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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

SEPARAÇÃO


       “Todavia, digo-vos a verdade: a vós convém que eu vá.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 7.)

Semelhante declaração do Mestre ressoa em nossas fibras mais íntimas.

Ninguém sabia amar tanto quanto Ele, contudo, era o primeiro a reconhecer a conveniência da par­tida, em favor dos companheiros.

Que teria acontecido se Jesus teimasse em per­manecer?

Provavelmente, as multidões terrestres teriam acentuado as tendências egoísticas, consolidando-as.

Porque o Divino Amigo havia buscado Lázaro no sepulcro, ninguém mais se resignaria à separação pela morte. Por se haverem limpado alguns leprosos ninguém aceitaria, de futuro, a cooperação proveitosa das moléstias físicas, O resultado lógico seria a perturbação geral no mecanismo evolutivo.

O Mestre precisava ausentar-se para que o es­forço de cada um se fizesse visível no plano divino da obra mundial. De outro modo, seria perpetuar a indolência de uns e o egoísmo de outros.
Sob diferentes aspectos, repete-se, diariamente, a grande hora da família evangélica em nossos agru­pamentos afins.
Quantas vezes surgirá a viuvez, a orfandade, o sofrimento da distância, a perplexidade e a dor por elevada conveniência ao bem comum?
 
       Recordai a presente passagem do Evangelho, quando a separação vos faça chorar, porque se a morte do corpo é renovação para quem parte é tam­bém vida nova para os que ficam.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças