Aborto é perturbação.
 

Minha irmã, fuja do aborto,

Se um filho é a bênção que levas...

Aborto desnecessário
É sempre cousa das trevas.
 
Livro: Retratos da Vida
Chico Xavier/Cornélio Pires
 
Francisco Rebouças

A verdade

       “... Pilados, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta minha voz.” (Capítulo 2, item 1.) 
       Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque nossa mente trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos.
       As ilusões nos impedem que realmente tenhamos os olhos de ver, e porque não buscamos a verdade projetamos nos outros o que não podemos aceitar como nosso. Tentamos nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras pessoas. Adão disse a Deus: “Eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou”. Eva se desculpa perante o Criador: “Toda a discórdia ocorrida cabe à maldita serpente”. Assim somos todos nós. Quando desconhece­mos os traços de nossa personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo que não podemos admitir em nós próprios.
       Nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob determinados pontos de vista, pois em realidade ela se forjou entre nossas convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo e errado, isto é, verdadeiro ou falso.
       Na infância. por exemplo, se fomos repreendidos duramen­te por demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afeto e carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores.
Porém, não damos conta de que, ao adotarmos essa postura repressora, tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar mais em nós mesmos.
Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como podemos nos aproximar da Verdade Maior?
Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autên­ticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante “fator de defesa”, e o medo é um prudente mediador em “situações perigosas”.
Para que possamos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso aceitar a nossa verdade, exercitando o “sentir” quanto às nossas emoções, e adeqüá-las corretamente na vida. A sugestão feliz é o equilibrio e a integração de nossas energias ínti­mas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a entrega incondicional simplesmente.
O que é a Verdade? Disse o Mestre: “Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz”.
Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos nos enganam. Vejamos alguns exemplos:
A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol atravessando gotículas d’água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes continuam aportando na atmosfera de nosso planeta, dando-nos a falsa impressão de vida real.
Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vivenciadas ou experimentadas por nós, aceitamos como “ver­dades absolutas”, quando de fato eram “conceitos relativos”.
Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casa­mento, as raças e as profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas com as quais convivemos.
Em vista disso, procuremos sintonizar-nos com os olhos es­pirituais, porqüanto nossa percepção intuitiva é mais ampla e preci­sa que a visão física. E abramos as comportas de nossa alma, para que captemos as inspirações divinas que deliberam a vida em toda parte.
Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o Mestre Jesus.
Livro: Renovando Atitudes
Francisco do espirito Santo Neto/Hammed

Francisco Rebouças

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

SEPARAÇÃO


       “Todavia, digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 7.)

Semelhante declaração do Mestre ressoa em nossas fibras mais íntimas.

Ninguém sabia amar tanto quanto Ele, contudo, era o primeiro a reconhecer a conveniência da par­tida, em favor dos companheiros.

Que teria acontecido se Jesus teimasse em per­manecer?

Provavelmente, as multidões terrestres teriam acentuado as tendências egoísticas, consolidando-as.

Porque o Divino Amigo havia buscado Lázaro no sepulcro, ninguém mais se resignaria à separação pela morte. Por se haverem limpado alguns leprosos ninguém aceitaria, de futuro, a cooperação proveitosa das moléstias físicas, O resultado lógico seria a perturbação geral no mecanismo evolutivo.

O Mestre precisava ausentar-se para que o es­forço de cada um se fizesse visível no plano divino da obra mundial. De outro modo, seria perpetuar a indolência de uns e o egoísmo de outros.
Sob diferentes aspectos, repete-se, diariamente, a grande hora da família evangélica em nossos agru­pamentos afins.
Quantas vezes surgirá a viuvez, a orfandade, o sofrimento da distância, a perplexidade e a dor por elevada conveniência ao bem comum?
 
       Recordai a presente passagem do Evangelho, quando a separação vos faça chorar, porque se a morte do corpo é renovação para quem parte é tam­bém vida nova para os que ficam.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

AUXÍLIOS ANTECIPADOS


Emmanuel

Cultiva a afabilidade nas áreas do relacionamento com os outros,  lembrando a experiência do lavrador que sabe, por antecipação a espécie de  frutos que colherá por viver conscientizado, quanto às particularidades da  sementeira.

Não te permitas a fuga de situações que se te afigurem desagradáveis.

Os contatos sociais não se destinam unicamente à lavoura afetiva, em  que o salário da compreensão assegura o incentivo ao trabalho e a alegria  de viver.

Observa os ensinamentos da vida nas aulas do cotidiano.

Aquele amigo que te parece menos simpático e que habitualmente  suportas, tão-só atendendo a princípios de educação, será provavelmente, em  dias breves, o chefe da repartição de cujo favor talvez dependas  futuramente.

Certo companheiro que consideras portador de maneiras estouvadas será provavelmente o irmão que, em momento oportuno, te arrancará de crises amargas.

A mulher em cuja presença anotas hoje vários defeitos, possivelmente,  amanhã te surgirá na condição de enfermeira prestimosa, amparando-te os  seres queridos.

A jovem extrovertida, cujas maneiras agora censuras, talvez depois te  apareça por alguém que se te incorpora à família, erigindo-se no apoio de  teus dias, em tempos de provação.

Não condenes pessoa alguma.

Somos todos irmãos, ante a Providência Divina, interligados no trabalho  do dia-a-dia, em função de nosso aperfeiçoamento mútuo.

Aprende a sorrir, servindo sempre.

Hoje, pode ser o teu dia de suportar. Amanhã, no entanto, precisarás  dessa ou daquela pessoa considerada difícil que te tolere em momento  infeliz. Agora é o teu instante de algo ofertar, a benefício de alguém.  Depois, no entanto, surgirá, talvez sem que esperes, o teu momento de receber.

Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CEPAT - Centro Espírita Paulo de Tarso

PALETRAS DE FEVEREIRO
04 – CELSO RUFINO –Lar Espírita Peixotinho – LEP

06 – GUIOMAR CASTELLO– Sociedade Espírita Fraternidade – SEF

18 – CHEILLA RODRIGUES – Grupo Espírita Valentina Miranda – GEVAM

20 – ANA LÚCIA AMARAL– Grupo de Estudos Espíritas Dr. Guilherme March – GEEDGM

25 – SEBASTIÃO CADILHE – Instituto Espírita Bezerra de Menezes - IEBM

27 – SÁVIO DE SOUZA –Centro Espírita Paulo de Tarso - CEPAT

AS PALESTRAS SÃO REALIZADAS AS 20 h
RUA MARTINS TORRES, 46 – SANTA ROSA – NITERÓI.
 
 
Francisco Rebouças

ORAÇÃO DA MANHÃ


ORAÇÃO DA MANHÃ

Senhor Jesus!

Abençoa-nos para que a tua paz esteja conosco.

Dá-nos a força precisa para te Aceitarmos os desígnios sempre Sábios e justos,

Ensina-nos a agir sempre, colocando o espírito de utilidade, acima de qualquer idéia de ganho.

CADA PESSOA

Cada pessoa é aquilo que crê;
fala do que gosta;
retém o que procura;
ensina o que aprende;
tem o que dá e vale o que faz.
Sempre fácil, portanto, para cada um de nós reconhecer os esquemas de vivência em que nos colocamos.
RETRATOS

No que falas e escreves, a cultura te revela a imagem do cérebro, à frente dos semelhantes.
Nas provações que suportas com paciência e naquilo que fazes com amor, a caridade, perante os outros, te mostra o retrato do coração.
OS QUE ESPERAM

Falas de beneficência, com a certeza de que voltarás à própria casa, onde dispões do mundo que construíste: O lar em que os entes amados te prepararam a festa do carinho. O ambiente seguro, o farnel da noite, a presença de alguém que te enderece palavras de ternura e o leito pronto para assegurar-te o repouso.
Lembra-te, porém, daqueles que atravessaram o dia, mentalizando o prato que não tiveram; dos que refletiram, em vão, no cobertor que não apareceu; dos enfermos que sonharam com os medicamentos suscetíveis de aliviá-los e que não lhes chegaram às mãos; dos que se enrolaram, sem perceber, na rede da solidão e se inclinam para a calamidade do suicídio; dos pais que não descansam, procurando o sorriso de um filho que a morte ocultou no silêncio...
Lembra-te dos que sofrem sem esperança e estende-lhes a tua migalha de tempo e de amor materializando o que ensinas.
Não hesites.
Segue ao encontro daqueles que esperam por algo ou por alguém que lhes ofereça o auxílio de que disponhas.
Não importa seja o mínimo aquilo que possas dar. A tua xícara de leite ou a tua pétala de esperança estarão abençoadas por Deus.
Lembra-te: em matéria de atitudes, a vida não fornece cópias para a revisão.
DISCERNIMENTO

Às vezes, nos afligimos solicitando orientação.
Estamos certos ou errados, tomando esse ou aquele caminho? Acaso, devemos fazer desse ou daquele modo, aquilo que nos compete?
Entretanto, é importante pensar que a Divina Providência colocou tanto senso natural de escolha nas criaturas que a própria mosca sabe onde se encontra o açúcar.
CORAÇÕES

Aprendamos a compreender para ser compreendidos.
Encontra-se alguém na estrada que te pareça na capa de inimigo ou na máscara de ofensor, silencia e não condenes.
Convençamo-nos de que não existem corações de mármore e sim corações retalhados de dor.  
Livro: Agora é o Tempo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O ESPIRITISMO ENSINA

 
Queridos amigos, não percam o nosso encontro semanal através do programa “O Espiritismo Ensina” que vai ao ar todas as terças-feiras das 17:00 às 18:30h., pela WEB Rádio UMEN no endereço: http://www.umen.org.br
Suzane Câmara e Francisco Rebouças

O ESPIRITISMO ENSINA, é produzido, coordenado e apresentado por Francisco Rebouças e Suzane Câmara.

Você pode participar do programa enviando sua mensagem pelo e-mail:
participeumen@hotmail.com
 
Teremos o maior prazer em ler sua mensagem ao vivo. Participem, divulguem!!!

Francisco Rebouças

NÃO FALTA

       “E, se os deixar ir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” — Jesus. (MARCOS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 3.) 
       A preocupação de Jesus pela multidão necessi­tada continua viva, através do tempo.

       Quantas escolas religiosas palpitam no seio das nações, ao influxo do amor providencial do Mestre Divino?

       Pode haver homens perversos e desesperados que perseveram na malícia e na negação, mas não se vê coletividade sem o socorro da fé. Os próprios selvagens recebem postos de assistência do Senhor, naturalmente de acordo com a rusticidade de suas interpretações primitivistas. Não falta alimento do céu às criaturas. Se alguns espíritos se declaram descren­tes da Paternidade de Deus, é que se encontram incapazes ou enfermos pelas ruínas interiores a que se entregaram.

Jesus manifesta invariável preocupação em nu­trir o espírito dos tutelados, através de mil modos diferentes, desde a taba do indígena às catedrais das grandes metrópoles.

Nesses postos de socorro sublime, o homem aprende, em esforço gradativo, a alimentar-se espiri­tualmente, até trazer a igreja ao próprio lar, trans­portando-a do santuário doméstico para o recinto do próprio coração.

Pouca gente medita na infinita misericórdia que serve, no mundo, à mesa edificante das idéias reli­giosas.

Inclina-se o Mestre ao bem de todos os homens. Cheio de abnegação e amor sabe alimentar, com recursos específicos, o ignorante e o sábio, o inda­gador e o crente, o revoltado e o infeliz.
Mais que ninguém, compreende Jesus que, de outro modo, as criaturas cairiam, exaustas, nos imensos despenha­deiros que marginam a senda evolutiva.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 27 de janeiro de 2013

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

oporquedavida
Na sexta-feira, dia 01 de Fevereiro de 2013, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema O PORQUÊ DA VIDA.
Baseada na obra de Léon Denis com o mesmo nome, será abordada a visão espírita sobre o tema.
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
Francisco Rebouças

Mantém-te atento e operoso!


Não desperdices as oportunidades que te chegarem no caminho de tua redenção perante as Sagradas Leis Universais, segue o conselho do Mestre dos Mestres e vigia orando para que as tentações que ainda se escondem em teu íntimo não encontrem atrativos que te levem a cometer excessos de qualquer natureza, pois, o equilíbrio em tuas ações, deve ser a meta a que deves te dedicar com todas as forças de tua Alma.

Procura observar quantas vezes tens a chance de ser útil a ti ou ao teu irmão de caminhada, e, como um Bom Trabalhador, realiza com boa vontade e responsabilidade as pequenas lições de amor e caridade que o dia te oferta.

Constrói em teu caminho as benfeitorias com as quais teu Espírito Imortal se beneficiará quando fores convocado de volta da presente viagem de aprimoramento em que ora te encontras.

Caminha com equilíbrio e segurança, para que tua chegada de volta seja realizada com tranqüilidade, paz e alegria de quem tem a certeza do dever bem cumprido.
 
Espírito: Carlos Cardoso
Por: Francisco Rebouças 

Resguarda-te na serenidade

  Necessitas de serenidade a cada passo.

  Serenidade para discernir, atuar e viver.

  A vida é galopante e muda os seus cenários a cada minuto, exigindo permanente serenidade a fim de não esmagar as pessoas.

   Quem se aflija, e tente seguir a velocidade ciclópica destes dias, arrebenta-se, porque sai de uma para outra situação com muita rapidez, sem mesmo tempo para adaptação na fase anterior.

   As notícias chegam e os acontecimentos passam, produzindo imenso desgaste emocional, mental e físico:

   Resguarda-te na serenidade, preservando os equipamentos da tua existência, que estão programados para uso adequado e não para o abuso.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

TUA LÂMPADA

 
Tua fé viva! – tua lâmpada.
Zelarás por tua lâmpada para que as perturbações do caminho não te mergulhem nas trevas.
O serviço é a chama que lhe define a vida, a compaixão é o óleo que a sustenta.
Clareia a estrada para os que se acolhem na sombra e segue adiante!... Vê-los-ás tresmalhados no grande tumulto...Entre eles, encontramos os que se julgam em liberdade, quando não passam de cativos da ignorância e do ódio; os que deliram na ambição desregrada, pisando o cairel de pavorosas desilusões, os que estadeiam soberbia nas eminências do mundo, admitindo-se encouraçados de poder, sem perceberem o abismo que os espreita; os que fizeram da vida culto incessante a todos os excessos e para quem a morte breve surgirá por freio de contenção... E com eles se agitam aqueles outros que desprezaram as vantagens do sofrimento, transformando o benefício da dor em cárcere de revolta; os que descreram do trabalho e se enredaram no crime; os que desertaram da consciência atirando-se ao fogo do remorso e os que perderam a fé, incapazes de sentir a benção de Deus que lhes brilha no coração!...
Unge de amor o pensamento transviado de todos os que se demoram na retaguarda, enlouquecidos por sinistros enganos e derrama o bálsamo do conforto nas feridas abertas de quantos se afligem na estrada, sob a névoa do desespero!...
Para isso, não conte dificuldades, nem relaciones angústias. Auxilia e ama sempre.
Se garras de incompreensão ou de injúria te assaltaram na marcha, entrega os tesouros que carregas abençoando as mãos que te firam ou te despojem, mas alça a tua flama de confiança e caminha.
Cada golpe desferido na alma é renovação que aparece, cada espinho que se nos enterra na carne do sonho é flor de verdade a enriquecer-nos o futuro, cada lágrima, vertida nos alimpa a visão!...
Tua fé viva! – tua lâmpada!...
Faze-a fulgir, acima de tuas próprias fraquezas, para que um dia, possas transfigura-la em estrela de eterna alegria, nos cimos da Grande Luz.
Emmanuel
 
Livro: Caminho Espírita
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

sábado, 26 de janeiro de 2013

Estudando o Espiritismo L.E.

 
Caros amigos, a finalidade maior deste nosso Blog Espírita, é justamente, o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs 425 a 435 CAPÍTULO VIII - DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA.
Estudem conosco!!
Sonambulismo
 
425. O sonambulismo natural tem alguma relação com os sonhos? Como expli-cálo?
 
“É um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estado em que maior amplitude adquirem suas faculdades. A alma tem então percepções de que não dispõe no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito.
 
“No sonambulismo, o Espírito está na posse plena de si mesmo. Os órgãos materiais, achando-se de certa forma em estado de catalepsia, deixam de receber as impressões exteriores. Esse estado se apresenta principalmente durante o sono, ocasião em que o Espírito pode abandonar provisoriamente o corpo, por se encontrar este gozando do repouso indispensável à matéria. Quando se produzem os fatos do sonambulismo, é que o Espírito, preocupado com uma coisa ou outra, se aplica a uma ação qualquer, para cuja prática necessita de utilizar-se do corpo. Serve-se então deste, como se serve de uma mesa ou de outro objeto material no fenômeno das manifestações físicas, ou mesmo como se utiliza da mão do médium nas comunicações escritas. Nos sonhos de que se tem consciência, os órgãos, inclusive os da memória, começam a despertar. Recebem imperfeitamente as impressões produzidas por objetos ou causas externas e as comunicam ao Espírito, que, então, também em repouso, só experimenta, do que lhe é transmitido, sensações confusas e, amiúde, desordenadas, sem nenhuma aparente razão de ser, mescladas que se apresentam de vagas recordações, quer da existência atual, quer de anteriores. Facilmente, portanto, se compreende por que os sonâmbulos nenhuma lembrança guardam do que se passou enquanto estiveram no estado sonambúlico e por que os sonhos não têm sentido. Digo - as mais das vezes, porque também sucede serem a consequência de lembrança exata de acontecimentos de uma vida anterior e até, não raro, uma espécie de intuição do futuro.”
 
426. O chamado sonambulismo magnético tem alguma relação com o sonambulismo natural?
 
“É a mesma coisa, com a só diferença de ser provocado.”
 
427. De que natureza é o agente que se chama fluido magnético?
 
“Fluido vital, eletricidade animalizada, que são modificações do fluido universal.”
 
428. Qual a causa da clarividência sonambúlica?
 
“Já o dissemos: É a alma que vê.”
 
429. Como pode o sonâmbulo ver através dos corpos opacos?
 
“Não há corpos opacos senão para os vossos grosseiros órgãos. Já precedentemente não dissemos que a matéria nenhum obstáculo oferece ao Espírito, que livremente a atravessa? Frequentemente ouvis o sonâmbulo dizer que vê pela fronte, pelo punho, etc.,
porque, achando-vos inteiramente presos à matéria, não compreendeis lhe seja possível ver sem o auxílio dos órgãos. Ele próprio, pelo desejo que manifestais, julga precisar dos órgãos. Se, porém, o deixásseis livre, compreenderia que vê por todas as partes do seu corpo, ou, melhor falando, que vê de fora do seu corpo.”
 
430. Pois que a sua clarividência é a de sua alma ou de seu Espírito, por que é que o sonâmbulo não vê tudo e tantas vezes se engana?
 
“Primeiramente, aos Espíritos imperfeitos não é dado verem tudo e tudo saberem.
 
Não ignoras que ainda partilham dos vossos erros e prejuízos. Depois, quando unidos à
matéria, não gozam de todas as suas faculdades de Espírito. Deus outorgou ao homem a
faculdade sonambúlica para fim útil e sério, não para que se informe do que não deva saber.
 
Eis por que os sonâmbulos nem tudo podem dizer.”
 
431. Qual a origem das idéias inatas do sonâmbulo e como pode falar com exatidão de coisas que ignora quando desperto, de coisas que estão mesmo acima de sua capacidade intelectual?
 
“É que o sonâmbulo possui mais conhecimentos do que os que lhe supõe. Apenas, tais conhecimentos dormitam, porque, por demasiado imperfeito, seu invólucro corporal não lhe consente rememorá-lo. Que é, afinal, um sonâmbulo? Espírito, como nós, e que se encontra encarnado na matéria para cumprir a sua missão, despertando dessa letargia quando cai em estado sonambúlico. Já te temos dito, repetidamente, que vivemos muitas
vezes. Esta mudança é que, ao sonâmbulo, como a qualquer Espírito ocasiona a perda material do que haja aprendido em precedente existência. Entrando no estado, a que chamas crise, lembra-se do que sabe, mas sempre de modo incompleto. Sabe, mas não poderia dizer donde lhe vem o que sabe, nem como possui os conhecimentos que revela. Passada a crise, toda recordação se apaga e ele volve à obscuridade.”
 
Mostra a experiência que os sonâmbulos também recebem comunicações de outros Espíritos, que lhes transmitem o que devam dizer e suprem à incapacidade que denotam. Isto se verifica principalmente nas prescrições médicas. O Espírito do sonâmbulo vê o mal, outro lhe indica o remédio.
 
Essa dupla ação é às vezes patente e se revela, além disso, por estas expressões muito frequentes: dizem-me que diga, ou proíbem-me que diga tal coisa. Neste último caso, há
sempre perigo em insistir-se por uma revelação negada, porque se dá azo a que intervenham Espíritos levianos, que falam de tudo sem escrúpulo e sem se importarem com a verdade.
 
432. Como se explica a visão a distância em certos sonâmbulos?
 
“Durante o sono, a alma não se transporta? O mesmo se dá no sonambulismo.”
 
433. O desenvolvimento maior ou menor da clarividência sonambúlica depende da organização física, ou só da natureza do Espírito encarnado?
 
“De uma e outra. Há disposições físicas que permitem ao Espírito desprender-se mais ou menos facilmente da matéria.”
 
434. As faculdades de que goza o sonâmbulo são as que tem o Espírito depois da morte?
 
“Somente até certo ponto, pois cumpre se atenda à influência da matéria a que ainda se acha ligado.”
 
435. Pode o sonâmbulo ver os outros Espíritos?
 
“A maioria deles os vê muito bem, dependendo do grau e da natureza da lucidez de
cada um. É muito comum, porém, não perceberem, no primeiro momento, que estão vendo Espíritos e os tomarem por seres corpóreos. Isso acontece principalmente aos que, nada conhecendo do Espiritismo, ainda não compreendem a essência dos Espíritos. O fato os espanta e fá-los supor que têm diante da vista seres terrenos.”
 
O mesmo se dá com os que, tendo morrido, ainda se julgam vivos. Nenhuma alteração notando ao seu derredor e parecendo-lhes que os Espíritos têm corpos iguais aos nossos,
tomam por corpos reais os corpos aparentes com que os mesmos Espíritos se lhes apresentam.
 
Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª Edição
 
Francisco Rebouças